terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Só "glandes" ideias

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1 – Há pessoas assim, coitadas. Só não sei porque não fazem a tão ansiada revolução lá em casa. Ou no quintal, se o tiverem. Com a inegável vantagem de, nessa circunstância, não aborrecerem os demais e ninguém se chatear com eles nem com as suas brincadeiras. Quanto às bombas, parece-me que o receio é manifestamente infundado. Da outra vez bastaram umas mocas de Rio Maior. Hoje umas fisgas chegariam. São tão poucos que quase seriam consideradas armas de destruição maciça.


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2 – As obras são a combinar, promete o proprietário deste imóvel no centro de uma localidade da região. Assim de repente, ajuizando apenas pelo exterior, parece-me que só a demolição será capaz de gerar consenso entre as partes. Ou então o governo toma conta naquilo, faz as obras e ao fim de cinco anos devolve ao legitimo dono...


3 – Foi criada a primeira pós-graduação em estudos interdisciplinares e globais do trabalho. Dado o entusiasmo que a noticia suscitou, presumo que seja uma cena de assinalável relevância. Ocorreu-me, a propósito, uma piada que um antigo colega repetia nas formações em que nos encontrávamos. Garantia ele que a licenciatura em entomologia estudava os insectos, o mestrado o mosquito, o doutoramento a pila do mosquito e a pós-graduação a glande do mosquito. Estes devem ir estudar a greve.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Liberalidades, refeições à pala e ovelhas...ou como isto anda tudo ligado.

1 – Volta e meia regressa a conversa da falência, num futuro mais ou menos próximo, da Segurança Social. Até haverá motivo para isso, face à fraca natalidade e ao aumento da esperança média de vida. Contudo, perante a miríade de “apoios”, subsídios e liberalidades diversas distribuídas a criaturas, em idade activa, que não equacionam sequer a hipótese de trabalhar, não me parece que existam motivos para grandes preocupações acerca da saúde financeira da Segurança Social. Mas, se as profecias quanto à sua insolvência vierem no futuro a confirmar-se, então é porque estamos perante uma gestão criminosa no presente.

2 – Ouço, sem perceber as razões para o espanto com que a noticia é revelada, que uma senhora vogal de uma junta de freguesia se servirá da cantina escolar para refeiçoar. Ela e a família. Louvável esta forma de agir, a ser verdadeira. Graças a ela os pais, encarregados de educação e demais fregueses podem estar descansados quanto à qualidade da alimentação fornecida aos alunos.


3 – Também por cá o número de imigrantes não para de aumentar. Depois de ucranianos e brasileiros, agora são os asiáticos que chegam aos magotes. Dois deles interpelaram-me um dia destes no sentido de obter uma informação. O que se seguiu foi – dada a minha dificuldade com línguas estrangeiras - um dialogo para lá de surreal. Foi quase preciso fazerem um desenho para eu perceber que queriam saber onde podiam comprar uma ovelha. Nem me atrevi a perguntar para que queriam o bicho.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Tenham juizo, pá!

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1 – É triste não ter recursos bastantes para as necessidades básicas do dia a dia. Nem há discussão possível acerca disso. Não menos triste é não ter juízo para administrar os parcos meios de que se dispõe. Pelo preço da refeição descrita na imagem acima por uma senhora muito comovida com a situação, compram-se no Continente duas embalagens de esparguete e um frango com mais de dois quilos. Deve chegar para os seis.

2 – Ainda esta coisa da alimentação. Está pela hora da morte, queixa-se o pagode. Com razão, diga-se, que a especulação neste sector não conhece limites e, sejam as grandes superfícies ou os pequenos vendedores, todos sabem a mesma música. Embora os consumidores tenham, igualmente, muita culpa. Os morangos são disso um bom exemplo. Reclamam do preço, mas c’um caraças, por que raio os compram? Aquilo tem mais químicos do que uma farmácia inteira e nem sequer é o tempo deles! Comam fruta da época, pá!


3 – Gosto de um país onde os cidadãos se podem manifestar, chamar nomes aos políticos e reivindicar coisas. Sejam elas quais forem. Mesmo que entre as reivindicações esteja a exigência que o governo congele os preços. O que me incomoda é que nos países onde os governos congelam preços, mais cedo ou mais tarde, os direitos acima enunciados costumam ser congelados.

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Direitos?! A sério que querem mesmo falar disso?

1 – Nunca, como agora, a Constituição foi tão citada. Nomeadamente aquela parte do “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. Cambada de ignorantes, os portugueses. Se têm direito por que raio andam trinta ou quarenta anos a pagar uma casa? É o que dá não conhecer as leis, seus totós.


2 – Mas vamos por partes. O que é uma “habitação de dimensão adequada” para uma família comum? Daquelas com pai, mãe, filho, filha, cão e gato. Sem grande esforço parece-me licito concluir que terá de ser um alojamento com, pelo menos, três quartos e um pequeno logradouro para os patudinhos esticarem as suas patinhas peludas. Uma vivenda, portanto, pois também só assim se cumpriria aquela parte da privacidade e da intimidade. Sim, que não ouvir gaiatos aos berros, cães a ladrar e vizinhos a discutir afigura-se-me como um dos mais elementares direitos de qualquer um. No centro da cidade, que é isso que a malta reivindica, complementado por um serviço de limpeza prestado pelo Estado, de maneira a assegurar o direito às “condições de higiene”.

3 – Uma parte muito significativa dos proprietários de imóveis arrendados são reformados. Um número que, num futuro não muito distante, crescerá exponencialmente. Pessoas que fizeram sacrifícios para comprar as suas casas – ou as herdaram de quem também os fez – e que completam a pensão com o rendimento que obtém do arrendamento. Gente que não fez férias instagramáveis, que poucas sextas-feiras terá ido refeiçoar fora de casa e por quem os urbano-depressivos esquerdalhos, a quem a comunicação social dá voz, nutrem um profundo desprezo. Quase tão grande como aquele que o país real tem por eles.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Moluscos, burros e outros rafeiros

1 – Leio que Lula da Silva irá discursar na Assembleia da República nas comemorações do 25 de Abril. Parece-me uma escolha adequada às circunstâncias. Não há, até ao momento, noticias que Pinto da Costa, Ricardo Salgado e José Sócrates tenham aceite o convite para, também eles, participarem na dita cerimónia.


2 – Um ano de guerra na Ucrânia. Este tempo todo depois e o PCP continua, coerentemente, a manter o seu discurso de “Miss Mundo” que mais não é do que um evidente apoio à Rússia. É bonito e fica-lhes bem. Citando Mário Soares – alguém que hoje quase não se pode citar sem correr o risco de ser associado à facharia – só os burros não mudam de ideias. Nem, pelos vistos, os comunistas. Passe o pleonasmo.

3 – “O Plano de Costa pode desencadear uma onda de ocupações” avisa-nos hoje a capa de um semanário. Não será tanto o plano do governo a ter a culpa, caso isso venha a suceder. Há é muita gente ligada a certos meios – urbanos, radicais, “artísticos” e “culturais” – mortinha para que isso aconteça. Pode ser que lhes façam a vontade. Especialmente nessa parte do “mortinha”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Para sempre... se não for antes!

1 – “Rendas antigas ficam congeladas para sempre e senhorios serão compensados”. Quem toma medidas destas está notoriamente descompensado. Só pode. Desde 1914 que toda a gente conhece as suas consequências. A novidade é o “para sempre”. E isso, para além de muito tempo, é muito caro.


2 – Depois do alojamento local, as auto caravanas. Diz que vão ter o imposto substancialmente agravado. Parece-me bem. O turismo está a dar muito dinheiro e a gerar emprego portanto há que colocar um travão nisso não vão as pessoas ficar menos dependentes do Estado. Ou do PS, não sei, que a diferença começa a ser pouca.

3 – Com a corrida aos certificados de aforro calculo que os cofres do Estado, desta vez, estejam mesmo cheios. Daí que se multipliquem as iniciativas do governo no sentido de os aliviar. Há, por enquanto, dinheiro para quase tudo e quase todos. Veremos é se chega para devolver todo o aforro, acrescido dos juros prometidos, investido nos tais certificados. Com a vontade de ir buscar dinheiro a quem o tem, já manifestada em tempos por uma mais que provável futura ministra, começo a desconfiar que, na altura da liquidação da coisa, o dinheiro tenha tido um destino mais solidário, chamemos-lhe assim. Leram primeiro aqui...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Papagaios

1 – Desagradado com as criticas pouco abonatórias ao seu “trabalho”, um desses “artistas” das artes performativas – seja lá isso o que for – não esteve com mais aquelas e esfregou merda de cão na cara da especialista da especialidade que se atreveu a criticar o seu desempenho artístico. Um bom exemplo do que é a tolerância, o respeito pelo próximo e pela diversidade de opiniões que reina entre o pessoal das artes e que tanto gostam de papaguear.


2 – Uma casa vaga – expressão usada recorrentemente no discurso da rapariga - é uma casa potencialmente candidata a arrendamento coercivo, insiste a ministra Gonçalves. Inabitada, portanto. Ou seja, pode dar-se o caso de, mesmo não existindo contratos de água e luz, a casa ter ainda todo o recheio dos últimos habitantes. Estes podem ter falecido e os herdeiros, por qualquer razão e muito legitimamente, terem optado por manter os “tarecos” no prédio. Já estou a imaginar os argumentos fantásticos que justificarão a apropriação de um frigorífico sem uso.

3 – Com um toque de dramatismo e, até, um cheirinho a escândalo, foi um dia destes noticiado que o governo estará a injectar todos os anos não sei quantos milhões na Caixa Geral de Aposentações. Muitos, mais a cada ano que passa. Tratando de um sistema fechado, para onde não entram novos contribuintes desde dois mil e seis, não sei onde está a admiração. Longe não está o dia em que todos os beneficiários da CGA estarão reformados e, por consequência, nem um cêntimo de descontos lá vai entrar. Tudo, mas mesmo tudo, terá de ser pago pelo Orçamento do Estado. Habituem-se.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Burgueses execráveis e outros patifes

1 - O cineasta Vasconcelos é dos principais activistas da causa que pretende manter a TAP como sorvedouro do dinheiro dos contribuintes. Não é o único, infelizmente. A ideia, aplicada á transportadora aérea e a inúmeras outras actividades, é apreciada por uma quantidade significativa de portugueses. Haverá alguma relação entre esse apreço e a elevada fuga ao fisco que existe em Portugal?


2 - A probabilidade da futura madre superiora do BE, Mariana Mortágua, vir a ocupar um lugar ministerial no governo que resultará das próximas legislativas, não parece constar das preocupações das generalidade dos portugueses. Cada um sabe de si e lá saberá as suas prioridades em matéria de inquietações. O que não deixa de ser estranho é que, em contrapartida,  afligem-se com o Ventura. Como se ambas as criaturas não fossem igualmente execráveis.  E nem vale a pena fazer comparações com a anterior geringonça. A próxima, liderada por Pedro Nuno Santos, vai ser pior. Muito pior. Os venezuelanos que o digam.


3 - Nos primeiros anos do "Poder local democrático" um presidente de uma câmara aqui da região - comunista como, então, eram quase todos -  terá declarado não estar interessado em que fábricas ou outras unidades fabris - o que hoje se chama investimento - se instalassem no seu concelho. O argumento era simples. Os municipes iriam ganhar melhor, aburguesavam-se e deixavam de votar no PCP. Um visionário, o homem. Como sempre digo, isto está tudo inventado. António Costa e o actual PS não inventaram nada, apenas seguem o mesmo principio. 

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Uma tragédia nunca vem só...

1 – Há histórias muito tristes. Daquelas que nos deixam comovidos e de lágrima no canto do olho. Muito piores do que a de qualquer idoso que deixou de comprar medicação para pagar a renda ou de um casal divorciado que é forçado a continuar a viver na mesma casa. Pior do que isso, muito pior, é a história daquele jovem professor de guitarra que não consegue arrendar uma casa no centro de Lisboa. Isso sim, é que é triste. Trágico, vá.


2 – Segundo a jovencita que nomearam ministra da habitação, qualquer “casa vazia em bom estado no Porto ou Lisboa pode ser arrendada coercivamente”. Num país em que setenta e cinco por cento da população é proprietária, não me parece que esta seja uma conversa particularmente inteligente para quem precisa do eleitorado para ter emprego. Mas, seja como for, sou gajo para apostar as minhas barbas em como a moçoila sai do governo antes que a primeira casa vazia seja coercivamente arrendada.

3 – A comunicação social está a fazer algum alarido por o Presidente da Republica ter condecorado um devedor de uma quantia avultada ao fisco. Não sei do que se admiram. Selfie’s à parte, a única coisa que me escandaliza é esta falta de respeito pela proteção de dados. Não tínhamos nada de saber que o senhor foi condecorado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

O Estado-Okupa

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1 – Nada do que vem do actual Partido Socialista constitui motivo para grandes surpresas. Daí que ouvir o primeiro-ministro colocar em causa o direito à propriedade privada não espante ninguém. Aquilo anda numa deriva revolucionária ao melhor estilo do PREC que, calculo, envergonha os milhares de socialistas que, no Verão quente de setenta e cinco, lutaram contra a implementação de uma ditadura comunista.


2 – Depreendo das palavras de António Costa, acerca do pacote da habitação, que o governo pretende, entre outras coisas, tornar-se num “okupa”. Dos bonzinhos, concedo. Toma posse de uma casa vazia, recupera-a se estiver em mau estado, coloca lá quem lhe apetecer e paga a renda ao legitimo proprietário. Não me parece mal de todo. Mas, para precaver inevitáveis desaguisados com os donos, pode começar por recuperar o património do Estado. Como, para não ir mais longe, estas casas que uma empresa cem por cento pública detém cá na terra.

3 – Aproveitar a hora de almoço para ir a qualquer um dos supermercados cá do burgo é uma experiência que não recomendo a ninguém. Estão, todos eles, cheios de reformados e de malta do rendimento mínimo a comprar cenas como se não houvesse inflação. Com toda a tranquilidade deste e do outro mundo. Não podem, obviamente, ir a outra hora. Antes ou depois aqueles espaços comerciais têm demasiada clientela. Nomeadamente reformados e malta do rendimento mínimo que não gostam de ir às compras à hora de almoço.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Pacotes

1 – Perante um qualquer problema aprova-se um pacote de medidas. Fica, geralmente, tudo na mesma, mas essa coisa do pacote tende a dar nas vistas e o pessoal convence-se que realmente se está a tratar do assunto. Agora vão empacotar a habitação. Não consta, ao que parece, das intenções do governo repor a fiscalidade sobre o arrendamento, pelo menos, nos níveis pré-troika nem, sequer, facilitar a burocracia das partilhas e dos processos de licenciamento. Enquanto um terço do valor das rendas for parar ao fisco e a substituição de uma telha em qualquer centro histórico precisar de autorização dos gajos da cultura deve de haver muita casa para recuperar, deve...


2 – Tem havido um certo burburinho, nomeadamente nos média, por causa dos juros pagos pelos bancos aos depositantes. Neste caso não haverá pacote que lhes valha. Com a quantidade absolutamente parva de dinheiro que os portugueses têm depositado na banca, é só fazer a conta ao que o Estado está a perder em IRS. Presumo que os gajos que andam sempre a fazer contas ao que se perde por causa dos offshores já tenham feito estes cálculos.

3 – A quantidade de gente que se vê aí a viver à custa dos pais até ter idade para viver à conta dos filhos, é mais do que muita. Hábitos com que nada teríamos a ver se o avô não fosse o Estado. Aquele velhinho generoso que paga aos pais para cuidar dos filhos até os ditos cujos terem os seus próprios descendentes. E assim sucessivamente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Os dias da ira

1 – Dia de olhar para o recibo de vencimento, nomeadamente para a coluna dos descontos, é dia de indignação. Aborrece-me trabalhar para sustentar magotes de calões, com idade para serem meus filhos ou meus netos, não bulirem a ponta de um corno. Se toda esta maralha trabalhasse talvez não fosse necessário roubar tanto a quem trabalha para financiar a TAP,  a CP,  a banca e outros devaneios socialistas.


2 – O mundo está, decididamente, ao contrário. Ainda sou do tempo em que não existia “Estado-social” e as pensões de reforma constituíam um conceito praticamente desconhecido. Eram, por essa altura, os filhos que trabalhavam para sustentar os pais. Felizmente, tudo isso mudou. Mas não era preciso mudar tanto. Hoje são os velhos que trabalham e sustentam toda a fauna que por aí se pavoneia alarvemente exibindo a sua mandriice.

3 – A Madre-superiora do Bloco de Esquerda vai dar o lugar a outra. Será, ao que tudo indica, a sacerdotisa Mortágua a suceder-lhe no cargo. Deve ser, também, por isso que ambas as duas  têm marcado presença em tudo o que seja manifestação. Tudo, é como quem diz. Nas manifestações dos agricultores ainda não vi nenhuma. Porque será?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Malucos subliminares

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1 - Boas notícias. Terminou com sucesso a reestruturação do Novo Banco. A prioridade agora é tratar dos vencimentos. Dos gestores, no caso, que aquilo não dá para tudo. Lá por,  finalmente,  estar restruturado não é para começar a gastar á maluca.


2 - O líder do PSD considerou intolerável que um desempregado ganhe mais do que quem trabalha e a indignação espalhou -se por aí. Ninguém percebeu a mensagem subliminar que o homem transmitiu. Duhhh... a ideia que a criatura quis expressar é que vai aumentar o salário minimo nacional para mil e duzentos euros, que é o máximo que um desempregado pode receber. É preciso fazer um desenho?


3 - E agora a questão inquietante do dia. O que é um Lesboy? "É uma identidade exclusiva para alguém que de alguma maneira se identifica como homem ou género neutro com alinhamento masculino e que é gay por mulheres, ou seja, lésbica". Perdi-me, confesso. Agora sou eu que preciso de um desenho. Bom, se calhar é melhor não...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Especialistas, divindades e outras cenas do além

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1 – Tal como em todos os outros assuntos, também em matéria de arvoredo são os especialistas especializados especialmente na especialidade que entendem da coisa. Se eles, que se especializaram na arte, consideram que oliveiras velhas, feias e caquéticas são indicadas para aquele lugar, então, é porque são e quem diz o contrário é tolo. Como já dizia o Zeca Afonso a propósito doutro disparate qualquer. Até porque a finalidade das ditas árvores será exclusivamente servir de mijadouro para os canitos. A julgar pela muita merda de cão espalhada pelo espaço há que reconhecer que se tratou da opção certa para as necessidades da canzoada residente na zona.


2 – Há uma corrente, coisa de intelectuais bem pensantes, que pretende mudar a forma como nos referimos a Deus. Nomeadamente que deixemos de nos referir a Ele no masculino e optemos por uma forma neutra. Por mim, sugiro “Vossa Senhoria”. Deve ser suficientemente neutro. Por outro lado, as noticias acerca do assunto não esclarecem se o tratamento é extensível a todas as divindades, nomeadamente às que reinam lá para o Médio Oriente e arredores.

3 – Nos últimos dias têm sido detectados vários objectos voadores não identificados a esvoaçar em diversos locais do globo. Excepto um, prontamente identificado como sendo de origem chinesa, de todos os demais a sua proveniência continua uma incógnita. Não vá o diabo tece-las foram abatidos. Não sei o que é pior. Se irritar o Diabo, aborrecer os extraterrestres ou desagradar aos pacifistas intergalácticos.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Gaiola das malucas

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1 – Diz que aqui mesmo ao lado, em Espanha, já será possível mudar de sexo aos doze anos. Não podem conduzir, beber, fumar, votar ou trabalhar, mas podem mudar de sexo. Uma lei que, mais cedo do que tarde, conduzirá à autonomia sexual das crianças. Que é como quem diz, despenalizará os abusos. Percebe-se a intenção. Basta ver quem, tal como cá, está no poder.


2 – Ainda em Espanha – aquilo está transformado numa “gaiola das malucas” – passou a ser proibido deixar os animais sem companhia, presumo que humana, por mais do que setenta e duas horas. Ou vinte e quatro, no caso dos cães. Umas quantas questões podem, desde já, ser suscitadas. Nomeadamente quem fiscaliza ou, melhor, faz a cronometragem da ausência dos donos? E, ultrapassado esse limite, qual o tempo mínimo de permanência junto do bicho até iniciar-se a contagem de novo período em que o animal fica sozinho? Quando por cá copiarem a lei espanhola, no caso da Senhora Dona Gata que não aprecia companhia excepto o tempo estritamente necessário para “encher a mula”, como é que se resolve a coisa?

3 – A Iniciativa Liberal continua a insistir na criação de um salário mínimo regional em alternativa à aplicação por igual da actual da remuneração mínima definida pelo governo a todo o território. Vindo da IL estava mais à espera da defesa de uma diferenciação de impostos para as regiões do interior, tal como já acontece relativamente à Madeira e aos Açores. É das ideias mais desconchavadas que já foram apresentadas na cena política. Quase ao nível daquela do Pedro Nuno Santos quando sugeriu não pagar a divida para deixar as perninhas dos banqueiros alemães a tremer.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Decidam-se, porra!

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1 – Desde ontem e enquanto me apeteça ou até que me dê na realíssima gana, os posts aqui no Kruzes versarão sobre três – tantos quantos os habituais leitores – assuntos nem sempre relacionados entre si. Um deles, ainda que não pareça, poderá ser inspirado na realidade local. Embora isso pouco importe. Quem é de fora não percebe e os de cá não lêem. Têm o Facebook para dizerem mal uns dos outros.


2 – Deu-me para cortar uma árvore no meu quintal. Aquilo quase não dava frutos e os poucos que criava eram rapidamente devorados pela passarada que, de seguida, aliviava a tripa para cima do carrito. Para além das folhas que sujavam o pavimento e da chilreada incomodativa que não deixava a vizinhança descansar em paz e sossego. Um aborrecimento, em suma. Para tranquilidade das alminhas que se enfezam com estas coisas, posso garantir que não era centenária.


3 – Não consigo perceber se, afinal, queremos ou não que venham para cá imigrantes. Se vêm estrangeiros endinheirados, daqueles que compram as casas todas, ficamos chateados porque depois não temos onde morar. Se vêm estrangeiros pobres, daqueles que trabalham, não queremos que morem aos magotes no mesmo prédio. Será xenofobia? Ou queremos mandar na carteira deles e determinar como devem gastar o seu dinheiro? Não sei o que é pior...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Alegadas manhosices

1 – Mais uma negociada, alegadamente manhosa, a envolver a TAP. Descobriu-se, desta vez, que em 2011 o governo de então teria tido conhecimento de um “esquema”, que meteu compra de aviões a um preço superior ao que outras companhia pagaram pelo mesmo modelo de aeronave, com a finalidade de, alegadamente, beneficiar o então acionista maioritário. Duzentos e onze milhões, estima-se, terá sido o resultado da alegada marosca. Tudo culpa do Passos, já cá faltava. Coisa de meninos, se comparados com os três mil e setecentos milhões que os contribuintes portugueses enfiaram naquela empresa, para satisfazer os devaneios ideológicos dos inconsequentes mentais do BE e PCP.



2 – Por falar em comprar cenas por preço superior ao que outros compram. Acontecerá muito quando se juntam vendedores com reconhecida experiência na área da trafulhice e compradores com vontade de serem enganados. Especialmente se o dinheiro dos segundos não for deles e os primeiros tiverem um nível de generosidade particularmente elevado no que concerne à repartição de comissões. Dizem, que eu dessas coisas não sei nada.



3 – Uma moçoila daquelas que anda lá pelo governo a fazer de assessora, ou lá o que é que a menina faz, sugeriu a ocupação da ponte 25 de Abril como forma de protesto contra a chamada crise da habitação. Ainda que quando juntas na mesma frase as palavras “ocupação” e “habitação” me causem alguma brotoeja, esta ideia deixa-me visivelmente satisfeito e ansioso pela sua concretização. Não é que tenha especial apreço pela causa nem, tão pouco, por formas de luta que incomodem quem não tem nada a ver com o assunto. É só por recordar que foi com uma cena parecida que se iniciou fim do cavaquismo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

C(l)ão familiar

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Com aspas ou sem elas não há como justificar tanta estupidez. Ainda que estes programas televisivos se destinem a um público de baixo QI sendo, por isso, natural que recorram a protagonistas de nível equivalente. Desta vez é o “irmão” cão. Talvez numa próxima emissão o protagonista seja o namorado cachorro. É só uma questão de tempo ou de ganharem coragem para assumir a coisa. Sem aspas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Alarvidades

Se há coisa que me indigna – e o que não falta são cenas que me indignam – é a indignaçãozinha selectiva. Ou seja a ofensa que suscitam certas situações e a indiferença que outras provocam. Por mais semelhantes que sejam entre si. Como, por exemplo, as declarações de dois banqueiros que, nos últimos dias, resolveram dizer coisas. Um, o que mencionou o elevado padrão de consumo dos portugueses, foi duramente criticado por tudo e todos. O outro, que lamentou os juros pagos pelo Estado nos certificados de aforro, não mereceu a mais leve critica.


Este comportamento é suficientemente revelador da ignorância generalizada de que padecem os comentadores das redes sociais e dos portugueses em geral. Criticam e indignam-se com declarações que mais não são do que a constatação de um facto – o padrão de consumo – e não se chateiam com uma opinião – a supostamente elevada taxa de remuneração dos certificados de aforro – que tresanda a alarvidade. Das duas uma, ou são parvos ou não sabem fazer contas. Vou de dupla.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Pirados

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Muita gente se indigna por o Estado entregar o cumprimento das suas funções, seja no âmbito da saúde ou outras, aos privados. Não vou estar para aqui a perorar acerca do mérito ou demérito dessa opção. São opções legitimas dos sucessivos governos devidamente estribadas na legislação que ao longo dos anos tem sido produzida. O que até agora, pelo menos que se saiba, nunca terá sido equacionado é a privatização da justiça e da segurança pública. Mas isso, parece, vai mudar. E logo por um governo socialista e de esquerda, pasme-se. Sem que isso constitua motivo para escândalo, estará a ser dada formação a um grupo de activistas, agrupados numa associação de alegada defesa dos animais, para que estes verifiquem as ocorrências e a aplicação da lei no âmbito do bem-estar animal.


Não vou, obviamente, fazer juízo de valor acerca da idoneidade de cada uma dessas criaturas. Mas parece mais do que evidente que daqui podem decorrer situações de elevada perigosidade. Apesar de os membros da associação em causa usarem uma fatiota que facilmente se confunde com as forças policiais, ninguém reconhecerá autoridade a um grupo de indivíduos que insista em entrar quintal dentro para verificar se o canito está ou não acorrentado. Por mim, se quiserem ir ver o alojamento da Senhora Dona Gata estão à vontade. Basta-lhes arranjar um mandato judicial, que isto à vontade não é à vontadinha.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

PANados

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De todas as reações à converseta do CEO do Santander acerca do hábito de jantar fora que os portugueses insistem em manter, foi a da líder do PAN a que mais me divertiu. Nem é pelo argumento utilizado – que envolve o lamento pelos milhões que os contribuintes injectaram na banca, apesar daquele banco nunca ter recorrido a eles – mas por achar que refeiçoar fora devia ser uma actividade ainda mais praticada. Por acaso também acho. Mas isso sou eu, que não me importo que matem muitos animais. Não deverá ser necessário nenhum estudo muito aturado para, assim por alto, concluir que provavelmente mais de noventa por cento do que se come nos restaurante envolve a morte de um bicho qualquer. Que, defende a líder do PAN, até deviam ser muito muitos mais não fossem esses patifes dos banqueiros. Estou, obviamente, de acordo com a ideia da senhora. Em toda a linha. Mas, lá está, não mando nada no PAN nem viabilizei não sei quantos orçamentos...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Jantar fora? Isso é coisa de CEO!!!

Dos teus dirás mas não ouvirás, já garantia a minha sábia avó. Deve ser mais ou menos isso que a alegada classe média sentiu ao saber das declarações do CEO de um banco acerca dos hábitos gastronómicos dos portugueses. Nomeadamente aquele que envolve o costume de jantar fora às sextas-feiras. Vai daí desataram a insultar o homem. Esquecem-se, no entanto, que passam a vida a fazer o mesmo tipo de critica ao pessoal do RSI que toma o pequeno almoço na pastelaria e entretém o tempo no café a emborcar cerveja.


Pouco me importam os hábitos de uns e outros. É lá com eles. E com elas, não vá uma qualquer comissão censória das muitas que por aí existem acusar-me de pouca inclusividade no âmbito da escrita. Mas, dizia, cada um sabe de si. Desde que não me aborreçam com lamurias, reivindicações de ainda mais apoios sociais aos mais vulneráveis ou de intervenções manhosas do Estado para mitigar os efeitos da inflação e da suposta especulação imobiliária, dispenso qualquer informação acerca do lugares que escolhem para refeiçoar. Tanto se me dá. A única coisa que me chateia é ser eu a pagar as contas. Todas. Desde os comes e bebes às imparidades.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Crise?! Qual crise?

O país está repleto de especialistas nas mais variadas especialidades. Em todas, diria. Até mesmo em cozinha afegã, desconfio. Dá dó ver tanta inteligência desaproveitada, cheias de certezas acerca de tudo e mais um par de botas. Sim, que especialistas em calçado também há por aí aos pontapés.


No caso da habitação são, os especialistas, mais que muitos. A maioria com soluções que, simpaticamente, podemos catalogar entre o milagroso e o mirabolante. É inegável que, para quem procura arrendar ou comprar casa, existe uma situação problemática no sector. Mas só para esses. Que, convenhamos, não serão nem de perto a maioria dos portugueses. Para os restantes não há problema nenhum. Pelo contrário. Todos os indicadores revelam que há muitíssima gente – para além do Estado e das autarquias que serão, talvez, os maiores beneficiários – a ganhar bastante dinheiro com o imobiliário. Por outro lado, os dados oficiais dizem-nos que setenta e cinco por cento das famílias possuem casa própria e, desses, apenas uma terço as está a pagar ao banco. Significa isso que, no actual cenário, o valor do seu património está a crescer consideravelmente. E desenganem-se os que acreditam no estouro de uma qualquer bolha. Os preços podem cair, mas não voltarão ao que foram aqui há meia dúzia de anos. Nem, sequer, parecidos.