terça-feira, 30 de setembro de 2025

Uma maçada, essa coisa dos votos...

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De acordo com a capa da edição impressa do jornal Público, essa grande referência do activismo jornalístico, as próximas eleições autárquicas serão as “mais difíceis da história da democracia”. Não sendo assinante da versão on-line do referido pasquim e a minha natureza pouco dada a gastar dinheiro em inutilidades, fico sem saber quais são os motivos que fundamentam o dramatismo da noticia.


Para a dificuldade inerente a este acto eleitoral, assim de repente, só me ocorre a eventualidade dos quadrados onde os eleitores colocam a cruz correspondente à sua opção de voto sejam significativamente mais pequenos. O que, concordo, constituiria um problema para criaturas como eu que já evidenciam uma manifesta dificuldade em lobrigar a curta distância.


Eleições em democracia nunca são um problema. Os resultados que delas saírem, também não. Sejam eles quais forem. Até porque não correremos o risco de suceder, ao contrário do que acontece noutras partes do mundo muito apreciadas pelo Público, de os vencedores se recusarem a abandonar o poder no final dos respectivos mandatos. Os eleitos que saírem vencedores desta eleição não agradarão a todos. Inclusivé, eventualmente, a mim. É a vida. Quem é como quem diz a democracia, ou lá o que se chama aquele regime onde os habitantes de um país escolhem livremente quem os governa.

domingo, 28 de setembro de 2025

Habitação é investimento. Sempre foi e sempre será.

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Tenho a ousadia de pensar que percebo alguma coisa do tema “habitação”. Assumo também que tenho a pretensão de ter algum conhecimento – ainda que vago, admito – acerca de impostos. Nomeadamente daqueles que tenho de pagar. Manias, mas isto cada um tem as suas e pouco há a fazer. Também não me custa nada admitir que muitos outros sabem bastante mais do que eu acerca destes dois assuntos. Tenho, até, humildade suficiente para reconhecer o meu incipiente conhecimento relativamente a estas temáticas – e respectivas solucionáticas – quando comparado com muitos criadores de conteúdos digitais, frequentadores de cafés e tudólogos que tudo sabem destes e de outros problemas.


Ao contrário dos inúmeros especialistas especialmente especializados na especialidade, consigo vislumbrar algumas virtudes nas medidas para a habitação. Quer do actual, quer do anterior governo. Até, no caso das mais recentes, consegui perceber que o conceito de “até 2300€” inclui as rendas de 400, 800, 1000 ou 1500€. Mais, cheguei mesmo à conclusão – e, espantosamente, sem a ajuda de ninguém – que este é o limite proposto para aplicação da taxa de 10% de IRS. O que tenho mais dificuldade em perceber – e isso, confesso a minha burrice, nem com ajuda lá chego – é o que tem o salário mínimo a ver com isto. Mas, diga-se em abono da minha incapacidade para compreender o argumento, quem o usa também não o sabe relacionar de forma lógica.


O problema da habitação não tem apenas uma causa. Quem não anda cá a “comer gelados com a testa”, identifica mais uma neste titulo do “Jornal de Noticias” de hoje.

sábado, 27 de setembro de 2025

"Subsidiacão" ou a irracionalidade do esbanjamento

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Já garantia um bacoco qualquer, lá no parlamento, que de “utiliza com demasiada frequência a palavra vergonha”. Receio, ainda assim, que não esteja a ser usada o número suficiente de ocasiões face à vergonhosa realidade do país. Nomeadamente à pouca parcimónia que os governos – seja qual for – fazem dos dinheiros públicos. Ao contrário do que muitos possam pensar o Estado não produz dinheiro. A miríade de subsídios, apoios, compensações ou o que queiram chamar à generosidade dos políticos que circunstancialmente governam, apenas tem duas origens. Uma, é a nossa algibeira e, a outra, a contração de divida. O que vai dar ao mesmo da primeira, porque somos nós que a pagamos. Daí que fique sempre fora de mim quando ouço ou leio que o governo vai dar isto, subsidiar aquilo ou financiar uma badalhoquice qualquer. Vai nada. Quem apoia, subsidia e financia somos nós. Apoiamos, financiamos e subsidiamos quando compramos batatas, abastecemos o carro ou recebemos o ordenado. Mais me aborrece ainda quando são anunciadas reduções de impostos, geralmente na ordem dos cagagésimos, e se levanta um coro de indignação por, alegam, o Estado ficar sem dinheiro para o SNS ou educação. Que são, invariavelmente, as mais funções mais citadas para atirar à cara quando o saque fiscal é aliviado em meio pentelho. Nunca lhes ocorre nenhuma outra das muitíssimas liberalidades do Estado.


Por falar em maluquices. Hoje apareceu-me mais esta. Subsidiar a alimentação de cães. Tenham juízo. Ou noção, como dizia o outro. Depois não se queixem da fuga ao fisco. Fazer de tudo para escapulir a contribuir para estas patetices é quase uma obrigação para qualquer contribuinte ajuizado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Malucos das xenofobias

São uns pândegos estes jornalistas/activistas. Descobrem cada coisa que isto só visto. Parece, até, que andam ao despique uns com os outros para ver quem inventa a alarvidade mais esquisita. E, tenho de confessar, alguns merecem a minha admiração pela capacidade inventiva que evidenciam na criação de novos preconceitos. Agora inventaram que sentimos – nós, os portugueses – xenofobia culinária pela comida africana. Não sei ao certo o porquê, nem isso me interessa muito, desta conclusão. Não gosto de vários pratos tipicamente espanhóis e não tenciono, pelo menos enquanto tiver dinheiro para pagar a luz e o gás, comer sushi. O que fará de mim, do ponto de vista destes malucos e aplicando o mesmo principio, um xenófobo do piorio no âmbito gastronómico.
Aguardo, sem nenhuma ansiedade e manifesta indiferença, que estes – ou outros, tanto faz – jornaleiros/activistas/avençados/malucos declarem que o governo padece de xenofobia imobiliária. A intenção do executivo direitolas, hoje anunciada, de aumentar o IMT a pagar por estrangeiros não residentes que comprem imóveis em Portugal é claramente xenófoba, por discriminar cidadãos em função do território onde nasceram. Vou buscar uma cadeira para ficar mais confortável, que a espera vai ser longa. E se ficar com fome até pode vir uma moqueca. Peixe não puxa carroça, mas a fome é negra.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Uma espécie de cartão de boas vindas...

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Podem fazer as campanhas que quiserem. Comprar dispensadores de sacos às dúzias e espalha-los por todos os cantos – e mais alguns pelos recantos – da cidade. Disponibilizar sacos de plástico – ou de papel, que é mais ecológico e não aborrece as Gretas desta vida – às paletes e oferecê-los aos munícipes. Não vale a pena. Os tutores - é assim que se diz na novilíngua – estão-se cagando, também eles, para tudo. O canito arreia o calhau onde lhe apetecer e ninguém tem nada a ver com isso. O que, reconheço, faz sentido. Se ninguém quer saber se a taxa de licenciamento do bicho foi paga na respectiva junta de freguesia e as demais obrigações estão devidamente cumpridas, também ninguém tem nada a ver com o sitio onde caga. Mesmo que seja à porta dos outros, no local onde – um dia – alguém terá de repor o pavimento e no meio da rua que conduz a uma das mais prestigiadas unidades hoteleiras da cidade. Sim, o que se vê na foto é mesmo merda de cão que o merdas do dono não recolheu.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Censura do bem...

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De repente ficou toda a gente muito preocupadinha com a liberdade de expressão. Há anos que tenho essa preocupação, que escrevo sobre o assunto – se alguém quiser ter a maçada de confirmar que procure entre os meus mais de sete mil posts – e por causa disso já fui insultado numas quantas ocasiões.
Bastou, agora, o Trump ter mandado silenciar um humorista/activista para andar meio mundo a queixar-se da censura e da perigosa ofensiva à liberdade de expressão promovida por essa entidade mítica a que chamam extrema-direita. Ou seja, tudo aquilo de que a esquerda não gosta. Por mim, que gosto muito de dizer coisas – e, principalmente, escrever – acho mal isso da censura. Não gostei nada quando censuraram a Branca de Neve. Aquilo pareceu-me mesmo mal. Também não apreciei quando o José Sócrates silenciou a Moura Guedes da TVI. Achei censurável um primeiro ministro – socialista, recordo - despedir uma jornalista de quem não gostava. Ainda mais chateado fiquei hoje quando, ao comentar uma publicação no Instagram, com um sugestivo “Fuck Palestina”, fui advertido pela dita rede social que se publicasse o dito comentário corria o risco de ter a conta cancelada. Dado que o mesmo não respeitaria as regras da comunidade, avisaram. Não publiquei e, em vez disso, escrevi “Fuck Israel”. Como já esperava não tive aviso nenhum e foi publicado no imediato. O que significa que, apesar de apenas mudar o nome do território, o comentário respeita os elevados padrões da empresa. Critério objectivos, sem dúvida. E democráticos, também. Obviamente que isto, para além de censura, é manipulação. Daquelas valorizáveis, certamente. Das que reclamo há anos e que uns quantos inteligentes nos querem fazer crer que não existem. Um grande “Fuck” para todos eles.

sábado, 20 de setembro de 2025

Não em meu nome!

O governo português prepara-se para reconhecer como Estado um território governado por um bando de criminosos, que assassina e mantêm o próprio povo como refém, que não respeitam os mais elementares direitos humanos e que nos odeiam ao ponto de celebrarem efusivamente cada atentado perpetrado no ocidente. Que gente desmiolada, como seria qualquer governo da extrema-esquerda ou mesmo do actual PS, o fizesse nada me surpreenderia. Já o PSD fazê-lo deixa-me estupefacto. Não creio que esta atitude traga qualquer beneficio eleitoral, ou outro, para o partido do governo nem nenhuma vantagem para o país. A vida é feita de escolhas. O PSD escolheu seguir esse caminho. Boa sorte na viagem, que bem vão precisar se tiverem em mente continuar a ganhar eleições. Não me parece que queiram. Nem merecem. Depois não se queixem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Comunas, invejosos e outros malucos

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A esquerda e a comunicação social – passe a repetição – babam-se pelo governo espanhol. Desta vez ficaram particularmente impressionados pelo brilhantismo da intenção anunciada pelos malucos que gerem o país vizinho, que visará transformar cinquenta e três mil alojamentos locais que se encontram em situação ilegal em habitação para arrendamento.


No entanto, por mais que isso desagrade a muita gente e apesar dos esforços desenvolvidos nesse sentido pelo governo lá do sitio, aquilo ainda não é a Venezuela. Por enquanto. Daí que, mesmo sem licença para o ramo turístico, os imóveis continuam a ser propriedade dos respectivos donos que, como é óbvio, farão deles o que muito bem quiserem. Podem, até, arrendar a velhotes ricos estrangeiros se essa for a sua vontade.


Muitos patetas reclamam que por cá se faça algo parecido. Coitados. Esqueçam lá isso. Por mais versáteis, chamemos-lhes assim, que sejam os juízes do Constitucional a Constituição, de que tanto gostam e pela qual rasgam as vestes, não permite que o Estado disponha da propriedade privada a seu belo prazer. Nem, tão pouco, admite discriminações em função da idade ou da nacionalidade dos cidadãos. Por mais que isso custe ou cause inveja a algumas criaturas, um proprietário arrenda ou vende o seus imóveis a quem quiser. Tal como também lhe permite que não faça nem um coisa nem outra. E desengane-se quem acredita nos populistas esquerdalhos ali do lado, em Espanha também é assim.


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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Malucas dos gatos

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Durante muito tempo andei aqui a pregar contra a merda de cão que enxameia os passeios. Não é que tenha desistido do tema ou que as ruas das nossas cidades estejam mais limpas. Nem uma coisa nem outra. Digamos, antes, que me têm surgido novas embirrações de estimação. Entre elas, as embirrações, estão as gajas dos gatos. São tão detestáveis quanto os donos dos canitos que levam os bichos a cagar à rua. Aquelas malucas conseguem fazer ainda pior. Percorrem a cidade a alimentar os bichanos, alegadamente, vadios. Outras, menos aventureiras, limitam o seu raio de acção às imediações das respectivas residências. Espalham pratos de comida, caixas de plástico com água e, algumas, até casinhas todas catitas para os pequenos felinos se abrigarem do fresco da noite. Umas tontas, mas se alguém ousar dizer-lhes que alimentar colónias de gatos é capaz de não constituir uma ideia assim tão boa, que se prepare para a sua fúria. Porque elas não são apenas alimentadoras — são guerreiras do bem, mártires do whiskas e guardiãs dos bigodes. Quase diria que nessas malucas encarnou o espírito de uma gata. Velha, como a maioria delas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A inferioridade moral dos comunistas.

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Um dos mitos mais enraizados na política portuguesa é o da suposta coerência do PCP. Sim, claro. Aquilo é tanta coerência que até enjoa. Morreram mais de três milhões de vietnamitas, mas o PCP exalta essa coragem do povo daquele país em lutar contra os americanos e infligir aos EUA uma derrota humilhante. O mesmo em relação à Palestina, em que os comunistas portugueses – coerentes como só eles – aplaudem a guerra de bandos de selvagens contra Israel e, até, contra o seu próprio povo. Já no caso da Ucrânia são pela paz. Oficialmente, pois ao contrário dos militantes os camaradas do Comité Central têm uma certa vergonha de assumir as simpatias putinistas. São, neste conflito, pela rendição da Ucrânia, a sua tomada pelos russos e não querem cá heroicidade nenhuma da parte dos ucranianos. Coerência? Muita, como se vê.

domingo, 14 de setembro de 2025

Diz-se "mas" com demasiada ligeireza...

Ainda sou do tempo em que, nos Estados Unidos da América, tanto fazia estarem no poder os Democratas como os Republicanos. Aquilo pouco ou nada mudava. Há, até, aquela laracha que garantia que um Republicano era um Democrata a quem roubaram a carteira. Hoje, desgraçadamente, o país está ultra radicalizado e as consequências disso estão mais do que à vista. Para eles e, por arrastamento, para o resto do planeta. E não se pense que isto é de agora. Trump é, apenas, mais uma consequência do Wokismo e da resistência que inevitavelmente teria de surgir em relação a essa doutrina ditatorial.


O assassinato daquele fulano da extrema-direita foi só mais um caso de intolerância e radicalismo. Que, ironicamente, levou um sujeito intolerante e radical – em nome do combate ao radicalismo e intolerância - a abater outro indivíduo igualmente intolerante e radical. Felizmente os moderados não demoraram a reagir. É ouvi-los nas televisões. São tão moderados, mas tão moderados que até aborrecem com tanta moderação. O pior é que para justificar o elevado nível de moderação que se esforçam por evidenciar, estão em permanência a recorrer a exemplos de assassinatos anteriores, perpetrados por outros radicais igualmente intolerantes, para confrontar os demais moderados com quem debatem. A palavra “mas”, na análise deste crime, está a ser repetida em demasia e isso, digo eu, devia envergonhar quem a usa.

sábado, 13 de setembro de 2025

Cantinho do fumador (ou a prova do “crime”)

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Cada um tem os seu vícios. Uns mais perniciosos que outros. Fumar não será, seguramente, dos mais recomendáveis. Mas isso ainda é como o outro. Quem fuma paga um imposto simpático por cada baforada e por isso quando precisar de ser tratado no SNS já tem o tratamento mais do que pago. No entanto o financiamento do sistema público de saúde podia ser substancialmente melhorado. Não através de novas taxas, taxinhas ou tributos vários, mas apenas pela aplicação da lei vigente. Nomeadamente aquela que o PAN, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda aprovaram em dois mil e dezanove onde se previa a aplicação de uma coima de vinte cinco euros por cada beata atirada ao chão. Só aqui, neste cantinho, estava uma bela maquia. O suficiente, se calhar, para ter uma urgência aberta duas ou três horas. É fazer a conta, como dizia o outro socialista. Coincidências.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Agricultura da crise

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A agricultura da crise, como escrevi noutras ocasiões, já não é o que era. Os morangueiros têm estado sob permanente ameaça dos melros e de outra passarada que insistem em os arrancar pela raiz. Devem ter-se contado pelos dedos das mãos – e, vá, um ou dois dos pés – os morangos que produziram. Bem pequeninos, diga-se.


As couves, coitadas, são as pistas de aterragem perfeitas para as inúmeras borboletas que insistem em sobrevoar o meu espaço aéreo. Ali depositam ovos aos milhões donde brotam lagartas esfaimadas que comem as folhas ou as deixam com mais buracos do que certas estradas. Antes, que agora com o aproximar das eleições autárquicas a máquina dos votos resolve a coisa. Das estradas, das couves não há votos nem máquinas que lhe valham.


O melhorzinho desta agricultura da crise – ela própria em crise – é o tomate cherry. O curioso é que não foi plantado nem, tão pouco semeado. Aquilo nasceu de geração espontânea. Algumas sementes que por ali caíram das quais resultaram três plantas. A foto é da colheita de hoje. Razoável, se o tamanho não tiver grande importância.

domingo, 7 de setembro de 2025

Pieguices

Muita gente se queixa do aumento das propinas. Queixa-se de tudo este pessoal. Como se o aumento de treze euros por ano - mais ainda quando se trata de um preço que não é aumentado há um ror de anos – tivesse algum significado. Dá, mais coisa menos coisa, uma cerveja por mês. Ou, para os poucos desgraçados que ainda acreditam nas patranhas comunistas, uma entrada na festa do avante quase paga o aumento do curso inteiro. Isso, claro, para aqueles que sabem fazer contas. Capacidade que não se espera do pagode daqueles cursos manhosos que apenas dão emprego no Estado ou nos activismos da moda.


Muito mais razão têm, os que frequentam o ensino superior, quando se lamentam da exorbitância das rendas que suportam pelo alojamento. Roça, quase, o insano aquilo que se pede por um cubículo. O que me surpreende é Lisboa e Porto, apesar de serem as cidades onde este custo é mais elevado, continuarem a merecer a escolha prioritária da maioria dos estudantes do interior, em detrimento da oferta das instituições existentes nas suas regiões onde o alojamento é bastante mais em conta. Cada caso é um caso e no interior não existirão todas as opções, mas ainda assim, entre tanta oferta, não acredito que um número significativo não pudesse ter feito essa escolha. Se não fizeram, agora não sejam queixinhas. Ou piegas, como dizia o outro.

sábado, 6 de setembro de 2025

Imposto é roubo

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Há quem goste de impostos. Muita gente, ao que parece. Nomeadamente aqueles que não os pagam, não tencionam pagar e que acreditam que essa coisa dos impostos não é para eles. Ou seja, criaturas que exultam com os impostos que os outros pagam. Nestes, em concreto, a generalidade dos portugueses deve achar que o “dinheiro da União Europeia” é algo que “eles” pagam e a malta vai lá sacar umas massas para financiar as nossas extravagâncias. Uma cena que apenas assiste aos tipos lá da Europa. Deve ser, deve. Mas continuem a achar que sim, se os faz mais felizes. Mesmo que não tenha certezas quanto a isso da felicidade dos que gostam de ver os outros pagar, do que não tenho dúvidas é que tal opinião não os faz menos parvos. Não são os únicos. O que não falta por aí são autarcas, ex-autarcas e candidatos a autarcas que acham o mesmo. Até um antigo Presidente da República achava que “sacávamos umas massas a Bruxelas”. E o actual não deverá andar longe de pensar igual. O que faz sentido. Ou não fosse o PR o mais alto representante de todos nós. Merecemos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Trabalho?! Policia por perto? Livra!!!

Os jovens que terminaram o ensino secundário e, por uma ou outra razão, não tiveram acesso ao ensino superior “correm o risco” de ter de ir trabalhar. Uma chatice, no entender dos activistas que compõem as noticias que vão saindo nos jornais. Uns badalhocos. Como se aos dezoito anos, para um adulto com a escolaridade obrigatória, ingressar no mundo do trabalho não fosse uma opção lógica. Ou, como nos andam constantemente a impingir, não precisássemos de muita mão de obra para o país não parar. Só faltou ao badameco que alinhavou o texto lamentar o potencial aumento do trabalho infantil que daí resultará.


Também a candidata socialista – quem mais – à presidência da Câmara de uma das principais cidades lamentou que a CPCJ lá do sitio funcione paredes meias com uma esquadra da PSP. Facto que pode estar a contribuir para que as famílias mais vulneráveis evitem recorrer aos serviços da dita Comissão. Uma pandega, a senhora. E preconceituosa, também. Está a partir do principio que quem é vulnerável – a nova designação de pobre – é avesso a ter policias por perto. Pior do que tudo isso. A senhora desconhece que serão muito poucos os desvalidos, com quem ela aparentemente se preocupa, que nutrem alguma simpatia por essas comissões. Normalmente querem é distância delas. Eles lá sabem porquê.


O que têm estes dois assuntos em comum? Pouco. Quase nada, mesmo. A não ser aquela pequena parte dos esquerdalhos terem muito pouco apreço pelo trabalho e pela policia. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Coisas que m'atormentam...

Existe um consenso bastante alargado entre especialistas especializados em ordenamento do território, ambiente e políticas florestais que o minifúndio constitui um dos mais graves problemas nisto dos incêndios. Pode ser que sim. Embora continue a achar que o principal problema dos incêndios são os incendiários. Mas eles, os especialistas, é que têm os livros e foram eles que queimaram as pestanas a aprender estas cenas.


A mim, o que me azucrina, é que cresci a ouvir dizer que todos os males do mundo são culpa do latifúndio e agora, assim de repente, atiram a culpa de algo relacionado com a terra, a propriedade e a forma de organização do território para o minifúndio. Ou seja, para isto correr bem o país devia estar ao contrário. A norte teríamos latifúndios e, dessa maneira, o combate ao fogo estaria mais facilitado. A sul as grandes propriedades seriam retalhadas em inúmeras parcelas e, assim, havia terra para todos. Duvido é que alguém a quisesse. Concluindo, o que é mau num lado seria bom no outro. E o contrário, também. Lamento, mas não estou preparado para isto.