Tenho pouco apreço por bruxas. Por bruxarias ainda menos. Mas, apesar de não acreditar na existência das primeiras, não duvido da pratica de artes mais ou menos manhosas que, se fosse supersticioso, facilmente relacionaria com bruxedos. Assim, como me tenho na conta de alguém racional, contento-me em considerar muitas das movimentações e acontecimentos políticos dos últimos tempos como meras jogadas de bastidores, golpes palacianos ou, apenas, baixa política. Daquela reles, mesmo. Um dos primeiros exemplos a que assisti, enquanto adulto, envolveu Sá Carneiro que ali pelo final dos anos setenta e princípios de oitenta do século passado foi durante meses acusado pelo jornal oficioso do Partido Comunista – um pasquim denominado “O Diário” – de alegadas práticas que envolveriam recebimentos de luvas e corrupção em geral. O resultado de tudo isso, nomeadamente o das eleições que entretanto ocorreram, é história. O então dirigente social-democrata e antigo primeiro-ministro ficou na dita. O tal folhoso nem por isso.
segunda-feira, 31 de março de 2025
domingo, 1 de abril de 2018
E-bruxedo

Não acredito em bruxas, bruxedos ou bruxarias. Nem, sequer, noutras artes manhosas ainda que vagamente correlacionadas. Tenho é uma crença inabalável no meu azar ao jogo. Mas, confesso, começo a ficar preocupado. Não contava com tanta má-sorte. Estas apostas nas vitórias combinadas de porto e sporting começam a ameaçar a estabilidade financeira da minha “banca”. Estou a ver que ainda vou ter de recorrer ao crowdfunding. Ou fazer uma vaquinha, vá.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Não há bruxas, mas devia haver...
Isto do Halloween, dia das bruxas ou lá o que é, trata-se do quê, ao certo? Ou até mesmo ao incerto, vá. É que começo a desconfiar que é aquela altura do ano em que uns quantos pirralhos, mal-educados e que apenas recentemente largaram os cueiros, acham que podem fazer tudo o que lhes dê na real gana. Coisa a que, presumo, os progenitores acharão muita graça. Deve ser aquela coisa de estimular os meninos a “apanhar sol por dentro” e isso. Ou, então, é porque são mesmo umas bestas e não sabem educar os rebentos que puseram no mundo.
Entretanto, mais um atentado realizado por um seguidor da religião da paz. E em nome dela, também. Isto começam a ser demasiados os que não podemos tomar pelo todo. É que são já muitos os casos isolados que não representam a generalidade dos pacíficos militantes daquela pacifica doutrina. Um dia destes deixa de ser noticia. Por mim só retive aquela parte do atacante ter sido transportado para o hospital. Porquê?! Não havia necessidade…
E a Catalunha? Até posso entender o entusiasmo dos esquerdelhos com as intenções independentistas daquela região. O que me surpreende é o desprezo com que falam da Constituição espanhola relativamente a este assunto. Para quem, ainda há dois ou três anos, rasgava as vestes por causa dos alegados estupros à nossa Lei Fundamental cometidos pelo maléfico governo da direita, parece-me assim um bocadinho parvo...
domingo, 21 de junho de 2015
Serão as bruxas corruptas? Ou os corruptos é que parece que são bruxos?
As bruxas e a corrupção têm muito em comum. Parece, até, que ambas estão intimamente ligadas. Das primeiras – as bruxas - costuma-se dizer que apesar de não acreditarmos nelas, lá que a há, há. Já a corrupção acreditamos que existe mas, por mais que nos esforcemos, nunca a conseguimos ver. Curiosamente não é raro depararmos com coisas que nos parecem apenas possíveis graças a uma qualquer bruxaria. Ou, menos raro ainda, a situações que levam, mesmo ao mais ingénuo, a desconfiar da impossibilidade da coisa sem a intervenção de uma mãozinha corrupta. Seja como fôr a existência de bruxas e de corruptos, salvo uma ou outra bruxa menos discreta ou um ou outro corrupto mais descuidado, está ainda por demonstrar.
O que já está mais do que demonstrado e diariamente reafirmado é o apelo de autarcas, ex-autarcas com vontade de ser novamente autarcas, opositores a quem já cheira a poder e patos bravos em geral ao “investimento público”, ao “fim da austeridade” e, em suma, à abertura das torneiras do pote. Toda esta malta não esconde a ansiedade de voltar a esturrar o dinheiro do contribuinte. Tudo, garantem, para o bem do povo. O mesmo povo que não acredita em bruxas, mas que crê piamente na existência de corruptos. Mesmo que uns e outros permaneçam invisíveis. Para alguns.