sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Multiculturalismo, dizem eles...

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A esquerda e a intelectualidade bem pensante estão em choque com os acontecimentos na noite de fim de ano na Alemanha e noutros países europeus. Uma chatice, aquilo. Não sabem como reagir. Não condenam para não dar ares de serem anti-imigração e não podem argumentar que se tratou de um fenómeno isolado porque foram muitos incidentes e com participação activa de muitos milhares de refugiados. Ainda assim há um ou outro que vai gaguejando umas desculpas mais ou menos esfarrapadas. Ou parvas, vá. A maioria limita-se à tentativa de insulto. Vociferam idiotices acerca de xenofobia, islamofobia e mais uns quantos chavões daqueles que gostam de usar quando os argumentos não abundam ou a causa é daquelas mesmo ridícula. Fazem-me lembrar os ciganitos vizinhos de uma grande superfície comercial cá da terra. Quando, de vez em quando, são apanhados com algum produto que acidentalmente lhes saltou para o bolso e que, perante a evidência do descuido, desatam – eles e os parentes todos que prontamente acorrem - a chamar racista a quem lhes exigem o pagamento ou a devolução da coisa.


Incidentes desta natureza vão-se repetir. Estão, apesar de pouco divulgados, a acontecer todos os dias perante a passividade geral. Mas, desconfio, não tardará a surgir uma onda generalizada de indignação que colocará, definitivamente, a Europa em estado de guerra. Basta que as vitimas, em lugar das mulheres, sejam minorias étnicas ou, principalmente, cães. Aí é que eles vão ver o que de que massa se faz um esquerdelho ou um intelectual...


 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Fim de todos os exames deste mundo! E do outro também, já agora.

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De vez em quando dou por mim a concordar com a “geringonça”. Demasiadas vezes, até. Agora é aquela coisa do fim dos exames. Acho muito bem que acabem. Todos. E de toda a espécie. Aquilo não traumatiza e inferniza apenas a vida das criancinhas. Tortura toda a gente.


Os exames de condução, por exemplo. Um aborrecimento. E não servem para nada. Podiam, com vantagem, ser substituídos pela avaliação contínua na escola de condução. Quem sabe a profusão de acidentes de trânsito se deva à infelicidade dos condutores por terem sido submetidos a exame. E, em caso de atropelamento, é preferível ser atropelado por um condutor feliz. Sê-lo por um que tenha sido examinado só traz chatices.


Ou, outro exemplo de coisas nocivas, os exames médicos. Uma seca. Deviam ser extintos. Já. Há lá coisa mais angustiante ou traumática do que o exame da próstata! Se temos todos de morrer, que morramos felizes. Sempre é melhor do que falecer traumatizado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Então e aquilo de nos rirmos de nós próprios e tal?!

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É, nos tempos que correm, mal aceite fazer piadas que envolvam pretos, ciganos ou paneleiros. Mesmo qualquer dichote mais jocoso acerca deles cai igualmente mal a muitos interlocutores. Já sobre os alentejanos podem contar-se as anedotas mais javardas. A risota está garantida e ninguém parece ficar aborrecido.


Quando, aqui no blog ou noutro sitio qualquer, manifesto a minha azia com as piadolas acerca dos alentejanos não faltam as alminhas a desdenhar do meu sentido de humor. Ou, para os piadistas de circunstância, da falta dele. Curiosamente perante a noticia que recorto para ilustrar esta posta não vejo, ao contrário do que esperava, um coro de indignados a chamar nomes ao juiz brasileiro. Nem, sequer, a justificar as piadas sobre portugueses que se contam no Brasil com o impagável sentido de humor brasileiro. Ou, tão pouco, a enaltecer a capacidade de nós – os tugas – nos rirmos de nós próprios. Pelo contrário, quase só encontro elogios à decisão judicial. Não percebo. A sério. Deve ser problema meu, de certo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Brincar ao PREC

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Muita da rapaziada do governo e da maioria que o apoia não terá grande ideia do que foi o PREC. Terão, quando muito, ouvido da boca dos progenitores algumas historietas mais ou menos romanceadas e lido crónicas inflamadas sobre os acontecimentos da época escritas por gente que colocou bombas, roubou bens aos legítimos proprietários ou fez um infindável conjunto de sacanices. Sem que disso, ainda hoje, se arrependa.


A recriação desses tempos vai sair-nos cara. Muito cara. Muito mais barato nos sairia se a cada um dos meninos – e mesmo aos outros com idade para terem juízo - fosse oferecido este jogo educativo. Eles brincavam, ficavam a saber o que foi o PREC - sem necessidade de rebentar com o resto disto tudo - e no fim dávamos todos umas boas gargalhadas.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Ainda fico vaidoso...

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O post anterior tem estado em destaque na página principal do Sapo. É, no espaço de pouco mais de um mês, a segunda vez que o Kruzes merece tamanha honraria. Obrigado equipa do Sapo blogs!


 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Coisas de malucos. Ou de portugueses, tanto faz.

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Ainda as penhoras - ou a sua impossibilidade - por dividas ao fisco. Podia argumentar, baseando-me na sabedoria popular, que quem não aguenta o peso larga a carga. Mas não, não vou por aí. Admito, até, a bondade na lei quanto a um ou outro caso. Custa-me é aceitar que muitos chicos-espertos – seguramente a esmagadora maioria dos envolvidos – se continuem a rir à conta de todos. Ou a roubar-nos. Como aquele taberneiro que não entregou o IVA que eu lhe paguei. Mas se é disto que o povo gosta...


Tal como também gosta daquela coisa de taxar as heranças. Um roubo que a maioria de esquerda pretende que o Estado volte a fazer aos contribuintes. Ou seja. Para a esquerda e, a julgar pelas opiniões que vou lendo e ouvindo, para a maioria da população sensível, educada, culta, solidária e tudo o mais que se queira, deve-se perdoar os caloteiros mas, simultaneamente, obrigar outros a pagar aquilo que já é seu por direito ainda que, eventualmente, nem tenham liquidez para o fazer. Embora, neste caso, possam sempre também eles tornarem-se caloteiros e, assim, obter o perdão daqueles que os pretendem roubar. Coisa de malucos? Não. Estamos em Portugal e esta é a vontade dos portugueses.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Censura politicamente correcta

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Apenas uma semana depois as primeiras noticias da barbárie, praticada por milhares de árabes e africanos em diversas cidades europeias, começam a chegar à comunicação social. Estranha esta demora. Ou talvez não. Se vivemos na era da comunicação instantânea, vivemos igualmente um tempo de feroz censura a tudo o que divirja do pensamento único que a intelectualidade bacoca pretende impor. Uma censura que faz parecer uns meninos de coro a rapaziada da nossa “comissão de exame prévio” de tão má memória.


Entretanto a esquerdalha, os amiguinhos dos refugiados e outros apreciadores do multiculturalismo já começaram a desculpabilizar os agressores. Coitadinhos. O seu comportamento deve ser algo a que os europeus se terão de habituar. E sugerem, para minimizar a coisa, que as mulheres devem vestir-se mais recatadamente e manterem alguma distância desses cavalheiros. Daqui até sugerirem que fiquem em casa e usem véu quando saírem à rua não deve faltar muito.


A preocupação reinante não é com as vitimas. Nem, sequer, evitar novos ataques em massa como os verificados na noite de fim de ano. É, antes, que alastre entre a população europeia uma onda de xenofobia. Estamos, portanto, conversados acerca daquilo que será o futuro da Europa e das preocupações dos governos e das elites que controlam os diversos poderes.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Boas noticias para os caloteiros!

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 (Imagem da internet)


 


Não me importo de ser do contra. Faço, até, por isso em muitas circunstâncias. Recuso-me, sempre que posso, a seguir a carneirada ou a abanar o rabinho de contentamento sempre que os governantes – sejam eles quais forem – adoptem daquelas medidas muito pró-social. Não sou um coração mole, tenho a mania de fazer contas e preocupo-me em olhar um pouco mais para o horizonte.


Isto a propósito daquela ideia demagógica e altamente discriminatória de tornar as casas dos caloteiros impenhoráveis pelas dividas ao fisco e à segurança social. Ou seja, quem nada mais tiver de seu fica isento de pagar impostos e contribuições. À nossa custa, obviamente. Dos que pagamos para que os vigaristas possam ser uma espécie de inimputáveis fiscais.


Tratando-se de um universo infelizmente vasto haverá, concedo, casos e casos. Mas apenas quem não sabe o que é a vida – ou sabendo gosta de fazer generosidade à conta dos outros – entenderá esta medida como algo de socialmente justo. Os pobres, se entendermos como pobre quem ganha o salário mínimo ou pouco mais, não pagam impostos. Daí que os beneficiados sejam outros. Aqueles, se calhar, de quem ainda não há muito tempo ouvíamos dizer que se tinham esquecido de pagar essas minudências dos tributos ao Estado. E prejudicados os do costume. Os que vão pagar mais este desvario. A menos que alguém com juízo questione a constitucionalidade disto.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A ideia é uma boa ideia.

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Acho a ideia de colocar mais dinheiro no bolso das pessoas, visando assim fomentar o consumo e dinamizar a economia, do mais prazenteiro que há. Era precisamente isso que escrevia – os arquivos não mentem - em dois mil e cinco quando o governo de Sócrates começou a roubar rendimentos a quem ganhava oitocentos euros. Com o aplauso dos que depois não gostaram dos cortes protagonizados pelo Parvus Coelho, mas que agora aprovam as medidas propostas por Costa. Gente com um nível de coerência manifestamente elevado, portanto.


Esta politica tem, apenas, um senão. Daqueles muito grandes. Os portugueses. A recuperação de poder de compra traduzir-se-á, inevitavelmente, em mais telemóveis de última geração no bolso dos pirralhos, tablets a ajudar criancinhas a comer a sopa, viagens a paraísos distantes, carros de gama alta a rolar por aí e muitas outras coisas que contribuirão para melhorar a vida nos países onde são fabricadas. E, vá, talvez também no Brasil.


 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Imparidades para totós

Um artigo de opinião onde é explicada de forma simples - até podia ter por titulo a “crise da banca para totós” - tem sido amplamente partilhado e comentado nas diversas redes sociais. E ainda bem, digo eu. Embora me pareça que a esmagadora maioria continua sem perceber o que de facto está em causa. A culpa, não se desmontam do burro, é sempre dos outros. Nomeadamente minha, que não votei nos partidos dos homens sábios que, se fossem eleitos, nacionalizavam toda a banca e nos poupavam todos estes aborrecimentos. Logo eu que pedi um crédito de menos de metade do valor da minha casa, apenas compro os automóveis que posso pagar de imediato e que faço férias de acordo com a capacidade do meu mealheiro .


A coisa assume contornos surreais quando me recordo da má-cara e do enfado dos funcionários do banco quando que lá me dirigia para fazer amortizações antecipadas e dos comentários pouco abonatórios à minha inteligência de cada vez que partolhava este meu procedimento. O correcto, na época, era pedir empréstimo para tudo e mais alguma coisa à conta de uma casa avaliada duas ou três vezes acima do seu real valor. Toda a gente sabe que funcionava assim, muita gente o fez e quase todos se acham este procedimento uma coisa absolutamente normal. Agora admiram-se do quê?!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Não previsões para 2016.

Não sou de me armar em vidente e desatar a tentar adivinhar o que vai acontecer nos tempos mais próximos. Nem, sequer, de elaborar listas de desejos. Ou de objectivos, uma coisa modernaça a que dantes chamávamos planos. Há-de ser o que for. Logo se vê. As expectativas, à partida, são baixas. Nada deve ser muito diferente. O governo vai fazer a merda do costume, o Benfica vai continuar a jogar mal, o Jorge Jesus a perder o que está quase ganho e os terroristas a fazerem-se explodir enquanto os parvos do costume vão garantir que a culpa é do ocidente, dos EUA ou do aquecimento global. Que, por sua vez, também é culpa dos ocidentais e americanos. Nada de novo, portanto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nem a lesar se revelaram competentes...

O que têm em comum os alegados lesados do BES e do BANIF? Muita coisa, certamente. Permito-me destacar duas. São ignorantes e, quase todos, velhotes. Nenhum de entre eles se coíbe de garantir a sua manifesta ignorância em matéria financeira e o total desconhecimento do risco que corriam as suas poupanças ao subscreverem os produtos que os bancos lhes tentavam impingir. Nem, pelos vistos, lhes terá ocorrido aquela máxima popular que relaciona a esmola avultada com a desconfiança do pobre. Talvez, quem sabe, por não serem desconfiados. Nem pobres. Apenas ignorantes, confessam.


O segundo aspecto em comum entre uns e outros é a idade relativamente avançada de quase todos. Algo que me deixa boquiaberto. É que andei quatro anos a ouvir queixas acerca das atrocidades que o governo estava a cometer contra os idosos, condenando-os à pobreza, à fome, à miséria – às galés, quase – e, vai-se a ver essas tretas, como já se suspeitava, eram manifestamente exageradas. Até nisso, em matéria de lixar o pagode, o governo anterior se revelou incompetente.


Seja como for passaríamos bem sem estes escândalos. Nomeadamente os contribuintes. Os outros, na sua maioria seguramente, foram à ganância. Tanto assim é que, ainda agora, os “depósitos” que os bancos prometem remunerar com juros mais simpáticos continuam a ter uma procura muito significativa. Inclusive pelos reformados. Outra vez...


 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

E assobiar?! Pode-se ou também dá choça?

Como já tenho idade para ter juízo – daqui a pouco até para deixar de o ter – não me parece que corra o risco de ir malhar com os costados à cadeia por causa de algum piropo inapropriado. Digamos que não é assunto que integre a minha lista de preocupações imediatas. O que me apoquenta é o caminho que estamos a percorrer. Da ditadura do politicamente correcto e da imposição do pensamento único, parece estarmos agora a acelerar o passo em direcção a uma ditadura mesmo a sério. Temo que um destes dias seja criada uma espécie de policia do comportamento. Ainda que disfarçada de entidade reguladora. É que isto as proibições não devem ficar por aqui. Ou muito me engano seguir-se à criminalização da piscadela de olho. E do clássio assobio, por que não. Ambos perigosas e ultrajantes formas de assédio, como todos sabemos. Noutro âmbito, também não tardará a penalização do peido e do arroto. Ou, quiçá, da bufa. Nem que seja com uma coima.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Coisas de um tempo velho. Ou novo, sei lá.

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O país está repleto de obras faraónicas. De utilidade duvidosa, a maior parte delas. O mal não vem de agora nem, por estranho que isso possa parecer, foi exclusivo de Sócrates, Guterres ou Cavaco. É muito anterior. Nem, presumo, terá um fim à vista. Vai, de certeza, continuar enquanto por cá habitar um povo que aprecia esturrar dinheiro e admira quem o esturra em seu nome.


Visitei por estes dias um desses exemplos. O Forte da Graça, em Elvas. Uma fortaleza inexpugnável destinada a defender a linha de fronteira. Parece que nunca foi invadida. Nem, sequer atacada. Reconvertida, num longínquo dia, em presidio militar. Ambivalência que não deixa de ser irónica, diga-se. Que isto de transformar um lugar concebido para impedir que o inimigo lá entre num espaço de onde ninguém consegue sair não é para qualquer um.


Ficou a sua construção em mais de setecentos mil réis. Menos de quatro euros, na actual moeda, mas que à época custou um colossal aumento de impostos aos contribuintes da altura. A juntar aos mais de seis milhões de euros que os contribuintes portugueses e europeus, agora, gastaram na recuperação do imóvel e sua envolvente. Para completar o ramalhete, assim tipo cereja em cima do bolo”, só falta saber quanto custará o teleférico “Rondão de Almeida” a ligar a cidade ao Forte...

sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes para cão

 


Diz que este ano os artigos – itens, vá - que supostamente serão prendas natalícias para gatos e cães tiveram imensa saída. Venderam-se muito, portanto. Nada que me surpreenda por aí além. Atendendo à quantidade de “mães”, “pais” e “avós” babados que vejo a falar à atrasado mental com os bichos não é motivo para espanto. O que ainda me causa alguma admiração é ver – e são cada vez mais – esses mesmos familiares beijarem os cães no focinho ou permitirem que eles lhes lambam a cara. Presumo que eles e elas saibam que os canitos lambem os seus próprios tomates, comem merda e metem o focinho no cú dos outros cães. Mas, reitero, apenas me admiro. Não me importo. Apenas exerço o meu direito de os considerar, digamos, pouco asseados.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Olha o Costa preocupado com os fregueses...

Criticar a troika por ter estado mais preocupada com as freguesias do que com a banca fará - toda a gente concordará - algum sentido. Isto dependendo, no entanto, de quem faz a critica. É que se for feita por quem chamou a dita troika e com ela assinou o acordo de todos conhecido, parece-me que é apenas mais uma conversa da treta. Demagogia, ou lá o que se costuma chamar a estas patacoadas. Mais ainda, quando finalmente conseguiu o poder que tanto ambicionava fez o mesmo que os antecessores que tanto criticou. Ou pior. Bastava-lhe ter esperado mais uns dias e o problema seria de outros e não nosso. Mas isso, sou eu a especular, era capaz de não dar jeito à corja do centrão cujos interesses todos temos de pagar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Vendam a outro que não ao mesmo...

Nem sei por que raio anda o governo a moer-nos com essa coisa dos bancos. Não se podia vender tudo ao Jorge Mendes e pronto?! Pronto, não. Nem precisava de ser a pronto. Podia ser em prestações suaves e a perder de vista. E também se fazia uma atençãozinha. Assim tipo leva três e paga um. Sempre era melhor do que pagarmos três e ficarmos sem nenhum.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Imposto religioso?! Cruzes! Credo!

Parece que na Alemanha os cidadãos com rendimentos acima de determinando valor, praticantes de um culto religioso, pagam um imposto que, em parte, reverte a favor da respectiva confissão religiosa. Uma eficiente ideia alemã, esta. Especialmente naquela coisa da “parte”.


O estranho é este imposto não ser aplicado por cá. Por enquanto. Estou crente – salvo seja – que a sua aplicação em Portugal seria fácil. Tenho fé – lagarto, lagarto, lagarto – que a receita obtida era capaz de salvar um ou dois bancos. O Alimentar, o do Tempo ou outros congéneres.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Facturas para que vos quero...

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Para conseguir poupar “algum” no IRS não basta pedir factura com NIF. Há que estar atento, de seguida, ao que vai sendo submetido pelos comerciantes no e-factura. Se para as “despesas gerais familiares” qualquer coisa serve, para o resto já não é bem assim. Uma das situações mais frequentes é o CAE não corresponder a uma actividade onde se pode obter beneficio fiscal. Aí o que há a fazer é seleccionar a factura e alterar a “actividade de realização da aquisição”. Ou, a verificar-se um caso como o da imagem, efectuar o reporte à Autoridade Tributária através do e-balcão. Sim, por que isto de estabelecimentos com mais ramos de negócios do que actividades registadas é o que não falta. Depois quem se lixa são os do costume.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O culpado?! Para não variar devo ser eu.

E pronto lá foi mais um. O BANIF, desta vez. Mas agora vamos apurar os responsáveis por mais este pesadelo financeiro para os contribuintes. Vamos caçar os patifes. Palavra dada que, presumo, seja palavra honrada. Acho muitíssimo bem. Há que levar à justiça quem nos anda a desgraçar. Estes e os outros. Todos. Os responsáveis por três falências das finanças públicas, os que estoiraram os bancos e os que rebentaram com o tecido produtivo do país. Mesmo que quase todos continuem instalados nas cadeiras do poder ou a banquetearem-se à mesa do orçamento. Acho bem mas, pelo sim pelo não, vou esperar sentado.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Será que assim já vão pedir factura?

Afinal, ao contrário do que personalidades ligadas ao PS chegaram em tempos a anunciar, o sorteio do fisco "factura da sorte" é para continuar. Embora, ao que parece, com outros prémios que não os polémicos autómoveis. Desta vez, diz, são certificados de aforro. Sempre estou para ver que argumentos, mais ou menos rebuscados, vão agora arranjar os criticos desta medida. Que, por acaso ou talvez não, eram maioritariamente apoiantes da trupe que está agora no poder. Por mim acho muitissimo bem esta alteração. Ainda que me suscite algumas reservas. É que, sabendo a simpatia que os partidos do governo manifestam pela renegociação da divida, não sei se esta ideia não será uma espécie de piada de mau gosto. Ás tantas o melhor é sortearem entradas para a festa do avante...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Um pandego, este Costa.

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Logo que a hipótese da existência de um governo das esquerdas começou a ganhar forma vaticinei que iríamos viver num estado de divertimento permanente. Mas, reconheço, não esperava tanto. Hoje, por exemplo, naquela conferência onde ameaçou nacionalizar a TAP – não vejo que outro sentido se pode extrair da conversa do homem – esteve ao melhor nível de um qualquer ditadorzeco latino-americano com pinta de narco-traficante. Teve piada. E depois aquilo de um governo não poder estar dependente da vontade de particulares, também teve a sua laracha. Cuidava eu que preocupante era os particulares estarem à mercê dos humores dos governos. Mas isso sou eu, que tenho a mania de achar que sei governar a minha vida e não aprecio que o governo – este ou outro qualquer - o queira fazer por mim.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A oportunidade de ser generoso...

A generosidade tuga não conhece limites. Surpreende até os mais cépticos. Grupo onde faço o que posso para me incluir. Somos solidários como o caraças. Uns altruístas quaisquer, lá para o norte, não tinham melhor alojamento para oferecer aos refugiados do que uma casa em ruínas mas, ainda assim, num gesto de assinalável desprendimento e solidariedade, mostraram-se disponíveis para ali alojar uma família necessitada de acolhimento. Um gesto bonito, sem dúvida. Até porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. Tocou-me profundamente tanta solidariedade. Tanto que também estou disponível para ceder um edifício, com jardim, para acolher uma família de refugiados. Precisa é de pequenas obras. Coisa pouca. Assim tipo, portas, janelas e telhado novo. Como a outra que os misericordiosos transmontanos disponibilizaram. Espero é que haja quem pague. Como os outros.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ajudar os bancos agora já é uma coisa boa...

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Deve ser impressão minha. Andarei distraído, na certa. Mas, assim que me lembre, ainda não ouvi dos se indignam com os custos das intervenções públicas no BPN e no BES para os contribuintes, o mais pequeno reparo às declarações de António Costa acerca do BANIF. O homem, só para recordar aos menos atentos, garantiu a integral protecção de todos os depósitos dos clientes daquele banco. Todos. Mesmo aqueles que ultrapassam os cem mil euros. Garantidos à custa dos contribuintes, como é óbvio. A somar, seja lá quanto for o montante, aos muitos milhões que já lá foram injectados e que iremos igualmente pagar.


O curioso é que desta vez parece que ninguém está contra. Nem o PCP, o BE, a imensa chusma de comentadores encartados ou os sábios de pacotilha que percebem de tudo e têm a solução para todos os males. Está tudo caladinho. Devem estar a reunir argumentos para nos convencerem que se trata de uma coisa completamente diferente das anteriores falências. Por mim tudo bem. Podem continuar em silêncio. Ou a justificarem as manigâncias do ilusionista que chegou a primeiro ministro pela porta do cavalo. Continuarei a achá-los parvos na mesma.


Como está tudo garantido pelo Costa – palavra dada é palavra honrada – tomei finalmente uma decisão. Vou mesmo deixar de beber café. Com o dinheiro poupado compro o Banif. Uma semana de privação da cafeína deve chegar.


 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O nó

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Tive, há muitos anos, uma colega que topava à distância aquilo a que chamava o “arrastar da asa”. Ou, desconfiava eu, era a sua prodigiosa imaginação a pregar-lhe partidas. Seja como for se a coisa demorasse muito tempo a concretizar-se, ou não se concretizasse de todo, a culpa era invariavelmente do “nó”. Algo que definia como a incapacidade do cavalheiro verbalizar perante a alegada pretendida tudo o que sentia pela dita. Uma espécie de nó, explicava, que apertaria a goela do fulano, comprometendo irremediavelmente ao fracasso o desfecho do “arranjinho”.


Quem fez estes gatafunhos manhosos deve padecer do mesmo mal. Se a declaração se limitou a isto, é bem feito que ela – ele, ou outra coisa qualquer, que eu não sou de discriminar ninguém – procure outro. Ou outra. Ou seja o que for. Mas deste o melhor é só querer distância. Que é para não ser parvo.


 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Só para memória futura

Vai uma aposta em como para o ano já não vai existir essa coisa do ranking das escolas? E nem será tanto pelo facto de, invariavelmente, as escolas privadas açambarcarem as primeiras dezenas de lugares. Isso é pouco relevante por todas as razões que se conhecem. O problema será outro. Mesmo que em causa estivessem apenas as escolas públicas, uma classificação desta natureza causaria sempre incómodos. Nomeadamente aos que acham que somos todos iguais e que, quando não somos, o fracasso dos menos capazes é sempre dos outros, da sociedade, da chuva ou da falta dela, do grande – o pequeno escapa-se, o que me parece uma discriminação em função do tamanho - capital, dos EUA e da Merkel. Ah, espera. Da Merkel não, que ela agora já é boazinha.

domingo, 13 de dezembro de 2015

A caixa prioritária

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Quando tirei a carta de condução ensinaram-me que a regra da prioridade era isso mesmo, uma regra. Nunca devia ser confundida com um direito absoluto. Ou, aplicada aos tempos actuais, como um direito adquirido.


O mesmo, achava eu, seria aplicável noutras circunstâncias que não o trânsito automóvel. Como naquelas caixas prioritárias dos supermercados, por exemplo. Mas não. Ao que tenho visto, enquanto observador atento destes fenómenos, ali a prioridade é um direito inalienável exercido à custa de empurrões e sem uma palavra – nem sequer um simples “destó” - aos restantes consumidores da fila. Uma ultrapassagem forçada e está o caso arrumado.


Não contesto a priorização de grávidas, portadoras de crianças de colo ou de pessoas com maleitas diversas. Era o que mais faltava. A hierarquização da prioridade é que se me afigura demasiado complexa para deixar ao simples bom-senso da populaça. Deve a grávida de seis meses, apesar de saudável, passar à frente da de dois meses com uma gravidez de risco? A mamã com um rebento de três semanas dentro daquela coisa de transportar bebés deve ser preterida em detrimento de outra com um pirralho de cinco anos ao colo? E o gajo, que até podia ser eu, com uma unha encravada a tentar equilibrar-se apenas numa perna deve aguardar que toda esta malta seja atendida? Questões inquietantes, de facto. E que de vez em quando, tal como acontece no trânsito, dão em “desinquieta”.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Parem lá de me defender, se fazem favor...

Se há coisa que me aborrece no Partido Comunista – e até há muitas – é aquela conversa parva, repetitiva e desconchavada de se auto-proclamarem defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo. Começam logo por fazerem uma distinção, cujo sentido me escapa, entre trabalhadores e povo. Será que, para a camaradagem, o povo não trabalha? Ou os que trabalham não integram o povo? Povo é só quem está desempregado ou reformado? Admito que a resposta às minhas dúvidas seja óbvia mas, o que é que querem, não estou a captar a ideia. Ou então há uma gritante ausência de rigor terminológico no discurso comunista.


Depois, sendo eu trabalhador ou eventualmente povo, não me lembro de ter pedido a ninguém para me defender fosse no que fosse. E se tivesse pedido não seria, de certo, ao PCP. Parece-me, portanto, abusivo que o camarada Jerónimo e os seus sequazes me atormentem com a insistência de defender os meus interesses. Fazem lembrar as testemunhas de Jeová. Ou os vendedores de cartões de crédito. No fundo, no fundo, andam todos ao mesmo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sim, claro. Toda a gente sabe que a culpa é do IVA...

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Existe um estranho consenso acerca da culpa da taxa máxima do IVA na alegada crise do sector da restauração. Posso, admito, estar enganado mas não concordo mesmo nada. A proliferação de estabelecimentos do ramo é capaz de ser mais culpada. E, depois, há aquela coisa dos preços. Ainda que à beira-mar, cobrar um euro e vinte por um simples café quando à volta todos os outros vendem a pouco mais de metade não deve dar grande vida ao negócio. Como, de resto, anunciava a esplanada praticamente vazia onde um dos raros clientes garantia, para quem o queria ouvir, estar morto. Tal como todos nós, acrescentava. Só que, concluía, ainda não sabíamos. Nada o demovia da sua convicção. Por mais que o parceiro o tentasse convencer do contrário. Aquilo era o álcool da noite anterior a falar. Ou então – ao contrário de mim que não olhei para o precário antes – já sabia o preço. A boa noticia é que se lá voltar daqui por uns meses cada café vai custar “apenas” um euro e dez...