domingo, 13 de setembro de 2009

Pragas urbanas

A par dos cães, os pombos constituem uma das principais pragas das cidades. Estão por todo o lado e são cada vez mais atrevidos. Para já limitam-se a passear pela estação mas não constituirá grande surpresa se, um destes dias, começarem a viajar de metro. De realçar que o bicharoco parecia conhecer os perigos do local onde se encontrava e teve o cuidado de não ultrapassar a marca amarela…

sábado, 12 de setembro de 2009

"Lamine"

Professores e quejandos são coisa que não falta por aí. Nomeadamente quejandos. Alguns até farão verdadeiros milagres ou, pelo menos, é o que prometem. Apresentam-se com nomes sugestivos, garantem resultados infalíveis contra as maleitas, seja da carne ou do espírito, e sempre atentos ao mercado e às suas necessidades anunciam agora que também intervêm no sentido de dar sorte nas candidaturas.
É esse o caso do “Professor Lamine”. O auto intitulado grande vidente pode até não passar de um pitosga nessa coisa de espreitar o futuro ou revelar-se um desastre na capacidade de o influenciar, mas lá que escolheu um nome deveras genial – especialmente pela pronúncia do mesmo – lá isso escolheu.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O ataque do investimento estrangeiro

Constitui uma ideia amplamente aceite que existe um claro deficit de investimento no Alentejo. Costuma igualmente afirmar-se que, cá por estas bandas, não há quem queira arriscar na criação do seu próprio negócio e que as pessoas preferem partir para outras paragens em busca de uma vida melhor, porque esta – o Alentejo - é uma terra condenada a, num prazo relativamente curto, ficar deserta, sem gente e onde qualquer forma de vida apenas subsistirá mediante o apoio do Estado ou das autarquias.
Nada mais errado. O Alentejo é uma terra de oportunidades. Necessário é saber escolher o ramo de negócio onde se investe e divulgá-lo de maneira adequada. Mulatas com corpos de playboy, gostosonas todas boas, sereias bonitas e charmosas de boca fogosa desde que meigas e sem pressas, parecem ter o futuro assegurado nesta região. Os exemplos são apenas de Estremoz e da novel cidade vizinha mas, nas páginas de classificados dos jornais de âmbito nacional, é fácil constatar que este ramo de actividade económica – seja lá qual for o produto que estas senhoras vendam ou o serviço que prestam - está em franca expansão também no Alentejo.
Claro que não há negócio que se aguente se não houver procura e, neste caso, as necessidades do mercado ultrapassavam a oferta disponível. De tal forma que o investimento estrangeiro está a atacar em força e, pode dizer-se, tem já uma posição dominante. Resta saber se do muito dinheiro que a actividade movimenta algum ficará na região ou, em meia dúzia de cliques, atravessa o oceano.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

“Sei o que fizeste enquanto foste ministra”

A senhora líder do PSD e candidata a primeira-ministra prometeu hoje, caso seja eleita, travar um tenaz combate à despesa pública com o objectivo de conseguir margem para baixar os impostos. Seria, no entanto, bom que Manuela Ferreira Leite dissesse desde já qual o tipo de despesa que pretende cortar e que impostos tenciona reduzir com a folga obtida. Mas nem precisa de o fazer. Não é difícil adivinhar que vai sacrificar ainda mais os funcionários públicos, como já o fez na sua anterior passagem pelo governo, e baixará assim que puder os impostos que incidem sobre as empresas sob o argumento que estas, com os recursos gerados por este alívio fiscal, investirão no seu desenvolvimento e criarão mais postos de trabalho.
Provavelmente qualquer economista garantirá que se trata da opção correcta. Quanto a mim, profundo ignorante também nesta matéria, hesito em concordar. Com menos dinheiro no bolso os portugueses – sim, porque se os funcionários públicos tiverem vencimentos congelados ou reduzidos os outros trabalhadores terão a mesma sorte – consumirão menos, procurarão produtos mais baratos ou em mercados “alternativos” e por consequência a actividade económica e a receita fiscal ressentir-se-ão de forma dramática. Quanto à redução de impostos sobre as empresas servirá apenas, salvo uma ou outra excepção, para meter mais dinheiro no bolso dos empresários que certamente o vão “investir” em brasileiras e outros bens de primeira necessidade sem os quais poucos podem passar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Desordem no estacionamento

Por força da realização das festas da paróquia, cerca de metade do espaço do Rossio Marquês de Pombal tem estado encerrado ao trânsito. O que, para além das inúmeras situações de “toca e foge” e dos bloqueios de quem tem o azar de estacionar primeiro, tem provocado o caos em termos de estacionamento no centro da cidade. Não espanta por isso que cada um se tente desenrascar como pode e procure qualquer espaço livre para arrumar a viatura. Foi o que fizeram os militares da GNR que na ausência de melhor alternativa – pior, se a houvesse, também lhes teria servido, digo eu – optaram por estacionar o carrito na praça de táxis enquanto procediam a uma diligência. Vendo bem até parece razoável. Afinal uma das funções principais destas viaturas das forças da ordem é o transporte gratuito de pessoas desfavorecidas, socialmente excluídas e marginalizadas pela sociedade capitalista, entre a residência e o tribunal. Ou, quase sempre, vice-versa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Números

Estamos numa altura em que se discutem números - de toda a espécie – e em que cada um faz deles a leitura que mais lhe convém ou que melhor serve os seus interesses. Sejam eles – os números e os interesses – quais forem. Quanto a mim estes foram os que mais me agradaram e, a bem dizer, os únicos que nos últimos dias me interessaram. Embora reconheça que aquele “nove” da radiação ultra violeta não constitui um indicador que me deixe por aí além muito tranquilo. Desconfio que a culpa é de um qualquer anterior executivo ou dos imperialistas americanos…

domingo, 6 de setembro de 2009

O resort da polémica

O “Resort” das Quintinhas parece estar mais uma vez no centro da polémica na blogosfera estremocense. A abertura de concurso para a construção do quartel da Guarda Nacional Republicana numa parcela de terreno propriedade municipal ocupado ilicitamente para outros fins, tem motivado um conjunto opiniões nem sempre concordantes quanto ao que deve fazer a autarquia quando, ou antes, das obras terem inicio. A resposta à questão não podia ser mais simples. Não deve, como é óbvio, fazer nada. Os motivos que me levam a pensar assim são, entre outros, os seguintes:
- O terreno em causa é suficientemente grande para nele ser instalado o quartel da GNR e, mesmo que tenham de ser demolidas algumas “habitações”, ainda sobra espaço para a edificação de novas “barrecas”;
- Nada indicia que muitos dos habitantes do lugar pretendam sair dali. Se fosse esse o seu desejo há muito que o podiam ter feito porque basta ver as viaturas por ali estacionadas e o ouro que as moradoras ostentam ao pescoço para se perceber que dinheiro não é problema para alguns que ali moram;
- Provavelmente o “problema” estará a ser levantado agora, em virtude da época eleitoral que atravessamos, como tentativa de “picar” os candidatos e levar algum deles a prometer que constrói habitação para aquela malta. Sabendo-se que essa nunca foi, e bem, a politica autárquica cá do sítio, força politica que faça tal promessa – é certo e sabido – fica automaticamente excluída da escolha dos eleitores;
Quanto à alegada discriminação que alguns alegam existir da parte dos estremocenses relativamente aos ciganos, é bom que se lembrem da história de vida do “Rafinho” – só para citar um exemplo sobejamente conhecido por cá - antes de abrirem a boca ou, principalmente, de porem um dedo em cima do teclado.
P.S - Para quem não sabe “Resort” é um lugar usado para relaxamento ou recreio, situado fora do centro urbano, com áreas não edificadas de terreno, voltado especialmente para actividades de lazer e entretenimento. Como resultado, as pessoas procuram um resort para passar feriados ou férias. Ou até mesmo para se esconderem da Justiça.

sábado, 5 de setembro de 2009

Fui de férias

Se tudo correu como previsto regresso de férias daqui a umas horas. Todos os posts, incluindo este, publicados aqui no blogue desde o último Sábado foram previamente escritos e a sua publicação agendada para decorrer ao longo da semana que passou. Isto, claro, se o blogger não nos pregou nenhuma partida.
Recorri a temas “intemporais” e o material que agora viu a luz do dia foi, em alguns casos, escrito há bastante tempo atrás. Não houve, portanto, nenhuma hipótese de escolher timings relativamente a coisa nenhuma e se, por acaso, algum post revelar uma estranha actualidade, isso não passou de uma dessas coincidências fantásticas que de vez em quando acontecem na blogosfera estremocense e não passa disso mesmo. Coincidência. Assim uma coisa quase tão estranha como o facto de estar a escrever no presente acerca de acontecimentos futuros que quando isto for publicado já farão parte do passado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A pronuncia do norte

A necessidade das pessoas do norte, muito em especial da região do grande Porto, pronunciarem, ou berrarem estridentemente talvez seja mais adequado, em cada frase pelo menos um palavrão, ou até mesmo mais, é coisa que não constituindo para mim nenhuma novidade não deixa de, apesar disso, me continuar a chocar e em algumas circunstâncias a incomodar.
Uma extremosa mãe de família terá mesmo necessidade de guinchar para os seus rebentos um sonoro "Bamos à iágua, car...."?! Ou no regresso à toalha soltar um sonoro "Fouda-se, car…, tava mesmo boa, não tava, car..."??!?!
Noutros tempos eu costumava resmungar que não se fala com a boca cheia, mas muitos olhares de soslaio e esgares de espanto depois, deixei-me disso. Receio que o sentido de humor deles não vá mais longe que as piadas do Fernando Rocha.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Prioridade à tatuagem

Apesar de não gostar de tatuagens não tenha nada contra que as faz. Não virá grande mal ao mundo por alguém resolver fazer uma pintura – ou até mesmo muitas - mais ou menos esquisita no seu corpo. Ao que consta o custo destas coisas não é barato e, dependendo da complexidade do trabalho, poderá atingir valores de largas centenas ou até mesmo milhares de euros. Consta-se, repito, porque não me recordo de alguma vez ter visto um preçário destes serviços.
Ora, a ser assim, surpreende-me ver tanta gente com estas pinturas – alguns pintados de alto a baixo – e simultaneamente com grandes barrigas, valentes pneus e dentes de meter dó. É evidente que cada um sabe de si e terá prioridades diferentes do outro. Todas elas são válidas e não as tenciono questionar. O que, garanto, me causa uma enorme repulsa é ver uma moçoila toda anafada, com uma dentição num estado lastimoso e uma tatuagem de dimensão razoável no peito, assegurar que não ter dinheiro para tratar dos dentes e que era uma vergonha a segurança social não pagar o tratamento que a que a criatura necessita recorrer para restaurar o faqueiro. Bem visto bem visto ainda há-de querer uma banda gástrica à borla…

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Burkini

E se, por cá, começasse a haver gente assim vestida a banhar-se nas nossas praias e piscinas?! Seria, obviamente, ridículo e com certeza pensaríamos que tínhamos feito uma viagem no tempo que nos levou de volta ao século dezanove. Mas não. Estamos apenas na Europa moderna, tolerante e submissa aos caprichos de outros povos para quem uma palhaçada destas é, não só perfeitamente normal, mas indumentária indispensável e no limite do decente para alguém do sexo feminino mergulhar nas águas do oceano ou de uma piscina. E, ao contrário do que se possa pensar, tal nem sequer visa proteger a criatura assim vestida dos raios solares e evitar os malefícios que estes provocam à pele. Pretende-se apenas esconder o corpo dos olhares dos outros frequentadores. Inteligente, sem dúvida, e por demais revelador dos valores de uma civilização e dos seguidores de uma ideologia politica a que teimam em chamar religião.
Não é por mal, mas perante coisas destas dá mesmo vontade de discriminar…E também de perguntar o que pensam disto o SOS Racismo, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, as feministas, o Clube dos Direitos Humanos e outros defensores de causas parvas e totalmente desprezíveis.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O burro intelectual

A reorganização administrativa do país é um tema que seguramente estará em cima da mesa na próxima legislatura. Se em relativamente à regionalização tenho hoje mais dúvidas do que quando do referendo onde esta opção foi rejeitada pelos portugueses, já quanto à redefinição do quadro autárquico não hesito em concordar com a urgência da sua reformulação.
A este propósito surgiram já algumas ideias. Umas mais viáveis outras menos, muitas absolutamente delirantes e umas quantas apenas parvas. Vindas, estas últimas, de verdadeiros bichinhos do betão para quem o país se resume a dois círculos imaginários de reduzido diâmetro traçados a partir do Terreiro do Paço e da Avenida dos Aliados. Um destes visionários defendia há poucos dias no blogue de que é co-autor e que constitui uma referência na blogosfera lusitana, a extinção dos municípios com menos de vinte cinco mil eleitores ou área inferior a duzentos e cinquenta quilómetros quadrados.
Para quem está sentado a uma secretária com um computador à frente, esta até pode parecer mais uma das muitas ideias brilhantes que diariamente lhe passam pela mente. Desconhecerá o iluminado idiota que, na prática, isso traduzir-se-ia por exemplo, na extinção dos concelhos de Borba e Vila Viçosa e na manutenção do Alandroal como Município. Ou, no Distrito de Portalegre, a continuação do concelho de Arronches e o fim do de Campo Maior. Mas isso, para ele, não será nada de preocupante. No fim de contas, no seu entender, o interior não passa de uma reserva de índios cuja manutenção fica caríssima aos contribuintes portugueses.
Obviamente esta é uma reforma que não pode ser adiada por muito mais tempo. Há, contudo, que ter prudência e bom senso nos critérios e no modelo que se pretende implementar, sob pena de esse ser o passo que falta para acabar de vez com o interior do país. Exemplos de outras “reformas” já anteriormente levadas a efeito em diversas áreas ou opiniões daquelas que são capazes de influenciar decisões e que se vão lendo por aí a propósito desta matéria, não auguram nada de bom.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cervejolas e javardolas

“Os trabalhadores da Câmara não limpam o lixo…os malandros!” “…Então agora com a empresa é ainda é pior! Palhaços!”
Pois. O que indivíduos como o que deixou as grades de cerveja ignoram é que cada tonelada lixo indiferenciado recolhido no concelho e depositado em aterro é paga e muitíssimo bem paga pelo depositante. Ou seja pelo Município. Que é como que diz por todos nós, porque cada cêntimo que sai dos cofres da autarquia saiu primeiro do bolso de cada habitante do concelho. Inclusivamente de javardolas que são incapazes de colocar duas dúzias de garrafas num ecoponto a cinco metros de distância. Atitudes como a protagonizada pelo autor desta proeza mais não são do que atirar dinheiro para o lixo. Literalmente.

domingo, 30 de agosto de 2009

Um dia a casa vem a baixo…

E, provavelmente, seria mesmo o melhor. Não se afigura que esta solução, provisória por certo, seja a mais apropriada em termos arquitectónicos para manter o imóvel em pé. Mas isto sou eu a dizer, que não percebo nada disto e apenas gosto de emitir opiniões irrelevantes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Eles vêm aí…

Num gesto completamente estúpido, despropositado e desnecessário o governo português aceitou acolher em território nacional dois terroristas e criminosos presos em Guatanamo. A intenção será apenas ter algum protagonismo na cena internacional porque, como é óbvio, nada de bom advirá para o país pelo facto de darmos acolhimento a esta espécie de esterco. Pelo contrário, tal cenário constituirá mais uma dor de cabeça – e das grandes – para os responsáveis pela segurança nacional.
Ana Gomes, o Bloco de Esquerda e outros parvos exultarão com a vinda de tão ilustres hóspedes, não se cansando de mencionar as suas inúmeras virtudes na luta contra o imperialismo ianque e o mundo ocidental em geral, bem como de enaltecer a sua resistência heróica às atrocidades cometidas por esses malandros dos americanos. Por mim, tal como quase todos os portugueses, lamentarei cada um dos muitos cêntimos que esses dois filhos de um cão vão gastar aos contribuintes.
E nem vale a pena virem para aqui os comentadores do costume alegar a inocência de muitos dos que estão retidos naquela estância balnear e evocar aquilo a que chamam violação dos direitos humanos por parte dos Estados Unidos. Dispenso esse chorrilho de disparates quase tanto como abomino as frases feitas daqueles que, com o cuzinho em segurança, pouco se importam com as vitimas inocentes que estas bestas de toalha na cabeça vão fazendo por todo o mundo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mais do mesmo

Foi finalmente divulgado o tão aguardado programa eleitoral do PSD. Ficámos assim a saber quais são as grandes linhas orientadoras de um eventual governo chefiado por Manuela Ferreira ou, pelo menos, aquilo que é possível divulgar antes das eleições. O que, como sabemos de outros actos eleitorais, não quer necessariamente dizer que seja o que vai fazer caso chegue ao poder.
Da análise do dito programa é possível constatar, logo numa primeira leitura, aparentes contradições. Isto para ser simpático, claro. Garantem os sociais-democratas que pretendem acabar com o facilitismo no ensino. Parece-me bem. Não estou no entanto a ver como é que vão conciliar isso com a intenção de, expressa poucas páginas depois, aumentar a percentagem da população portuguesa com ensino secundário e universitário…Será que vem aí as Novas Oportunidades 2.0?!
Muitas – bom, muitas é uma força de expressão que o programa é curtinho - são as propostas que envolvem aumento da despesa ou implicam redução da receita do Estado. Quase todas destinadas às empresas e aos empresários que, como se sabe é tudo gente séria ou honesta - mas raramente ambas as coisas – com ampla experiência em malbaratar os muitos incentivos que já lhes foram atribuídos ou em “investi-los” em proveito próprio, como é público e notório. Neste cenário não se afigura nada difícil calcular a quem vai sair a fava no próximo orçamento…

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Subsidiodependência

A edição de hoje do Correio da Manhã dá-nos conta que o Estado – todos nós – anda a pagar subsídios a criminosos. Olha que novidade! Como se a generosidade estatal para como a criminalidade de todas as espécies não fosse coisa há muito conhecida. Começa com a brandura patenteada pelas sucessivas vagas legislativas cada uma mais permissiva que a anterior, continua nos tribunais onde as leis são aplicadas com uma benevolência enternecedora e termina com a candura das assistentes sociais, vulgarmente conhecidas no meio como “Santas”, sempre dispostas a dar este mundo e o outro aos que consideram desprotegidos, excluídos e marginalizados. Ou que entendem não ter nascido para trabalhar e fazem disso um estilo de vida que, por força do hábito, já se tornou uma questão de identidade cultural a preservar.
Exemplos do que é hoje publicado por aquele jornal diário são conhecidos por todo o lado. Inclusive por cá. Basta ir à estação dos correios em certos dias do mês, percorrer alguns locais da cidade ou, simplesmente, estar atento ao que se passa à nossa volta. Claro que nem todos se dedicam a actividades menos lícitas exercidas de forma violenta. Alguns, coitados, nem para isso terão jeito. Mas outros, conhecedores da nossa pacatez, hospitalidade e da tranquilidade de que por aqui podem usufruir, não hesitarão em escolher um certo resort para recuperar das canseiras e do stress causados pela sua actividade e “recarregar baterias” para novas iniciativas no âmbito do gamanço.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mourinho e os seguidores do Mofama

Aqueles panisgas de toalha enrolada na cabeça, qual senhora acabada de sair do duche, não gostam da liberdade de expressão. Em bom rigor não gostam de qualquer espécie de liberdade. Agora deu-lhes para implicar com José Mourinho por este ter afirmado que um seu jogador, muçulmano, estaria a render menos que o desejado por estar a cumprir o Ramadão. Embora o “Special one” se tenha limitado a constatar o óbvio, os líderes da seita ficaram chateados e já afirmaram que o treinador português devia era falar menos.
Que os gajos resolvam não comer ou beber entre o nascer e o pôr-do-sol é lá com eles. Agora que não aceitem que alguém critique esse comportamento, principalmente num desportista de alta competição, muitíssimo bem pago e que por via de assim proceder não consegue produzir aquilo que a entidade patronal espera dele quando lhe paga o ordenado é que já não me parece razoável. Mas, vindo de quem vem, o contrário é que seria de estranhar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os "jovens"

Compreendo a indignação dos moradores quando criticam a actuação da polícia que terá entrado aos tiros pelo bairro onde residem. É de facto desagradável, aborrecido até, ser incomodado por uns quantos chuis armados em cowboys enquanto se está em amena cavaqueira com a vizinhança, salientando as potencialidades do último modelo da BMW estacionado à porta de casa, delineando a estratégia para “fazer” a próxima ourivesaria ou analisando os melhores locais para a prática do carjaking, que é um desporto radical muito em moda em certos meios. Afinal, depois de um extenuante dia de trabalho, enquanto a patroa confecciona a janta um homem tem que se entreter com alguma coisa.
Neste ambiente calmo e tranquilo não me parece adequado desatar a disparar. Tratando-se de uma zona residencial é coisa que intrusos não devem fazer. Ainda para mais quando esse local é habitado por gente séria, honesta, trabalhadora e pacata. Mesmo que em cada um dos habitantes não seja possível encontrar mais do que uma dessas qualidades. Perante uma actuação destas é natural que os cidadãos se aborreçam. O direito ao aborrecimento é, alias, um direito constitucional – se não é devia ser – e este pessoal sabe exercê-lo como ninguém. Embora não conste que dos tiros, todos para o ar, tenham resultado mortos ou feridos entre os canários, papagaios e outras aves canoras, os habitantes resolveram exercer o seu direito de riposta e vá de desatar a ripostar aos tiros da polícia. Com igual má pontaria porque, ao que parece, também não haverá feridos a registar entre as forças da ordem.
Como ciclicamente as televisões nos vão dando conta, morar em bairros sociais, pagos com o dinheiro de todos, aparenta ser uma coisa divertida. Além de não se pagar renda, água ou luz, pode-se bater na polícia, dar tiros por tudo e por nada, “róbar” sempre que lhes apetece e vangloriar-se de tudo isso impunemente em horário nobre. E tem ainda a maior de todas as vantagens. É-se sempre “jovem”…

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Opinião irrelevante do dia

A frase irrelevante, ou apenas parva, do dia foi hoje pronunciada pela Ministra da Educação. Garantia a senhora cheia de satisfação com o sucesso das políticas do seu ministério que “só passa quem sabe”. Provavelmente aquele aluno que passou com oito ou nove negativas deve ser um génio. Só que ainda não sabe…

Vocês sabem do eu estou a falar...

Admiro o profissionalismo evidenciado pela esmagadora maioria das equipas que militam na primeira Liga do futebol português. Principalmente quando jogam contra o Benfica. Os seus jogadores correm e lutam como se não houvesse amanhã, deixam a pele em campo e disputam cada lance como se fosse o último das suas vidas ou dele dependesse a vitória num campeonato do mundo. Pena não jogarem sempre assim. Ou melhor, pena fazerem-no só em dois jogos cada época.
Não quero acreditar que a esta atitude competitiva possam estar associados os chorudos prémios de jogo que, alegadamente e a acreditar em certas coisas que se vão ouvindo por aí, a cada jornada um sócio ou adepto do adversário do glorioso terá para oferecer em caso de vitória. Isso seria mau profissionalismo para não chamar outra coisa.
Mau profissionalismo, este no âmbito da gestão, deve ser o que vai por uma determinada Sociedade Anónima Desportiva. Apesar dos muitos milhões ganhos nos últimos anos nas provas da uefa e da venda por valores estratosféricos de bastantes jogadores, as contas da agremiação insistem em não sair do vermelho. É caso para perguntar para onde irá tanto dinheiro…

domingo, 23 de agosto de 2009

Anónimos

De vez em quando levantam-se umas quantas vozes bradando contra os blogues anónimos ou o que neles se publica – ainda que sob a forma de comentário – “exigindo” que o autor da opinião emitida esteja devidamente identificado. Não me revejo neste tipo de crítica e considero esta posição difícil de sustentar num quadro que se pretende de liberdade e de ausência de amarras ao uso da internet.
Mais que o anonimato, que para alguns parece ser bom quando diz bem e mau quando diz mal, o que me deixa atónito é a falta de tacto, de juízo se preferirem, que muitos editores, comentadores e leitores destes espaços não se cansam de exibir. Os primeiros porque constituindo a blogosfera, na opinião de Vital Moreira, o quinto poder, não revelam capacidade para o exercer. Os segundos porque acham que a caixa de comentários de um blogue se assemelha à parede de uma casa de banho pública e, por último, os leitores que propagam quase à velocidade da luz muitas das atoardas que vêem publicadas e que depois de ajudarem a espalhar se apressam a condenar.
Embora não construísse este blogue de maneira diferente, rejeito liminarmente a sua inclusão no lote dos blogues anónimos. Desde o primeiro post que assumi a sua autoria e a diferença entre “anónimo” e “pseudónimo” pode ser encontrada em qualquer dicionário de língua portuguesa. Não colhem, não fazem sentido e não produzem por isso nenhum efeito, algumas insinuações que aqui vão deixando sempre que toco em temas mais “sensíveis” e que fazem questão de me recordar que isto de anonimatos é muito relativo. Insinuações anónimas, saliente-se.

sábado, 22 de agosto de 2009

Velharias esquisitas

Tudo se vende e tudo se compra. A prova disso são os “artigos” que semanalmente se encontram expostos na feira de velharias. Muitos são verdadeiras bizarrias, alguns vieram de uma qualquer lixeira e outros aparentam ser de origem mais que duvidosa. Apesar disso e dos preços absurdamente elevados, vai sempre havendo quem compre alguma coisa e desde que comprador e vendedor fiquem satisfeitos com o negócio realizado nada haverá a apontar. É o mercado a funcionar no seu melhor e pronto.
Quanto à bicicleta híbrida que este sábado suscitou a minha curiosidade nem sei muito bem em que categoria das que acima mencionei a hei-de enquadrar. Parece-me suficientemente bizarra, terá porventura sido recolhida do lixo e constitui uma verdadeira inutilidade à qual não vislumbro grande serventia. Ainda assim desconfio que algum “esperto” a vai comprar para enfeitar o monte.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Justiça cegueta

Não percebo a indignação que grassa pela blogosfera e por outros meios onde a voz da rua ainda se vai fazendo ouvir, a propósito da aparentemente estranha decisão judicial de obrigar dois policias vítimas de agressão a pagar as custas do processo que resolveram mover aos agressores. Antes de mais há que reconhecer que é muito bem feito. Os senhores agentes da autoridade não tinham nada que incomodar a justiça com estas minudências, nem tão pouco reclamar dos pobres cidadãos uma choruda indemnização que os mesmos não teriam condições de satisfazer. Condição, recorde-se, devidamente atestada pelas autoridades competentes para o efeito.
Esta sábia decisão revela igualmente que vivemos num país evoluído e onde os valores fundamentais são respeitados. Noutro lugar, desses que muitos admiram mas onde poucos de nós quereríamos viver, existiria a forte probabilidade de os fulanos, ainda antes de agredir os polícias, levarem um tiro nos cornos e a coisa ficar por ali sem que ninguém se preocupasse muito com isso. Nós somos diferentes. Consideramos os criminosos como pessoas boas que ainda não tiveram ocasião de mostrar ao mundo quanta bondade vai no seu coração. É por isso que lhes damos sempre mais uma oportunidade para o fazerem.
Entretanto alguém tem de ir pagando a conta. No caso os agredidos, embora corram rumores que eu acabo de inventar e ainda ninguém desmentiu, que estarão em curso algumas iniciativas de solidariedade promovidas pelo Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e outras forças revolucionárias, visando assegurar a angariação de fundos para ajudar os agentes a pagar a elevada quantia que estão agora obrigados a suportar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Estacionamento tuga

Salvo raras excepções, que é como quem diz excepto aos Sábados de manhã, não se verificam em Estremoz dificuldades de estacionamento. A menos, claro está, que os condutores insistam em levar o carrinho para o interior dos estabelecimentos onde se deslocam ou, como é agora o caso, queiram à viva força deixar a viatura à sombra. É por isso que começa a ser comum ver carros estacionados nos locais mais inusitados e onde até há pouco tempo atrás seria impensável tal acontecer. A placa onde se realiza o mercado semanal e o passeio à volta do Rossio são apenas dois exemplos dos locais mais procurados pelos automobilistas mais sensíveis ao calor ou preocupados com a conservação dos seus meios de transporte.
Não é que tenha saudades do outro pirata, mas na altura em que esse personagem andava por cá coisas destas não aconteciam. A não ser que o prevaricador fosse uma senhora bem-apessoada e não revelasse dificuldade em exibir um sorriso simpático. Pelo menos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal de verdade

Num documentário-reportagem-noticia ou seja lá o que for exibido pela SIC, tentou-se fazer passar a ideia, a propósito da intenção já anunciada pelo primeiro-ministro e pelo ministro das finanças de retirar benefícios fiscais aos portugueses com rendimentos mais elevados, que alguém que aufira um ordenado líquido de cinco mil e oitocentos euros vive no limiar da subsistência e família que se tenha de governar com dois mil euros por mês vegeta na miséria e leva uma existência digna de dó. Pelo menos era o que garantia um brilhante fiscalista enquanto explicava alarvemente que os ricos não pagam impostos – olha que grande novidade - e que mesmo com os ricaços que ainda vão pagando alguma coisa é preciso ter cuidado não vão eles por a fortuna ao fresco. Que é como quem diz ao largo.
A forma peremptória como o tema foi abordado pelos diversos intervenientes abalou profundamente as minhas convicções em matéria fiscal e fez-me ver que não passo de um ignorante. Uma verdadeira besta, reconheço. Afinal, ao contrário do que eu pensava, não são os pobres que emigram por o país não lhes proporcionar condições de vida minimamente aceitáveis. Parece que quem vai bazar daqui para fora, se esta ideia estapafúrdia for em frente, vai ser a tal malta dos cinco mil e oitocentos por mês.
Também acreditava, pelo menos até ontem, que apesar de não ter um ordenado daquela grandeza – termo bem escolhido não acham?! – estaria longe de ser pobre. Parece que me enganei e, agora que dei conta do meu erro, garanto que nunca mais irei reclamar nem vociferar para o televisor quando o conhecido e brilhante fiscalista por lá aparecer a explicar que, em nome do controlo da despesa e do rigor das contas públicas, os vencimentos dos funcionários públicos, as despesas com a saúde, a educação ou as reformas não podem aumentar. O que é compreensível. O Orçamento de Estado deve é garantir as benesses fiscais de quem, todos os meses, leva para casa cinco mil e oitocentos euros…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Que merdas é que andam a por na água engarrafada que esta gente não atina com o buraco?!

Estremoz é o concelho do distrito, logo a seguir a Évora e a grande distância de quase todos os outros, que mais recicla. Os dados são da empresa que procede à recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos e estão disponíveis na sua página na internet. Isto permite concluir que os estremocenses aderiram à ideia da reciclagem e que têm hoje uma consciência e uma prática ambiental perfeitamente consolidada.
Claro que, como em tudo na vida, existem sempre as ovelhas ranhosas. Ou porcos, no caso. E se nesta altura não espantará por aí além ver um reco ranhoso - será até mais ou menos normal - não deixa de ser estranho que o dito suíno não consiga introduzir meia dúzia de garrafões num ecoponto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cidade-livre?!

Durante os anos oitenta do século passado muitos municípios auto-proclamaram-se zona livre de armas nucleares, proibindo o armazenamento ou transito destas armas pelo território onde exercem a sua autoridade. Tal declaração não passou de um mero acto demagógico por, na prática, nunca poder produzir qualquer tipo de efeito. Por um lado não se conhece, nem tão pouco suspeita, da existência desse tipo de armamento como a existir ninguém acredita que as entidades militares peçam autorização seja a quem for para o armazenar ou transportar.
A queda do comunismo e o fim da guerra-fria ditaram o fim de muitas causas deixando pelo mundo fora – e também em Portugal – muitos órfãos destas militâncias. Foi, por isso, necessário encontrar novos moinhos de vento. Por cá, entre outras, surgiu a luta contra a tourada e, surfando esta onda, alguns autarcas aproveitaram já para declarar as respectivas terrinhas como “cidade anti-touradas” não autorizando a realização de espectáculos taurinos. Embora não seja aficionado este tipo de comportamento afigura-se-me pouco correcto, condenável e mesmo discriminatório relativamente a uma faixa populacional que aprecia este género de espectáculos. Para além de não ter outro efeito que obrigar os que gostam deste espectáculo a deslocarem-se às terras vizinhas que certamente não deixarão de aproveitar a oportunidade de negócio que lhes é proporcionada.
Temo que esta onda proibicionista se venha a alargar a outros sectores que o lobby do pensamento pretensamente politicamente correcto e dos militantes das causas parvas e totalmente desprezíveis não gostem, não apreciem ou que achem não se dever realizar. Não tarda estarão a propor a proibição da realização de sardinhadas, festivais de marisco ou festas populares que envolvam a degustação de qualquer tipo de animal abatido para o efeito. Não se arranjará por aí uma cidade, que seguindo este exemplo, se livre deste tipo de gente?!

domingo, 16 de agosto de 2009

Burlões

As burlas a empresários do ramo imobiliário por parte de cidadãos de etnia cigana, a que comunicação social tem vindo a dar eco nos últimos tempos e que resultou na recente detenção de duas pessoas dessa comunidade, não são novas e há muito que circulam estórias, mais ou menos rocambolescas, acerca dessa actividade.
É verdade que nenhum dos grupos envolvidos é conhecido pela lisura de processos ou pela transparência quanto à maneira como os rendimentos que sustentam o seu modo de vida são obtidos. Talvez por isso este tipo de crime não tenha ainda motivado por parte da opinião pública uma onda de indignação. Nem é crível que venha a suscitar. O mais provável é mesmo é este modus operandis vir a ser adoptado por outros bandos e o numero de burlados crescer significativamente.
Neste caso apenas me surpreende o facto de o SOS Racismo, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e outros defensores de causas parvas e totalmente desprezíveis, ainda não terem tomado posição quanto a esta matéria. Nomeadamente para reclamarem o direito inalienável dos ciganos a burlar seja quem for e condenarem veementemente a ganância de empresários sem escrúpulos que se querem encher de dinheiro à custa de uma minoria socialmente desfavorecida, estigmatizada e injustamente discriminada no acesso aos mais básicos meios de subsistência.

sábado, 15 de agosto de 2009

Eleitores fantasma

A existência de seiscentos e cinquenta mil eleitores fantasma nos cadernos eleitorais constitui uma fraude de dimensões preocupantes que não está a ser devidamente valorizada pelas autoridades com responsabilidade na matéria nem pela opinião pública. Tal facto devia constituir motivo mais do que suficiente para adiar os próximos actos eleitorais até a verdade eleitoral e o cumprimento das leis da república estarem assegurados.
Quanto às legislativas, poderá estar em causa a fiabilidade dos resultados eleitorais em virtude da distribuição dos deputados pelos diversos círculos poder não corresponder ao número real de eleitores existentes em cada distrito, o que pode, no limite, falsear o número de representantes de cada partido na Assembleia.
Relativamente às autárquicas, a não haver correcção dos cadernos, estará em causa o número de lugares de vereadores, de membros das Assembleias Municipais e de Freguesia bem como a remuneração dos mesmos e o número de membros do gabinete que podem admitir. Como se pode constatar no mapa anexo – clicar para aumentar o tamanho da imagem – a actualização do número de eleitores pode significar em alguns municípios e freguesias uma baixa significativa dos vencimentos dos eleitos e isso, convenhamos, é coisa que não dá jeito nenhum.
Não sei se será ou não o lobby autárquico o principal responsável por este estado de coisas, agora que é ele o principal beneficiário restarão poucas dúvidas.
O mapa publicado bem como outra informação relativa a este tema podem ser consultados em www.dgaa.pt

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Assim está melhor…

Poucos dias depois de ter publicado este post o espaço em causa apresenta agora um aspecto completamente diferente. Está, como é fácil de constatar, muito melhor. Merece, por isso, destaque aqui no Kruzes. Não por esse facto, porque esse devia ser o seu estado normal, mas sim pela pronta intervenção dos serviços responsáveis pela limpeza do espaço. No caso a Junta de Freguesia da respectiva circunscrição.
Para que nos entendamos e simultaneamente sossegar alguns apaniguados mais histéricos é bom que se perceba que escrever acerca daquilo que nos parece estar menos bem é, também, um acto de cidadania, o exercício de um direito – quiçá o cumprimento de um dever – e não pode ser encarado como maledicência ou, como frequentemente se pretende fazer crer, uma espécie de ataque pessoal, politico ou de qualquer outra natureza, às pessoas com responsabilidade na gestão da coisa pública. Apaniguado ou comentador que não entenda isto, há que dizê-lo com toda a frontalidade, é parvo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Homem do Bloco

Durante algum tempo o Homem do Bloco que, recorde-se, não é de esquerda, não escreve em jornais e não liga nenhuma a essa parvoíce dos blogues, foi protagonista de diversas histórias aqui pelo Kruzes. A identidade da criatura suscitou até, entre os leitores, uma inusitada inquietação e várias foram as tentativas de descobrir a verdadeira identidade do nosso herói. Todas frustradas, diga-se.
Para desgosto de alguns a personagem desapareceu das páginas do Kruzes. Eclipsou-se. Sumiu. Deu-lhe o amok concluíram outros. Errado. Nada mais errado. Contra todas as expectativas ele continua a andar por aí. Parece, pelo menos é o que garantem fontes geralmente muito mal informadas e quase sempre danadas para a brincadeira, que o dito cujo terá sido visto a introduzir-se à sorrelfa num bar muito frequentado. Infelizmente o repórter no local preferiu apontar a objectiva para a placa publicitária e por isso ainda não é desta que ficamos a conhecer o nosso Homem do Bloco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem não tem cão também vota...

Apesar de mensalmente serem enviados para incineração mais de duzentos quilos de cão, o que revela estar o serviço competente que cá pelo burgo trata destas coisas a ser mesmo competente, arrisco-me a calcular que idêntico peso em merda de canito é deixada ao abandono pelos espaços públicos da cidade em igual período de tempo. E se relativamente à captura e abate dos animais vadios tem sido dada uma resposta muitíssimo satisfatória já o mesmo se não pode dizer do triste espectáculo proporcionado por dezenas de estremocences que passeiam os seus cãezinhos – ou simplesmente os soltam – deixando passeios, ruas e espaços verdes pejados de dejectos.
Não penso que a solução passe por colocar a polícia atrás desse pessoal mal-educado nem, ainda menos, fazer campanhas de sensibilização ou qualquer outra coisa que apele ao civismo de gente porca. A solução passará inevitavelmente pelo agravamento significativo do preço a pagar pelas licenças e pelo registo nas juntas de freguesia, bem como por uma fiscalização séria do cumprimento destas obrigações por parte dos possuidores de animais.
Poderá alegar-se que as juntas de freguesia não terão meios humanos nem financeiros para promover toda esta actividade administrativa e fiscalizadora. Admito que não tenham. A solução teria de passar pelo recurso ao outsourcing, um conceito todo modernaço e já aplicado noutras áreas, inclusive por algumas freguesias.
Isso ou outra coisa qualquer. Porque eu, que não tenho cão, também voto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Contraditório ou talvez não...

Não constitui um hábito neste blogue responder aos comentários, aprovados ou não, que aqui vão sendo deixados pelos muitos visitantes deste espaço. Abro hoje uma excepção para dar resposta a dois leitores que suscitaram questões que considero pertinentes e relativamente às quais, embora por razões distintas, entendi exercer o meu direito de censura. Que é como quem diz, não publicar.
No caso da “Vizinha do 1º frente”, de facto, tudo o que escreve corresponde à verdade. No entanto, como deve calcular, há verdades inconvenientes. Nem que seja, como é o caso desta, por razões geográficas.
Quanto ao anónimo cliente da Vodafone com o IP 77.54.131.161 enquanto continuar a tecer considerações de teor racista, xenófobo e carregadas de ódio – assim uma espécie de campanha negra, feita de perseguição pessoal e comentarismo travestido – relativamente à comunidade residente nas Quintinhas, que no fundo é igualzinha a você – sendo que o contrário também se aplica – não poderei, como compreende, aprovar os seus comentários. Já na parte em que se refere à minha pessoa devo dizer-lhe que está enganado. A possibilidade de ser seu pai é muito, mas mesmo muito remota. É que nunca fui de frequentar prostíbulos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estacionamento tuga

Diversas vezes me referi neste blogue à forma despreocupada, para qualificar simpaticamente, como os condutores tugas abandonam os seus veículos em qualquer lado e de qualquer maneira. Ainda assim há sempre alguém que me consegue surpreender. Embora a foto não mostre, neste local os lugares de estacionamento - pagos é bom salientar - estão devidamente marcados no pavimento, nada me leva a crer que não tenham as dimensões adequadas e a manobra para arrumar a viatura dentro do espaço assinalado não se reveste de especial complexidade. Tal facto não obstou a que o condutor do veículo azul estacionasse como a imagem documenta e, pior, abandonasse o local com o carrito naquela posição.
Não aprecio vândalos nem suporto actos de vandalismo, mas lá que um gajo que deixa o automóvel assim está mesmo a pedir um bom risco na pintura lá isso está.

domingo, 9 de agosto de 2009

Procedimentos...

Todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar de esquemas mais ou menos manhosos para contornar a justiça. Desde súbitas e selectivas amnésias a caganeiradas monumentais que impedem o mais voluntarioso e pacato cidadão de comparecer em tribunal ou de cumprir as obrigações que a lei exige.
No Expresso desta semana, a propósito de uma polémica bem actual, conta-se uma estória deliciosa de um candidato às eleições legislativas que terá tido o terrível azar de lhe ter sido engessado um braço precisamente na véspera de um teste policial à sua caligrafia, que teria de realizar no âmbito de um processo em que era suspeito de práticas muito pouco transparentes. Ao que parece o clínico autor da “obra”, a acreditar no dito jornal, familiar do candidato em causa e especialista noutra área bem diferente da ortopedia, terá apenas, segundo a Ordem dos médicos, tido um procedimento médico inadequado. Ou então, mas isso sou só eu a dizer, tirou o curso por fax e fez exame a um domingo.
Tal “azar” não constituiu, no entanto, motivo bastante para o agora candidato deixar a vida política. Pelo contrário, garantiu-lhe um lugar em posição elegível nas listas partidárias e vamos, quase de certeza, vê-lo dentro de poucos meses no parlamento a esbracejar sem que seja visível qualquer sequela da mazela que o atormentou. Tal como o médico, que continuará a efectuar procedimentos. Adequados, espera-se.

sábado, 8 de agosto de 2009

Os túneis do nosso descontentamento

Sim, é verdade. A luz ao fundo do túnel é já perfeitamente visível. A entrada no próximo túnel está prevista lá para Janeiro.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Kruzes cultural

Sem que perceba muito bem porquê, está enraizada entre os leitores mais habituais do Kruzes a convicção que o autor deste blogue despreza profundamente tudo o que tem a ver com cultura e com actividades culturais. Nada mais falso. Embora, reconheço, os meus conhecimentos em termos artísticos sejam confrangedoramente reduzidos. Para provar que até me interesso por essas coisas publiquei ontem uma foto obtida numa espécie de manifestação de cultura popular e mostro hoje uma outra tirada numa exposição de “coisas”, provavelmente obras de arte, que podem ser vistas e apreciadas num espaço público da cidade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Macaquices

Certos argumentos, insinuações, conjecturas, divagações ou lá o que se lhe queira chamar, de tão rebuscados que são, a confirmarem-se, seriam o fim da macacada. Pelo menos da macacada tal como a conhecemos. É por isso que não acredito neles. Até porque macacos – verdadeiros macacões, nalguns casos – há cada vez mais. No meu nariz, por exemplo, habita uma verdadeira colónia. Mais pequena, ainda assim, da que reside em muitos sótãos. PS – (Pre)Texto sem nexo e (ainda) mais parvo do que o habitual para publicar estas fotos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Resort das Quintinhas

Pode ser apenas impressão minha mas à vista desarmada o Resort das Quintinhas, onde habita uma numerosa comunidade cigana, apresenta actualmente uma taxa de ocupação muito maior do que quando esta imagem foi obtida. Mesmo sabendo que a foto não é nova - é coisa para ter meia dúzia de anos – e conhecida a capacidade reprodutiva da espécie que ocupa o território, principalmente por isso constituir um elemento fundamental para a manutenção do seu estilo de vida, não deixa de ser preocupante o crescimento urbanístico e populacional do local em questão.
O sossego e a segurança do local, as condições em termos de infra-estruturas de que podem usufruir e os equipamentos, nomeadamente comércio e restauração, que se situam nas redondezas, parecem ser um factor decisivo para os habitantes demonstrarem uma especial apetência para se fixarem por cá. Para além, claro está, das elevadas prestações sociais que generosamente lhes são concedidas por um Estado sempre tão forreta a remunerar quem trabalha e mãos largas a distribuir benesses aos que pouco as justificam.
Para os mais pequenos a zona oferece também condições ímpares de diversão, graças à existência nos arredores de um amplo espaço alcatroado onde podem desenvolver diversas actividades lúdicas. Todas emocionantes e radicais. Podem, muitas vezes enquadrados e sob a supervisão dos progenitores, desenvolver técnicas de insulto, ameaça e, até mesmo, de extracção de bens a frequentadores ocasionais que tenham o azar de partilhar o local com os moradores do resort.
E as festas?! Consta que são uma animação e um verdadeiro espectáculo de som em altos berros, luz à borla, duram até às tantas e prolongam-se por vários dias. E noites. Quanto aos morfes são também do melhor. Parece que a especialidade é febra grelhada em carrinho de supermercado.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A má notícia

Sempre fez parte das minhas cogitações encerrar o Kruzes Kanhoto e dar por finda a minha participação na blogosfera nacional quando o todo-poderoso Google entendesse cancelar a minha conta do adsense. O que, conforme veio a suceder, podia acontecer a qualquer momento. Os senhores de Moutain View andavam de olho neste blogue, eram visita frequente da “casa” e por isso a exclusão não constituiu surpresa nem me apanhou desprevenido.
Apesar do que escrevi aqui, e mesmo sem saber se as alternativas entretanto encontradas justificarão o espaço que ocupam, o Kruzes Kanhoto manter-se-á activo e continuará a postar alarvidades e a emitir opiniões irrelevantes quase sempre desprovidas de fundamento. Pelo menos enquanto me apetecer e retirar desse facto algum prazer.
Esta é ela própria uma notícia irrelevante, um não acontecimento, algo que não interessa a ninguém e, também, uma alarvidade.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O contador não engana

Não sei os blogues tem ou não influência na formação da opinião e na escolha dos eleitores. Ignoro igualmente se esta nova forma de comunicar detém algum poder de condicionar a actividade política, as decisões dos políticos ou se constitui uma espécie de pressão sobre os diversos poderes. Como, pela minha parte, não pretendo influenciar, condicionar ou pressionar ninguém isso não é coisa que me preocupe ou, sequer, me interesse. Sei apenas, é uma constatação por demais evidente, que são muitos os que estão permanentemente alerta acerca do que se escreve na blogosfera, para de pronto reagirem a tudo o que considerem pôr em causa a genialidade dos líderes que seguem e a suprema razão das causas em que acreditam. Sejam eles e elas quais forem.
Há também quem garanta que os blogues não têm uma audiência significativa e que não chegarão a mais que meia dúzia de pessoas. Até pode ser. Dependerá com certeza dos blogues e da maneira como se escreve neles. Não se espere que escrita medíocre e temas desinteressantes mobilizem muita gente para a leitura diária deste tipo de espaços.
A título de curiosidade, esta imagem mostra o número de visitantes que durante a última semana visitaram este blogue. Quanto aos outros não sei mas o Kruzes é lido por muita gente.

domingo, 2 de agosto de 2009

Gorjetas

Numa daquelas reportagens próprias da sealy season um canal televisivo passou ontem, num serviço noticioso, uma reportagem onde era feita a apologia da gorjeta. O timming foi o mais apropriado para o fazer porque o sector de actividade escolhido como exemplo - a hotelaria - vive por esta altura do ano a sua época alta e nada como estarmos cientes que é de bom-tom presentear monetariamente quem nos presta um serviço que entretanto já pagámos. Parece até haver uma tabela oficiosa para estas gratificações e que terá como mínimo dez por cento sobre o preço oficial!!!!
Por mim não concordo. Não dou gorjetas ao empregado de um restaurante só porque me serviu cortesmente e o bife com batatas fritas não vinha acompanhado de nenhum pintelho, à camareira do empreendimento turístico onde passo férias porque deixa os lençóis exemplarmente esticados quando faz a cama, nem ao gajo da recepção que se desfaz em sorrisos enquanto me explica como encontro o apartamento que reservei. E que entretanto já paguei, recorde-se.
Não vejo porque motivo à hotelaria há-de ser concedido este privilégio. E porque não quando abastecemos o carro com cinquenta euros dar mais cinco ao empregado da bomba que, todo solicito, até abriu e fechou o depósito? Ou à caixa do supermercado que, irradiando simpatia nos meteu as compras no saco poupando-nos a tão complicada tarefa? E porque não à funcionária do Registo Civil onde fomos tirar o cartão do cidadão e que recolheu as impressões digitais sem nos partir um dedo ou conseguiu a fantástica proeza de tirar uma fotografia sem que ficássemos com aquele aspecto de assaltante de bancos?! Bom…se calhar neste último caso é melhor não. Ainda alguém ia pensar que era corrupção…

sábado, 1 de agosto de 2009

Quem não tem cão passeia o gato

Já tinha conhecimento, através de narrativas geralmente bem-humoradas, que algumas pessoas tentam passear presos por uma trela diversas espécies de animais de estimação, nomeadamente gatos, coelhos, ratos e até patos, como se de um cão se tratasse. Com pouco sucesso como seria de esperar. No entanto só um destes dias tive ocasião de presenciar ao vivo tão patética ocorrência. Um senhor de respeitável idade, pelo menos a suficiente para evidenciar uma dose de bom senso bastante superior aquela que exibia, fazia diversas tentativas para passear - rebocar é capaz de ser mais apropriado - um gato preso por uma trela. Ora acontece que, como seria de esperar, isso desagradava profundamente ao bichano que, por todos os meios, se tentava libertar do elo que o prendia ao dono e evitar tão humilhante situação.
A cena, apesar de divertida para quem assiste, que não para o gato, encerra em si muito de preocupante. Provavelmente muitos serão já os que assim procedem não se dando conta do ridículo do seu procedimento e de quanto anti-natural é o comportamento que querem forçar o animal a adoptar. Nisto, como noutras coisas, não há cá “novas realidades”, “cada um faz o que quer” ou “têm todo o direito de passearem o que quiserem”. É estupidez, parvoíce e o que mais se lhe queira chamar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

KK

Para aqueles - e também para aquelas porque eu não sou de discriminar ninguém – que pesquisam no Google, ou no Ask.com, que parece ser um motor de busca com alguma popularidade entre os comentadores deste espaço, fica mais uma vez o esclarecimento que o nome do blogue é KRUZES KANHOTO. Com dois Kapas.

"Boom" só se fôr de promessas

Ao contrário do que pensa o jovem comunista que revela dúvida quanto à democraticidade do regime que vigora na Coreia do Norte, acho uma boa ideia a intenção socialista de atribuir lá para 2011 um subsídio em forma de conta bancária a cada recém-nascido. Até porque, para quem já subsidia o aborto, esta medida mais não será do que repor um pouco de equidade na coisa. Pena, evidentemente, ser uma quantia irrisória. Mas como o dinheiro não chega para tudo há que ser rigoroso nas contas. Como é, aliás, apanágio deste governo.
Claro que esta medida não irá potenciar uma escalada de nascimentos, assim a modos que um baby-boom à portuguesa, porque a questão financeira não é o motivo principal que leva as pessoas a optarem por ter poucos filhos ou mesmo a não terem nenhum. Verifica-se aliás o inverso. A taxa de natalidade foi baixando na medida em que as condições de vida foram melhorando e, como é notório, é entre a população mais pobre que essa taxa é mais elevada. As pessoas não tem filhos porque são comodistas, egoístas talvez seja o termo mais apropriado, não querem ter chatices e cada vez mais encaram a paternidade como uma maçada. Começa inclusivamente a assistir-se ao surgimento de um fenómeno preocupante e altamente perturbador, em que presença de crianças em determinados espaços abertos ao público é encarada como prejudicial por algumas bestas que já se esqueceram que, em tempos, também foram crianças.
Seguramente que em matéria de incentivo à natalidade dever-se-á ir muito mais longe. Ainda que isso represente um significativo aumento da despesa pública, a subida do défice ou, até mesmo, um aumento de impostos. A começar, por exemplo, pela criação de um imposto sobre a posse de animais domésticos, sobre as viagens ao estrangeiro ou, como muito bem lembrou a dona Manela, sobre os iates. Claro que também podia sugerir o agravamento da carga fiscal sobre os casais que não tenham filhos, mas seria certamente acusado de promover a discriminação dos homossexuais ou, realmente grave, dos casais constituídos por pessoas normais que não conseguem assegurar descendência.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A cegueira, a azia e outras parvoices

Num comentário a este post um leitor aconselhava-me uma consulta de oftalmologia. Depois pensou melhor e recomendou-me os serviços da especialidade do Hospital de Santa Maria. Bem escolhido, sem dúvida. Embora receie que pouco possam fazer por mim dado o já avançado estado de cegueira que pareço evidenciar. É que junto aos triângulos ajardinados cujas fotos parecem ter estado na origem da recomendação que me é feita, existe ainda um terceiro espaço no qual eu não tinha reparado. Mas reparei agora. Depois de ver o comentário. Será que me fez bem à vista?!

Redes ditas sociais

Como qualquer um que dedique a estas coisas dos blogues gosto de ter visitantes. Muitos de preferência. E para os obter nada melhor do que seguir as recomendações dos mais experientes nesta matéria que, entre outras maroscas, recomendam a utilização das chamadas rede sociais como meio de divulgação do blogue a promover. É essa experiência que hoje partilho com quem tem a paciência de me ler.
Comecei por criar o meu hi5. Por mau jeito, inexperiência ou outra coisa qualquer, daí não resultou nenhum - nem um único! – visitante para o Kruzes. Surgiu, isso sim, o pedido de “amizade”, que prontamente aceitei, vindo de um partido politico que se revela incondicional adepto das novas tecnologias mas cujo nome não será aqui mencionado. A propósito aproveito para enviar aos militantes, simpatizantes, apoiantes e apaniguados em geral do partido cujo nome não será aqui mencionado, um grande bem-haja. Ou um valente saravah, se preferirem. Ter que ler idiotices como as que por aqui vou escrevendo não deve ser tarefa agradável, mas sempre vai, ao contrário do hi5, contribuindo para animar o contador de visitas.
A minha permanência naquela rede social foi, no entanto de curtíssima duração. Após o estabelecimento da tal “amizade” começaram a surgir novas propostas de “amigos” e, principalmente, “amigas”. Curiosamente todos de peso. Bastante peso, até. Pelo menos a julgar pelas fotos. Mas esse revelou-se o menor de todos os males. O pior, mau mesmo, é que todos eles pertenciam a essa imensa maioria que não lê blogues. Em consequência dessa constatação apaguei o meu hi5 e criei um espaço no Orkut. Mas isso será objecto doutro post…

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A "erva"

O que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. Trata-se de dois pequenos recantos que, como tive ocasião de enaltecer neste blogue, foram recuperados pela Junta de Freguesia após anos de abandono e desleixo. No entanto cada um teve um destino bem diferente. Um deles é cuidadosamente tratado pelos moradores da casa que lhe fica mais próxima e, como pode constatar-se pela imagem, apresenta um aspecto limpo e digno. Ao outro está reservado o papel de parente pobre. As ervas não são arrancadas, o espaço não é limpo e parece ter sido votado ao desprezo por quem tem a obrigação de cuidar dele.
Mas afinal o que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. A não ser que, nem num nem noutro caso, o espaço é cuidado com a frequência que se impõe por quem tem obrigação de o fazer.