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domingo, 15 de abril de 2018

Decidam-se lá com isso da austeridade...

Estou manifestamente confuso. Visivelmente baralhado, confesso. Tudo por causa da austeridade. De há três anos para cá que me andam a garantir já ter acabado e, afinal, agora fazem-me isto. Dizem-me que, por um lado, acabou e, por outro, não acabou. Esclarecem-me, até, que mesmo estando sem aumento de ordenado há dez anos e sem perspetiva de ter nos próximos três estou, ainda assim, muito melhor. Tentam convencer-me, apesar de pagar muito mais impostos e não se vislumbrar no horizonte nenhuma redução que permita reverter o enorme aumento de IRS protagonizado pelo outro, que não só não há austeridade nenhuma como estamos numa senda de progresso nunca vista neste século e raramente observada desde que somos uma democracia. Querem-me fazer acreditar que acabaram com os cortes nas reformas. A minha, contudo, a cada ano que passa está mais longe e mais pequena.


Perante isto, alguém me esclareça se estamos ou não em austeridade. Ou, se isto não é austeridade, então o que é a austeridade. Não é que me faça diferença, mas era só para ver se me passava este transtorno.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Cem Tino

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Curiosa a campanha que os escribas de esquerda -  na sua maioria, porque ainda há um ou outro sério que não alinha nessas coisas – no sentido de branquear as pantominices do Centeno. Nomeadamente quando as mesmas encrencas disseram o que Maomé não disse do toucinho, a propósito de cenas parecidas protagonizadas por gente da direita. Ou mesmo de esquerda. Como o Sócrates, por exemplo. Isto, evidentemente, cingindo-nos apenas ao âmbito da aldrabice. 


Faz-me confusão, isso. Não entendo como é que o cidadão comum, que escreve em blogues, desabafa no Facebook ou atira umas larachas numa roda de amigos não consegue manter a lucidez suficiente – e nem é precisa muita – para perceber que patetices destas acontecem com todos os que estão envolvidos na politica. Sejam ou não da facção que mais nos agrada.  


Isto está cada vez mais parecido com o futebol. O nosso clube do coração joga sempre bem e merece sempre ganhar. O que, no meu caso, até é verdade. Mas isso sou eu, que sou do Benfica e isso me envaidece.