A folga que, no último dia da semana que passou, algumas dezenas de portugueses proporcionaram a si próprios continua a motivar as reacções mais negativas por parte de largos sectores. Afinal, aquilo até nem foi bem uma folga. As pessoas em questão terão assinado o livro de ponto e, por não haver nada de relevante a fazer, foram à sua vida. Nada demais, portanto.
Todo o burburinho que se levantou em redor deste assunto é injustificável, demagógico, populista é até ligeiramente ridículo, não passando, quanto a mim, de uma questão de inveja. Dessas que sistematicamente vão sendo criadas com o intuito de denegrir uma classe profissional, como ainda há poucos dias escrevi aqui no blogue.
O trabalho dos deputados não pode ser avaliado apenas com base na sua presença física no hemiciclo. Não. Pelo menos é o que dizem os dignos representantes da nação. E eu acredito. Tal como acredito que o parlamento é um lugar frequentado por gente preocupada única e exclusivamente em servir o país e em legislar em prol da felicidade e do bem-estar do povo que os elegeu. Principalmente nas sextas-feiras à tarde.
