sábado, 16 de agosto de 2008

Coisas que impressionam pelo seu brilhantismo

Tal como assistimos a uma crescente deslocalização de indústrias para o leste da Europa e para a Ásia, atraídas pela mão-de-obra barata e outras condições incomparavelmente menos exigentes do que aquilo que se verifica nos países desenvolvidos, também por cá assistimos a um fenómeno curioso e que apresenta alguns contornos vagamente parecidos.

Na ânsia de atrair investimentos muitos municípios concedem benefícios fiscais às empresas. Nomeadamente não cobrando a derrama. Alvito, Barrancos, Mértola, Ourique e Vidigueira, no distrito de Beja, Borba, Portel e Redondo no distrito de Évora são os municípios que adoptaram esta brilhante medida para atrair empresas a investirem nos respectivos Concelhos.

E o resultado, como não podia deixar de ser, não se fez esperar. Assiste-se hoje a um investimento maciço nestes concelhos em detrimento de outros, como Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Évora, Reguengos, Beja, Aljustrel ou Moura, onde é aplicada a taxa máxima prevista para este imposto. Como todos sabem, ninguém investe nestes concelhos e assiste-se a um preocupante esvaziamento dos respectivos parques industriais motivado pela deslocalização das empresas, que partem para as terras vizinhas atraídas pela esmagadora vantagem de não pagarem derrama.

De resto, em consequência dessa politica suicida, tem-se verificado um crescente declínio das cidades e vilas que aplicam esse imposto injusto enquanto os concelhos que não o aplicam têm crescido exponencialmente. Vê-se.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Coisas chatas, aborrecidas e desagradáveis

Não é que goste, mas não me incomoda que alguns tenham casa, água e luz à borla. Apenas me escandaliza.

Não me chateia por aí além que os mesmos recebam de mão beijada quinhentos, setecentos ou mil euros só pelo facto de existirem. Digamos que só me desagrada.

Não me preocupa que uns quantos, apesar de receberem do Estado uma quantia generosa só por existirem, andem por aí a apropriarem-se de coisas que, nomeadamente, não lhes pertencem. Desde que eu não seja o proprietário dessas coisas, também nomeadamente. Assumo que fico apenas ligeiramente irritado.

Agora o que me deixa realmente fora de mim, pelo menos dois ou três metros, é ouvir alguém que tem casa, água e luz à borla, recebe só pelo facto de existir quinhentos, setecentos ou mil euros e se apropria de coisas que, nomeadamente, não são suas, guinchar estridentemente quando apanhado em flagrante delito, como única justificação para os seus crimes que “ai munto racismo…”. Não há ninguém que processe estes gajos?!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Cagalhões enormes!

E nojentos também. Tal como os cidadãos - não sei se lhes deva chamar assim porque esta condição envolve um conceito de cidadania que manifestamente não está presente na sua formação cívica - que permitem que os seus animaizinhos de estimação façam coisas destas nas ruas por onde têm que circular as pessoas normais.