sábado, 25 de novembro de 2023

Nojo, nojo, nojo.

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1 - Garantia em tempos um ilustre socialista, infelizmente já desaparecido, que “há muita falta de memória na política e nos políticos”. Também já não existem pessoas ilustres naquela área politica, mas isso é outra história. Ou não. Seja como for, agora que por convicção ou conveniência muitos socialistas se tornaram simpatizantes da extrema-esquerda, importa recordar-lhes qual era a posição do PS sobre o Vinte Cinco de Novembro. Talvez eles já não se lembrem que, em tempos, aquele partido foi o garante da liberdade e da democracia em Portugal.


2 - Até há pouco tempo achava piada ao temor que o Chega suscita a muita gente. Já não acho. Estou como o outro, mudei a percepção que tinha sobre o assunto. Hoje tenho receio que, num futuro provavelmente mais perto do que agora imaginamos, a opção de escolha para governar este país se limite apenas a dois partidos igualmente radicais e extremistas. O PS e o Chega. O primeiro está a ser engolido pelos esquerdismo radical e o segundo a engolir a direita moderada.


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3 - A capa de hoje do “Record” é tudo menos inocente. Um nojo. Felizmente há muitos anos que não compro tal pasquim nem, enquanto me lembrar de tamanha javardice, voltarei a comprar. Tão pouco tornarei a visitar o site daquele monte de merda sob a forma de jornal, debaixo do qual está uma toca de lagartos esquerdalhos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Jornalismo incendiário

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A linha que separa a propaganda da informação é cada vez mais ténue. De tal forma que os órgãos de comunicação social já nem sequer se inibem de, em lugar de informar com isenção e rigor, propagandear as mais variadas causas promovidas por uma parte da sociedade mais desmiolada que convencionamos chamar esquerda. Pior ainda quando a manipulação da informação é praticada por entidades controladas ou de propriedade do Estado. Ou, dito de outra forma, quando pagamos para nos aldrabarem.


É o caso da agência Lusa que classifica os distúrbios ocorridos em Dublin, na sequência de mais um ataque terrorista em que foram esfaqueadas cinco pessoas por um invasor muçulmano, como obra de “marginais de extrema-direita”. Pode ser que sim. Contudo tal rigor noticioso não é aplicado noutras circunstâncias, nomeadamente quando se trata das causas fofinhas. Nesse caso são, invariavelmente, os activistas que protestam, pessoas que que se manifestam, militantes por isto e por aquilo ou defensores dos direitos seja do que for.


Divulgar notícias com este conteúdo não é, seguramente, jornalismo. É propaganda. E da piorzinha, porque produz o efeito contrário ao pretendido. Não sou eu que o digo. São os resultados eleitorais nas mais variadas latitudes onde se insiste nesta prática pouco inteligente.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Realidade é o que a cartilha ditar

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Uns dias sem prestar a devida atenção às noticias e um gajo fica completamente desactualizado. É que isto a realidade muda cada vez mais depressa e até mesmo o passado está a tornar-se demasiado imprevisível. Veja-se, por exemplo, o caso do IUC. Proclamava ainda há pouco um cavalheiro, num canal de TV, que o PS nos livrou de um aumento escandaloso daquele imposto. Uma atroz injustiça social, um verdadeiro assalto aos bolsos do portugueses, até, que alguém - vá lá saber-se quem, acrescento eu – se preparava para perpetrar.


Falava-se também de uma catadupa de apoios sociais que a direita se prepara para cortar mal chegue ao governo e dos aumentos generosos de reformas e vencimentos, que têm sido a prática corrente dos últimos seis anos, que levarão igualmente a inevitável tesourada quando os fascistas mandarem nisto. Uuuuhhhh, tenham medo, tenham muito medo. 


Perante isto, para além de visivelmente impressionado com o nível de “tranbalazanice” evidenciado pelos cartilheiros da organização mafiosa instalada no poder, estou assustadíssimo. As minhas perninhas tremem quase tanto como tremeram as dos banqueiros alemães quando ouviram o próximo capo e futuro querido líder delirar acerca da possibilidade do país deixar de pagar a divida externa.


Entretanto a imprensa fala de uma nova taxa. Dois por cento a mais na conta da luz para ajudar os desgraçadinhos a ter electricidade mais barata. Hoje. Amanhã o PS salva-nos de mais esta roubalheira. Quem é amiguinho, quem é?

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Artista ou artola?

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Os contentores do lixo ou os ecopontos espalhados pela cidade podem, por vezes, não apresentar um aspecto particularmente convidativo à sua utilização, mas são em número mais do que suficiente e estão estrategicamente colocados de modo a que não seja necessário percorrer uma distância demasiado longa mesmo para aqueles que têm dificuldades de locomoção. Daí que não é pelo facto dos chafarizes estarem tristemente vazios que devemos enche-los com os objectos de que nos queremos desfazer. Mas não. Há quem tenha gosto em conspurcar. Ou, então, é arte urbana, ou isso. Assim uma coisa modernaça para valorizar o património e eu, inculto confesso, é que não percebi. 

domingo, 19 de novembro de 2023

Não telefone, vá...

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Provavelmente já não serão muitos os que se recordam de Luís Montenegro, em dois mil e quinze quando ainda era líder parlamentar do PSD, ter proclamado que embora os portugueses vivessem pior o país estava melhor. Ou algo parecido. Na altura a esquerda aproveitou a frase para fazer a algazarra em que é costumeira. E bem, porque a alegada melhoria do país não se notava nas nossas carteiras. Hoje, por comparação com aquela época, os portugueses estão melhor, mas o país está muito pior sem que isso aflija muito a canhota. Ou a sinistra, como muito a propósito se diz em italiano.


De facto hoje quase todos têm mais dinheiro na carteira. Até pode valer o mesmo, mas ver um número maior de notas provoca sempre – ainda que injustificado - algum entusiasmo. Já o país está incomparavelmente pior. Os serviços públicos, nomeadamente, estão uma “desgrácia”. Por estes dias necessitei de ligar para a urgência de um hospital da região. Após duas horas a ouvir “a sua chamada é importante para nós, por favor aguarde”, a ligação foi interrompida por algum automatismo, de lá ou do meu telefone. Da segunda tentativa, ao fim de trinta ou quarenta minutos, lá me atenderam. Para me dizerem que, sete ou oito horas depois de ter entrado, o doente de quem procurava informações ainda não tinha sido atendido por um médico nem, sequer, sabia quando seria.


Nisto da saúde os propagandistas da esquerdalha encontram nomes para tudo o que lhes convém. O ministro da saúde do tempo do Passos – esse patife – era o “doutor morte”, apesar de nesse tempo o estado dos cuidados de saúde serem de excelência quando comparados com a verdadeira tragédia que são hoje. Também repetem, na falta de melhores argumentos para justificar o injustificável, que o socialista António Arnaut foi o “pai” do SNS. Uma paternidade unanimemente reconhecida, diga-se. Mas, por outro lado, recusam reconhecer que Marta Temido foi a “coveira”. Pelo contrário, até lhe vislumbram qualidades para, num futuro não muito distante, ser uma putativa candidata a líder do PS. Vendo bem é uma boa escolha. Apesar do esforço que têm feito nesse sentido ainda há muito para destruir. Capacidade para isso já ela mostrou sobejamente.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Azeitonas da crise

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Dado o elevado preço a que está ser paga, comparativamente a anos anteriores, suspeito que este ano não ficará muita azeitona por apanhar. Até as oliveiras que estão no espaço público - e que, portanto, são simultaneamente de todos e não são de ninguém - estão a ser apanhadas. Antes isso que as azeitonas ficarem para ali a estragarem-se.


Esta, proveniente do olival da família, não vai para o lagar. Fica cá por casa. Servirá para usos culinários, mordiscar nos entrementes ou acompanhar uma açorda. Se chegar para tanto...

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Carisma, ou lá o que é...

Muito tenho eu ouvido falar de carisma, nestes últimos dias. Ele é fulano que tem carisma pra dar e vender pra cá, ele é beltrano que não tem carisma nenhum pra lá ou então é sicrano que, apesar de ter carisma, não tem carisma suficiente pra acolá. Gajos com carisma é o que não tem faltado ao longo da história. Hitler estava cheio dele e Staline também. Mais recentemente carisma era coisa que igualmente não faltava a Hugo Chavez, ou a José Sócrates e é por demais conhecido onde levou tanto carisma. Conheço também um ou outro autarca a quem o carisma abundava e que acabaram por perder o mandato em virtude do seu comportamento, vá, carismático. Mas isso sou eu a dizer, os tribunais acharam que era mais prevaricação, imagine-se o topete. Todos estes alarves tinham - e ainda têm - uma infindável legião de apoiantes, admiradores e outros indigentes mentais a venera-los. Os mesmos, modo geral, que agora andam embevecidos com o carisma alegadamente evidenciado por alguns figurões que por aí se pavoneiam ansiosos por chegar, ou regressar, ao poleiro.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

PS 4ever

Para muitos socialistas e cartilheiros ao serviço da causa, a recente demissão do primeiro-ministro deve-se a um golpe de Estado promovido pelo poder judicial contra o poder politico legitimamente eleito. Um boa desculpa, sem dúvida. A lembrar o “deixem-nos trabalhar”, do Professor Cavaco Silva. Mas mais fraquinha, que esta gente é de um nível significativamente abaixo.


Isto enquanto, simultaneamente, promovem um golpe constitucional que dará lugar a uma espécie de regime de partido único. Que será o que resulta da sua permanente reivindicação que o PSD garanta – se calhar por escrito e com assinatura reconhecida pelo notário - nunca governar com o apoio do Chega. O que garantirá ao PS, por não se lhe aplicar o mesmo princípio relativamente aos extremistas admiradores de terroristas e ditadores diversos do PCP e BE, que governará para todo o sempre. Ou seja, os portugueses deixarão de ter uma alternativa à governação socialista porque, como é óbvio, os sociais-democratas nunca conseguirão sozinhos a maioria absoluta. "PS forever" pode muito bem ser o slogan da próxima campanha dos xuxas. Não precisam de agradecer.


Já escrevi noutras ocasiões que o Chega é o melhor aliado do PS e o garante da permanência no poder de gente com suficientes provas dadas no âmbito das artimanhas de viver à conta da política. Daí que tudo façam para reforçar a votação naquele partido. Um dia vai correr mal.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Borrar a pintura

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Um canito arreou o calhau na alcatifa que os pintores de serviço estão a usar para proteger o pavimento das inúmeras pingas de tinta que vão sendo projectadas durante a pintura da parede. Ele lá soube porquê. Podia ter optado pelo terreno livre ali mesmo ao lado ou, se tivesse noção disso e a natureza não falasse mais alto, ter aguardado até pisar território propriedade dos donos. Mas é apenas um cão. Se não fosse, e tivesse de escolher um titulo para a foto diria que isto é “gozar com quem trabalha”. Ou que é “cagar no trabalho dos outros”. Ambos, convenhamos, demasiado óbvios e previsíveis. Tão óbvio e tão previsível como outras cagadas que outros cagões  vão fazendo noutras alcatifas.

domingo, 12 de novembro de 2023

Melros, ratos e outra bicheza

No PSD aquilo é cada tiro cada melro, seja quem for o dirigente daquele partido que abre a boca. Eles apenas governam se ganharem as eleições, não governam com o apoio do Chega em nenhuma circunstância e se perderem, ainda que a direita tenha a maioria, não governam na mesma. Ou seja, quase nos estão a dizer votem lá no partido das tramoias que a gente não se quer meter nisso da governação.


Hoje Luís Montenegro continuou a metralhar os pés. Assumiu que, na remota possibilidade de formar governo, iria satisfazer a reivindicação dos professores relativamente ao tempo de serviço. O homem não está bom. Pode ter ganho o voto do Nogueira e do outro com ar alucinado, mas irá perder o de muitos outros que por esta altura já estão a ver mais uma TAP para financiar.


Afinal já se sabe a razão do dinheiro estar escondido em livros e noutros locais improváveis, lá pelo gabinete da presidência do conselho de ministros. Ao que parece o advogado do dono da massa terá garantido que era apenas para evitar a chatice de ir banco. Confesso que, quando o causídico se começou a justificar, ainda pensei que era para a esposa do gajo não saber da existência do guito. Seria um argumento irrebatível. Mas isso era coisa para um génio. Ele é apenas um socialista a ser socialista.

sábado, 11 de novembro de 2023

Qual é a pressa?!

Por alguma razão que me está a escapar, anda por aí um clamor nacional a favor da aprovação do Orçamento de Estado antes que o governo vá abaixo. Assim de repente não estou a ver vantagens, em quantidade substancialmente maiores do que as desvantagens, para que se reclame tanta urgência. Ou, como perguntava o outro, qual é a pressa? Verdade que, por uma ou outra razão, o atraso na entrada em vigor do OE no dia um de Janeiro pode causar constrangimentos em algumas áreas de decisão. Mas, por outro lado, vejo uma série de motivos para considerar positivo o seu adiamento. Um deles seria a impossibilidade do Estado aumentar a despesa em relação ao ano em curso. O que, convenhamos, não teria mal nenhum. O outro seria, pelo menos enquanto não houvesse novo Orçamento, o salário mínimo nacional ficar sujeito a retenção na fonte. O que era excelente para que uma larguíssima franja da população ficasse a saber o que é essa coisa do IRS. Quando tantos enchem a boca com a necessidade de políticas que promovam a inclusão, essa seria uma medida do mais inclusivo que há. Até, acredito, sentiriam o seu espírito de cidadania muito mais reconfortado.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Quem nunca?

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Nas buscas até agora efectuadas, no âmbito da operação judicial que originou a demissão de António Costa, já terão sido encontrados dinheiro, vinho e droga. Que se saiba, porque se calhar ainda não sabemos tudo. Mas, obviamente,  para os apaniguados do regime e cartilheiros diversos ao serviço do PS, o problema é o comunicado das autoridades judiciais. Aquilo, garantem, é uma mão cheia de nada. Até podem ter razão. De facto os indícios conhecidos serão absolutamente irrelevantes. A mim também me acontece frequentemente esquecer-me das notas, que utilizo como marcadores, dentro dos livros. Garrafas de vinho lá no emprego isso então são mais que muitas, que isto nunca se sabe quando é que aparece alguém com um qualquer acepipe para o petisco. Já quanto à droga encontrada na casa do ministro igualmente nada tem de mal. Nem, sequer, é ilegal. Quando muito pode causar preocupação a possibilidade de aquela malta decidir coisas importantes – ou mesmo sem importância nenhuma como, sei lá, o destino do dinheiro dos nossos impostos ou isso – caídos de bêbados ou drogados. Circunstância que, a ter acontecido, pode explicar muita coisa…

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

O elefante na sala que ninguém quer ver...

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O conflito em curso, de que a guerra entre Israel e o Hamas é apenas uma pequena parte, não podia estar melhor ilustrado do que nesta imagem que ocupa parte da capa de ontem do Diário de Noticias. Se quisermos ver para lá do dramatismo aqui retratado, podemos enxergar o que está verdadeiramente em causa. Há quem tenha vistas curtas e enxote o problema para longe do campo de visão. Depois há os que berram nas ruas europeias, cegos pelo ódio a valores sem os quais não querem viver. Nem conseguiam, mesmo que quisessem. Nada disso minimiza a ameaça que paira sobre a civilização, a liberdade e a democracia nem a torna menos ameaçadora. Antes pelo contrário.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Gente pouco séria...

1 - Ao que proclama a imprensa, os certificados de aforro não reclamados pelos herdeiros dos aforradores defuntos renderam ao Estado, nos últimos cinco anos, a simpática quantia de dezoito milhões de euros. Ou seja, estamos perante mais uma evidência da pouca seriedade do Estado. Quando o finado deixa dividas ao fisco a máquina fiscal não revela grande dificuldade em identificar os beneficiários da herança nem, menos ainda, em reclamar o seu pagamento. O mesmo, naturalmente, devia fazer nestas circunstâncias. Que é como quem diz, devolver o que não lhe pertence aos legítimos donos. Mas não. Deve ser aquilo de não ter vergonha de se afiambrar aos rendimentos dos cidadãos, de que falou, nos tempos em que apoiava o governo da Geringonça, aquela mana Mortágua que será ministra das finanças quando Pedro Nuno Santos for primeiro-ministro. Deus vos livre, que eu já estou por tudo.


2 – A propósito de gente pouco recomendável… o PCP propõe o “Reforço do apoio do Estado português à agência da ONU de assistência aos refugiados na Palestina”. Daqui por uns tempos saberemos se foram convidados para a inauguração do “túnel Portugal”.


3 – Nisto do apoio ao Hamas e do ódio ao modo de vida ocidental faz-me espécie a quantidade de gajos com mania que são gajas que aparecem nas manifestações a apoiar os terroristas e a condenar Israel. Estão, obviamente, no seu direito. De valor, de valor e mesmo bom para a causa, era estes fulanos irem colocar uma bandeira palestiniana no telhado de um edifício de Gaza ou de um país não democrático dessa região. Têm muitos por onde escolher. Ide, que os tipos lá do sítio têm queda para tratar dessa malta.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Um diácono Remédios em cada teclado...

Porra, pá, que não há paciência para aturar esta gente. Parece que ninguém pode ser contrariado nem, sequer, deparar com opiniões diferentes das suas. Como se cada um não tivesse direito a expressar livremente aquilo que pensa sobre seja o que for, independentemente do cargo que ocupa ou das responsabilidades que tem atribuídas. E, ainda que o exercício desse cargo exija alguma reserva, nada impede que analisem os factos e emitam uma opinião ponderada que não desvirtue ou manipule os mesmos.


Há florezinhas de estufa que têm por hábito indignar-se. Indignam-se muito. Diria, até, que a indignação esse é o seu estado natural. Primeiro indignaram-se uns quantos por António Guterres ter afirmado que o ataque dos terroristas do Hamas não apareceu do nada. Agora irritam-se outros por Marcelo Rebelo de Sousa dizer que os palestinianos não deviam ter atacado. O pior primeiro-ministro de sempre, a caminho de ser o secretário geral da ONU mais insignificante que passou pelo lugar, apenas disse o óbvio. O presidente da república mais patético desde que há democracia, também. Qual é a dúvida? Um e outro não disseram o que os fundamentalistas de um e outro lado gostam de ouvir. Azarinho. Deles.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Vandalismo...

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Parece que este ano os lagares estão a pagar a azeitona a cerca de um euro por quilo. Uma exorbitância. Talvez por isso as noticias sobre os furtos em olivais sejam ainda em maior número do que em anos anteriores. Não sei se foi esse o caso do olival aqui ao lado. Se calhar não, que era capaz de ser audácia a mais. Durante a semana, admito que contratados pelo proprietário, um grupo de ciganos ou indostânicos – ao longe não se distinguem lá muito bem – andou por ali a apanhar a azeitona. O resultado é o que a imagem demonstra. As árvores ficaram neste lindo estado. Coisa própria de quem não faz a mais parva ideia daquilo que está a fazer. Se é esta gente que vai substituir a mão de obra tradicional, estamos bem entregues.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Não há machado que corte...

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1 - “Plantar árvores é magnífico para o combate as alterações climáticas”, garantem os especialistas da especialidade. Mas nem era preciso. Isso até o meu gato imaginário – o Bigodes - sabe. Contudo é coisa que, cá pelo Alentejo, não levamos muito a sério. Aliás, neste âmbito, vivemos no pior dos dois mundos. Por um lado, nos campos, plantam-se árvores de forma intensiva – e abusiva, diria – e, por outro, nas localidades, o seu número é meramente residual. Sendo que, um número significativo são laranjeiras ou, as plantadas mais recentemente, oliveiras raquíticas. Nem vale a pena reclamar. É disto que os eleitores alentejanos gostam e quem manda faz-lhes a vontade. Coitados. Ambos.


2 – Sustento, desde há muito, que vivemos numa ditadura do politicamente correcto. De outra forma ninguém se sentiria obrigado a pedir desculpa por uma opinião. Ou por pensar diferente da minoria. Sim, porque colocados perante a hipotética possibilidade de casar com alguém do mesmo sexo, mesmo que se assuma do outro, poucos manifestariam essa vontade. Parvo, no entanto, é quem vai na conversa dos wokes da treta. É disso que os novos fascistas do pensamento único se alimentam. Por mim vão de carrinho. Daqueles que vão pagar muito IUC. Não passarão!


3 – Não é meu, mas tenho pena. “Houve um momento qualquer em que passámos a tolerar a intolerância. Dizem que é diversidade cultural. Agora estamos mais à frente. Passámos a promover a intolerância. Dizem que é a defesa dos direitos humanos”. É o que dá fazer caso de malucos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A ovelha refugiada

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Sempre me intrigou que os migrantes - refugiados, invasores ou lá o que se lhes queira chamar - que atravessam o Mediterrâneo cheguem à costa europeia apenas na posse do telemóvel. Perdem tudo no mar, nomeadamente os documentos de identificação, mas o precioso aparelho salva-se sempre. Há, como em tudo na vida, uma ou outra excepção. Um destes dias chegou a Lampedusa um desses cavalheiros que trazia consigo uma ovelha. Uma companhia tão inusitada que suscitou a admiração dos guardas fronteiriços e originou uma animada sessão fotográfica. Desconheço se a criatura esclareceu as razões para não ter deixado para trás a sua amiga de quatro patas. Nem, sequer, vou especular acerca das motivações do jovem. Serão, seguramente, as mais nobres. Sendo que entre elas não deverá estar a intenção de a comer.

domingo, 29 de outubro de 2023

Devem ser uma espécie de activistas...

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Ouço com frequência gente a queixar-se que a cidade está suja, com demasiado lixo espalhado e que os serviços de limpeza limpam muito pouco. Pode ser que sim. Mas, lamentavelmente, os cidadãos também não colaboram nada. Ou melhor, até colaboram. A sujar e a praticar as mais variadas javardices. Algumas dessas práticas, no âmbito da falta de asseio, até são muito aplaudidas e incentivadas como constituído um elevado contributo para uma sociedade melhor. Este é um bom exemplo disso. Só um, porque há muitíssimos outros. Gente burra que tem este comportamento absolutamente reprovável e que depois ainda vem “cantar de galo”. Se gostam de verdade dos bichos – sentimento que só lhes fica bem – que os levem para casa. Dentro de casa podem ser porcos à vontade que ninguém os aborrece.

sábado, 28 de outubro de 2023

Agricultura da crise

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Pouco há para acrescentar ao muito que aqui tenho escrito acerca da agricultura da crise. Foi apenas mais um sábado no quintal. Uma manhã, vá. Ou nem isso, porque antes ainda houve a sacramental volta pelo mercado cá da urbe.


A colheita de hoje está à vista. Dois morangos fora de época, uma abóbora que ficou esquecida, couve, chuchus e a primeira parcela de batata-doce. Pela rama prometia mais, mas afinal apenas deu aquilo. Confesso a minha decepção perante a fraca produtividade do tubérculo.


Entretanto a couve está a ser atacada pelas lagartas. Se alguém for conhecedor de uma forma de as afastar sem as magoar, não me diga nada. Prefiro esborrachá-las.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Aspene - Assessor de pelouro nenhum

Vi hoje nas redes sociais – sim, que nas televisões estas coisas não são noticia, ou apenas são quando já é demasiado descaramento esconde-las – que a líder do Bloco de Esquerda arranjou um assessor para a apoiar nos relevantes serviços que presta aos munícipes do concelho de Almada. Onde, recorde-se, é vereadora sem pelouro. O que, calculo, constituirá uma actividade extraordinariamente desgastante para a qual terá de ser devidamente assessorada. Daí que, para o efeito, tenha recorrido ao talento de um jovem artista performativo – seja lá isso o que for – que exercerá ainda a actividade de activista. Que é uma cena que dá imensa experiência e habilita qualquer um a fazer, portanto, coisas e assim. Daquelas de relevante interesse autárquico, nomeadamente.


Os assessores, como sabe toda a gente que conhece o mercado, estão pela hora da morte. Mas este, ao contrário do que andou por aí a ser propagandeado, custa apenas uns miseráveis cinquenta e dois mil euros. Uma pechincha. A explicação para o baixo preço estará no facto de se tratar – ao que, alegadamente, constará do currículo da criatura – de um assessor “não-binário”. Condição que o torna logo muito mais económico. Para quem não sabe, o binário é a força rotacional que o motor gera para colocar um veículo em movimento. Ora não sendo binário não gera força nenhuma. Ou seja, só pega de empurrão. Ou de ladeira abaixo, vá.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Terroristas do teclado

Isto da guerra entre Israel e os terroristas do Hamas tem causado um nível de crispação nas sociedades ocidentais como, assim que me lembre, ainda não se tinha visto. Nomeadamente acerca de assuntos que, directamente e no imediato, não nos dizem respeito. É pior, muito pior, do que a invasão russa da Ucrânia.


Diria que a esmagadora maioria - não digo todos só para não ser demasiado conclusivo – dos que tomam partido contra Israel estão-se nas tintas para os palestinianos. Fazem-no por constituir mais uma oportunidade para destilar ódio contra os EUA, a Nato, a UE e a democracia em geral. Ou a liberdade, que é um conceito que lhes enche a boca, mas de que na verdade não gostam nada. Nunca se manifestarão por iranianos livres, sírios a viver em paz, libaneses a recuperar o controlo do seu país ou afegãos a poderem viver sem medo dos talibans. Tal como nunca saíram à rua pelas incontáveis vítimas do terrorismo islâmico.


Por mim, neste e em todos os conflitos onde um dos contendores não permite que as mulheres usem mini-saia, sei de que lado estou.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Ide mas é pinar, ou isso.

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Malucas. O meu bairro está cheio de malucas. Não sei que outro nome dê às gajas – sim, que esta maluqueira pelos animais afecta principalmente as gajas – que alimentam os gatos vadios que por aqui vão aparecendo. Não tenho nada contra que aquelas fulanas matem a fome ao bicho. Podiam – e deviam – era fazer isso no recôndito do seu lar. Aí não incomodavam ninguém nem eu lhes chamava nomes. Alimentá-los na rua leva a que os bichanos vagueiem pelas imediações e, como lhes fica mesmo à mão, vão tratar de aliviar a tripa ao meu quintal. O que é uma coisa que me aborrece. Não gosto, estou farto de recolher merda de gato e,  principalmente, não tenho de aturar as consequências dos comportamentos desviantes daquelas senhoras. Podiam, já que pelos vistos lhes sobra tempo, fazer outras cenas menos incomodativas. Ir dar pinotes para a academia sénior, ou isso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

A terceira mão...

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Cuidavam que isto ficava apenas pelo IUC? Desenganem-se. Já devem ter notado que, de há tempos a esta parte, se tem procurado instalar no espaço mediático um discurso de ódio contra os proprietários. Não é, obviamente, por acaso. É uma estratégia consistente com aquilo que se faz quando se pretende atingir um determinado propósito e é preciso preparar o terreno. Que é como quem diz, a opinião pública.


Seguir-se-á, num futuro não muito distante, o aumento do IMI. Já há no governo quem se lamente do VPT, valor patrimonial tributário, estar completamente desfasado do valor comercial dos imóveis. Preparem as carteiras. É assim que estas coisas começam. Uma medida desta natureza, se um dia se concretizar, terá naturais reflexos em todo o sector da habitação. Nomeadamente a puxar os preços do arrendamento ainda mais para cima. Mas isso pouco importa aos que se querem manter a todo o custo no poder. Necessitam do dinheiro dos outros para poderem continuar a garantir o seu.

domingo, 22 de outubro de 2023

Apanhados do clima

“Faz parte”, tem sido a lacónica reacção dos ministros alvejados com a tinta arremessada pelos arruaceiros da Climáximo. Não, não faz. Não faz parte da função de quem governa normalizar atitudes ou organizações que defendem e praticam acções contrárias ao Estado de direito. Percebo que, enquanto a coisa não for a pior, vá dando jeito ao governo que os seus membros reajam com benevolência. Por um lado garantem o apoio do eleitorado, que tende a colocar-se do lado da vitima e, por outro, uma reacção mais musculada da segurança deixaria a comunicação social horrorizada, o que seria trágico para António Costa e “sus muchachos”.


Para os desordeiros em questão, ao que parece patrocinados pelo Bloco de Esquerda, o ambiente é o que menos lhes importa. A agenda é outra. Destabilizar, apenas e só. Se o foco fosse o clima já teriam, no mínimo, atacado as embaixadas da China ou dos Estados Unidos. Mas não. Limitam-se a prejudicar quem trabalha e a partir coisas. Os papás pagam o prejuízo, se alguma vez chegarem a ser condenados.


Uma das propostas destes indigentes mentais é aplicação de uma taxa de IRS de noventa e nove por cento a rendimentos superiores. Uma ideia que num país de baixos salários, elevado nível de inveja pela vida do vizinho e com um eleitorado que vota maioritariamente à esquerda possa suscitar alguma simpatia. Cálculo, assim por alto, que uma taxa dessa grandeza iria proporcionar ao Estado uma receita adicional de, aproximadamente, zero euros. Ou menos, que isto ninguém está disposto a dar pão a malucos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

PPP - Principio do pagador poluidor

Sabia-se que qualquer baixa no IRS, por pequena que fosse, teria como contrapartida o aumento noutros impostos quaisquer. O Estado socialista não prescinde de receita fiscal, pois essa é a forma mais eficaz de manter satisfeitas as clientelas que os perpetuam no poder. Estranho é a opção ter recaído, com particular incidência, sobre o IUC. Este imposto é receita municipal e, a menos que exista alguma tramóia ainda por revelar, serão as autarquias a beneficiar deste esbulho alternativo.


Quanto aos argumentos em desfavor da opção do governo, nomeadamente que afectará em especial as pessoas de menores rendimentos, parecem-me uma visão desfasada da realidade. Olhando para os automóveis dos funcionários da organização onde trabalho, apesar de dois terços auferirem o SMN, bem poucos serão vítimas deste saque.


Já os defensores da medida evocam a necessidade de renovar o parque automóvel e de proteger o ambiente. Que é uma boa causa e serve para justificar quase tudo. Por mim acredito que é mais uma vez a vontade do governo ajudar os bancos, dado que para trocar de carro a esmagadora maioria das pessoas precisará de recorrer ao crédito. Quanto a isso da protecção do ambiente, na parte que me toca, como pagarei mais imposto vou passar a usar com mais regularidade a viatura alvo desta ideia escabrosa. Por um lado corro menos risco de ser multado por excesso de velocidade e, por outro, já que pago sinto-me no direito de poluir.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Agricultura da crise

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Colheita de ontem. Tratou-se de uma medida para precaver as diatribes da Aline. Mais uns quantos marmelos, que em breve serão transformados em marmelada, pimentos que parece ter ganho uma segunda vida já fora de época, couve, um dos primeiros chuchus e a primeiríssima batata-doce. Tudo made in agricultura da crise.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Cadelas apressadas...

1697629992074.jpgAtacar escolas, hospitais ou outras infra-estruturas onde se abriguem civis constitui um crime. Sejam quais forem as circunstâncias. O mesmo serve para quem usa tudo isso para servir de escudo humano. Uns e outros são criminosos e quem pactua com qualquer deles não passa de um reles merdoso.


Os meios de comunicação social e, em geral, tudo o que tem voz no espaço público são, sempre que ocorre um atentado, de uma prudência extrema a noticiar a ocorrência. Tanta que até chego a ter pena dos terroristas. Os desgraçados quase imploram para que reconheçam que é de sua autoria e, mesmo assim, aqueles alarves continuam a insistir no desconhecimento das “causas”, das “motivações” e principalmente da origem dos autores. Quando muito, uns dias depois, concluem que eram malucos ou tinham um problema com a bebida.


No caso do hospital que ontem foi pelos ares em Gaza não existiu o mesmo tipo de prudência. A Esquerda portuguesa e a comunicação social nacional – passe a repetição – não hesitaram em acusar Israel pela autoria do ataque. Com ou sem razão, que isso será coisa para apurar lá mais para a frente. Apesar de, ao contrário do que acontece nos ataques terroristas, as evidências serem mais do que dúbias e até, pelos benefícios que daí tirariam, apontarem para aquilo ter sido obra, voluntária ou involuntária, dos palestinianos. Mas isso pouco importa quando se é fanático por um dos lados em contenda. A imparcialidade, no caso dos jornalistas, ou a honestidade no caso dos políticos ficam para depois. Lá para o dia de S. Nunca. Da parte da tarde, que de manhã ainda devem estar a ressacar.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Orçaminto

1 - Não sei o que é um orçamento pipi. Aliás, a bem-dizer, nem me parece boa ideia juntar na mesma frase orçamento e pipi. A língua portuguesa já é suficientemente traiçoeira pelo que não há necessidade nenhuma de estar a apimentar ainda mais a coisa. O líder social democrata podia, por exemplo, ter-lhe chamado “orçaminto”. Ou seja, um orçamento faminto pelo dinheiro dos contribuintes.


2 – Faminto, mas ainda assim não suficientemente faminto. Faltou criar um imposto, que também podíamos catalogar como mais um imposto verde, a aplicar sobre o índice de massa corporal de cada individuo a partir de um determinado nível de obesidade. Quanto mais obeso mais espaço ocupa, mais recursos consome e, por consequência, mais polui. Não há planeta B.


3 – Por falar em obesidade. Apesar de ainda faltarem dois anos para as próximas autárquicas os potenciais candidatos à presidência das mais variadas câmaras municipais começam a posicionar-se. Nos últimos dias foi a vez de Marta Temido. E não, não estou a chamar gorda à senhora. Até acho que daria uma presidenta boa.

sábado, 14 de outubro de 2023

Faleçam, pá!

De acordo com uma afirmação do primeiro-ministro, proferida quase há um ano, os problemas do SNS estariam resolvidos na segunda-feira seguinte. Afinal, muitas segundas-feiras depois ainda não estão. E, garante agora o homem, só não estão por causa dos doentes. São muitos, adoecem muito, vão com demasiada frequência às urgências e, só para arranjar chatices ao governo, insistem em não falecer.


Este discurso revela que, finalmente, a culpa do estado miserável do país deixou de ser do Passos Coelho. Agora é dos portugueses. Como se não bastasse haver doentes a mais há, também, litigância em demasia, inquilinos em excesso, demasiados estudantes e os passageiros são mais do que as mães. Depois admiram-se que exista crise na justiça, na habitação, na educação ou nos transportes. Uns chatos, estes portugueses. Não fora isso e corria tudo que era uma maravilha. Lá está, é aquela coisa da realidade sempre a atrapalhar as fantásticas políticas de esquerda.