segunda-feira, 15 de junho de 2009

Autárquicas 2009

Porque será que alguns candidatos de uma determinada força partidária cujo nome não será aqui revelado, em vários municípios do país, não têm nos outdoors onde propagandeiam a sua candidatura nada que os identifique com o partido pelo qual se candidatam? Hesito entre pensar que se trata apenas de uma gralha tipográfica e desconfiar que começa a haver gente a acreditar que mais vale só do que mal acompanhado.

É o mercado...

Não resisto a, também eu, largar a minha posta de pescada acerca do negócio do momento. A ida mais que adivinhada de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid.
O dinheiro envolvido no negócio parece ser o pomo da discórdia. Não falta por aí quem critique os montantes evolvidos usando argumentos tão delirantes como as milhentas coisas, alegadamente boas, que se podiam fazer com tão elevada maquia. Desde acabar com a fome em África até financiar investigações para umas quantas maleitas o graveto que os espanhóis vão pagar aos ingleses daria, dizem os críticos da negociata, para quase tudo.
Daria, se essa fosse a finalidade das partes interessadas. Que, obviamente, não é. Trata-se de duas empresas privadas que entre si decidiram negociar a compra e venda de um activo. Apenas isso. Mais uma transacção como muitas outras que se fazem todos os dias e acerca das quais ninguém se queixa embora, quase de certeza, sejam de menor rentabilidade esperada. Ou, digamos, de retorno menos absoluto.
De lembrar ainda que não consta haver dinheiro público metido ao barulho, nem é expectável que o governo espanhol venha a ter de intervir para pagar o chorudo vencimento que o craque vai auferir.

domingo, 14 de junho de 2009

Os novos oprimidos

Não. Não foi um Tribunal português que decidiu isto. A coisa, no entanto, é capaz de vir a fazer escola.

Reciclagem

Por razões que me escapam, mas suspeito tenham a ver com interpretações incorrectas de alguns posts em que abordo essa matéria, há quem pense que sou totalmente insensível às questões de carácter ambiental. Não que isso me incomode por aí além – na verdade não me incomoda mesmo nada – mas tal não corresponde minimamente à verdade.
O que eu não suporto são os fundamentalistas da ecologia. Aqueles para quem a diminuição da população e a crescente ausência de pessoas em muitas regiões do país é encarado como algo positivo e qualquer tentativa de inverter este processo é visto como um crime hediondo contra a natureza. Esses, provavelmente, prefeririam um mundo sem outras pessoas que não eles.
Ao que garantem diversos estudos, embora os haja para todos os gostos, os recursos do planeta estarão a níveis perigosamente baixos o que poderá, num futuro não muito distante, pôr em causa a sustentabilidade da vida na terra tal como actualmente a conhecemos. A maior preocupação será, de momento, a falta de água potável. Há, por isso, que procurar alternativas. Como sempre, sensível a esta temática, deixo aqui uma sugestão que pode constituir uma alternativa interessante e que pode contribuir para minorar o problema. Trata-se de uma solução já testada pela NASA, com resultados bastante positivos e que alguém, pelos vistos, anda por aí a experimentar.

sábado, 13 de junho de 2009

Estatisticas irrelevantes

Um leitor atento deste blogue – este blogue pode não ter muitos leitores mas os que tem são quase todos atentos – sugeriu-me que, para além da pesquisa semanal mais esquisita, publicasse de vez em quando alguns dados quanto ao número de visitantes, a sua origem, as horas de maior acesso e outras curiosidades que o contador de visitas vai guardando.
Embora este tipo de estatística não me pareça de grande relevância, até porque não revela um grau de interesse que justifique a sua inclusão no blogue, como gosto de ver os visitantes deste espaço agradados com os conteúdos que vou publicando, aqui fica uma pequena análise do tráfego registado nos dias 5 e 12 de Junho. Duas sextas-feiras, a última e a penúltima, para melhor se perceber quem e quando visita o Kruzes.
Nas imagens os novos visitantes aparecem a castanho mais escuro, o total de visitas a castanho mais claro e a azul os totais de páginas visitadas. Como os gráficos facilmente deixam perceber, o tráfego verificado entre as 9 e as 13 e as 14 e 18 horas não é significativamente diferente entre uma e outra sexta-feira. E, saliente-se, nestes períodos estão incluídos os espaços de tempo que medeiam entre as 12,30-13 e as 17,30-18 que, como é óbvio, não integram o período laboral na maior parte das instituições. Neste espaço horário a sexta-feira dia 5 contou com 35 visitantes e 48 páginas lidas enquanto ontem, sexta-feira 12, se verificou a presença de 43 visitas e foram lidas 71 páginas.
Facilmente se concluirá que, contrariamente ao que muitas vezes se pretende insinuar, os trabalhadores – sim porque aqui não se alinha nessa modernice dos colaboradores - que dispõem de acesso à internet no seu posto de trabalho não passam a vida a ler blogues. Pelo menos a ler este blogue. Não é no entanto garantido que não ocupem parte significativa do seu tempo a reencaminhar, para todos os contactos, e-mails parvos acerca de meninos raptados e piadas jocosas acerca do engenheiro Sócrates. Ou a jogar no computador. Ou a fazer outras coisas que agora não vêm ao caso.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A minha sardinha é muito melhor do que a da vizinha!

É nesta altura de Santos Populares que ficamos a saber que a "nossa" sardinha, a portuguesa, é muito melhor que a sua congénere espanhola. E porquê? Bom, as razões são muitas mas a julgar pelas explicações de umas quantas fulanas mal apessoadas tudo tem a ver com a água onde é pescada que, como se sabe, é completamente diferente…

Generalidades

O Presidente da República alertava no seu último discurso para a necessidade de pôr fim ao esbanjamento de recursos a que temos vindo a assistir em Portugal ao longo das últimas décadas. A mensagem não teria apenas como alvo os poderes públicos, até porque quando chega a hora de pagar os desvarios de quem ocupa os lugares de decisão a conta é a repartir por todos. Ela, a mensagem, destinar-se-á a todos os portugueses.
Manifestamos uma estranha insistência em viver muito acima das nossas possibilidades, esbanjamos o pouco que ganhamos em inutilidades e dificilmente conseguimos justificar de forma racional a necessidade que tivemos de as adquirir ou em que medida é que elas de facto melhoram a nossa qualidade de vida. Pior. Quase sempre o fazemos esbanjando o dinheiro que vamos ganhar daqui por alguns anos. É o que se chama fazer vida de rico com ordenado de pobre. Ou fazer figura de general quando se não é mais que um “praça rasa”.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Caça à multa

Quero acreditar que a Brigada de Transito da Guarda Nacional Republicana, ou lá como se chama agora a força policial com poderes de regulação e controlo do transito nas estradas nacionais, não tem como missão angariar receitas para os cofres do Estado. Ou, mais vulgarmente, praticar a caça à multa. Quase sempre à custa do automobilista mais incauto. No entanto quando me cruzo com um radar móvel de controlo de velocidade no IP2 entre Portalegre e Estremoz, no meio de nenhures, camuflado e estrategicamente colocado numa recta de vários quilómetros, numa estrada em excelentes condições e em que o volume de transito é ridículo quando comparado com outras onde quase não existe fiscalização, não posso deixar de pensar o contrário. Até porque, ao que parece, a “caçada” repete-se todos os dias
Obviamente que nestas circunstâncias ninguém circula abaixo do limite de velocidade e, por isso, o “êxito” da operação é garantido. Não fora a solidariedade entre automobilistas, com os insistentes sinais de luzes no cruzamento com outros veículos, seria mais um dia em cheio para a execução orçamental e, provavelmente, para o cumprimento dos objectivos estipulados para a avaliação do desempenho dos agentes. Se depender de mim continuarão apenas a ter “Bom”.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Outras oportunidades

Costumava, noutros tempos, dizer-se que “quem tem unhas é que toca guitarra” a propósito do aproveitamento das oportunidades por parte dos que estavam melhor preparados ou, não raras vezes, dos mais espertos. Hoje nem sempre é assim. Se calhar raramente é assim. Os atributos para agarrar as oportunidades que vão surgindo já não passam tanto pelas unhas ou pelas guitarras mas sim, e quase sempre, por outras sensações que envolvem o manuseamento de outros instrumentos.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gente precisa-se

A desertificação e o envelhecimento da população são os principais problemas do Alentejo e, de uma maneira geral, de todo o interior do país desde Bragança a Castro Marim. O diagnóstico não é novo, há muito que está feito, mas no entanto ninguém com responsabilidade governativa, ou aspirações a isso, parece muito preocupado com o facto. Obviamente que a solução para este problema não é fácil e mesmo as medidas para o inverter que algumas autarquias tem vindo a promover não demonstraram, pelo menos até agora, resultados minimamente animadores.
Mais do que investir em cimento ou alcatrão é nas pessoas que os candidatos a autarcas, que brevemente se irão apresentar aos eleitores alentejanos, devem centrar as suas promessas. Não me parece que construir edifícios para determinados fins só porque o concelho do lado também tem, quando se sabe que não há gente para meter lá dentro, ou construir estradas onde ninguém passa, seja uma aposta inteligente. O Alentejo precisa de pessoas. Sem elas vai acabar por morrer, por se tornar num imenso deserto onde o cimento e o alcatrão não passarão de ridículos monumentos à idiotice da actual geração de políticos. E de eleitores.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Improbabilidades e outras parvoíces

Através de um comentário – devidamente aprovado - a um post que publiquei há poucos dias é-me possível constatar que um leitor, suposto autor de uma das pesquisas que recentemente aqui mereceram destaque, não gostou de ver tornado público o que andou a pesquisar no Google confortavelmente instalado no recesso do seu lar. Não reconheço qualquer razão ao seu desagrado. Não foi identificado, não revelei nenhum dado que eventualmente fosse susceptível de pôr em causa a sua privacidade – até porque não possuo meios, conhecimentos ou interesse em o fazer - pelo que a indignação que demonstrou, bem patente nos termos da pesquisa efectuada e na referência implícita que deixa ao conhecido motor de busca, não se justifica. Trata-se apenas, há que dize-lo com toda a frontalidade, de uma manifesta falta de fair-play da parte do desconhecido, mas nem por isso menos estimado leitor. Uma parvoíce, até. Se quisermos ser mais precisos.
O que é verdadeiramente extraordinário e me motivou a escreveu acerca deste comentário e pesquisa que lhe esteve associada, não foi qualquer espécie de irritação ou azia – nem tão pouco africa - relativamente ao seu autor, mas sim o facto, que considero absolutamente espantoso, de o internauta em causa ter voltado a cruzar-se com este blogue. Deve ser uma daquelas improbabilidades tão improváveis que apenas acontecem no mundo virtual que é a internet. Ou é isso ou gostou do Kruzes. O que, verdade se diga, ainda parece menos provável.

E o burro sou eu?!

Se o pior cego é aquele que não quer ver, o maior burro será aquele que não quer entender. E parece que há quem não queira entender os resultados eleitorais de ontem. Todos os partidos tiveram mais votos do que os obtidos nas anteriores eleições europeias, à excepção do ps que perdeu perto de seiscentos mil votos. Ou seja mais de meio milhão de eleitores, um terço dos que o tinham feito em dois mil e quatro, deixaram de votar no partido que sustenta o governo.
Não vou perder tempo a fazer análises eleitorais aos resultados de ontem. Os números são claríssimos e não deixam a mínima margem para dúvidas quanto ao descontentamento dos portugueses, à cor do cartão que mostraram ao executivo socialista, nem espaço para interpretações mais ou menos rebuscadas que permitam transformar derrotas em vitórias morais. Por mim, que não exulto com a vitória laranja nem deposito grandes esperanças numa eventual governação social-democrata, espero que estes resultados sirvam para que os governantes e aqueles que os apoiam concluam que se calhar não são tão geniais quanto julgam ser, as suas ideias talvez não sejam tão brilhantes quanto pensam e que, provavelmente, os parvos nem sempre são os outros.

domingo, 7 de junho de 2009

Amnésia selectiva

Um jornal diário de expansão nacional tem nos últimos tempos dedicado muito do seu espaço ao escrutínio do património dos autarcas. Embora isso possa desagradar aos visados, trata-se de um salutar exercício de cidadania só possível em regimes democráticos e onde quem é eleito e pago para nos governar tem obrigação de ter uma conduta acima de qualquer suspeita. A bem da própria democracia, da transparência e da credibilidade das instituições.
Na edição de hoje do dito jornal o alvo é uma Presidenta de Câmara, relativamente menos jeitosa do que aquela a quem me refiro no post de ontem apesar de não ser nenhum estafermo, que revela uma falta de memória preocupante. A acreditar no que é publicado a senhora não consegue recordar se o valor inscrito - três milhões e setecentos mil - na declaração entregue ao Tribunal de Contas referente aos rendimentos auferidos nos anos de 2002 e 2004 são euros ou contos...
A diferença parece-me significativa e bem capaz de ser coisa para não esquecer nem ao mais distraído. Embora, por aquilo que tenho tido oportunidade de constatar desde que estes rendimentos têm vindo a ser divulgados, quando o assunto envolve dinheiro, rendimentos ou impostos a memória dos autarcas – e se calhar dos políticos em geral – revela-se muito, mas mesmo muito fraquinha.

sábado, 6 de junho de 2009

Coisas em que acredito

Gramo à brava a Fátinha de Felgueiras. Não sei ao certo porquê, mas gramo-a mesmo. E quando ela diz coisas como as que vêm hoje publicadas na imprensa em que, sem papas na língua, afirma “tomara que todo o governo fosse tão honesto como Felgueiras” a minha admiração pela mulher atinge níveis que até a mim próprio surpreendem.
Não sei se, com esta afirmação, ela se estará a referir a si ou à população do seu concelho. Acredito na primeira hipótese. Acredito sempre na distinta senhora. A Fátinha. E também no Valentim, no Isaltino, no Pai Natal e que o Benfica vai ser campeão na próxima época.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desta vez vou votar

Vou pela primeira vez, tanto quanto me lembro, votar nas eleições para o parlamento europeu. Não o faço por de repente ter ficado interessado nos problemas decorrentes da construção europeia ou por algum dos muitos candidatos ter apresentado propostas que me tenham feito acreditar que o meu futuro, enquanto cidadão europeu, seria mais risonho se lhe entregasse o meu voto. Nada disso. À excepção dos principais partidos nem sei quem são os cabeças de lista, sou incapaz de identificar o segundo candidato de qualquer uma das forças concorrentes e não me recordo de uma única proposta eleitoral que alguém tenha feito.
Ainda assim irei votar. Contra. Contra aqueles que ao longo dos últimos quatro anos destruíram as perspectivas profissionais – e em muitos casos pessoais – de milhões de portugueses. Contra os que instalaram a instabilidade laboral onde antes não a havia. Contra os que caluniaram, difamaram e perseguiram quem trabalha. Contra os que atiraram os portugueses, pelo menos os que são honestos, para a beira do abismo. Votar nessa gente é, seguramente, dar o passo em frente.
Apesar de apenas um voto não fazer a diferença, culpo-me por nas últimas legislativas ter optado por me abster. Não o voltarei a fazer. Embora não adiante muito, desta vez poderei alegar que a culpa não foi minha.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Reorganizem-se!

O Partido do Proletariado deve ser uma coisa, chamemos-lhe assim, muito complexa. Pelo menos a julgar pelo tempo que já leva de existência um alegado movimento reorganizativo que manifesta reiterada e convictamente a intenção de reorganizar esse dito partido. O dos proletas.
Apesar de admirar a sua persistência, andam nisto já lá vão para aí uns quarenta anos e ainda não conseguiram os seus intentos, parece mais que evidente que terá chegado a altura desta malta cair em si e fechar a loja. Para além de em tanto tempo não terem conseguido reorganizar aquilo a que se propunham, deixaram acabar o segmento populacional que seria a razão da sua tarefa. O proletariado. É claro que, em alternativa, poderão sempre tentar a reorganização de outra coisa qualquer.
Disso cedo se aperceberam políticos brilhantes, como Ana Gomes e Durão Barroso, que depressa abandonaram o movimento liderado pelo grande educador da classe operária Arnaldo Matos e foram tratar da vidinha para outras forças políticas onde a hipótese de reorganizar qualquer coisa era bem mais real. Afinal apenas seguiram o conselho do lider. Sem hesitações.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Uma questão de centimetros...

O CDS-PP transmite-nos neste cartaz a mensagem que não anda a brincar aos políticos e que terá soluções sérias para Portugal. Quero acreditar que sim. De resto é o que se espera daqueles que se candidatam a representar-nos nas mais altas instâncias europeias.
O que me parece pouco sério, diria até que aparenta ser uma brincadeira, é a colocação deste placard junto a um portão da escola secundária. Se atentarmos numa das imagens é fácil constatar que um dos pilares que o suporta está exactamente colocado frente à entrada que dá acesso directo a um depósito de combustível da dita escola.
Obviamente que aquela será uma entrada utilizada apenas esporadicamente e que o acesso, apesar de limitado pelo pilar, não está de todo cortado e nem daqui advirão grandes males ao mundo. Obviamente também que o partido publicitado pouco ou nada terá a ver com a instalação do outdoor naquele local. Actualmente a militância já não é o que era e estes trabalhos são agora feitos por empresas da especialidade que se estão perfeitamente nas tintas para os impactos que estas coisas possam ter no meio circundante. E, no caso, até tinha dado o mesmo trabalho ter feito o buraco um nadinha mais ao lado.

Papás merdosos

Uma fralda descartável não é algo que se espere encontrar numa escola secundária. Os alunos, já espigadotes, há muito que deixaram de as usar e apesar da política educativa ser bastante merdosa, ainda assim, não o será ao ponto de justificar a existência destas coisas nos estabelecimentos de ensino. A justificação, obviamente, será outra. Alguma mamã mais porcazinha – ou papá a atirar para o javardola – terá aproveitado a paragem no estacionamento contíguo para efectuar uma limpeza ao rabiosque do seu rebento e atirado os resíduos para o interior da escola. É fácil de adivinhar que o cheiro no interior do automóvel seria nauseabundo e difícil de suportar pelos progenitores mas, mesmo assim, nada justifica que se proceda desta forma. Até porque, no interior de uma cidade, encontrar um contentor do lixo não é das tarefas mais complicadas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Alentejo

Ontem, algures no Alentejo. E não, não foi no Alentejo profundo. Esse não sei onde fica.

Como ter muitas visitas no blog

Qualquer um que se pretenda iniciar no mundo dos blogues, tem à sua disposição uma panóplia de tutoriais on-line, dicas, truques, manuais ou conselhos de outros bloguistas, supostamente mais experientes, para conseguir num curto espaço de tempo visitantes que façam mover o contador de visitas como se não houvesse amanhã. Entre eles pode encontrar-se quase invariavelmente a recomendação de utilização das chamadas redes sociais como um importante factor de divulgação do blogue e de redireccionamento de visitantes. Nada mais errado, sou eu que vos digo. É, garanto, um desperdício de tempo o recurso ao sites como o Orkut, Facebook, Hi5, entre outros que podemos encontrar na Internet, como forma de dar a conhecer ou de angariar leitores para o blogue. Os utilizadores desses espaços têm outros interesses que, quase de certeza, pouco terão a ver com blogues e não constituem na sua esmagadora maioria uma potencial clientela para o espaço blogosferico. Por isso, quem quiser ter muitas visitas no seu blogue o melhor que tem a fazer é escrever textos jeitosos, actuais e, já agora, sobre temas que tenham algum interesse.

domingo, 31 de maio de 2009

Pinto da Costa - A falta de memória do velhote gágá

Pinto da Costa gostava de ter jogado a final da taça de Portugal no Estádio da Luz. Nada mais acertado. Era bonito a final de tão importante competição realizar-se no maior estádio português e que é propriedade do maior clube nacional. A propósito recorde-se este célebre episódio em que aquele fulano quis – e conseguiu – jogar uma final da Taça em casa.
A 1 de Junho de 1983, com Benfica e FC Porto apurados para a Final da Taça de Portugal, após os "encarnados" vencerem o campeonato sai bomba da Assembleia Geral do clube das Antas: Pinto da Costa, com o apoio dos associados, anuncia que o FC Porto não comparecerá na final da Taça a ser disputada no Estádio Nacional, exigindo que a mesma seja disputada no Estádio das Antas. E, Pinto da Costa ainda disparou mais longe: "Vamos a ver se a FPF tem a coragem de nos mandar para a 2ª Divisão, pois é esse o desejo que os move, pois Lisboa quer continuar a colonizar o resto do País". Silva Resende, o presidente da FPF, limitou a sua resposta a um parco "os regulamentos serão religiosamente cumpridos".
A polémica prosseguiu e a 8 de Junho ficou a saber-se que a competição ficava adiada para uma nova data ainda desconhecida. Os jogadores do Benfica e do FC Porto partiam de férias, num dos momentos mais circenses de todos os tempos no futebol português. Fernando Martins, presidente do Benfica, mais tarde, viria a aceitar a final da Taça nas Antas, segundo ele, "em defesa do FC Porto e do prestígio do futebol".
A final ficava marcada para 21 de Agosto de 1983, fazendo-se a vontade de Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto. O Benfica venceu a partida por 1-0, com um excelente golo de Carlos Manuel, num jogo em que ambas as equipas se apresentaram em 4-4-2, com meio campos muito preenchidos e dois avançados - Gomes e Jacques, no FC Porto, Nené e Filipovic, no Benfica.
No final da partida o habitual mau perder de Pedroto, a ver a sua estratégia e de Pinto da Costa sair furada: "O Benfica utilizou o seu poderio para não jogar na data marcada, pois estariam em muito má forma". Fernando Martins preferiu a diplomacia: "Fui eu que decidi que viessemos às Antas em defesa do futebol. A política de amizade entre o Benfica e o FC Porto não vai ser alterada, apesar desta polémica".
Fonte: “Terceiro Anel”

Poesia

sábado, 30 de maio de 2009

Vai cá uma agitação...

Como se pode constatar pela imagem, captada hoje numa vila algures no Alentejo, a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu está verdadeiramente emocionante. Diria que transborda de alegria, de entusiasmo e sente-se à distância a convicção com que os apoiantes das candidaturas fazem passar a mensagem dos candidatos.
Do lado dos eleitores o entusiasmo não é menor. Precipitam-se na direcção da comitiva, imploram por uma lembrança – que pode ser um saco plástico, um porta-chaves, um preservativo com a cor do respectivo partido e o sabor do fruto que o simboliza ou um rolo de papel higiénico com a cara do candidato – juram a fidelidade eterna do seu voto e elogiam toda e qualquer acção anteriormente realizada ou declaração proferida ultimamente. Seja ela qual for que, para o caso, não interessa nada.
Claro que há sempre aqueles que só sabem dizer mal. E escrever, também. E há, ainda, os outros. Os que sustentam convictamente que “são todos a mesma merda”, não passam de uma “cambada de chulos” e que o “que eles querem é tacho”. Ora isto não será propriamente dizer bem mas, concordemos, também não é dizer mal. Afinal quantos de nós não repetimos já milhentas vezes uma destas expressões?! Se isto é “negativismo”, “bota-abaixismo” ou outros “ismos” parvos, eu começo a pensar que "eles" estão como o pai do recruta da anedota. “O meu filho é o único com o passo certo…”

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Gente séria

Em tempos cheguei a pensar que, mais tarde ou mais cedo, ia acabar por ficar rico. Não que estivesse disposto a seguir o método de alguns ricaços mais ou menos conhecidos que trabalharam como mouro vinte cinco horas por dia e começaram a vida a carregar botijas ou vender atacadores. Até porque era capaz de ficar cansado nem, mais importante, não gosto de mouros. Mesmo a hipótese de ficar milionário através dos jogos de fortuna e azar nunca se me afigurou como provável porque, apesar de semanalmente investir “algum” nesta área, a esperança de ver engordar a conta bancária por esta via foi-se esfumando ao longo dos muitos anos de sucessivas apostas falhadas.
O processo de enriquecimento protagonizado por uns quantos personagens ultimamente muito em voga parece-me muito mais eficaz e, sobretudo, muito menos cansativo. É tão bom e tão genial que, ao que se diz, nem é preciso fazerem aquilo para que são pagos para, na mesma, lhe pagarem quantias verdadeiramente mirabolantes. Coisa para dez milhões de euros por seis meses de algo a que apenas com muito boa vontade podemos considerar trabalho.
Mas talvez a minha sorte esteja prestes a mudar. Um tal de Mr. Huang, a julgar pelo nome deve ser um gajo tão respeitável como outros que já nos governaram a nós e se governaram a eles, enviou-me hoje um e-mail onde me informava – se bem percebi no meu inglês quase técnico - que tinha 32,300,000.00 de dólares para depositar na minha conta. Para tanto basta que lhe comunique os meus dados pessoais e bancários. Genial. Porque raio não me lembrei disso antes?!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O imposto europeu

Anda meio mundo a malhar – eu sabia que esta expressão me ia dar jeito – no cabeça de lista do Partido Socialista às europeias por este ter manifestado intenção de, quando ocupar o seu lugar em Bruxelas, propor a criação de um imposto europeu. Ora Vital Moreira anunciou apenas uma inevitabilidade. Daquelas que até chateiam – e esta por maioria de razão – de tão inevitáveis que são. Mais tarde ou mais cedo nós, europeus, teremos de suportar directamente, porque indirectamente já agora o fazemos, seja através de um imposto sobre o consumo ou mais provavelmente sobre o rendimento, os custos de funcionamento das instituições europeias e do esforço de coesão de eventuais novos países membros. Ou da ajuda aos palestinianos. Que, como se sabe, morrem de amores por nós. Alguns, pelo menos.
Um imposto, como decorre do próprio nome, nunca constitui algo que as pessoas encarem com agrado. No entanto se o mesmo incidisse sobre a entrada de mercadorias no espaço europeu poderia eventualmente recolheria alguma simpatia por, de alguma forma, poder constituir um meio de protecção do emprego e do sector produtivo do velho continente. Será contudo impraticável a sua aplicação a curto ou médio prazo. Tal iria ao arrepio de tudo o que tem sido a politica das instituições e governos europeus ao longo das últimas dezenas de anos mas, ou muito me engano, constituirá a longo prazo mais uma das tais inevitabilidades se quisermos que a Europa, tal como a conhecemos, sobreviva. Isto, claro, se alguém estiver interessado nisso.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Preservativos, diplomas e outras utilidades

Esta ideia de distribuir preservativos nas escolas parece-me ligeiramente esquisita. Não é que ache mal, mas também não se me afigura por aí além muito brilhante. Discordo em especial da parte em que se prevê que estes sejam distribuídos por profissionais de saúde em gabinetes a criar para o efeito. Teria um impacto muito maior e proporcionaria uma abordagem muito mais ampla quanto à divulgação desta iniciativa governamental se a distribuição deste…material, chamemos-lhe assim, fosse feita ao estilo da entrega de “Magalhães” ou de diplomas das “Novas Oportunidades”.
Já que o tema veio à baila, refira-se ser mais que justo os formandos desta iniciativa, juntamente com o diploma do nono ou do décimo segundo ano, receberem também uma embalagem de preservativos. Ou mais. Que essas coisas gastam-se num ápice.
Convém igualmente não esquecer os “alunos” das universidades seniores. Embora relativamente a estes não se afigure grande necessidade de distribuir as camisinhas, era capaz de ser simpático e de render alguns votos a distribuição de embalagens de viagra.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Dia do vizinho

Assinalou-se hoje o dia europeu do vizinho. Não consta que se tivessem verificado especiais festejos, existido comemorações merecedoras de destaque ou desenvolvida qualquer iniciativa destinada a assinalar a data. Salvo algumas excepções, a relação entre vizinhos é hoje muito diferente daquilo que era até há poucas dezenas de anos atrás e não parece justificar a existência de celebrações. São até mesmo de evitar. Tal como os vizinhos, acharão muitos.
Actualmente o vizinho é apenas aquele gajo que mal conhecemos, dono do cão que caga à nossa porta, que nos incomoda com a chinfrineira que faz ou que atira o lixo para o nosso quintal. O vizinho é, quase sempre, o chato do lado que até chateia de tão chato que é, que nos incomoda, aborrece e que mais valia ir morrer longe. Felizmente no meu bairro ainda não é assim. Por isso aproveito para deixar um grande bem-haja aos meus vizinhos. Excepto a um ou dois parvos que se reconhecerão nas características acima mencionadas.

O dever acima de tudo

Foi recentemente divulgada a lista, actualizada ao final do mês de Abril, do prazo médio de pagamento dos municípios portugueses. A liderar o ranking surge o município açoriano de Vila Franca do Campo, onde as dividas são pagas a um espantoso prazo de oitocentos e setenta e oito dias!
Relativamente às autarquias alentejanas, em particular as do distrito de Évora, temos o Alandroal num desonroso oitavo lugar, com um prazo médio de pagamento das facturas de quatrocentos e sessenta e três dias. Nada menos que um ano e três meses! No top cinquenta dos maus pagadores constam ainda os municípios de Montemor-o-Novo, Évora e Borba, onde o tempo de espera por parte dos fornecedores é de trezentos e dez, duzentos e cinquenta e sete e duzentos e cinquenta e cinco dias, respectivamente.
No pólo oposto, o dos bons pagadores, está o Município de São Roque do Pique que paga no prazo de dois dias. Entre os que sabem honrar atempadamente os seus compromissos encontram-se também as Câmaras de Arraiolos, onde o prazo de pagamento é de trinta e um dias, e a de Portel onde ao fim de cinco dias as facturas são pagas.
Lamentavelmente estas coisas pouco dizem aos portugueses que, por norma, não valorizam quem tem preocupações com o equilíbrio financeiro das instituições. Nem destas nem de outras. O que, num país de caloteiros e de gente pouco dada ao rigor das boas contas, não constitui grande novidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Porque me apetece(u)

Uma imagem vale mil por palavras. Ou mais. Depende das palavras e das imagens. E sim, estava mesmo tão bom quanto parece.