1 - O apoio de Portugal à resistência ucraniana terá custado, até agora, quarenta e quatro euros a cada português. Há quem refile e privilegie o discurso hipócrita da paz e mais o diabo a quatro. Leia-se, para abreviar, rendição da Ucrânia. É o preço a pagar pela liberdade. Bem menor, ainda assim, do que aquilo que já pagámos pela especulação que daí resultou.
2 – O aumento do preço dos bens alimentares tem suscitado ataques à grande distribuição, acusando as grandes superfícies de ganhos exagerados e de margens de lucro exorbitantes. Com razão, provavelmente. Ao mesmo tempo ilibam-se os produtores e pequenos comerciantes de eventuais responsabilidades nesta carestia. Pois. Como se a ganância fosse exclusiva da malta que usa gravata. O gajo das alfaces é um excelente exemplo. Ou o das cebolas. As da agricultura da crise, por exemplo, são da colheita passada e se as fosse vender hoje no mercado cá da terra a dois euros e vinte o quilo, não seria certamente um especulador. Apenas mais uma vitima do grande capital.
3 – Para Manuela Ferreira Leite o Alentejo é uma região “morta e sem vida”. Não diria tanto. Está, ainda, ligado à máquina. À máquina do Estado, no caso. A pouca população que resta é praticamente toda dependente do Estado. Directamente – é tudo reformado, empregado da Câmara ou vive de apoios sociais – ou indirectamente, porque trabalha em instituições ou empresas que sobrevivem graças aos primeiros e/ou subsídios do Estado. Lamentavelmente a senhora em causa, que até foi deputada eleita pelo distrito de Évora, nada fez para alterar isso. Nem isso, nem outra coisa. Que me lembre nunca a vi por cá.
Boa noite
ResponderEliminar"O apoio de Portugal à resistência ucraniana terá custado, até agora, quarenta e quatro euros a cada português." - Espero que não haja nenhum Esperto que no fim da Guerra, termine ela como termine, vá cobrar o meu dinheiro com juros e correção monetária. Espero que tenha sido mesmo dado. Espero que os milhares de milhões que se têm encaminhado para a Ucrânia não venha a ser cobrado ao já martirizado povo Ucraniano.
É o que espero, com pouca esperança que assim seja.
Zé Onofre
A reconstrução da Ucrânia vai ser uma obra gigantesca e todos sabemos o que acontece quando ocorrem obras gigantescas...
ResponderEliminarPonto 1 - Completamente de acordo.
ResponderEliminarPonto 2 - É uma grande verdade
Ponto 3 - De acorco com as leis de mercado devia declarar-se falência do Alentejo e vendê-lo pelo melhor preço de mercado, no mercado.
Vender? Sim, é isso mesmo que está a acontecer. Isto já é quase tudo de estrangeiros ou de gente de Lisboa.
ResponderEliminarBom então não percebo, quem comprou também vive à conta do Estado? Não são privados?
ResponderEliminarDeixe lá...
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