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segunda-feira, 12 de março de 2018

Cosmopolitas e matarruanos

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Calhaus pintados? Deve ser uma moderna forma de expressão artística. Isso ou outra parvoíce qualquer. Mas, ainda assim, não tão parva como destruir linhas de água. Devem estar convencidos, os novos campónios, que nunca chove no Alentejo. Ou, então, acham que podem mandar o regato dar uma grande volta. Como têm de fazer os que antes passavam pelos caminhos que os proprietários cosmopolitas, ciosos do seu brinquedo, vão fechando. Com a complacência dos matarruanos autóctones, quase sempre.


 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Trump e bolcheviques. Malucos que chegaram ao poder.

Reitero o que, aqui há atrasado, escrevi acerca do Trump. Uma desilusão, a criatura. Ao contrário do que garantia a intelectualidade, a malta de esquerda e todos aqueles que aspiram a serem considerados como pessoas sensatas ou, apenas, vagamente inteligentes o mundo continua a girar, o sol a nascer do mesmo lado e nada de especial ou de notória relevância ocorreu envolvendo o dito personagem. O homem é, tal como se esperava, um político igual aos demais. Pouco ou nada cumpre daquilo que promete. Até eu, um dos poucos incultos e iletrados políticos que vagueiam pelos blogs, percebi isso há um ano atrás.




Também por esta altura se assinala mais um aniversário da revolução bolchevique. Ocorrência da qual, ao que parece, os habitantes do antigo império onde os revolucionário governaram nem querem ouvir falar. Foi, para eles, uma página negra. Se há povo com a obrigação de perceber esse sentimento somos nós, os portugueses. Passámos pelo mesmo. Durante quarenta e oito anos também tivemos de aturar uns labregos que julgavam saber o que era melhor para os outros. Daí ter alguma dificuldade em perceber – eles, se calhar, também – a nostalgia com que os comunistas portugueses recordam a antiga União Soviética. Desiludam-se. Aquilo não volta. Agora existe um antídoto para aquela propaganda. Chama-se informação.