O relevo que a comunicação social, nomeadamente a televisão, está a atribuir à morte de um tal Carlos Castro é manifestamente exagerado. Todas as mortes são de lamentar, mais ainda quando se trata de um crime, mas o destaque que o assunto está a merecer é despropositado, principalmente quando não há nada de relevante a acrescentar ao que foi noticiado no primeiro momento. A criatura em causa não terá feito nada de importância na vida que tenha contribuído para o bem comum e, portanto, todo este espalhafato em redor do seu falecimento é algo para que não se encontra explicação lógica.
Por estes dias faleceu também Vitor Alves. Um militar de Abril. Alguém que, goste-se ou não do que isso representa - e eu até nem gosto por aí além – é uma figura incomparavelmente mais importante para o país e que teve um percurso de vida que poderá ser apontado como exemplo. Não mereceu, ainda assim, nem um cagagésimo do tempo de antena dedicado ao outro morto. Provavelmente, no caso do militar, a comunicação social terá procedido de forma correcta ao cingir-se a noticiar óbito. O erro estará na forma ridícula e desproporcionada com está a acompanhar a morte do larila. A menos que o interesse da notícia provenha dos contornos macabros que terão rodeado o crime e o que daí possa interessar a alguns que também têm peças que não lhes servem para nada.


















