Tinha artilhado um post onde apelava ao esclarecimento dos motivos que levam tanta gente a exultar com a vitória de uma coligação de extrema-esquerda, confessa admiradora de assassinos vários e ditadores sanguinários diversos, enquanto meia dúzia de votos em partidos da extrema-direita motivam reacções aparentadas com a histeria.
Tempo perdido, vejo agora. É que, afinal, os extremistas de direita e esquerda coligaram-se. Deve ser o cheiro do poder a unir as suas convicções. Aguardo com expectativa os tempos que se seguem. Mas, ainda que os meus dotes adivinhatórios não sejam nada de especial, já estou a imaginar as - até agora - mais improváveis coligações a governar por essa Europa fora. E, também, por cá. Um governo liderado por Paulo Portas e Catarina Martins afigura-se-me como algo perfeitamente normal...






