sábado, 3 de outubro de 2026

A idade não é um número...

Ah e tal, a idade é apenas um número. Só que não, não é. Todos sabemos isso, por mais que muitos se recusem a admitir esta realidade que a semântica nunca conseguirá desmentir. A recente questiúncula à volta da birra de um futebolista famoso que não aceita a idade que tem, revela que existem mesmo muitas criaturas a acreditar que o passar dos anos não envelhece os seus ídolos. Nem a elas, se calhar.

Ao contrário do que já vi escrito em muito sitio, os portugueses estão gratos ao Ronaldo por tudo o que fez na seleção e no futebol em geral. O homem é o maior futebolista português de sempre e, provavelmente, terão de passar muitos anos até aparecer outro que chegue perto das suas qualidades futebolísticas. Mas isso é passado. Há meia dúzia de anos que devia ter arrumado as chuteiras. Hoje, por mais que ele e os seu fans mais histéricos não o queiram reconhecer, já não tem condições físicas para jogar ao mais alto nível. Seria, quando muito, uma boa opção para suplente do Sporting.

Como em tudo na vida, também no futebol há que saber sair a tempo. É aqui que muita gente tem culpa. O próprio, quem o rodeia, o selecionador – que nem o devia ter convocado – e a Federação. Esta ultima, porque já devia ter feito um jogo com San Marino. Para essa partida, que inevitavelmente acabaria em goleada, convocavam o fedelho Ronaldo que faria o passe para o golo mil do papá CR7 e ficavam todos felizes pela quebra de mais não sei quantos recordes. Mas não. Ninguém quis esta solução. E é aqui que aparece o verdadeiro culpado de tudo isto. O grande capital. O dinheiro que a marca cria, fala mais alto. Se querem cofres cheios em lugar de resultados desportivos, força nisso. Vão lá buscar o gajo outra vez.

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