sexta-feira, 26 de junho de 2020

Tourada de desconfinamento

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A praça de touros cá da terra vai receber a primeira tourada a realizar no pós confinamento. O que constituirá, segundo os organizadores, a reabertura mundial da cultura tauromáquica. Nada que me entusiasme. Nem, tão-pouco, me orgulhe. Causa-me, antes, alguma preocupação. O acontecimento trará à cidade ainda mais gente do que o habitual – sejam aficionados ou amiguinhos dos animais – o que, a juntar aos que resolveram vir para aqui “acampar” durante a pandemia, não augura nada de especialmente bom.


A recuperação do praça de touros foi, na minha opinião de eleitor e contribuinte que gosta de ver dar bom uso aos seus impostos, um dos piores investimentos realizados no concelho com dinheiro público. Por várias razões. Primeiro porque o imóvel tem um valor histórico irrelevante, depois por se tratar de propriedade privada – a transferência para a autarquia durante umas dezenas de anos dá um jeitão à entidade que é dona daquilo – e, finalmente, porque é usada apenas em duas ou três ocasiões por ano. Se, como tudo indica, as touradas acabarem em meia-dúzia de anos é só fazer a conta ao custo de cada uma. Que, recorde-se, não é apenas suportado pelos poucos aficionados locais que frequentam os ditos espectáculos.


O que não se pode quantificar é a má fama que estas iniciativas trazem à cidade. Nem, igualmente, os ganhos para a população se o edifício tivesse sido demolido e, naquele e no espaço envolvente, existisse algo de que todos pudessem desfrutar. Ou, até, nem existisse nada. Não seria pior.

20 comentários:

  1. Porque nunca gostei de touradas, subscrevo totalmente o que dizes.

    Beijos e um bom dia

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  2. Anónimo12:50 p.m.

    Não vale a pena estender.me em comentários que seriam muito semelhantes ao que aqui foi escrito por si.
    Onde posso assinar?

    Cumprimentos, caro KK.

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  3. Anónimo2:35 p.m.

    Completamente de acordo.

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  4. E eu a pensar que era só na Mamadeira Ilha da Madeira) que isso acontecia?
    (não com praça de touros porque não temos).


    Beijinhos Kruzes
    Feliz Sábado

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  5. Bem, a tourada do desconfinamento, a realizar nesta terra (que nem sei qual é) não será uma tourada propriamente dita. Será uma boa oportunidade para os tauricidas e aficionados mais todos os restantes afins serem candidatos a hóspedes das salas de cuidados intensivos, nos hospitais portugueses, e ficarem com mazelas nos pulmões para o resto da vida. os touros que serão torturados, coitados, já estão condenados à partida. E deles será o Reino do Céu.
    E a isto chama-se "cultura do coronavírus".

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  6. O 'post' tem muito que se lhe escreva.
    O dono da Praça não é parvo e percebe que os autarcas o são. Assim só ganha paz, sossego e dinheiro ao transferir (por uns tempos) as despesas para a autarquia.
    Ele deve pensar, tal como eu penso: quem vos mandou votar naquelas bestas?
    Se destruíssem a Praça, ficava o terreno. E há uma regra velha como o mafarrico e inventada por este: quem tem o dinheiro é quem manda. O terreno seria comprado, por poucochinho (mesmo contando as luvas), E o dinheiro faria o que quereria ali.
    Centro comercial, Hotel de 7 estrelas, parque infantil (a pagar) e, para descanso de KK, um WC público para bichos mais ou menos estimados. Bicho que não cumprisse (não importava o número de patas) era abatido. Fariam um 'stand' ao lado com tirinhos (ó lindo, são só 50 c).
    A fama de Estremoz não depende de umas toiradas. Depende das gentes de lá.
    Depende da História: foi um dos locais aonde a Corte se entranhou durante décadas.
    Depende da boa comida da região — o que aconteceu ao 'São Rosas' e a outros?

    Abraço de estima

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  7. Não gosto de touradas mas não sou dos que defendem a sua proibição. Hão-de acabar naturalmente um dia destes.

    Bom fim de semana

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  8. Obrigado caro António.

    Bom fim de semana.

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  9. Mamadeira...tão boa essa!

    Bom fim de semana Luísa

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  10. Se calhar o melhor era fazerem a tourada à porta fechada.

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  11. Já não há "São Rosas" mas continua a haver muito lugar para comer bem. E, se for o caso, para dormir melhor.

    Touradas? Não precisamos delas. Com ou sem bois.

    Cumprimentos

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  12. Anónimo3:03 p.m.

    Será que os animais, participantes, também vão usar mascara cirúrgica?
    Esta câmara está cheia de irresponsáveis.

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  13. E sem máscaras, sem ácool-gel, sem distância social, e um Touro, vigoroso, a cornear em todas as direcções.

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  14. Na verdade, as touradas são a nódoa negra no "pano de linho branco" que é Estremoz. Uma terra com História, a qual se desvirtuou ao acolher uma prática tão medievalesca.
    Estremoz só tem a perder. Não a recomendo aos meus amigos estrangeiros.
    Quando a nódoa negra for removida, recomendá-la-ei, com muito gosto.

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  15. Se não fosse a reconstrução da praça - que apenas ocorreu por uma conjugação de factores muito, digamos, excepcionais - já não teríamos disso por cá.

    A tauromaquia tem os dias contados. É uma questão de tempo. Depois, provavelmente, surgirá a questão da extinção do boi-bravo... mas isso já serão outras guerras!

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  16. E os forcados? Vão manter o distanciamento de dois metros ou aquilo vai ser tudo ao molho em cima do boi?!

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  17. Mas que extinção do boi-bravo? O boi-bravo NÃO EXISTE na Natureza.
    Se me permite, deixarei aqui um link onde se demonstra isto mesmo:

    «A tourada, razão da existência do Touro bravo?» Ou a queda de um mito...

    https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

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  18. Anónimo9:47 p.m.

    No futebol, não é permitido espetadores na tourada é permitido.
    Estou a ficar muito baralhado.

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  19. A tourada, tal como o futebol, também devia ser á porta fechada.

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