Apesar de não haver estremocenses nas olimpíadas não é por isso que estaremos menos atentos ao evento desportivo que, de quatro em quatro anos, mobiliza a atenção mundial. A prová-lo estão os anéis olímpicos que orgulhosamente o nosso “Gadanha” ostenta lembrando-nos que o tempo corre velozmente e que os jogos começarão um destes dias…
sábado, 12 de julho de 2008
Gadanha olimpico
sexta-feira, 11 de julho de 2008
E internet?! Para quando?
Este “bairro”, situado numa das entradas da cidade, é habitado por pessoas, nas suas próprias palavras, desempregadas e reformadas. Contudo, no caso dos desempregados, são bem poucos os moradores que estão, ou foram alguma vez, colocados pelo Centro de Emprego em programas ocupacionais e, possivelmente, serão ainda menos os que por sua iniciativa procuram activamente um trabalho. O que leva, naturalmente, a duvidar da sua condição de “desempregado”…
Consta que vivem do Rendimento Social de Inserção que lhe é generosamente atribuído pela segurança social. Ou seja, não farão – a confirmar-se essa versão - nada de útil à sociedade, a não ser servir-se dela, vivendo à conta de quem trabalha e desconta uma parte significativa do seu salário. Dispõem, por isso, de muito tempo livre que ocupam ociosamente pelo bar da superfície comercial da zona, onde tomam o pequeno-almoço, lancham e beberricam o café da manhã, do meio-dia e da tarde. Nos intervalos de tão cansativa ocupação fazem umas petiscaradas no bairro com qualquer coisa obtida no supermercado.
É claro que as condições em que vivem são deploráveis. Apesar de o bairro dispor desde há muito de abastecimento de água e fornecimento de electricidade de forma completamente gratuita, verificam-se ainda imensas lacunas. Uma falha lamentável é não haver um acesso gratuito à internet, à semelhança do que acontece no Rossio e na zona do Jardim, disponibilizado pelo EDD. Tal contribuiria em muito para a integração dos que ali moram, melhoraria a sua qualidade de vida e, principalmente, facilitaria a obtenção de vídeo-jogos, filmes e música à rapaziada mais jovem lá do sítio. De forma pouco legal, é certo, mas ainda assim menos arriscada do que actualmente serão obrigados a fazer.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Comentadores indesejáveis
Não é hábito publicar comentários deste tipo, até porque para escrever parvoíces estou cá eu, mas desta vez abri uma excepção. Assim os leitores habituais deste espaço poderão constatar quanta boa educação, civismo e compreensão pela opinião alheia é possível encontrar entre os estremocenses.
Pelo teor do comentário percebe-se que quem o escreveu não sabe quem é o autor deste blogue - julga que é alguém ligado à actividade política - mas isso não torna menos reprovável o seu conteúdo e menos merecedor de censura quem, ao abrigo de um anonimato muito relativo, pretende insultar aqueles cuja opinião lhe desagrada. Embora, como dizia o outro que não me canso de citar, “um blogue sem leitores seja um acto de masturbação intelectual” leitores deste género não fazem cá falta, são perfeitamente dispensáveis e podem ir comentar para outro lado.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Desgraçadinhos mas simpáticos
Para os cães nascidos desde o passado dia um de Julho passou a ser obrigatória a implantação de um microchip, sob a pele do pescoço, que contém um código de identificação individual que remete para uma ficha de registo contendo dados sobre o animal e o seu proprietário. Com esta medida é possível obter informação completa e rápida nomeadamente quanto a vacinas administradas ao cão ou à identificação completa do dono, o que se torna especialmente relevante no caso de abandono.
Esta parece ser a ocasião ideal para as juntas de freguesia alterarem a sua politica relativamente ao licenciamento de canídeos. Quase todas cobram valores insignificantes e consta, não se sabe se verdade, que em muitas freguesias nem sequer há registo ou apenas estão registados uma pequena minoria dos cães existentes, o que priva a autarquia de uma verba que, cobrada a valores minimamente razoáveis ou altamente penalizadores no caso de cães de raças perigosas, podia representar um importante recurso financeiro. Imprescindível, no entanto, que em simultâneo seja exercida pela Junta um eficaz controlo dos animais existentes. Coisa que nem parece difícil em freguesias rurais ou de pequena dimensão, como é o caso da esmagadora maioria das freguesias do país.
Desde sempre as juntas de freguesia têm sempre optado pelo choradinho da desgraçadinha, pela vitimização e por mendigar junto das Câmaras, ao invés de procurarem formas alternativas de financiamento para as suas obras e actividades. É mais simpático para alguns dos seus fregueses e simultaneamente justifica a inactividade e a falta de iniciativa. Por mim lembrar-me-ei disso quando exercer o meu direito de voto. Principalmente se pelo caminho calcar merda de cão.