sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

E tudo o banco levou

Um noticiário televisivo dos últimos dias deu-nos a conhecer a história de um depositante do Banco Privado Português. Uma história triste, diga-se. Trata-se de um cliente, já reformado e com algumas posses, que acredita estar em vias de perder tudo o que tinha depositado – ou deverá dizer-se investido? – naquele banco e está, muito naturalmente, desolado. O fruto de quarenta e oito anos de trabalho estará prestes a esfumar-se e, dizia, restava-lhe agora viver da pequena reforma de trezentos e vinte sete euros e setenta e dois cêntimos.

É, de facto, desolador. Principalmente para quem ao longo da vida, apesar do ordenado miserável que auferia e que deu origem a uma reforma tão baixa, conseguiu amealhar uma quantidade de dinheiro que, apesar de tão divulgada, se deixa antever significativa.

Muito possivelmente a aflição do senhor, e de outros como ele, nem se justificará. Enquanto ele e mais uns quantos arranjavam fortunas, invariavelmente a trabalhar como todos garantem, outros pagavam os impostos que permitem ao Estado assegurar que nenhum deles vai perder um cêntimo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eles andem aí...

A julgar pela forma como se comportam na estrada, muitos destes veículos parecem pilotados por extraterrestres. E se calhar são mesmo. Embora não haja certezas quanto às capacidades levitatórias deste exemplar, não me admirava por aí além se fosse mesmo um verdadeiro UFO (unidentified flying object) ou OVNI (objecto voador não identificado), em português.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Democratas de chinelo

O episódio dos sapatos atirados por um jornalista iraquiano em direcção ao Presidente norte-americano tem constituído motivo de gozo, por parte de uns, e de reflexão por parte de outros. Por mim prefiro salientar a pontaria do autor do lançamento. Repare-se que ambos os sapatos descreveram uma trajectória perfeita na direcção de George Bush e que apenas não acertaram em cheio no alvo porque este, numa admirável manobra bem elucidativa dos apurados reflexos do ainda Presidente americano, evitou um impacto que, convenhamos, seria deveras hilariante.

Outro aspecto que convém realçar pela sua “curiosidade” é que situações deste género apenas ocorrem com representantes de países democráticos ou com personalidades que, apesar de todos os ódios que possam suscitar, facilmente associamos a conceitos como liberdade e democracia. Se contra Vladimir Putin, Fidel Castro, Hugo Chavez, Robert Mugabe ou Mahmoud Ahmadinejad também não faltam motivos para arremessar qualquer coisa, não há memória de alguém ter ousado semelhante gracinha. Vá lá saber-se porquê.

A diferença

Neste blogue não há contraditório. Por várias razões. Uma delas é porque eu não quero. Ainda assim, não vão pensar que considero que todos os deputados da nação são uma cambada de mandriões que não fazem a ponta de um corno e não merecem nem um cêntimo da pipa de massa que ganham, cumpre-me esclarecer que eventualmente posso considerar a hipótese de admitir que muitos deles trabalham no duro e que dão o melhor que podem e sabem em prol do país.

Há até alguns, como é o caso deste senhor deputado, que numa iniciativa louvável dão conta aos seus eleitores do trabalho que realizam, bem como outras informações interessantes acerca da sua actividade parlamentar. E que a avaliar pelo conteúdo do site, não é pouco. Excelente exemplo, sem dúvida.

O partido do autocarro

Num tempo não muito distante o CDS ficou conhecido como o partido do táxi. Estávamos na década de oitenta e, numa ironia de fino recorte, o então primeiro-ministro Cavaco Silva aludindo à sua fraca representatividade parlamentar recordava que todos os seus deputados cabiam nesse meio de transporte.

Hoje o partido de Paulo Portas enfrenta nova debandada. Mais alguns dos seus já escassos militantes, insatisfeitos com alguma coisa que agora não vem ao caso, resolveram bater com a porta e entregaram o cartão.

Por este andar não faltará muito para o CDS vir a ser conhecido como o partido do autocarro. Os militantes serão tão poucos que vão caber num.