Uns quantos activistas – um conceito muito em moda, que serve para tudo o que a intelectualidade bem pensante entende como valorizável – amarraram-se com correntes junto à Assembleia da República. Neste caso o seu activismo é pelos direitos dos animais. Defendem, entre outras coisas, que os animais não devem ser aprisionados. Vai daí acorrentaram-se. Bem esgalhado.
Tenho particular apreço por protestos em que a malta se barrica, acorrenta ou, simplesmente, se fecha em sítios. É porreiro. Não incomoda ninguém, não prejudica a vida aos demais e, sobretudo, diverte o pagode. Podiam era ter escolhido outro ponto ou objecto de amarração. A um deputado, por exemplo. Melhor. Uns acorrentavam-se à Isabel Moreira e outros ao Ferro Rodrigues. Teria sido uma diversão. Para todos.







