Embora o conteúdo dos posts que por aqui vou deixando possa por vezes – muito raramente, vá – dar uma ideia diferente, a verdade é que sou um gajo tolerante. Aprecio a tolerância. Principalmente a de ponto. Que, por mais estranho que pareça, é a menos tolerada. Há mesmo quem a veja como algo absolutamente intolerável e revele em relação a ela – a tolerância – uma atitude preocupantemente intolerante.
Não esperava que, desta vez, o alegado engenheiro dispensasse a função pública de trabalhar na tarde do próximo dia vinte e um. Ainda que, ao contrário de muita gente, não considere que daí venha grande mal ao mundo ou que a economia do país sofra prejuízos assinaláveis, não me parece que esta seja uma decisão sensata. No actual contexto, os sinais que se transmitem são quase tão importantes como as medidas que se tomam. E este não é, manifestamente, o melhor nem o mais adequado sinal de que os portugueses precisam.
Esta decisão, para além da concessão de uma tarde de descanso, tem a grande vantagem de me tranquilizar. Fico com a certeza de que entre as más noticias que um destes dias nos serão dadas a conhecer não constará o aumento do horário de trabalho. Seria uma incongruência dificilmente justificável. Embora, convenhamos, vindo de um sujeito incongruente não era coisa para me surpreender por aí além.



























