E nojentos também. Tal como os cidadãos - não sei se lhes deva chamar assim porque esta condição envolve um conceito de cidadania que manifestamente não está presente na sua formação cívica - que permitem que os seus animaizinhos de estimação façam coisas destas nas ruas por onde têm que circular as pessoas normais.
Por todo o lado começam a ser conhecidos os candidatos autárquicos e, por estranho que pareça, alguns até apresentam ideias para a gestão do município a que se propõem presidir. Foi o caso do candidato do CDS/PP à Câmara de Abrantes. Segundo dá conta a edição on-line do “Mirante”, a primeira medida a tomar assim que ocupar a cadeira do poder será vender o automóvel oficial afecto à presidência recentemente adquirido pela autarquia.
Partindo do princípio que não vai passar a andar a pé e que trocará a presumível “bomba” por um carrito mais modesto, desconhece-se, ou pelo menos a mesma fonte não adianta, como pensa o putativo candidato aplicar o lucro gerado com a transacção. Sim, porque certamente a autarquia conseguirá vender a viatura por um valor superior ao que a adquiriu…
Não raras vezes o teor dos posts que aqui coloco não é entendido convenientemente por quem os lê. Evidentemente que a culpa é minha. Não me faço entender, tenho dificuldade em exprimir-me, escrevo de forma confusa ou, em última análise, penso numa coisa e publico outra.
Claro que visto de outra forma é legítimo – concedam-me esse direito - que pense haver da parte de quem me lê, uma tendência manifestamente exagerada para acreditar que estou permanentemente a dirigir-me a alguém ou, como sói dizer-se, a escrever nas entrelinhas. Não é verdade. E, para que conste, o post de ontem – o pensamento de Lisa Simpson – NÃO É NENHUM RECADO DIRIGIDO A NINGUÉM. Nem mesmo aos cinco leitores que se sentiram atingidos.