“El trabajo no me gusta”. É uma das respostas mais frequentes dadas pelos manifestantes espanhóis quando questionados se não têm mais nada para fazer do que protestar, acampar e meter nojo. Presumo que será repetida nas mais diversas línguas por essa Europa fora. Até por cá, agora que uns quantos macacos de imitação estão finalmente a conseguir dar visibilidade às suas maleitas mentais. Embora, reconheço, as criaturas tenham razão em reclamar uma casa aos contribuintes. É que a gente daquela ninguém arrenda uma.
O que não entendo neste pagode é a sua aversão ao trabalho e, simultaneamente, ao capital. Isto dantes não era assim. Ou se era pelo trabalho e contra o capital ou o contrário. É um sinal dos tempos. Agora são contra o trabalho próprio e contra o capital alheio. Mas, de certeza, não são contra o trabalho dos outros nem contra o capital próprio. Eles podem ser malucos, mas não são parvos.
No ajuntamento de hoje é impressão minha ou deixaram as bandeirinhas da Palestina em casa? Se calhar estão a começar a concluir que esses trapos não cativam ninguém para a causa em causa. Nem para nenhuma outra. Agora só falta perceberem que a esmagadora maioria da população acha divertido ver a policia a coçar-lhes o lombo.

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