A ameaça de novo aumento de impostos caso o Constitucional declare inconstitucionais os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos, feita hoje pelo Parvus Coelho, está a merecer um imenso coro de criticas. Por mim sinto-me dividido. Em várias partes, até. Por um lado aprecio a atitude do primeiro ministro, mesmo em vésperas de eleições, em deixar claro o que tenciona fazer caso veja a sua medida chumbada. Por outro considero deplorável que não se lembre de mais nada. Ele que esteja atento – como, aliás, lhe compete - ao que os diversos serviços públicos andam a esturrar e talvez lhe ocorra qualquer coisa. Por último desagrada-me a chantagem que se pretende exercer sobre o Tribunal. Coisa quase do tipo de uma birra de criança mimada.
Também os críticos – outras crianças igualmente mimadas - me merecem um reparo. Apresentem alternativas, porra. Insurjam-se contra os palhaços que não pedem factura e que, com esse comportamento, contribuem para que os impostos não parem de subir e que os vencimentos e reformas não deixem de cair. Ou então vão bardamerda.





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