
A praça de touros cá da terra vai receber a primeira tourada a realizar no pós confinamento. O que constituirá, segundo os organizadores, a reabertura mundial da cultura tauromáquica. Nada que me entusiasme. Nem, tão-pouco, me orgulhe. Causa-me, antes, alguma preocupação. O acontecimento trará à cidade ainda mais gente do que o habitual – sejam aficionados ou amiguinhos dos animais – o que, a juntar aos que resolveram vir para aqui “acampar” durante a pandemia, não augura nada de especialmente bom.
A recuperação do praça de touros foi, na minha opinião de eleitor e contribuinte que gosta de ver dar bom uso aos seus impostos, um dos piores investimentos realizados no concelho com dinheiro público. Por várias razões. Primeiro porque o imóvel tem um valor histórico irrelevante, depois por se tratar de propriedade privada – a transferência para a autarquia durante umas dezenas de anos dá um jeitão à entidade que é dona daquilo – e, finalmente, porque é usada apenas em duas ou três ocasiões por ano. Se, como tudo indica, as touradas acabarem em meia-dúzia de anos é só fazer a conta ao custo de cada uma. Que, recorde-se, não é apenas suportado pelos poucos aficionados locais que frequentam os ditos espectáculos.
O que não se pode quantificar é a má fama que estas iniciativas trazem à cidade. Nem, igualmente, os ganhos para a população se o edifício tivesse sido demolido e, naquele e no espaço envolvente, existisse algo de que todos pudessem desfrutar. Ou, até, nem existisse nada. Não seria pior.
Porque nunca gostei de touradas, subscrevo totalmente o que dizes.
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Não vale a pena estender.me em comentários que seriam muito semelhantes ao que aqui foi escrito por si.
ResponderEliminarOnde posso assinar?
Cumprimentos, caro KK.
Completamente de acordo.
ResponderEliminarE eu a pensar que era só na Mamadeira Ilha da Madeira) que isso acontecia?
ResponderEliminar(não com praça de touros porque não temos).
Beijinhos Kruzes
Feliz Sábado
Bem, a tourada do desconfinamento, a realizar nesta terra (que nem sei qual é) não será uma tourada propriamente dita. Será uma boa oportunidade para os tauricidas e aficionados mais todos os restantes afins serem candidatos a hóspedes das salas de cuidados intensivos, nos hospitais portugueses, e ficarem com mazelas nos pulmões para o resto da vida. os touros que serão torturados, coitados, já estão condenados à partida. E deles será o Reino do Céu.
ResponderEliminarE a isto chama-se "cultura do coronavírus".
O 'post' tem muito que se lhe escreva.
ResponderEliminarO dono da Praça não é parvo e percebe que os autarcas o são. Assim só ganha paz, sossego e dinheiro ao transferir (por uns tempos) as despesas para a autarquia.
Ele deve pensar, tal como eu penso: quem vos mandou votar naquelas bestas?
Se destruíssem a Praça, ficava o terreno. E há uma regra velha como o mafarrico e inventada por este: quem tem o dinheiro é quem manda. O terreno seria comprado, por poucochinho (mesmo contando as luvas), E o dinheiro faria o que quereria ali.
Centro comercial, Hotel de 7 estrelas, parque infantil (a pagar) e, para descanso de KK, um WC público para bichos mais ou menos estimados. Bicho que não cumprisse (não importava o número de patas) era abatido. Fariam um 'stand' ao lado com tirinhos (ó lindo, são só 50 c).
A fama de Estremoz não depende de umas toiradas. Depende das gentes de lá.
Depende da História: foi um dos locais aonde a Corte se entranhou durante décadas.
Depende da boa comida da região — o que aconteceu ao 'São Rosas' e a outros?
Abraço de estima
Não gosto de touradas mas não sou dos que defendem a sua proibição. Hão-de acabar naturalmente um dia destes.
ResponderEliminarBom fim de semana
Obrigado caro António.
ResponderEliminarBom fim de semana.
Obrigado pelo comentário!
ResponderEliminarMamadeira...tão boa essa!
ResponderEliminarBom fim de semana Luísa
Se calhar o melhor era fazerem a tourada à porta fechada.
ResponderEliminarJá não há "São Rosas" mas continua a haver muito lugar para comer bem. E, se for o caso, para dormir melhor.
ResponderEliminarTouradas? Não precisamos delas. Com ou sem bois.
Cumprimentos
Será que os animais, participantes, também vão usar mascara cirúrgica?
ResponderEliminarEsta câmara está cheia de irresponsáveis.
E sem máscaras, sem ácool-gel, sem distância social, e um Touro, vigoroso, a cornear em todas as direcções.
ResponderEliminarNa verdade, as touradas são a nódoa negra no "pano de linho branco" que é Estremoz. Uma terra com História, a qual se desvirtuou ao acolher uma prática tão medievalesca.
ResponderEliminarEstremoz só tem a perder. Não a recomendo aos meus amigos estrangeiros.
Quando a nódoa negra for removida, recomendá-la-ei, com muito gosto.
Se não fosse a reconstrução da praça - que apenas ocorreu por uma conjugação de factores muito, digamos, excepcionais - já não teríamos disso por cá.
ResponderEliminarA tauromaquia tem os dias contados. É uma questão de tempo. Depois, provavelmente, surgirá a questão da extinção do boi-bravo... mas isso já serão outras guerras!
E os forcados? Vão manter o distanciamento de dois metros ou aquilo vai ser tudo ao molho em cima do boi?!
ResponderEliminarMas que extinção do boi-bravo? O boi-bravo NÃO EXISTE na Natureza.
ResponderEliminarSe me permite, deixarei aqui um link onde se demonstra isto mesmo:
«A tourada, razão da existência do Touro bravo?» Ou a queda de um mito...
https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459
No futebol, não é permitido espetadores na tourada é permitido.
ResponderEliminarEstou a ficar muito baralhado.
A tourada, tal como o futebol, também devia ser á porta fechada.
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