Há quem ache estranho que, passados todos estes dias, ainda nenhum membro da “família” que celebrou a entrada no novo ano aos tiros de metralhadora tenha sido incomodado pelas autoridades. Gente mesquinha, evidentemente. Pessoas pequenas, roídas pela inveja, que não conseguem aceitar que há quem se divirta de forma genuína, saudável e profundamente enraizada na tradição oral e balística dos seus antepassados.
Querem ver atrás das grades cidadãos de bem que apenas exerceram o seu direito ancestral de transformar o espaço público num campo de tiro improvisado, sem qualquer intenção de fazer mal a uma mosca. A não ser, claro, que por um azar cósmico absolutamente imprevisível, alguma dessas moscas — ou pombos, ou varandas, ou transeuntes — se tenham atravessado na trajectória de um dos muitos projécteis festivos disparados para o ar.
Os que defendem que isto é comportamento punível e que pedem mais “acção” policial revelam apenas ignorância. Não percebem o contexto. Não percebem a cultura. Não percebem que o facto de a “família” disparar armas proibidas a civis é um detalhe menor. Quase burocrático, diria. Quem nunca, numa passagem de ano mais animada, sacou de uma arma de guerra para marcar a meia-noite, que atire a primeira bala. De preferência em rajada.
Além disso, sejamos razoáveis. Identificar a “família” seria uma tarefa ciclópica. Apesar de estarem de cara descoberta, numa rua perfeitamente identificável, num vídeo amplamente difundido, é praticamente garantido que ninguém os conhece. Não moram ali, claro. Estavam só de passagem. Foram à festa. Coisa rápida. E, como é evidente, desapareceram logo a seguir porque a casa fica longe e no dia seguinte tinham de acordar cedo para ir trabalhar.
Pode ser isso tudo. Ou não. Tenho outra teoria. Cá para mim, aquele vídeo é falso. Ou melhor, é coisa criada por inteligência artificial para nos levar a sentir falsas sensações de insegurança. Uma cena muito própria da extrema-direita, ou lá o que se chama aqueles gajos que não gostam de “famílias”. Toda a gente sabe que as “famílias” não se dedicam a actividades desprovidas de enquadramento legal. "Jamé", como dizia o outro. No máximo, vá, a umas burlazinhas no MB Way...
Tudo o que dizes é verdade segundo li já apanharam dois cavalos:)))
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
vou roubar
ResponderEliminarOh homem isto é canja comparado com um canhão do século XVIII que pesava 30 arrobas e que foi roubado na muralha de Valença, óbviamente para festejar as passagens de ano com o maior estrondo.
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ResponderEliminarLembro-me dessa ocorrência...O roubo de sinos das igrejas também deve ser para essas comemorações terem, digamos, mais sonoridade.
ResponderEliminarE eu aqui, no meu mundinho de trivialidades nem sabia desses roubos...ou será que isso é ficção, pura e dura
ResponderEliminarSaudações novas em folha, mas muito minhas.
É tudo verdade, verdadinha... vivemos um tempo em que a realidade ultrapassa a ficção!!
ResponderEliminarCumprimentos
Um fiel retrato de uma realidade surreal.
ResponderEliminarE dizia alguém que eram precisos 3 salazares. Já nem com 30 a coisa lá vai.
Isto já atingiu o ponto de não retorno. Já nem com um Pinochet em cada esquina!
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