sexta-feira, 17 de abril de 2020

O pirata, o juiz e a dita. Que com aquelas fuças o melhor é esquecer o resto...

Há tiques que nunca se perdem. Acompanham-nos ao longo da vida. Ana Gomes – aquela criatura que parece o Herman José quando se veste de mulher, mas em mais feio – conservará uns quantos desde a juventude. Quando, a fazer fé nos relatos da época, era uma convicta maoista, marxista, leninista, troskista ou outra maleita daquelas que, por norma, se apanha enquanto jovem. Ou, como se diz por cá, na idade da parvoeira.


Mais tarde mudou para o PS. Que é a escolha óbvia para quem, oriundo dessa área, pretende fazer vida na política. Não que seja uma questão de convicção mas, antes, uma questão de oportunidade. Ou de oportunismo, depende do ponto de vista.


Os tiques daquela militância, contudo, ainda lá estão. O gosto pelas ditaduras é um deles. Agora manifesta-se contra o juiz que calhou em sorteio ao seu protegido Pinto, o pirata. Não queria aquele. Diz que é do Benfica, logo não serve. Nas ditaduras é que o juiz e os tribunais fazem aquilo que o poder político deseja. Aqui, por enquanto, ainda não é bem assim. Para desgosto de muita gente, reconheço. Mas, mesmo chegados a esse ponto, vai ser difícil. A menos que não ser do Benfica passe a constituir um dos requisitos para a admissão ao CEJ, a esmagadora maioria dos juízes, como no resto da sociedade, serão sempre benfiquistas. E, para azar dela e do pirata, há sempre a forte probabilidade dos restantes serem todos pessoas de bem.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Piratas, porcos e outros patetas

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Se há cena que me desagrada nas pessoinhas é a falta de coerência, ou lá o que é. Aquela coisa de agir em conformidade com as ideias manifestadas, ou assim. Há muita falta disso, por aí.


Já nem digo aquela malta que leva o tempo a tecer loas a determinadas ideologias, mas que se revelam incapazes de viver de acordo com as normas que, para eles, são o verdadeiro sol na terra ou os amanhãs que cantam. Nem, sequer, arrisco recordar a incoerência de outros que proclamam o seu amor a um amigo imaginário e à humanidade em geral e prometem fazer o bem a todos em particular, quando, vai-se a ver, fora das suas congregações têm um discurso de ódio e uma prática de perseguição ao próximo.


Fico-me por outros idiotas. Nomeadamente pelos que andam por essa Internet fora a lamber – virtualmente – o rabo ao pirata Pinto. Ainda não dei conta da satisfação dessa maralha pelos ataques informáticos levados a cabo contra algumas empresas prestadoras de serviços a operar em Portugal. Não é a mesma coisa? Pode não ser. Mas o objectivo é exactamente o mesmo. Com mais umas agravantes, que não sei se esses indigentes mentais estarão bem a ver.


E por falar em indigentes mentais. Parece que uns maluquinhos resolveram comemorar o 25 de Abril. Nada de mais, que a data bem o merece. O pior, é que os chanfrados vão fazer aquilo que nos proibiram. Juntarem-se aos magotes num espaço fechado. Umas centenas deles, ao que consta. Velhinhos, quase todos. Logo pertencentes a um grupo de elevado risco. Mas isso pouco importa à brigada do reumático. Por duas razões. Querem e podem.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Compreensão lenta...e pouco educada, também.

A TVI passou ontem parte significativa dos serviços informativos a pedir desculpa ao norte do país. Fica-lhe bem. O conteúdo do noticiário da noite anterior terá sido ofensivo para os habitantes da região. Justifica-se, por isso, a indignação dos habitantes daquela região face ao que consideram – e bem – como afirmações manifestamente despropositadas e depreciativas.


Mas, por outro lado, os mesmos que agora se sentem ofendidos e, até, aqueles que consideraram inadequados os considerandos da TVI a propósito dos nortenhos, continuam a achar muita piada às anedotas de alentejanos. Assim de repente não vislumbro grande diferença. Considero tão pejorativo chamar “pouco educado” a um habitante do norte, como “preguiçoso” a um alentejano. Por que raio em relação ao primeiro é ofensivo e em relação ao segundo é piada? E não, não venham com aquela treta que os alentejanos acham graça às piadolas a seu respeito, porque os alentejanos não contam anedotas que os achincalhem ou menorizem.


A este propósito tenho andado envolvido numa polémica, noutra rede social, com uma emigrante portuguesa no Brasil que está pelos cabelos com as “anedotas de português” que ouve constantemente. Não gosta. Quando lhe expliquei que a compreendia perfeitamente e que eu sentia o mesmo em relação às piadas depreciativas que os portugueses contam sobre os alentejanos, não percebeu os meus motivos. Tal como percebem a generalidade dos tugas de cá. E depois o “lento” sou eu...

terça-feira, 14 de abril de 2020

Tele-baldas

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Por aquilo que ouço nas noticias – lá está, ninguém me andar a ouvir noticias – o país padece de uma generalizada falta de computadores e, também ao que se ouve, baixíssima taxa de acesso à Internet. Pelo menos entre a população estudantil. E eu que acreditava piamente – também ninguém me manda acreditar em tudo o que vejo – que essa malta estaria permanentemente conectada e dispunha de todo o tipo de tecnologia de última geração. Enganei-me, pelos vistos. Alguns – ainda não ouvi, mas calculo não tardarei a ouvir – nem televisão têm em casa. Uma pena. Isso e a falta de imaginação. No meu tempo de estudante – há trezentos anos, mais ano menos ano - qualquer um arranjava desculpas muito melhores para se baldar às aulas.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Há cruzes e kruzes...

Diz que ontem, em muitas localidades nortenhas, a população terá passado o dia a oscular cruzes. Uma prática tradicional para aquelas paragens, ao que consta. Embora, nos dias que correm, totalmente desaconselhada. E nos outros dias, nos que já correram e nos que ainda hão-de estar para correr, também.


Longe de mim por-me para aqui a fazer graçolas de oportunidade. Que isto, já dizia a minha avó e um médico que em certa ocasião consultei – ou será que foi ele que me consultou a mim? Bom, não interessa para o caso – a fé é que nos salva. E aquilo, como se sabe, é gente de fé. Muita. Tanta, que até acreditou que o pessoal que estava a filmar ia ficar com as imagens nos telemóveis e não caía na tentação das espalhar pelas redes sociais. Esse demónio, que anda para aí a atazanar as alminhas. Sem, pior ainda, preocupações com aquela coisa da privacidade, ou lá o que é.

domingo, 12 de abril de 2020

Morrer da cura...

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Esta imagem seria praticamente impossível de capturar às seis da tarde de um dia qualquer na estrada nacional quatro, que liga o Montijo à fronteira do Caia, antes desta coisa do vírus chinês. Agora está assim. Deserta. Se, como dizia o outro – seja ele quem fôr – as estradas são sistemas de veias e artérias de um organismo, então, perante um cenário destes, não me parece descabido concluir que esse organismo estará a dar as últimas. Desconheço quanto tempo um corpo resiste se o sangue não circular. Não será muito, certamente. Um país, talvez um pouco mais. Quanto, vamos descobrir um dia destes...

sábado, 11 de abril de 2020

É para isto que andaram a comprar que nem malucos?

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Não vou especular se foi ou não açambarcamento. Pode ter sido apenas uma compra por impulso. Daquelas em que compramos coisas que não nos vão fazer falta nenhuma mas que, mesmo sem sabermos bem porquê, insistimos em comprar. Talvez até se trate de pão comprado tendo em vista um repasto que não ocorreu por ausência – indisposição ou seja o que fôr – dos comensais. Ou, quiçá, a sua compra tenha constituído apenas o pretexto para fazer um passeio à padaria ou supermercado o mais distante possível da habitação. Mas, independentemente do motivo, parece-me mal. As opções da gastronomia alentejana para dar uso ao pão são mais que muitas. Tantas que me escuso das enunciar. Até por não ser a culinária a área onde me sinto mais à vontade para dissertar. Agora que não havia necessidade, disso tenho a certeza.


Ah, e isto não é para o ecoponto. Nem para o chão.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

A ver se eu entendo: Agora já não gostamos de piratas, é isso?

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A merda da comunicação social que somos obrigados a aturar anda, com o apoio incondicional do Presidente da República, a fazer-se aos apoios do Estado. Ao nosso dinheiro, portanto. Com as consequências para a sua independência e fiabilidade da informação que, sendo – ainda mais – controlada pelo Estado, daí adviria.


Mas até nem é isso que me causa mais brotoeja. Afinal são só mais uns quantos a afiambrarem-se ao orçamento e no que à qualidade informativa veiculada pelos principais órgãos de comunicação nacional, há muito que estou vacinado. O que me faz subir a irritabilidade para valores muito acima do recomendável, é aquilo da pirataria. Não sei do que esta gentalha se queixa. Já se devem ter esquecido que encheram páginas e mais páginas, ou gastaram horas de programas televisivos, à custa de material pirateado. Nomeadamente estes cavalheiros do grupo Cofina, sobejamente conhecidos pela ética e qualidade do seu trabalho. Vão para a puta que os pariu, mas é!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Gente que não pára no cabanejo...

Desconheço se verdadeiros, mas não faltam relatos nas redes sociais a dar conta da presença, por aqui e por outros lados, de uma quantidade significativa de pessoas, oriundas dos grandes centros, que terão viajado para fora da sua área de residência habitual contrariando as disposições de confinamento em vigor.


Como não saio de casa, a não ser para ir às compras uma vez por semana, não tenho essa percepção. Embora, na última ocasião – terça-feira – tenha visto algumas caras que me são estranhas. Gente que não é daqui mas que, por algum motivo, resolveu vir até cá numa altura em que isso é totalmente desaconselhado. O que, convenhamos, é um completo disparate. Está tudo fechado, o mercado agora tão em moda não se realiza e, como é fácil de calcular, não há nada para fazer fora de casa. Nada, nadinha, népia. A não ser molharem-se. Que isto chove como o caraças. E ainda bem.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Porcazinhas...

Ler o Orçamento do Estado sempre foi uma coisa para lá de chata. Mas, a cada ano que passa, está a ficar pior. Ou, então, é a minha paciência que já não é o que era. Nomeadamente quando aquilo está cheio de ideologia, feminismo, conceitos malucos e normas que podiam perfeitamente constar do despacho de um obscuro secretario de estado qualquer. Como esta, por exemplo:


Artigo 265.o


Acesso a bens de higiene pessoal feminina


O Governo promove, durante o ano de 2020, medidas de reforço do acesso a bens de higiene pessoal feminina, bem como de divulgação e esclarecimento sobre tipologias, indicações,contraindicações e condições de utilização.”


Isto era mesmo necessário constar de um orçamento de Estado?! Mas é apenas uma entre inúmeras idiotices. Inutilidades destas são mais que muitas. Linhas cheia de nada, que servem para coisa nenhuma, a encher um documento que devia definir o rumo do país, mas que apenas lá estão como prova de vida de um qualquer pequeno e insignificante partido que delas fez depender o seu voto favorável. Deve ser, também isto, um daqueles custos da democracia...

terça-feira, 7 de abril de 2020

Teletrabalho

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Outra semana de teletrabalho. Daquele a sério. Nada de confusões com outra coisa que, diga-se, também está muito em moda por estes dias mas que se me afigura ser mais teledescanso.


Gosto da ideia de teletrabalhar. É uma cena catita. Terá vantagens e desvantagens, tanto a nível individual como colectivo. Cada um saberá de si e como aproveitar as primeiras e minimizar as segundas. Para mim é essencial manter as rotinas. Cafézinho a meio da manhã, não facilitar nos horários e só não me visto de fato e gravata porque habitualmente não uso.


Colectivamente, enquanto país, esta poderá ser uma oportunidade para dar um enorme salto. Nomeadamente, embora aí num prazo mais dilatado, para o interior. Trabalhar a partir de casa pode constituir o incentivo que tem faltado para travar a desertificação de uma imensa parcela do território. Com essa opção apenas sairia daqui quem, muito legitimamente, o quisesse fazer. Ou tivesse pais ricos.

domingo, 5 de abril de 2020

Ide, ide para Cuba ou para outro dos vossos paraísos...

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É sempre com renovada satisfação que acedo a sites ou páginas pessoais de propaganda comunista. Gosto se estar informado acerca das maravilhas daqueles regimes fantásticos, dos quais assim que podem os povos se vão libertando. Dá-me para isto.


Foi por essas fontes de informação que fiquei a saber que Cuba, China e Rússia estão na linha da frente do combate ao Covid-19. Ele são médicos, material de todo o tipo e sei lá mais o quê que – solidária e desinteressadamente – esses países oferecem àqueles que, subjugados por regimes capitalistas impiedosos, não conseguem tratar dos respetivos povos. Nem dos igualmente respetivos trabalhadores, como lembraria o camarada Jerónimo. Falta apenas neste rol de nações solidárias, a Coreia do Norte. Mas deve ser erro meu, que não pesquisei de forma eficaz, porque de certeza também se estará a solidarizar com o ocidente vergado ao capitalismo demoníaco.


Nem vou lembrar aquele pagode – eles continuam em estado de negação, coitados – que a Rússia tem tanto de comunista como tinha o Chile no tempo do Pinochet. E não, a comparação não foi uma coisa que me surgiu do nada. Tão pouco os vou recordar que na China coabitam o que há de pior no actual panorama. A par seguem um regime político comunista e autoritário – passe o pleonasmo – e um capitalismo absolutamente selvagem.


Já Cuba é um caso diferente. Aquilo é mesmo do melhor. Que o diga a comunista chilena de quarentena na ilha maravilha e que pede desesperadamente ao governo chileno que a leve de volta ao seu país. Ou os milhares de americanos que, em toda a espécie de embarcações, tentam todos os dias fazer a travessia da Flórida para a ilha comunista para escapar à miséria em que vivem no EUA e buscar o sol na terra na ilha do clã Castro. Até eu, se não fosse tão longe, era gajo para ir para lá. E para levar uns camaradas, também. Se eles estivessem dispostos a abdicar das suas vidinhas burguesas neste inferno capitalista, claro.


 

sábado, 4 de abril de 2020

Decidam-se, porra!

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Esta cena das máscaras e do seu uso ser ou não adequado no controlo e transmissão do vírus chinês, está a deixar-me confuso. Tão depressa as entidades oficiais garantem que aquilo não serve de grande coisa como, afinal, já dá uma ajuda. Parece-me que, se calhar, vão mudando de ideias consoante varia o stock. Mas, pelo sim pelo não, o melhor é decidirem-se de uma vez.


Questiono-me – de forma absolutamente parva, admito - se a máscara protege tanto como alguns defendem, por que será que os chineses, que fazem do seu uso um hábito, tiveram de optar pela quarentena e isolamento social? Não deviam, por usar esse apetrecho, estar muito mais protegidos do tal Corona? Estará, de certeza, a escapar-me algo de muito óbvio. O que, naturalmente, não admira dada a minha ignorância quanto a estes assuntos.


Vá lá que a quarentena, recolhimento, confinamento ou o que seja está a ser relativamente respeitada. Esperava muito pior. O que constato, nas esporádicas e inevitáveis saídas, é a mudança da paisagem urbana. Tirando um ou outro transeunte a passear um cão – real ou imaginário - a cidade está quase deserta, sem os habituais bandos de velhos, sem turistas e onde até o lixo está diferente. Espalhadas pelas ruas já não se veem raspadinhas. Foram substituídas pelas luvas. Muitas e por todo o lado.

terça-feira, 31 de março de 2020

E o sol brilhará para todos nós...

O país está parado. Ou quase. Não sei se bem, mal ou assim-assim. Nem, sequer, se havia outra alternativa menos dolorosa para o presente ou para o futuro. Por mim, que até nem sou especial adepto das teorias da conspiração, começo a desconfiar das moscas. E da merda também, já agora.


Não envolvo na minha desconfiança as teorias rocambolescas acerca da origem do vírus. Nem, tão-pouco, as intenções mais ou menos maquiavélicas que estarão por trás dele. Isso fica para os especialistas da especialidade que pululam pelos Facebooks e afins. Fico-me pela política caseira. Quando leio e ouço gente com responsabilidade governativa defender nacionalizações e, sobretudo, vejo o governo a que pertencem discriminar vitimas da crise em função da sua suposta “classe social”, dá-me assim a modos para desconfiar acerca do que esta gente anda a magicar. Que isto - é dos livros – estes momentos são propícios a certas cenas. Maradas, quase todas, como a história nos tem demonstrado.

domingo, 29 de março de 2020

Fiador escaldado de caloteiro arrependido tem medo...

As declarações de António Costa relativamente ao ministro das finanças holandês geraram um consenso pouco habitual entre os portugueses. É natural que assim seja. Qualquer líder de meia-tigela sabe que, para unir as “tropas”, nada melhor do que arranjar um inimigo externo. Mesmo que imaginário. Exemplos desses há por aí aos pontapés.


Mas sim, o homem tem razão relativamente à parte do repugnante. Não lembra a ninguém perguntar a quem está a morrer, onde é que andou a gastar o dinheiro de que agora precisa para se curar. Mesmo que, reconhecidamente, o moribundo tivesse sido um gastador inveterado.


Tem também razão quanto à mutualização da divida a que holandeses, alemães e outros se opõem. Hoje, mesmo sem percebermos muito bem porquê e não estarmos a ver as consequências futuras disso, quase todos achamos uma boa ideia. Convinha, digo eu, era tentar compreender quem está contra. Façamos um pequeno exercício. Todos temos um ou mais amigos com, digamos, hábitos de consumo extravagantes e, consequência disso, manifesta dificuldade em pagar as contas. Estaríamos nós dispostos a contrair um empréstimo conjuntamente com eles? Pois...os holandeses também não.

sábado, 28 de março de 2020

#vamostodosficarmenosjavardos

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Quem não tem cão caça com gato e, por estes dias, quem tem medo do vírus e as açambarcou em bom tempo, usa luvas. Quem tem medo, mas já não foi a tempo de açambarcar, desenrasca-se como pode. Não precisam é de ser javardos. Muito menos de deixá-las à porta dos outros. Da minha, no caso.


Podem ter o cuidado que quiserem. É uma cena muito valorizável que só lhes fica bem. Mas assim, com esta atitude, podem estar a contribuir para propagar a doença. Nomeadamente a um canito ou bichano mais curioso. Depois venham para cá com correntes e rezas...

sexta-feira, 27 de março de 2020

Os papagaios voltaram...

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Os especialistas da especialidade já andam por aí - por aqui e por todo o lado – a prever uma crise de proporções épicas. Nalguns casos os mesmos, curiosamente, que foram incapazes de desconfiar da aproximação da crise passada são agora de uma enorme perspicácia na visualização da crise futura. De proporções apocalípticas, reforço eu, se bem interpreto as suas sábias palavras.


Até pode ser que tenham razão. Mas, pelo sim pelo não, apetece-me desde já e para principio de conversa, mandá-los à merda. É que algumas dessas alimárias não se coíbem de - ainda sem saber se há crise nem, muito menos, saber a sua dimensão - mandar bitaites quanto à maneira da resolver. E, surpresa, a solução que preconizam é cortar vencimentos e despedir funcionários públicos. Isto, acrescentam, para que o Estado possa apoiar as empresas, injectar dinheiro na economia e essas cenas.


Será, certamente, o que mandam os livros por onde aprenderam. Embora, assim de repente, me pareça que essa solução iria tirar dinheiro à economia e acabaria por estourar definitivamente com o que resta dos serviços públicos. Não sei porquê mas desconfio que, outra vez, à boleia da crise e dos apoios governamentais que todos os dias – e bem - são anunciados, muito oportunista irá encher as algibeiras. A começar, se calhar, pelos papagaios, de todos os quadrantes, que não se cansam de arranjar ideias para a governação do país. Mesmo que, muitos deles, nem as próprias vidas saibam governar.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Passear em tempo de guerra é coisa de estúpidos...

Desde que a geringonça tomou conta dos destinos do país que considero ser o ministro dos negócios estrangeiros o gajo com mais juízo dentro daquela pandilha. Embora, dado todos os antecedentes conhecidos a nível político, isso não constitua nada de particularmente tranquilizador. Antes pelo contrário.


Não serei o único a ter esta opinião e o tempo, esse grande conselheiro, tem dado razão a quem assim pensa. Nisto do vírus chinês o homem voltou a estar à altura. Notável e muito bem esgalhada aquela resposta de que o MNE não é uma agência de viagens. Por mais que ande por aí meio mundo a criticar o homem, a razão está toda do lado dele. É que isto não lembra ao mais estúpido sair do país, para destinos mais ou menos exóticos, num tempo em que o actual cenário era já mais do que previsível. Quem é que os mandou ir de férias para o cú de Judas? Agora tirem proveito da estadia, façam muitas fotos para o Instagram e, sobretudo, não aborreçam.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Kruzes em Kasa...*

Por cá foi dia de teletrabalho. O primeiro. O que não deixa de ser irónico. Começar a teletrabalhar quando devia estar reformado…


Cuidado com as cantorias às varandas. Parece, segundo defendem alguns especialistas da especialidade, que constitui uma infracção qualquer. Viola os direitos de autor, ou lá o que é. Com a dramática perda de rendimento dos cantantes, pouco me espantará se essa idiotice fizer escola…


O Papa Xico pronunciou-se hoje acerca de despedimentos, empresas, desemprego, miséria e não sei mais o quê. Fez bem, o homem. Só faltou apresentar soluções. Ou, pelo menos, anunciar uma ajudazinha qualquer além da divina...


* Não é erro ortográfico. Já estou é como a outra, "cada um escreve como quer"!!!

domingo, 22 de março de 2020

"Fujem", "fujem"!!!

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Parece que nos últimos dias terão sido mais que muitos os que se fixaram no Alentejo para escapar ao vírus chinês. Os “montes” dos ricaços – ou falidos, que nisto como noutras coisas a doutrina diverge – desertos durante quase todo o ano estarão agora habitados e, segundo alguns relatos, nos supermercados da região o sotaque alentejano já não é predominante.


Uma atitude sensata, admito. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Não vou, portanto, alinhar naquela treta – muito partilhada nas redes sociais – que os desaconselha vivamente a viajar para cá e, ainda que não declaradamente, lhes sugere que zarpem mas é daqui para fora. Nada disso. Por mim são muito bem-vindos.


Tenho, no entanto, uma má noticia. Ainda que o tal Covid-19 tenha por aqui uma taxa de incidência menor que noutras zonas, se olharmos para as estatísticas o Alentejo é a região do país onde se verificam mais óbitos. Por cada cem mil habitantes, no mês de Janeiro, quinaram 146,73. Verdade que isso dos rácios vale o que vale...mas nunca fiando.

sábado, 21 de março de 2020

O velho, o cigano e o papel

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Esta foto foi obtida ontem numa superfície comercial cá da terra. Como se constata, papel higiénico é coisa que não falta. Podemos fazer merda à vontadinha que não será por falta desse artigo de primeira necessidade que ficamos com o rabo cagado.


Por falar em merda, vontadinha e necessidades. Ontem, cá no burgo, a generalidade da população soube manter-se no recato das respectivas residências. Excepto, obviamente, os que tivemos de trabalhar. As ruas da cidade estavam desertas. Ou quase. Ciganos e velhos continuavam a andar por aí como se nada fosse. Os primeiros parece que acreditam estar imunes ao vírus. Um deles, um destes dias, garantia que não os afectava e justificava-se por em Espanha, entre os inúmeros mortos, não se contar nenhum cigano. Quanto aos segundos desconfiam que algo invisível lhes possa fazer dano. Vá lá alguém convence-los que se aquilo os apanha o mais certo é terem guia de marcha. Se, uns e outros, continuarem a cirandar por aí vamos todos ver esclarecidas essas certezas...

quinta-feira, 19 de março de 2020

Pancadaria ou babyboom?

Andava eu para aqui a dizer a quem me queria ouvir – poucos, na verdade, se dão a esse trabalho – que estas cenas da quarentena, da obrigação de ficar em casa ou, até, do teletrabalho iam dar origem a um babyboom quando, afinal, o que os especialistas da especialidade temem é um aumento da violência doméstica. Eles lá sabem. Mas, se assim fôr, então os tugas são mesmo burros. Sem ofensa para os asnos. Desperdiçar o tempo a brigar, quando o podiam aproveitar para actividades muito mais interessantes, é mesmo coisa de parvo. Lá para Janeiro ficaremos a saber...

terça-feira, 17 de março de 2020

Ó valha-me eu!

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Seja lá quem fôr a quem ocorreu a ideia deste wc, já teve, de certeza absoluta, ideias muito melhores. Mesmo o improvisado resguardo para as partes pudibundas não se afigura capaz de garantir uma cagada tranquila a ninguém. Nem, sequer, à mais infeliz vitima de uma inopinada trovoada intestinal.

domingo, 15 de março de 2020

E se fizessem quarentena das redes sociais?

Não me vou pôr para aqui com piadolas mais ou menos fáceis acerca do tal Covid-19. Era o que faltava. O caso não está para graças. Tanto não está que já nem consigo achar graça aqueles loucos que continuam a insistir que a origem do dito vírus é culpa dos comunistas, dos americanos ou de uma tia afastada do Trump. Noutros tempos os fenómenos, nomeadamente para os que não se conhecia uma explicação lógica, eram culpa dos deuses que, por esse meio, enviavam uma espécie de aviso, punição ou outra cena que na altura desse jeito. Hoje, para alguns imbecis das redes sociais, a explicação desta pandemia é mais ou menos a mesma. Com as devidas adaptações. Tratem-se, pá!

sábado, 14 de março de 2020

Autarquias amigas do contribuinte...ou não!

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As autarquias são, na sua maioria, especialistas em expurgar-nos das contas bancárias os fundos que podíamos usar para melhorar a nossa qualidade de vida. Vendem-nos água a saber a detergente pelo preço de uísque escocês, cobram o IMI a pardieiros como se de palacetes se tratasse e abotoam-se com o IRS de quem ganha ordenados miseráveis com o fantástico argumento de que se pagam é porque são ricos. Um fartote.


Mas depois há aquelas onde o esbulho assume contornos parecidos com a vigarice. Em alguns concelhos parece que o IMI é tanto maior quando menor for o estado de conservação dos imóveis. Baseiam-se naquela teoria mirabolante que um imposto mais elevado obrigará os proprietários, esses patifes, a conservar o seu prédio. Mesmo sem entenderem que se o dinheiro vai para a Câmara já não chega para o gajo das tintas.


O inverso, lamentavelmente, não acontece. A possibilidade do munícipe pagar menos IMI quando a autarquia não conserva aquilo a que está obrigada, é coisa que aos divinos autarcas não ocorreu. Vá lá saber-se porquê. Ou, então, se calhar até sabemos.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Metam os estereótipos num sitio que eu cá sei...

Nunca achei piada a anedotas de alentejanos e desde sempre fiz questão de o demonstrar. Falta de sentindo de humor, dizem. Ou de inteligência, garantem outros, porque segundo afiançam o homem inteligente é aquele que é capaz de rir de si próprio. Ou, parece-me licito concluir, das piadolas que lhe dirigem. Admito ser portador de todos esses defeitos. E mais uns quantos, até. Mas não me revejo nos estereótipos atribuídos em função da zona do país onde me orgulho de ter nascido.


Curioso é agora ver os que levavam a vida a postar nos seus espaços na Internet – blogues, Facebook e afins – graçolas sobre alentejanos e que em alguns casos se “ouriçaram” com as minhas reacções negativas às suas publicações, todos indignados com os dichotes que se vão lendo e ouvindo acerca de pretos, ciganos, brasileiros, paneleiros ou seja o que for. Até – vejam lá – já nem acham que quem não se ri das piadas de que é alvo é pouco inteligente. O burro de hoje, garantem, é o tipo que conta a anedota. Sempre tive a certeza disso, suas bestas.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Secou-se-lhes a saliva...

Admito que, dadas as circunstâncias – nomeadamente as das ultimas semanas, tenho andado menos atento ao fenómeno desportivo. Deve ser por isso, ou por outra coisa qualquer que se me esteja a escapar, que me parece não existir por aí um grande entusiasmo com a operação “fora de jogo”. Aquela que anda a investigar uns quantos clubes e agentes ligados ao futebol. Pelo menos o nível de burburinho não tem comparação com aquele que ocorria quando, noutras ocasiões, as buscas se centravam unicamente ali na zona do Colombo.


Ocorreu-me, a este propósito, visitar meia-dúzia de perfis no Facebook e no Twitter de gente que com uma frequência doentia postava opiniões, frases feitas e idiotices diversas acerca de negócios manhosos do Benfica, enquanto simultaneamente se desfazia em elogios e se babava com as denuncias do pirata informático engaiolado. Devem ter levado sumiço, a maioria. Outros baixaram o tom para o nível pianinho. Vá lá saber-se porquê. Embora eu calcule que seja por causa da teoria que defenderam durante muito tempo segundo a qual o melhor ainda estava para vir. Vão ver está mesmo…

terça-feira, 3 de março de 2020

A virose que virou isto tudo

Uma loucura, isto do Covid-19. Está a deixar os portugueses à beira de uma ataque de nervos, o maroto. Com razão ou sem ela, não sei ao certo. O certo é que desinfetantes e máscaras foi um ar que se lhes deu. Varreram-se de supermercados, farmácias e, pasme-se, ao que consta até as do hospital de Elvas terão levado sumiço. Embora, a fazer fé nos especialistas da especialidade, esses artefactos não façam bem nenhum nesta luta contra o chato do coronavírus em causa.


Cá por mim não comprei nada dessas coisas. E, esgotadas que estão, agora também já não posso comprar. A sorte é que ainda para ali devo ter uma bagaceira. Deve ser boa para isso da desinfeção. Com a inegável vantagem de desinfetar por dentro e por fora. Para substituir a máscara podia usar uns garrafões, como fazem os chineses. Mas não. Optei por deixar crescer os pêlos do nariz. Com sorte deve chegar.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Activismo fofinho

Uns quantos activistas – um conceito muito em moda, que serve para tudo o que a intelectualidade bem pensante entende como valorizável – amarraram-se com correntes junto à Assembleia da República. Neste caso o seu activismo é pelos direitos dos animais. Defendem, entre outras coisas, que os animais não devem ser aprisionados. Vai daí acorrentaram-se. Bem esgalhado.


Tenho particular apreço por protestos em que a malta se barrica, acorrenta ou, simplesmente, se fecha em sítios. É porreiro. Não incomoda ninguém, não prejudica a vida aos demais e, sobretudo, diverte o pagode. Podiam era ter escolhido outro ponto ou objecto de amarração. A um deputado, por exemplo. Melhor. Uns acorrentavam-se à Isabel Moreira e outros ao Ferro Rodrigues. Teria sido uma diversão. Para todos.

domingo, 1 de março de 2020

Tempos modernos

Cavalos e cães com aumento superior a policias”. Não sei onde está o escândalo, o espanto nem, sequer, o motivo para a indignação que a noticia pretende suscitar. É perfeitamente normal que assim seja.


Já no meu tempo de tropa, há mais ou menos uns duzentos anos, me diziam que “maçarico” - o recruta, para quem não sabe – estava cem pontos abaixo de policia. Que, por sua vez, estava outros cem abaixo de cão e este, garantiam, estaria mais uns cem abaixo de gente. Do cavalo não reza a história. Não tenho, por isso, termo de comparação. Mas, se calhar, estará ao nível das outras bestas que mandam nisto tudo.