segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eleições autárquicas



A pouco mais de um ano das eleições para as autarquias locais é inevitável que apareça uma multidão de interessados em ocupar a cadeira da presidência de uma qualquer Câmara Municipal. Seja por desconhecimento da realidade autárquica por parte dos putativos candidatos, por vaidade ou pelo desejo de protagonismo, esse é um cargo cada vez mais desejado. Claro que, entre todos os que se vão apresentar a sufrágio, haverá também alguns com vontade de trabalhar em prol da população do seu concelho e de contribuir com o seu esforço para a melhoria da sua qualidade de vida. Mas esses serão os que demonstram algum desprendimento em relação ao cumprimento das leis que têm vindo a tentar moralizar a administração pública ou os que se preocupam em gerir a coisa pública com o mesmo zelo com que gerem aquilo que é seu.
Igualmente inevitável é que, no primeiro grupo, surjam uns quantos nomes que primam pela originalidade e que, na maioria das circunstâncias acaba por nem ir a votos. Entre esses nomes estará um indivíduo - não sei se este será o termo mais correcto, mas não encontro outro melhor - conhecido no mundo da futilidade como José Castelo Branco que pretenderá candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Sintra. A fazê-lo acredito que a criatura possa até chegar a um lugar de vereador. O descrédito da classe política é de tal ordem que não me surpreende se esta versão urbana do Tiririca vier a ter assento no próximo executivo municipal lá do sítio.
Luís Filipe Meneses anunciou também a sua candidatura à Câmara do Porto. Será, muito provavelmente, o próximo presidente da invicta. O que representará, finalmente, uma vitória eleitoral autárquica de Pinto da Costa.

domingo, 16 de setembro de 2012

Multiculturalismo de sentido único



Também por estes dias o chamado mundo muçulmano tem andado entretido em manifestações e protestos. Mortos, muitos feridos e pancadaria da grossa são o resultado da fúria daquela malta em relação a coisas que consideram importantes. O que, atendendo à qualidade de vida do cidadão médio daquelas paragens, levará um observador menos atento e informado acerca do que se passa para aquelas bandas a pensar que o pessoal lá do sítio estará com vontade de viver melhor. Ou, simplesmente, reivindicará que as mulheres possam andar na rua vestidas como melhor lhes parecer, que possam beber umas cervejolas e comer uns coiratos tranquilamente ou, até, que o profeta aumente o número de virgens à disposição daqueles que se rebentam em seu nome.
Mas não. Nada disso. Refilam apenas porque não gostam de uma espécie de filme manhoso colocado nas redes sociais por um qualquer palerma que não tinha mais nada para fazer e, de repente, se lembrou de filmar umas cenas a gozar com o Maomé. Coisa que não viola, porque feita num país ocidental e onde ainda vai havendo liberdade de expressão, nenhuma lei. Mesmo assim aqueles malucos barbudos e com as prioridades notoriamente trocadas exigem a cabeça do homem.
O que mais me transtorna não são os protestos daquela cambada. Nem, sequer, que eles não entendam esse estranho conceito da liberdade individual. Ou, menos ainda, que por aqueles lados pareça inconcebível que a alguém seja permitido não ter religião e, até mesmo, fazer piadolas acerca de uma qualquer divindade. O que verdadeiramente me inquieta é que por cá sejam muitos a admitir que, embora eu possa chamar filho da puta ao primeiro-ministro do meu país, não tenha o direito de fazer o mesmo relativamente a uma entidade imaginária que apenas existirá na cabeça de uns quantos fulanos mal apessoados que não conheço de lado nenhum.

sábado, 15 de setembro de 2012

Ainda que mal pergunte (V)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, se construíram estádios de futebol onde ninguém joga à bola, auto estradas onde não passam ninguém, escolas onde não existem crianças e se atribuem subsídios para cineastas idiotas fazerem filmes que ninguém quer ver?!

Ainda que mal pergunte (IV)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, um governo qualquer se lembrou de comprar uns quantos submarinos?! Vá lá que depois foram “só” dois…

Ainda que mal pergunte (III)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, durante, por exemplo, a festa da ParqueEscolar?!

Ainda que mal pergunte (II)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, o primeiro-ministro mais incompetente que o país já conheceu, duplicou – no curto prazo de uma legislatura – as transferências do orçamento de Estado para as Câmaras Municipais?!