
De acordo com a capa da edição impressa do jornal Público, essa grande referência do activismo jornalístico, as próximas eleições autárquicas serão as “mais difíceis da história da democracia”. Não sendo assinante da versão on-line do referido pasquim e a minha natureza pouco dada a gastar dinheiro em inutilidades, fico sem saber quais são os motivos que fundamentam o dramatismo da noticia.
Para a dificuldade inerente a este acto eleitoral, assim de repente, só me ocorre a eventualidade dos quadrados onde os eleitores colocam a cruz correspondente à sua opção de voto sejam significativamente mais pequenos. O que, concordo, constituiria um problema para criaturas como eu que já evidenciam uma manifesta dificuldade em lobrigar a curta distância.
Eleições em democracia nunca são um problema. Os resultados que delas saírem, também não. Sejam eles quais forem. Até porque não correremos o risco de suceder, ao contrário do que acontece noutras partes do mundo muito apreciadas pelo Público, de os vencedores se recusarem a abandonar o poder no final dos respectivos mandatos. Os eleitos que saírem vencedores desta eleição não agradarão a todos. Inclusivé, eventualmente, a mim. É a vida. Quem é como quem diz a democracia, ou lá o que se chama aquele regime onde os habitantes de um país escolhem livremente quem os governa.










