quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A sério que estão preocupados com o galo?!

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Os políticos de Lisboa estão-se nas tintas para o interior do país. O mesmo sucede, de uma maneira geral, com os habitantes dos grandes centros urbanos. Dois terços do território estão votados ao abandono pelo Estado central e quem cá mora entregue à sua sorte, sem que alguém se importe minimamente com isso. Ninguém quer saber. Daquilo a que chamam província apenas o tratamento dado aos animais suscita preocupação a essa gente. Um gato chamuscado, um touro lidado numa praça ou uma cabra atirada do cimo de um campanário é que causam inquietação aos urbano-depressivos, aos políticos e aos indignados militantes das redes sociais. O resto não lhes importa. Só os bichos. Não me surpreende muito, até porque é costume dizer-se que cada um preocupa-se com os seus.


O drama, desta vez, é um galo. Que, diz, vai ser morto à paulada na festarola de uma aldeia qualquer. O PAN – qual Sporting – até já fez umas quantas queixinhas, visando acabar com a prática. Os doentinhos do Facecoiso, claro, indignaram-se e sugeriram que, no lugar do galináceo, a vitima das pauladas fosse uma pessoa. Por mim esta sugestão parece-me extremamente válida. Nem sei porque não se voluntariaram para substituir o bicho. As vantagens, convenhamos, seriam inegáveis. Mas isso, desconfio, só acontecerá quando descobrirem uma terra onde a tradição não seja matar um animal, mas ir-lhe ao cú.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Já ninguém come passarinhos fritos?

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Que é feito da velhinha “flóber” - uma pequena espingarda de pressão de ar - que no meu tempo de adolescente todos tinham?! Menos eu, diga-se, que o meu pai nunca gostou dessas coisas. Parece que agora é proibido o seu uso. Mas, mesmo que não fosse, também não servia de muito. Diz que não se podem matar passarinhos. Nem passarinhas. Seja com fisga, “lousa”, rede ou outra armadilha qualquer. Mas, mesmo que acabar com o piar a essa praga alada fosse permitido, desconfio que poucos o fariam. Isto é tudo uma cambada de mariquinhas. Depois venham para cá aborrecer que gasto muita água a lavar o carro e isso...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O meliante, o transeunte e a consciência

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Nas cidades, perante um assalto, uma agressão ou outra ocorrência do género – daquele mesmo isso, não do outro - poucos são os que resolvem intervir em socorro da vitima. Ninguém está para ter chatices. Nas aldeias não é bem assim. Existe solidariedade e, não raras vezes, o patife leva que contar.


Como, calculo, terá acontecido um destes dias a um “jovem” - forasteiro, segundo os circundantes – provavelmente desconhecedor desta regra. Por razões desconhecidas o malandrim resolveu invadir uma propriedade privada, ameaçando e ofendendo os residentes. Teve sorte, num primeiro momento, pois os proprietários, atarantados, não reagiram optando por se refugiar dentro de casa. Mas isso só durou até passar o primeiro transeunte que, escandalizado com a gritaria do moço, desabafou que se fosse com ele a coisa piava mais fino. O que deixou ainda mais exaltado o invasor, que tratou de elevar o nível das ameaças agora dirigidas ao tal transeunte. Pelo menos durante os quinze segundos seguintes. Que foram os que se conseguiu manter em pé. Um tabefe bem aplicado, daqueles de fazer inveja aos gajos que este fim de semana ganharam larguíssimos milhões só por andarem à porrada, tratou de o mandar abaixo. O segundo, já menos artístico, ainda assim foi suficiente para o recolocar na posição horizontal, já que o “jovem” insistia em tornar à posição inicial e prosseguir com a berraria.


O comovente da coisa, mais do que o gesto de intervir para ajudar pessoas em perigo, foram as palavras que o transeunte solidário dirigiu ao meliante: “Olha, nem sabes quanto isto me rói a consciência, mas tu estavas mesmo a pedi-las”. É esse o espírito!

sábado, 26 de agosto de 2017

Nem sei para que é preciso WC...uma esquina servia!

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Esta sinalética, o que ela representa, as instalações que sinaliza e o conceito do espaço são manifestamente discriminatórios, degradantes e atentatórios da dignidade de qualquer ser humano que se preze. Por mim, se as tivesse de utilizar, sentir-me-ia profundamente discriminado, humilhado e capaz de cometer, mesmo ali, um acto de vandalismo qualquer. Mas que raio de sociedade é esta que equipara - para efeitos mictórios, cagatórios ou outros - um homem a um cão? Será que em vez de um urinol se mija para uma árvore ou um poste? E no lugar da sanita está um espaço com areia? Não tarda, em lugar de nos cumprimentarmos com um aperto de mão ou um beijo, ainda vão querer que cheiremos o cú uns aos outros.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Quando é que começamos a derrubar estátuas?

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A imaginação delirante destes malucos não dá mostras de moderar a velocidade a que lhes surgem as ideias parvas. Agora são as estátuas. Coitadas. Para ali estão sossegadas, a fazer figura daquilo que são, e aparecem uns indigentes mentais a quererem mandá-las a baixo. Por cá ainda não chegámos a isso. Ainda, sublinho. Mas, mais cedo do que tarde, vamos chegar. Um dos primeiros a ser apeado deve ser o D. Afonso Henriques. Um islamofobico do piorio, o gajo. Do qual, obviamente, nos devemos envergonhar e que urge expurgar da nossa sociedade que se quer livre, multicultural e tolerante. Até porque os refugiados que acolhemos, nas curtas horas que passam entre nós antes de se pisgarem para sítios onde o ordenado de refugiado é mais simpático, podem sentir-se ofendidos com a presença de algo que lhes recorda a carga de porrada que os seus antepassados levaram quando foram expulsos da nossa terra. Belos tempos, esses.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Vestimentofobia

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Muito há ainda a fazer no âmbito do combate à discriminação. Ó se há. Verdade que, por estes dias, já se conseguiu um avanço civilizacional sem precedentes. O de acabar com essa coisa dos livros para meninas e dos livros para meninos. Mas, convenhamos, é manifestamente insuficiente. Há que ir mais longe e, nisto como no resto, o ideal é começar pela criançada. Ensinar-lhes que é tudo igual e não há cá coisas para gaiatos e coisas para gaiatas. As roupas, por exemplo. Não têm nada que estar separadas nas lojas conforme o sexo. Ou género, penitencio-me pelo lapso. Que isto de vestidos ou cuecas com rendinhas qualquer um veste. E o melhor é ir experimentando logo de pequenino. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

É o que dá terem esgotado as causas fracturantes...

Há duas espécies de opinião. A pública e a publicada. A segunda parece um hospício. Daqueles do piorio. Estão lá reunidos os mais malucos de entre os destrambelhados. São uma minoria a quem, fora do circulo restrito das redes sociais e do governo, ninguém liga. Mas, infelizmente para todos, são esses loucos que ditam a agenda política, que têm o poder de ir alterando a legislação, de impôr novos costumes, determinando novas regras e, em suma, ir destruindo o modo de vida que nos trouxe até aqui.


Quanto à primeira, a opinião pública, por enquanto vai-se rindo e gozando com a segunda. Tem-se, até agora, limitado a chamar nomes – cada um melhor do que o outro, diga-se – aos doentes mentais que estão a escavacar as bases da nossa sociedade. Sou adepto do escárnio e da zombaria aplicada a essa malta e tenho por eles um profundo desprezo. Sentimento que, não duvido, é comum à imensa maioria dos portugueses, dos europeus e dos ocidentais. Mas, receio, já não chega. Eles não se importam de serem gozados. Há que, em relação a essa gente, passar a outro patamar. Seja ele qual for.


A ironia da coisa é que isto a médio prazo resolve-se. Umas, poucas, dezenas de anos. Quando muito. O processo de islamização tratará de acalmar todas essas minorias modernaças que por aí andam e de lhes explicar, entre muitas outras coisas, as diferenças entre meninos e meninas. E a história recente diz-nos que não será com bons modos.


 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

E o que temos nós a ver com isso?!

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Que os meios de comunicação social nacionais são reles instrumentos de manipulação de massas ao serviço do esquerdume e das novas verdades politicamente correctas, não constitui novidade nenhuma. Deve ser por isso que hoje exultam com a revelação de uma obscura militante socialista, circunstacialmente a desempenhar um lugar de nomeação política – o que, como se sabe, não é particularmente abonatório para ninguém - que entendeu por bem partilhar com o mundo a sua condição de lésbica.


Assim de repente não estou a ver o interesse da noticia. E daí? Qual é a relevância da coisa? Nenhuma, evidentemente. É mesmo o que mais importa aos portugueses é saber com que espécies é que o estarfermo se enrola. Deve ser da sealy season, ou lá o que chamam àquela época do ano em que não há noticias. Mas, perante isto, temo o pior. Até já estou a imaginar o que se segue. O João Galamba a deixar-nos estupefactos ao revelar que é perdido por um bom copinho de leite morno com bolachas ao deitar ou o António Costa a surpreender a humanidade revelando que não resiste a um bom cozido. Chocante, de facto.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Coisas que me apetece destacar

Percebo a utilidade de um blogue dedicado a auxiliar as pessoas a optar pelo melhor rolo de cozinha ou pelo penso higiénico mais confortável. Não fico indiferente ao esforço de todos os que dedicam parte do seu tempo a recolher, divulgar e, principalmente, publicitar os folhetos das promoções dos mais variados espaços comerciais. É, parece, uma espécie de serviço ao público e uma ajuda ao privado. Ou ao contrário, pouco importa. Aprecio igualmente que muitos bloggers ocupem metade do seu tempo a viajar e a outra metade a contar-nos como foi a passeata. Mesmo os blogues que se dedicam a outras problemáticas, por exemplo a merda de cão ou à descrição de iguarias capazes de nos dar vontade de vomitar, não me suscitam qualquer desprezo. Pelo contrário. Acho que todos têm o seu espaço ou, mesmo que não tenham, estão conforme a vontade dos seus autores e é apenas isso que importa.


Nisto dos blogues – como no resto – o que me incomoda é a discriminação. Nomeadamente quando esta funciona apenas num sentido. Sempre o mesmo, por sinal. E sim, sinto-me discriminado. As opiniões que aqui expresso são tão válidas como as de qualquer outro blogger que pense exactamente o contrário. Sejam acerca de preservativos, cozinha afegã ou atentados terroristas. E quem não entender isso percebe tanto de liberdade e de democracia como o meu cão.

domingo, 20 de agosto de 2017

O especialista, esse chato.

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Parafraseando o outro: “Porra, chiça, que é demais!”. Não se aguenta tanto especialista em incêndios. Gente que, na generalidade dos casos, não distingue um pinheiro de um eucalipto e que, quase sempre, considera que tudo aquilo que arde é propriedade de gente cheia de dinheiro, egoísta e que visa o lucro fácil. E, presumo, envolvida naquela coisa dos grandes interesses, ou lá o que é, e que serve de justificação para tudo quando nada se percebe do assunto acerca do qual se disserta com pose de erudito.


A estes especialistas, confortavelmente instalados nos seus apartamentos dos subúrbios que nem sabe a espécie da árvore onde levam o cão a mijar, recomendo que nas próximas férias, em vez de irem para o estrangeiro só porque é “cool” e “bué da cultural”, percorram o interior do país. Falem com as pessoas – têm de procurar bem, dada a sua escassez – e depois, então, opinem acerca de limpeza de terrenos, espécies que não ardem e outras baboseiras do género. E, de caminho, rocem uns pastos. Ou, então, calem-se.

sábado, 19 de agosto de 2017

Deve ser uma espécie de xenofobia...

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(Foto Alerta digital)


Durante semanas os meios de comunicação social do ocidente fizeram questão de exibir a imagem do catraio sírio que faleceu afogado no Mediterrâneo. O objectivo – levar-nos a ter dó dos refugiados – exigia que a imagem, apesar da sua dureza, fosse mostrada até à exaustão. Já quanto às vitimas dos ataques daqueles gajos da religião da paz, o recato é muito maior. Aí existe um especial cuidado em não mostrar as imagens mais chocantes. Percebe-se a ideia. Não convém que fiquemos chocados em demasia. Seria uma chatice. A que eles, para nosso bem, nos querem poupar. Até porque era uma maçada se os invasores deixassem de ser bem-vindos.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!

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Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.


Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…


Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mais uns que não representam o islão...

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Desconfio que por esta hora as redes sociais já estejam repletas de bandeirinhas de Espanha. Quiçá, até, da Catalunha para os mais modernaços. Frases tipo “orai por Barcelona” ou outras igualmente parvas também não deverão escassear, a servir de enfeite a muitos perfis. E flores? Ou muito me equivoco ou esta noite será de azáfama para as floristas da cidade Condal. Idiotas a espalha-las pelas ramblas devem ser mais que muitos. Para os vendedores de velas o dia, quase de certeza, deve igualmente ser bom. A malta gosta de acender coisas dessas sempre que acontecem azares. O que, como se sabe, desincentiva fortemente quem está a pensar em fazer tropelias. Nada de novo, portanto.


Do mal o menos que foram apenas uns simpáticos maluquinhos a atropelar umas dezenas de pessoas. Que, bem vistas as coisas, nem tinham nada que andar a li a chatear em vez de andarem no Mediterrâneo a servir de taxistas. Mau, mas mesmo muito mau, seria um ataque desses malvados dos "islamofóbicos". Isso é que era terrível, dramático e capaz de colocar em causa paz interestelar. A propósito, alguém me informa quantos islâmicos é que esses patifes que padecem de "islamofobia" já mataram?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Olha c'arvore mai'linda...

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Li em tempos um artigo onde um expert no assunto defendia que as árvores deviam crescer livremente e que eventuais cortes seriam de limitar ao estritamente necessário à sua sobrevivência. Deve ser essa, presumo, a tese reinante entre aqueles que têm a responsabilidade de cuidar do parque arbóreo cá da terra. Até porque se automóveis, postes, bilhas de gás, sinais de trânsito e merda de cão já nos fazem sair do passeio, que mal tem se uma ou outra árvore nos obrigar também a um pequeno desvio?

domingo, 13 de agosto de 2017

Direitos há muitos...

Falei, no post anterior, de direitos. Uma coisa que me é cara, diga-se, e que por isso merece novo destaque. O direito de manifestação, por exemplo. Ao que leio hoje nos mais variados sites noticiosos, parece estar reservado apenas para os esquerdistas ou para aqueles que se dedicam às novas causas sociais, sexuais ou simplesmente parvas. Ou até mesmo, como acontece com frequência em diversas capitais ocidentais, para aqueles estrangeiros que se manifestam em defesa – ou será ataque - da implementação do seu modo de vida nos países que os acolhem, alimentam e lhes pagam a subsistência. Tudo o que escape a esses padrões é tratado como criminoso. Podemos concordar ou não com o que defendem mas, no caso da manifestação dos fascistas de direita nos EUA, têm tanto direito a defender as suas convicções como os árabes que festejaram ruidosamente nas ruas os ataques do onze de Setembro. Ou, mais recentemente, os que andam por aí a manifestar-se a favor do Maduro venezuelano. 


Quem também está chateado por não ter visto os seus direitos respeitados é Jorge Jesus. Coitado. Ficaram-lhe com o portátil onde armazenou seis anos de trabalho, aqueles os malandros do Benfica. Tempo esse em que o Benfica lhe pagou o ordenado. E, pelos vistos, lhe facultou um computador. Coisas que, finda a relação laboral, devem ficar na posse do trabalhador despedido. Como, de resto, acontece com todos os trabalhadores a quem juntamente com a carta de despedimento é entregue o material com que trabalhavam na empresa. Bolas pá, onde é que andam os Arménios desta vida?!

sábado, 12 de agosto de 2017

Mais um direito adquirido

Parece que agora existe um novo direito adquirido. Ou inalienável, talvez, que é morar no centro da cidade de Lisboa. Estou farto de ler, seja em blogues ou jornais, reivindicações de quem, não sendo proprietário de nenhum imóvel na zona, se acha no legitimo direito de viver naquelas bandas e que culpa turismo e a ganância dos donos das habitações pela aparente impossibilidade de concretizar o seu sonho.


Todos os sonhos são respeitáveis e este também é. Tão respeitável como o sonho do infeliz que até há pouco tempo recebia uma miséria de renda pelo aluguer de um prédio que nem lhe dava para pagar o IMI e que agora, finalmente, consegue tirar algum rendimento daquilo que é seu com o aluguer aos turistas.


Mas sonhos são sonhos e a realidade é o que é. E se os alentejanos e os beirões dos anos sessenta e setenta que foram forçados a abalar para Lisboa para escapar à miséria se fixaram nas periferias, porque razão os que agora demandam aquelas paragens não hão-de também ir morar para os arrabaldes? São mais que os outros? Não. Apenas imaginam que têm direito a tudo e que o universo existe para satisfazer os seus caprichos.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A sério?! Não! Foi o Costa que disse...

 


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Podia fazer umas quantas piadolas, mais ou menos jocosas, acerca desta afirmação proferida pelo individuo que chefia o governo do país. Ou sobre aqueles – e são muitos – que veem nele uma espécie de herói que resgatou os portugueses da tirania imposta por aqueles malvados da direita e que, mais por isso do que por outra coisa, se babam com tudo o que o homem faz ou diz. Era fácil. Demasiado, até. Mas não o vou fazer. Por dois motivos. Primeiro porque sempre me ensinaram que não é de bom tom gozar com pessoas que não estão na posse de todas as suas faculdades e, segundo, porque não é preciso. A criatura de cada vez que abre a boca já se ridiculariza o suficiente.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

E ir à piscina de ceroulas, pode-se?

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Foram noticia nos últimos dias diversas situações de mulheres, alegadamente seguidoras da religião islâmica, que se terão banhado vestidas nas piscinas dos hotéis onde se encontravam instaladas. Ou, na versão delas, com uma vestimenta de acordo com os preceitos a que obriga a sua crença. Mas, para todos os efeitos, estavam vestidas de alto abaixo e de fora apenas tinham o focinho, as mãos e os cascos.


Perante tão desadequado traje, na maior parte das ocorrências, os responsáveis pelas piscinas fizeram o que era esperado. Não permitiram tamanho disparate. Ora, quando esta actuação devia merecer o aplauso generalizado, não tardaram a aparecer os defensores da diversidade, do multiculturalismo e de mais uns trezentos conceitos cada um mais parvo do que o outro a condenar os responsáveis pela decisão de impedir o banho naquelas circunstâncias.


Parece, argumentam estes malucos, que aquilo de se meterem numa piscina naquela triste figura é integrador e que não devem ser discriminadas por isso. Como isto está a ir de mal a pior a cada ano que passa, desconfio que nas próximas férias a probabilidade de encontrar malta nesses preparos será bastante elevada. É por isso que já estou a tratar da indumentária que irei usar quando for chapinhar para a piscina. Uma fatiota mais ou menos como a da foto. Só para me sentir integrado. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Umas mamocas incomodam assim tanto?!

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Ainda sou do tempo em que vislumbrar mamocas ao léu na televisão constituía algo para lá de impensável. Hoje é coisa mais ou menos corriqueira e, a bem dizer, já ninguém liga. É por isso que não percebo a polémica por causa daquela adepta do Glorioso que nos encheu a pantalha com o seu peito generoso. Devidamente coberto pelo manto sagrado, refira-se. Nem, ainda menos, consigo entender as razões que levaram o realizador da transmissão televisiva a pedir desculpa. Parece-me coisa própria de alguém com a espinha demasiado flexível. As criticas - não li nenhuma, não quero ler e nutro um profundo desprezo por quem as fez ou com elas concorda - presumo que venham de criaturas com um nível de intelecto próximo da indigência mental. Só é pena que andem por aí a beber a água que, nomeadamente em tempo de seca, tanta falta faz para dar de beber aos animais ou para regar as plantas.


Para a próxima ele que mande os operadores de câmara filmarem dois paneleiros a entrelaçarem as respectivas línguas e vão ver que ainda ganha um prémio qualquer, recebe um aumento de ordenado, uma promoção e uma medalha do Marcelo por promover a diversidade, a diferença e o enrabanço.

sábado, 5 de agosto de 2017

Os gloriosos malucos das máquinas voadoras

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Desconheço a denominação técnica daquelas coisas que, na época balnear, costumam esvoaçar sobre as praias. Podia, na minha ignorância, chamar-lhe um ovni. Mas, para simplificar, chamemos-lhes parapente com motor. Pois um destes objectos esteve, um dia destes, em manifesta dificuldade para se manter no ar. Mas, felizmente, lá conseguiu. Depois de muitas piruetas, que a pouca qualidade da máquina e a minha ainda menor habilidade para a fotografia não permitiram documentar convenientemente, a criatura dominou a traquitana e seguiu a sua vida. Ficou o cagaço. Para ele e para quem estava cá em baixo.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

“Allah é Gay”, proibido; “Jesús é Gay”, permitido

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Pouco me importa que Jesus – o verdadeiro – tenha sido rabeta ou que o tal de Alá tenha arrecadado a costeleta. Igualmente nada me interessa que uns apoiantes daquilo a que chamam causa LGBTturbo venham para a rua exibir cartazes a garantir que os ditos profetas apoiariam, se fossem vivos, o seu modo de vida. É lá com eles. O que me desagrada é a discriminação. Diz que em Londres, nas últimas manifestações de pessoas que não fornicam como a – ainda – maioria, a policia não permitiu que os manifestantes insinuassem que o tal Alá era panasca, com o argumento que isso ofenderia a comunidade muçulmana. Mas, em contrapartida, não se incomodou com idêntica acusação dirigida a Jesus.


Estamos, portanto, perante uma intolerável manifestação de multi-intolerância. Apenas se concede liberdade a um dos profetas para abafar a palhinha, presume-se que os muçulmanos não ficariam felizes por saber que a sua divindade era larilas e assume-se que tal comportamento - por ser susceptivel de ofender alguém – é algo de condenável. Desconheço as reacções que esta acção policial terá suscitado em Inglaterra. Tenho é a certeza que, se fosse cá, os policias estavam feitos num oito. É que isto não se discriminam assim as pessoinhas. Nem, muito menos,os profetas, pá!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Coisinhas boas da geringonça

O subsidio de refeição da função pública aumentou 25 cêntimos no dia um de Agosto. Cinco euros a acrescer ao vencimento dos funcionários públicos, mais coisa menos coisa, no fim de cada mês. Sujeitos, os cêntimos respeitantes ao aumento, a desconto de onze por cento para a Caixa Geral de Aposentações e ao respectivo IRS. Estamos, concordará a maioria, perante mais uma medida que visa repor alguma justiça depois dos roubos perpetrados pelo infame governo de direita que pretendia condenar os portugueses à miséria. Mas, pelo sim pelo não, o melhor é fazer a conta. De preferência com a tabela de retenção na fonte do IRS por perto, não vá, lá para o final do mês, o recibo do vencimento trazer uma inusitada surpresa. Assim tipo o previsto aumento de cinco euros transformar-se numa redução de algumas dezenas e a generosidade da geringonça resultar em mais um roubo, para usar uma expressão tão querida à nossa amada esquerda e que neste caso, para alguns trabalhadores, se vai aplicar na perfeição. Ah, espera, a esquerda não rouba. Redistribui o dinheiro dos outros.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ainda que mal pergunte...

A propósito daquela coisa do Rendimento Social de Inserção atribuído aos cidadãos de etnia cigana – o mesmo que ciganos, mas escrito à intelectual – sabe-se quantos de entre os que recebem aquela prestação social – e ao que parece serão muitos – é que foram inseridos socialmente? E, caso se saiba e o número seja sensivelmente aquele que todos desconfiamos, ninguém é responsabilizado pelo rotundo falhanço dos objectivos que a medida visa alcançar ou, vá, investigada a competência dos técnicos que a aplicam? Ou isto só são os presidentes de câmara e os autarcas em geral é que são enxovalhados publicamente e condenados na justiça por esturrarem dinheiro de forma desabrida e fazerem pouco caso de um ou outro preceito legal?