A pouco mais de um ano das eleições para as
autarquias locais é inevitável que apareça uma multidão de interessados em ocupar
a cadeira da presidência de uma qualquer Câmara Municipal. Seja por
desconhecimento da realidade autárquica por parte dos putativos candidatos, por
vaidade ou pelo desejo de protagonismo, esse é um cargo cada vez mais desejado.
Claro que, entre todos os que se vão apresentar a sufrágio, haverá também
alguns com vontade de trabalhar em prol da população do seu concelho e de
contribuir com o seu esforço para a melhoria da sua qualidade de vida. Mas
esses serão os que demonstram algum desprendimento em relação ao cumprimento das
leis que têm vindo a tentar moralizar a administração pública ou os que se
preocupam em gerir a coisa pública com o mesmo zelo com que gerem aquilo que é
seu.
Igualmente inevitável é que, no primeiro
grupo, surjam uns quantos nomes que primam pela originalidade e que, na maioria
das circunstâncias acaba por nem ir a votos. Entre esses nomes estará um indivíduo
- não sei se este será o termo mais correcto, mas não encontro outro melhor -
conhecido no mundo da futilidade como José Castelo Branco que pretenderá
candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Sintra. A fazê-lo acredito
que a criatura possa até chegar a um lugar de vereador. O descrédito da classe política
é de tal ordem que não me surpreende se esta versão urbana do Tiririca vier a
ter assento no próximo executivo municipal lá do sítio.
Luís Filipe Meneses anunciou também a sua
candidatura à Câmara do Porto. Será, muito provavelmente, o próximo presidente
da invicta. O que representará, finalmente, uma vitória eleitoral autárquica de
Pinto da Costa.
