Afinal o anunciado buzinão, aprazado para esta tarde no Rossio Marquês de Pombal, que pretendia demonstrar um sonoro e vigoroso protesto contra a escalada de preços dos combustíveis, não passou de um “buzininho”, tímido e anémico, que apenas conseguiu fazer soar meia dúzia de apitadelas mais ou menos melancólicas.
Motivos para protestos há mais que muitos, qualquer um – por mais rosáceas que sejam as suas convicções – o reconhece. No entanto, como tenho escrito aqui, a questão dos combustíveis não é o nosso principal problema, se o fosse não continuariam por aí a circular tantos automóveis particulares utilizados, em muitas circunstâncias, apenas para percorrer miseráveis centenas de metros.
Vai sendo tempo de deixar de lado uma lamúria que já aborrece e pensar em alternativas. Que, como fazem tanta questão, até podem ter volante.