Não conheço nenhum politico que não seja sério. Agora que há muitos que não o parecem, lá isso há. Nomeadamente aqueles, seja na Europa ou cá pelo rectângulo, que andam por aí a defender que algumas dividas sejam excluídas do apuramento do défice do Estado. Ainda que – ao menos isso – não ponham de parte a obrigação de as pagar. Num dia muito distante, provavelmente.
Os defensores desta causa são, na sua maioria, as pessoas que foram responsáveis pelo estado a que isto chegou e que, dentro de pouco tempo, estarão de novo no poder a continuar a obra de demolição do país. A ideia que agora tentam vender não é nova. Antes da chegada da troika havia estratagemas, coincidentemente, parecidos. Como aquela coisa fantástica dos empréstimos bancários que não contavam para o apuramento da divida. Medida que, poucos saberão, se aplicava aos estádios de futebol construídos por ocasião do Euro 2004 e a obras financiadas por fundos comunitários. Graças a esta habilidade contabilistico-financeira muitas Câmaras, nomeadamente aquelas que são noticia todos os dias por estarem à beira da falência, gozavam de uma larguíssima margem para continuarem a fazer obra à custa da obtenção de empréstimos para financiar a contrapartida nacional dos financiamentos europeus. Com o resultado fantástico que se conhece. E é disto que uns quantos bem instalados na vida, secundados por uma imensa mole de ignorantes, têm saudades...






