quarta-feira, 20 de maio de 2015

Fica-lhe bem a franqueza!

A coerência e a honestidade ficam bem a toda a gente. Nomeadamente ao políticos. Que, como se sabe, são uma espécie a quem estes valores não dizem grande coisa. Por contrariar esta prática e dizer com toda a convicção ao que vem, o líder parlamentar do PS mostrou claramente que a seriedade também pode existir na politica. Garante o senhor que defende para Portugal – e o partido que representa também, parece licito concluir – os mesmos princípios e os mesmos valores que defendia há quatro anos. Ou seja, o que contribuiu para a intervenção da troika, a falência do país e, em suma, tudo o que nos trouxe até este triste estado de coisas. Ainda bem que avisa. Não é que não desconfiássemos mas, assim, apenas os distraídos  – daqueles mesmo muito distraídos – é que vão votar do Partido Socialista.

Eles andem n'aí

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Há mesmo necessidade de levar o cão para a praia? Ou é só uma estranha forma de exibicionismo?

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Estou como o outro da estória da batata frita. Cada coisa no seu lugar. E o lugar dos cães não é na praia em ameno convívio com as pessoas como se fossemos todos da mesma espécie. Por alguma razão é proibido, sendo que essa proibição é bem visível nos acessos a todas as praias. Nada que importe a umas quantas bestas. Lá por entre eles e os bichos ser tudo ao molho e fé em Deus, não quer dizer que no espaço público tenha de ser assim. Mas destes não querem as autoridades saber...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A idade do pombo

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Duas noticias das últimas horas deixaram-me particularmente inquieto. Ambas envolvem idosos e retratam duas situações de penúria.


Uma refere-se às dificuldades de um velhote inglês que, coitado, teve de recorrer ao trafico de bebidas alcoólicas - que alegadamente revendia aos outros utentes do lar de idosos onde estava instalado – para conseguir suportar os encargos com as prostitutas que, amiúde, contratava. Para ele e para os amigos. Generosidade que a direcção do lar não apreciou e que o levou a ser expulso da instituição.


Outra elucida-nos acerca do montante que auferirá de reforma um conhecido maestro português. Duzentos e oitenta e oito euros mensais. Uma vergonha. De tal forma que o senhor terá de sair para “caçar” se quiser sobreviver nesta “badalhoquice” de país. Não se faz, de facto, uma coisa destas a tão grande vulto da cultura nacional.


No primeiro caso é de elogiar o dinamismo revelado pelo velhote. Precisava de algo que não conseguia pagar mas, não desistiu, foi à luta e obteve aquilo que pretendia. Um exemplo que as gerações mais novas deviam seguir. Ainda que, evidentemente, dando melhor uso aos proveitos obtidos.


O segundo é mais um exemplo da lusitana lamechice. As reformas são proporcionais ao que se desconta e para receber uma quantia tão irrisória é porque também não descontou grande coisa. Prática muito comum entre os chicos-espertos. Um bom exemplo, também, daquilo que não se deve fazer. E depois o “badalhoco” é o país...


 

domingo, 17 de maio de 2015

Alegrai-vos despesistas!

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Depois de uma paragem de cerca de três anos voltaram as obras ao IP2 entre Évora e Castro Verde. Para gáudio dos que acham que o país deve ser um estaleiro permanente, daqueles para quem betão e desenvolvimento são sinónimos e dos despesistas em geral. Não digo que, num ou outro ponto do referido itinerário, a interrupção decretada há quatro anos não tenha criado situações de potencial perigo para os automobilistas e que a sua conclusão se impunha por questões de segurança. O pior é que, na generalidade dos casos, as intervenções iniciadas no tempo do delirante governo socialista pouco ou nada acrescentam à qualidade da estrada. Vamos ter, isso sim, é muito mais quilómetros de vias paralelas e viadutos a desnivelar entradas e saídas de e para lugar nenhum.

sábado, 16 de maio de 2015

Este peixe lembra-me alguém...

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Promessas. Mais que muitas. Parece, até, que saiu um mega-hiper jackpot do euromilhões e agora não se sabe onde gastar tanto dinheiro. E nós, feitos parvos, a ir na conversa do tubarão...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pode ser que a moda pegue...

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Ter uma ovelha como animal de estimação é, digamos, uma coisa a atirar para o esquisito. Colocar-lhe uma fralda, também. Mas, quanto a esta última parte, a esquisitice é de louvar. Se os donos dos canitos fizessem o mesmo teríamos um país muito mais limpo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Que merdas é que andam a fumar em Guimarães?

Não sei se o glorioso vai ou não festejar o titulo de campeão no próximo Domingo. Nem, sequer, imagino se vai chegar a comemorar o quer que seja nos dias, semanas ou meses que se avizinham. Sei apenas que ouvi e li as declarações de uns quantos mentecaptos – alguns com mais responsabilidade que o comum adepto - garantir que não permitiriam festejos benfiquistas em Guimarães. Como se as bestas, aquelas ou outras, fossem donos da vontade dos outros cidadãos. Adeptos do Benfica ou de outro clube qualquer. Havia de ter piada se, por exemplo, os socialistas de Estremoz fossem proibidos de festejar aqui a vitória nas próximas eleições legislativas só porque a Câmara é de outra cor completamente diferente... Mas isto está tudo parvo ou quê?!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Desacordo!

Não estou de acordo com essa coisa do acordo ortográfico. Nem me sou submeter a regras parvas que quantos iluminados se lembraram de inventar. O corrector do Writer ainda está configurado para o português correcto e qualquer actualização que se proponha instalar um dicionário com a nova forma de escrever será liminarmente rejeitada. Para mim o “trânsito não para para ela passar”. Micto para essa cambada!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Gajas que, alegadamente, me tiram o sono.

Fui desafiado pela dESsarrumada a colocar aqui a fotografia de dez gajas que me tirem o sono. Logo eu, que não costumo responder a estes desafios e que durmo que nem um alarve.


Desta vez abro uma excepção. Mesmo que a lista não chegue a dez. É que, assim de repente, não estou a ver tanta gente capaz de me causar perturbações do sono.


 


Nºs 1, 2 e 3


A ordem – da esquerda para a direita ou o contrário - é indiferente. Se não me tiraram o sono, pelo menos, tiraram-me do sério. Um pesadelo que descrevi aqui.


 


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Nºs 4, 5 e 6


Estas não me tiraram o sono nem outra coisa qualquer. Deram-me foi o pretexto para publicar a foto...


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segunda-feira, 11 de maio de 2015

A culpa foi do picheleiro!

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Uma rotura é uma coisa tramada. Seja qual for a sua natureza. Na canalização, então, é do piorio. Pior, muito pior do que uma rotura de stock's. Mais desagradável só uma rotura de ligamentos...

domingo, 10 de maio de 2015

Hoje cortei as unhas

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Nem precisava escrever mais nada. Um post com um titulo destes vai, de certeza, estoirar com a capacidade do contador de visitas aqui do blogue. Não faltará gente interessada em saber a técnica de corte, o material cortante utilizado e o tamanho a que as unhas ficaram reduzidas. Ou, quiçá, um qualquer outro importantíssimo aspecto que me esteja a escapar relacionado com tão relevante facto.


Vou cortar os pintelhos”, “descasquei uma banana e só no fim descobri que era um morango”, “como fazer um bolo de chocolate sem chocolate” ou “comprei uma t-shirt muita fofinha”, seriam títulos igualmente bons. Ficam para a próxima.

sábado, 9 de maio de 2015

Feriados e horário. Há que voltar à normalidade!

Acabar com feriados e impor as quarenta horas de trabalho na função pública nada tem a ver com austeridade. É, mais, parvoíce. Daí que propor a reposição da situação anterior nada tenha de especial, nem constitua uma benesse. Apenas bom senso. O país nada ganhou com o fim dos quatro feriados e só perdeu com as cinco horas semanais que acresceram ao horário dos funcionários públicos. Concluir o contrário apenas estará ao alcance de uma imaginação delirante.


Não sei, no entanto, se esta promessa socialista não constitui mais um tiro no pé. Há quem aprecie as medidas, sejam elas quais forem, que tramem os funcionários públicos. Neste caso as vozes contra já começaram a destilar veneno. A qualidade da argumentação é vários pontos abaixo de sofrível e resume-se quase a um elucidativo “por que sim, seus filhos da puta”. Mais ou menos o mesmo que fazem os velhinhos que se sentam nos bancos do largo cá do sitio e que regozijam por nos verem cumprir o horário vigente. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mamar à pala do contribuinte

O país indignou-se um destes dias com o caso das duas enfermeiras de um hospital do Porto a quem, para provar que estavam a amamentar os seus pimpolhos, terá sido sugerido que espremessem as mamocas para ver se esguichava dali qualquer coisa. Não admira. Indignamos-nos facilmente e um assunto destes puxa ao sentimento. O pior, quase sempre, é quando se começa a escarafunchar. Ou, no caso, uma das senhoras resolve dar a cara e falar do assunto. Afinal o puto, a julgar pelas imagens, está em boa idade para deixar a mama. O que já teria acontecido há muito se a mãe não fosse funcionária pública. Esperemos é que o gajo não decida continuar a mamar até ir para a universidade. Embora, pelas reacções conhecidas, os contribuintes não se importem de continuar a pagar por isso.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Tudo gente séria. Alegadamente.

Compreendo que o pessoal não goste de pagar impostos. Também detesto fazê-lo. É por isso que aproveito tudo o que a lei permite para pagar o menos possível. Outra coisa, muito diferente, é o uso de esquemas fraudulentos. Esses, agora em muito menor número do que em tempos idos, é que são condenáveis. Mais ainda quando envolvem dinheiros públicos.


Consta que, alegadamente, lá para os confins do norte haverá clubes, associações e outras agremiações alegadamente sem fins lucrativos, que alegadamente receberão subvenções públicas com as quais alegadamente retribuirão o trabalho do treinador, do mestre da banda e de outros colaboradores, por baixo da mesa. Sem que as finanças e a segurança social saibam, portanto. Para alegado beneficio de ambos. Da colectividade, que pagará menos, e do colaborador que verá uma maquia mais ou menos simpática longe das garras do fisco. Tudo alegadamente, está bem de ver.


Ora isto, a acontecer, será duplamente condenável. Tratar-se-á de dinheiro dos nossos impostos gasto sem controle e do qual não será, alegadamente, pago o correspondente tributo. Que quem recebe não goste de pagar impostos, ainda percebo. Que quem dirige essas agremiações, sabendo que está a receber dinheiro público seja, alegadamente, compincha do esquema é que já me parece outra coisa bem pior. Isto, naturalmente, a acontecer. Porque, reitero, a existência de gente tão trapaceira deixar-me-ia deveras surpreendido.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mas, a bem dizer, qual é o problema desse coiso da justiça?!

Anda por aí um basqueiro do camandro por causa de um novo código de conduta – ou lá o que é que aquilo se chama – aplicável aos funcionários de um qualquer sector da justiça. Do pouco que tenho lido acerca do assunto não se me afigura que seja motivo para tanto. Parecem-me, até, coisas do mais elementar bom-senso. Mesmo naquela parte que salienta o dever de relatar situações suspeitas de configurar um ilícito. Bufaria, garantem umas quantas virgens ofendidas muito mais empenhadas em proteger os criminosos, corruptos e outros vigaristas. Lá saberão porquê.


 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A sério?!

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Não consigo acompanhar o raciocínio. Assim de repente não estou a ver como é que a culpa pela ausência de público num espectáculo pode ser atribuída ao Presidente da Câmara. Que se saiba o homem nem fazia parte do elenco!

domingo, 3 de maio de 2015

Piegas, já lhes chamava o outro...

Nem todos, obviamente, temos as mesmas prioridades. Mal seria se tivéssemos. Podíamos era ter, até por respeito aos outros, algum bom senso. Vem isto a propósito das habituais opiniões dos populares sobre a crise e as dificuldades da população, nomeadamente da jovem, a que a televisão gosta de dar palco nestas quadras festivas.


Num desses comoventes momentos televisivos lamentava-se uma jove que, mesmo tendo emprego, não conseguia reunir dinheiro bastante para viajar ou jantar fora. Longe de mim questionar as opções da criatura. São tão legitimas como a da outra que ambicionava ter malas e sapatos às centenas. Ela está é a confundir tudo. Não ter dinheiro para viajar ou ir a uma casa de pasto, não é crise. É falta de poder de compra por não ganhar o que, eventualmente, merecia auferir. Crise é não ter dinheiro para comer, pagar a casa, a saúde ou a educação dos filhos. O resto são balelas de gente que se convenceu que era rica.

sábado, 2 de maio de 2015

Cruzes! Credo! Eles andem aí... E, ao que parece, são muitos

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Cada um é como cada qual. Já sentenciava a minha avó, essa sábia senhora, quando a rapaziada tratava de gozar com o gordo, o orelhudo, o caixa de óculos ou a vizinha da mamas grandes. Ficou-me, desde aí e já lá vão muitos anos, o ensinamento. Não vou, portanto, escarnecer com os gajos que apreciam ter coisas enfiadas nos intestinos nem fazer piadolas jocosas com quem não se importa de mandar o “Zézinho” à merda. Nem, tão pouco, zombar com qualquer outra coisa que os rabetas andem por aí a fazer. Eles lá sabem.


Nos eventos que originam uma grande concentração de pessoas é normal que ocorram situações como a que, alegadamente, originou o tweet acima reproduzido. São muitos filhos de muitas mães reunidos num local relativamente pequeno. Talvez, em futuras edições do certame, seja de considerar a opção de instalar um espaço próprio para esta gente fazer o seu negócio. Há que dar condições à paneleiragem antes que eles reclamem que estão a ser discriminados...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Poluição de feiras medievais

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Acho piada a essa coisa das alegadas “feiras medievais”. Não tanto ao evento mas à estranha necessidade de cada terra, terrinha ou terreola, organizar a sua própria feira. Numa breve pesquisa no portal “Base.gov”, sitio na Internet onde obrigatoriamente é publicitada toda a contratação pública, é possível encontrar referências a quase centena e meia de contratos tendo como objectivo a realização destas festarolas. Não será, digamos, um bocadinho demais?! É claro que as empresas do ramo precisam de vender mas, c'um caraças, a malta das Câmaras escusava de andar sempre a copiar o que faz o município vizinho. Podiam, de vez em quando, ter alguma imaginação. Se, para justificar os lugares, têm de esturrar o IMI que pagamos ao menos que o façam de forma original.


 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Tadinho do criminoso...

Não percebo a indignação que causa, nomeadamente à esquerda, a existência de uma lista de pedófilos. Ou de devedores ao fisco. Ou de outra qualquer classe de prevaricadores que alguém tenha a ideia de pretender divulgar. Até parece que o criminoso e o incumpridor gozam de privilégios especiais ou que são uma espécie que urge proteger. Deve ser por isso que uns e outros se multiplicam. Depois queixem-se...

terça-feira, 28 de abril de 2015

Verborreia. Paletes de verborreia.

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A pergunta é assaz pertinente mas, quanto a mim que me tenho na conta de impertinente assumido, desnecessária. É que hoje em dia ninguém se cala. Mesmo que nada de útil tenham para dizer, todos têm qualquer coisa para opinar a propósito de tudo. Ainda que do assunto acerca qual debitam verborreia nada percebam. De tal modo que me pareça fazer muito mais sentido perguntar antes: Por que não te calas?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A operadora de caixa visivelmente entusiamada

As propostas do PS para salvar o país da crise e potenciar o desenvolvimento estão mesmo a entusiasmar os portugueses. Não admira. Afinal todos sabemos que nada melhor para tapar um buraco do que o gajo que o cavou.


O entusiasmo, escrevia eu, é quase geral. Até nos locais mais improváveis. Domingo de manhã no supermercado Continente cá do sitio, a operadora de caixa proclamava para quem a queria ouvir – no caso eu e os dois clientes que me precediam – que o futuro, com Costa no poder, será radioso. Entre outras tiradas à Santos Silva – não o que está preso por causa daquela coisa da alegada corrupção, mas o outro que foi ministro e agora é comentador – garantia que só gente “absolutamente estúpida” é que votará noutro partido que não o Socialista.


Fiquei, confesso, visivelmente impressionado com a eloquência da “piquena”. Com uma língua daquelas auguro-lhe um futuro ainda mais radioso do que aquele que ela prevê para o país em caso de vitória socrática do PS. Assim tenha cabeça para a controlar. À língua, claro.

domingo, 26 de abril de 2015

Post do 25 de Abril

Não sei o que é isso dos “valores de Abril” com que uns quantos gostam de encher a boca. Caso se refiram à democracia estamos conversados. São valores universais, não são exclusivo nosso e, hoje, é algo tão normal quanto o ar que se respira. Nem vejo, assim de repente, que seja coisa para grandes festejos. Quando muito será apenas ocasião para lamentar que tenha chegado com tanto tempo de atraso.


Provavelmente há quem, saudosamente, associe os tais “valores de Abril” ao que se passou nos meses seguintes ao golpe militar. Se assim é esses valores estarão mais associados à loucura e ao crime. Há, também, quem o faça sempre que o seu partido percorre a via sacra da oposição. Uma chatice, isso de estar longe do pote.


Interessante, igualmente, é a insistência de, ao nível local, promover a realização de sessões solenes comemorativas da data. Se fazem tanta questão passem a agendar a sessão obrigatória de Abril para o dia 25. Assim fico a pensar que é apenas para uns milhares de marmanjos, ao longo país, se aboletarem aos cerca de setenta euros da senha de presença.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Não paga o PAEL?! Ai paga, paga. Queira ou não.

Um Presidente de Câmara apregoava um destes dias que, caso venham a existir situações de fome no seu concelho, não hesitará em deixar de pagar as prestações do empréstimo do PAEL a que teve de recorrer graças à gestão desastrosa dos seus antecessores. É de homem. E fica-lhe bem tamanha generosidade. A malta gosta de ouvir. De certeza subiu vários pontos na consideração de muita gente. Nomeadamente daquela que não percebe patavina daquilo que o senhor está a falar.


Independentemente da eventual boa vontade do autarca em questão – e que certamente será muita – as coisas não funcionam assim. Em caso de incumprimento das obrigações decorrentes do tal empréstimo, para acudir a casos de fome ou por outra razão qualquer, o dinheiro das prestações em falta nem sequer chega a entrar nos cofres da autarquia. É-lhe retido, sem mais aquelas, pelo Estado. Portanto o dito Presidente, seja qual for a circunstância, apenas tem duas hipóteses. Ou paga ou...paga!


Significa isto que o autarca pode fazer a caridade que muito bem entender. Com o dinheiro que disse que faria é que não faz de certeza. Para já, só fez uma bravata. Daquelas para eleitor pouco esclarecido aplaudir.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quando o Costa mandar... o preço do café vai baixar!

A ideia socialista de baixar o IVA da restauração da taxa máxima para a intermédia parece-me excelente. Melhor, fantástica mesmo, só se estes serviços passassem a estar isentos. E, a bem dizer, nem vejo razão nenhuma para assim não ser.


É, reconheço, uma medida muito prazenteira. Capaz, segundo quem a propõe, de revitalizar economicamente um sector bastante abalado pelas opções austeritárias do Parvus Coelho. Com o IVA a passar de vinte e três para treze por cento os preços baixam, os consumidores aumentam ou consomem mais e ficamos todos a ganhar. Nós porque pagamos menos, os taberneiros porque facturam mais e o Estado porque, na sequência das premissas anteriores, acaba por obter mais receita.


Por mim, optimista convicto e crente assumido na honestidade de toda a gente, fico a aguardar ansiosamente pelo dia em que a baixa do IVA fará com que o preço que pago pelo meu café passe dos actuais sessenta e cinco cêntimos para os sessenta resultantes da influência da nova taxa na formação do preço.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Os socialistas optaram pelos eleitores mais velhos

Nem ouso questionar a bondade das propostas do PS ontem conhecidas. A genialidade dos sábios que as elaboraram, em contraponto com a notória falta de sapiência da minha, não o permite fazer de forma séria. Mas, se bem entendo, aquilo é tudo uma questão de escolhas. De opções. Escolher um caminho em detrimento de outro. Ou lixar uns em vez de outros.


O caso da segurança social, por exemplo. Escolheram não cortar nas pensões dos actuais pensionistas. Optaram por dar mais uma machadada nas dos futuros reformados. Estes vão continuar a subsidiar os primeiros, a troco de uma miserável redução da TSU durante um curto período de tempo. Uma legislatura, convenientemente. Genial, esta ideia. Não é para qualquer besta, reconheço.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O que é que andam a fumar no Largo do Rato?!

Ainda estou, confesso, atordoado com as promessas eleitorais do Partido Socialista. Não esperava tanto. Afinal parece que os cofres sempre estão cheios e que o dinheiro para distribuir pelo povo é mais do que muito. Ainda bem que assim é. Fico contente por isso. Tão, mas tão contente que até vou esquecer essa coisa da esmola avultada que faz o pobre desconfiar.

domingo, 19 de abril de 2015

O pior é que disse isto sem se rir!

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Há quem diga que a actividade politica não é para as pessoas sérias. Não vou tão longe. Embora seja cada vez mais difícil encontrar argumentos que rebatam essa tese.


Veja-se o caso do gajo que, quase de certeza, vai voltar a governar o país depois de ter contribuído activamente para para o estourar. Nem, ao que é noticia, as contas do Partido a que preside conseguirá pagar mas, alarvemente, arrota postas de pescada sobre as maravilhas da sua governação.


Existem, ainda, uns quantos patetas ou iletrados que não percebem o motivo do aumento da divida da República - por comparação com a existente antes da intervenção da troika – nem a razão para a diminuição da divida do município de Lisboa. O chefe do grupo do Rato sabe. Mas não diz. A isto chama-se, de uma forma simpática, demagogia.

sábado, 18 de abril de 2015

Não passa nada...de normal!

Parte significativa dos portugueses – não sei se a maioria, sei apenas que são muitos – têm uma espécie de fetiche com a TAP. Tem que ser pública porque sim e não se pode privatizar porque não. Deve cair a asa de algum avião se a companhia for vendida a privados, deve…


Os pilotos, esses, até nem se importam que a companhia aérea portuguesa deixe de ser pública. Se calhar até preferem. Desde que tenham parte significativa do capital, está tudo bem. Daí que não se estranhe que tenham pedido ao governo para ter bom senso…  


Continuando a dissertar sobre gente idiota. Os admiradores de Sócrates vão voltar a manifestar-se junto à prisão de Évora. E a dependurar cravos vermelhos nas letras que identificam o estabelecimento prisional, também. Começo a achar que os velhotes que, insistentemente, lamentam a perda dos valores de Abril, terão alguma razão. Por comparação com os bandalhos que vão andar às voltas à cadeia eborense, até parecem uns gajos cheios de lucidez…


Depois ainda há quem tenha o topete de reclamar por não termos um governo normal...