sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A arma religiosa

Na sequência da rusga efectuada hoje pela polícia em alguns bairros sociais garantia uma moradora pertencente a uma etnia minoritária, após ter sido alvo de uma busca à sua residência, que por ali ninguém tinha qualquer espécie de armas. Nem ilegais nem de outras. O que tinha em casa, isso sim, era a Bíblia Sagrada.

Não será de espantar que mais dia, menos dia comecemos a assistir a assaltos em que a arma utilizada para coagir a vítima seja o livro sagrado. O que não deixa de ser perigoso, principalmente se o assaltado for muçulmano.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Kruzeskanhoto "Memória"

O Alberto reformou-se. Contudo, graças a estranhas e enigmáticas leis, vai continuar a fazer o que sempre fez mas com um significativo aumento na massa salarial” que no final de cada mês leva para casa.

A Fátinha está no Brasil. Atravessou o Atlântico quando as coisas lá pela terra começaram a dar para o torto. Não por culpa dela, claro, mas porque uns abelhudos resolveram meter o nariz num saco para o qual não eram chamados. Apesar de estar longe, o patrão continuou a pagar-lhe religiosamente o ordenado. É um patrão que se rege por estranhos princípios, o dela.

Contrariamente ao que se possa supor o Alberto e a Fátinha não são funcionários públicos. Nem, obviamente, os rendimentos de que desfrutam põem em causa a sustentabilidade das finanças do Estado. Esse papel está reservado a outros.

Post originalmente publicado em 31 de Maio de 2005 no outro Kruzes.

O perigo que vem do céu

Gosto de passarinhos. De avezinhas, se preferirem. Especialmente fritos. Agora o que não gosto é que me caguem em cima. E não se julgue que a probabilidade de um desses animais alados aliviarem a tripa no exacto momento em que o incauto transeunte circula na perpendicular do cú do pássaro não passa de uma hipótese remota pouco menos que negligenciável.

Veja-se o caso do Tribunal ou da entrada da Câmara. Qualquer destes locais, apesar de no segundo terem sido colocados picos no sentido de impedir que os bicharocos pousem ou construam o ninho, está infestado de passarada que caga todo o edifício. Quem tem necessidade de se deslocar a qualquer destas duas instituições públicas só por sorte não leva com uma descarga intestinal de um dos muitos passarões que por ali esvoaçam.

Podem alguns achar que “temos de proteger as espécies”, que “é muito bonito e as criancinhas ficam muito tristinhas se derrubarmos os ninhos” ou outras baboseiras do género. Até pode ser. No entanto é também uma javardice, prejudica a saúde e danifica os edifícios. Não perceber isso não é defender as ditas avezinhas. É apenas fazer com que muitos as odeiem.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Questões inquientantes

A crescente facilidade com se tem acesso a armas de fogo e a ligeireza com que se faz uso delas, atirando a matar sobre outra pessoa, não pode deixar de preocupar quem tem responsabilidade na protecção e defesa dos cidadãos, da segurança e da liberdade individual e colectiva da sociedade.

Se todos parecem saber onde e a quem comprar armas, porque não se actua exercendo um controlo sério e repressivo sobre esses locais e essas pessoas?! Porque não incluir uma cláusula nas condições de atribuição do rendimento social de inserção em que se estabelecia que caso algum dos beneficiários fosse encontrado na posse de uma arma todo o agregado familiar perderia o direito ao subsídio? Quantos mais portugueses terão de morrer às mãos de gente subsidiada pelo Estado para que as autoridades comecem a pensar em tomar medidas sérias e a sério? Ou deverei antes questionar-me até quando estarão os portugueses dispostos a subsidiar quem os rouba, insulta ou assassina?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Chinfrineira desagradável!

Desde Janeiro desde ano que todas as ruas dos bairros da Salsinha, Monte da Razão e Quinta das Oliveiras têm sentido único. Não gosto desta solução e apontei, em devido tempo, os inconvenientes daqui resultantes para a esmagadora maioria dos moradores. A única vantagem desta alteração, pelo menos no que à minha rua diz respeito, é o facto do vizinho do fundo da rua já não a poder subir na sua motorizada barulhenta às sete da madrugada e, em dois tempos, acordar toda a gente. Nomeadamente a mim.

Agora são apenas os carros da recolha dos lixos recicláveis que têm a missão de me despertar. Se a Gesamb, empresa que presta este serviço, utilizasse viaturas equipadas com motores ecológicos que emitissem uns quantos decibéis a menos, o ambiente agradecia. E eu também.