A crise, a falta de juízo ou a baixa educação económico-financeira - ou tudo em simultâneo - da generalidade dos portugueses, a par da eficiência da máquina fiscal, estão a contribuir para fazer disparar o número das penhoras efectuadas pela Direcção-Geral dos Impostos. Como o azar de uns constitui a sorte de outros, esta pode ser a altura certa para realizar bons negócios. Basta para isso estar atento ao que vai sendo posto à venda e ter alguma liquidez. Não muita, como se pode ver pela imagem anexa. Afinal, por pouco mais que o preço de um café é possível comprar um T1.
Obviamente que não se poderá esperar grande coisa deste imóvel. Provavelmente será algo ao nível de um pardieiro, capaz de provocar uma enorme dor de cabeça a quem arrisque fazer uma licitação. E nem sequer estou a pensar na eventualidade da ocorrência de uma derrocada do edifício sobre a cabeça de um eventual comprador. Recordo-me, antes, de casos similares que de vez em quando vem a público e que relatam os sarilhos em que se metem aqueles que adquirem imóveis através deste processo.
O valor pelo qual o bem é colocado à venda revela, suponho, uma divida insignificante e a forma quase sempre ridícula como se esbanja o dinheiro público em nome de conceitos absolutamente estúpidos. Há, no entanto, quem lhes chame objectivos. Objectivamente sairia muito mais barato perdoar ao caloteiro…








