quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

A relva é azul...

Acho piada a esta gente que afirma “não saber o que é isso da nossa cultura e dos nossos valores”. Só piada, não merecem mais conversa. É que são, curiosamente, os mesmos que exigem que respeitemos os valores e a cultura dos outros. Mesmo que, se calhar, também não saibam quais são. Nem vale a pena perder tempo com essa malta. O melhor é admitir, perante eles, que a relva é azul…


Os dados divulgados pela PSP relativos à criminalidade em Lisboa estão a ser contestados pela direita. Não sei se com razão ou sem ela. Já a esquerda está manifestamente indignada com esta contestação e acha, por consequência, que os dados apurados estão inteiramente correctos. Por mim tendo a confiar na policia. Em todas as circunstâncias. Já a malta das direitas apenas confia no trabalho policial efectuado nas ruas e as esquerdas só acreditam na eficiência das tarefas administrativas desenvolvidas pela PSP. Depois não se queixem que as redes sociais é que minam a democracia e isso…

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Prioridade à demagogia.

Soube-se agora que o governo pretende acabar com as reformas antecipadas. Mas ninguém pense que isso se deve a qualquer risco de insustentabilidade dos sistemas de pensões. Nada disso. O governo só quer o nosso bem. O que eles querem, que fique bem claro e não haja más interpretações quanto à bondade da ideia, é dar “prioridade à vida activa”. O que é bom, deixemo-nos cá de merdas.


Obviamente que o sistema respira saúde. Aliás, se assim não fosse não teria havido um aumento extraordinário das pensões e não sei quantos cheques-brinde aos pensionistas nos anos mais recentes. De resto, como todos bem sabemos, a sustentabilidade da coisa está mais do que garantida pelas contribuições dos imigrantes que, como igualmente toda a gente também sabe, deixaram os confins da Ásia e de outros territórios longinquos com o firme propósito de nos vir garantir a reforma. Uma delas encontro eu todos os dias no caminho para o trabalho. E na volta, também. O caminhante, esclareça-se, sou eu. Ela está sentada a olhar para o telemóvel e a ouvir música esquisita. Deve ser a sua maneira de contribuir para a minha reforma. Ou para prioritizar a minha vida activa, sei lá.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Estimular o sitio errado nunca resulta...

Nisto da habitação o PCP tem alguma razão. Se existem setecentas mil casas devolutas no país não há necessidade nenhuma de construir mais. Até porque, muito provavelmente, existirão outras tantas em ruínas que não entrarão para estas contas. O que nos trouxe até aqui está mais que identificado. E, entre todas as causas, não estão a especulação, o mercado, a propriedade privada, a liberdade de cada um dispor como muito bem entende daquilo que é sua propriedade e tudo o mais que os comunistas odeiam. As causas são outras. Uma delas – quase diria a principal, mas não sendo especialista na especialidade não me atrevo a tanto – é aquela ideia peregrina, que ocorre a todos os governos desde que me lembro, de promover apoios à procura em vez de o fazer ao lado da oferta. Num mercado escasso como este o resultado só podia ser o que está à vista.


No âmbito da oferta, nos últimos anos, houve apenas uma tímida diminuição da carga fiscal sobre as rendas. Ainda assim longe de reverter o que foi o aumento exponencial da taxa liberatória sobre o arrendamento. Hoje é de 25%, ou seja um trimestre de rendas por ano são para o Estado, enquanto em 2010, por exemplo, essa taxa situava-se nos 15%. Se a isso juntarmos os custos de contexto – o salário mínimo duplicou e os materiais nem se fala – e acrescentarmos a impunidade de que gozam os inquilinos incumpridores temos razões mais do que suficientes para muita gente preferir ter as casas vazias. Por demagogia, populismo ou o que mais calhar ninguém tem coragem de mexer a sério nestes aspectos. Não ia cair bem junto do eleitorado que é, por norma, invejoso...Então depois não se queixem.

domingo, 26 de janeiro de 2025

É fazer a conta...

A noticia da obrigatoriedade de declarar, apesar de isentos, diversos rendimentos que até aqui não constavam da declaração anual de rendimentos está a deixar muita gente em polvorosa. Não é caso para tanto. Em termos de tributação – roubo, se preferirem – vai tudo continuar igual. A metade do país que paga IRS vai na mesma ser espoliada de parte significativa do fruto do seu trabalho e a parte que não paga vai continuar a não contribuir.
Esta novidade – uma norma que consta do OE de 2024, ainda o PS era governo – é uma belíssima ideia. Especialmente se todos os campos que lhes dizem respeito já aparecerem pré-preenchidos na declaração anual. A única critica que me suscita é aplicar-se apenas a valores superiores a quinhentos euros. Devia, para ser ainda mais justa, aplicar-se a partir de um euro.
Presumo que se pretenderão, entre outras coisas, melhorar os dados estatísticos dos rendimentos e controlar os apoios sociais a contribuintes que, apesar de declararem baixos salários, possuem rendimentos de outra natureza. Nomeadamente apertar um pouco a malha de beneficiários da miríade de subsídios derramados pelas autarquias e que têm apenas como critério de atribuição os rendimentos que constam na declaração de IRS.
A parte mesmo boa da coisa é que este procedimento pode contribuir para sensibilizar mais contribuintes – a opção existe desde sempre, mas por desconhecimento poucos a usam - a englobarem os rendimentos obtidos com a remuneração dos depósitos a prazo e certificados de aforro. Caso, obviamente, daí resultar a redução do imposto a pagar ou o aumento do reembolso do que já pagaram. É fazer a conta, mas para quem está sujeito a uma taxa até 25% é capaz de valer pena.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Lucidez...finalmente!

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Pedro Nuno Santos disse, finalmente, o que devia dizer acerca do problema da imigração. Ou seja, o óbvio. Mais vale tarde do que nunca. A extrema-esquerda, a ala maluca do PS, a chusma de comentadores esquerdalhos das televisões e os restantes pacóvios que engolem sem mastigar toda a palha que lhes põem na gamela devem estar hoje com um nó cego ao nível da moleirinha. Coitados. Por esta altura já estarão a treinar uns mortais encarpados à retaguarda. Vai ser difícil, mas no que diz respeito à utilização da língua aquela malta apresenta uma enorme versatilidade pelo que são de esperar os mais arrojados flik-flak’s linguísticos. “Como é que eu digo que não disse nada daquilo que andei por aí a dizer” é a questão que atormenta hoje muita gente.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Saudações

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Tenho cada vez menos paciência para a agenda mediática. Aquilo aborrece, dá dó e causa-me uma quase incontrolável vontade de regurgitar. Tudo em simultâneo. Nos últimos dias têm-nos servido uma overdose de Palestina, Trump, um tipo qualquer que fazia coisas no SNS e de outras parvoíces que não interessam nem ao menino Jesus. Dias a fio todos os canais, todos os telejornais e todos os debates ou entrevistas tratam os mesmos assuntos. Deve ser aquela coisa da concertação. Noticiosa, no caso. Assim como as grandes superfícies fazem com os preços, as promoções e outras maneiras de nos levar a consumir o que eles querem vender. Nisto da comunicação social é mais ou menos o mesmo. Tudo a manipular a mesma informação, todo o tempo em todo lado. Até as imbecilidades de um ricaço qualquer suscitam horas e horas de debate. Fez a saudação nazi? Não fez a saudação nazi? Decidam-se, porra. Não deve ser assim tão difícil. Mas, se têm dúvidas, para ajudar a decifrar tão dramático enigma - do qual, pelos vistos, depende o futuro da humanidade – deixo, através da foto acima, a minha humilde contribuição. De nada.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Gordura não é formosura...

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Quem olha para a indumentária dos terroristas do Hamas que, qual ratazanas, saíram dos túneis para celebrar a paz com rajadas de metralhadora, não diria que sofreram das privações que a comunicação social nos tem andado a impingir. A julgar pela farda impecável não lhes deve ter faltado água para a lavar nem eletricidade para a engomar. Também não estavam com aspecto de quem tenha passado fome, não aparentavam maleitas e continuavam a manifestar um enorme desejo de malhar na vizinhança. Nem eu, nos meus tempos de tropa, me pavoneava com tanto aprumo. Das duas uma. Ou os israelitas foram de uma incompetência inqualificável ou a propaganda nos andou a enganar este tempo todo.


Igualmente nos tem sido vendido que Gaza, mesmo antes da operação militar especial das IDF, seria uma espécie de prisão a céu aberto. As condições de vida no território, garantiam, eram precárias e a miséria mais que muita. Apesar dos milhões que a Europa lá despejava sem sabermos bem para quê e muito menos porquê. Só que não. Afinal aquilo, antes daquela bela demolição, não devia ser assim tão mau. Segundo os dados estatísticos disponíveis os seus habitantes estão entre os mais gordos do planeta. Nomeadamente as mulheres. Quase metade delas são gordas e anafadas. Sinal que fome era coisa que não passavam. Nada de demasiado estranho. Há muito tempo que o mundo os alimenta e eles – na falta de outro entretenimento - fazem filhos. Podiam era não ser tão mal-agradecidos.

domingo, 19 de janeiro de 2025

O inexplicável fascinio por quem nos odeia...

Constitui para mim um mistério absolutamente inexplicável o fascínio existente no ocidente para com a causa palestiniana e o consequente ódio em relação a Israel. A simpatia por quem nos odeia, abomina o modo de vida que prezamos e nos ataca sempre que pode não tem uma explicação racional. A não ser o ódio que nutrem, também eles, à democracia e à liberdade. Coisas que não são muito praticadas, nem merecem especial apreço das criaturas pelas quais uns quantos malucos não se cansam de mostrar solidariedade. Por mim, também não me canso de repetir. Estarei sempre do lado onde as mulheres, se assim quiserem, podem usar mini-saia. Mas isso sou eu, que levo os direitos das mulheres mais a sério do que as Mortáguas ou a Leitoa. Para não falar daqueles totós que ontem, de trapo branco e preto enrolado à goelas, se andaram a pavonear por Lisboa a “exigir a paz” numa manifestação organizada pelo grupo empresarial do pcp. Aquilo são tantas as organizações dependentes da mesma administração que, só para a gente perceber, deviam publicar a lista dos militantes em acumulação de funções. Só para evitar chatices como a do gajo do SNS…

sábado, 18 de janeiro de 2025

O furto e o usufruto

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“Rouba, mas faz” é uma expressão brasileira que se refere ao político que, embora seja um reconhecido corrupto, é visto como uma espécie de benemérito. Com a diferença, embora isso pouco importe para a população, que ao contrário do bem-feitor tradicional não o faz com o seu dinheiro, mas recorrendo ao dinheiro público para fazer favores a quem lhe está próximo ou àqueles que o podem favorecer no futuro. Há muito disso. Nomeadamente naquelas actividades onde os dirigentes se mantêm nos lugares de decisão durante anos e anos a fio. Seja na política ou no futebol, que é onde se movimenta mais dinheiro de “ninguém”.


O que me faz “espécie” é que haja tanta gente a pensar assim. Os ladrões, quero acreditar, serão uma ínfima minoria e, ao que julgo saber, tirando as respectivas mães e avós, ninguém gosta deles. Menos ainda as vitimas dos roubos. Daí a minha manifesta dificuldade em perceber a adoração dos eleitores – no caso de uma autarquia ou clube de futebol – por quem os rouba. Por mais obras ou troféus que haja para exibir. Quando, para piorar a coerência das gentes que os idolatra, são os mesmos que se indignam por causa dos “Salgados” e “Berardos” desta vida. É que isto, embora possa não parecer, o dinheiro sai sempre do mesmo bolso. O nosso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A grande dimensão das autárquicas

Isto das autárquicas promete. Todos os dias são conhecidos novos candidatos, candidatos a candidatos, candidatos a deixarem de o ser e candidatos que mais valia não serem candidatos. A mais relevante dos últimos dias foi a candidata anunciada pelo PS à Câmara de Lisboa. Uma candidata forte, há que reconhecer. Talvez, para além do líder, a pessoa com mais peso dentro do partido. Alguém com massa suficiente para fazer gravitar à sua volta toda a restante extrema-esquerda. Para já deixou os socialistas cheios de esperança numa vitória robusta. Ou, mesmo que não consiga esse desiderato, é criatura para engrossar a votação do seu partido. Os saudosistas da Geringonça, por seu lado, esperam que a candidatura sirva para encorpar uma espécie de frente revolucionária que lhes alargue as perspectivas de regresso ao governo. Até pode ser que sim quanto a isso da frente popular e revolucionária, mas não me parece que tão cedo voltem a pôr as mãos no pote. Por enquanto estamos em tempos de vacas gordas.

domingo, 12 de janeiro de 2025

Percepções...são só percepções!

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Perante esta manchete a Presidente da Câmara da localidade em questão – socialista, diga-se – será vista por alguns como racista, xenófoba, fascista ou o que mais calhar por aqueles que provavelmente nem imaginam onde fica Pegões, quanto mais saberem o que por lá acontece. Disso sabe quem lá vive. Ou suspeita quem por lá passa. Por mim, que passo ali com regularidade, não faço ideia se existem conflitos, insegurança ou máfias a controlar tudo e todos como é relatado. Só sei que, das muitas ocasiões em que atravesso a povoação, já não me lembro da última em que vi alguém que se me afigurasse como podendo ser português. Tudo o resto, admito, podem ser percepções, mas a parte da substituição populacional é por demais evidente para ser sequer questionada. É o futuro da segurança social, dirão os do costume. Deve ser, deve. Quando fizerem as contas aos restantes impostos digam qualquer coisinha...

sábado, 11 de janeiro de 2025

Mandar os "aparelhos" à parede...

Ainda sou do tempo em que, no pós 25 do A, para se exigir um qualquer “avanço” revolucionário, se fazia uma manifestação. Claro que, face ao clamor das massas operárias e camponesas, os governos da época consagravam rapidamente em legislação as exigência da vanguarda popular. Da legitimidade democrática, da representatividade que esses manifestantes e das consequências de toda essa loucura trata a história.


Acredito que a manifestação de hoje em Lisboa contra uma das intervenções policiais no Martim Moniz, convocada por faixas marginais da sociedade, possa aglutinar muita gente. Isso não os torna mais representativos do sentir da generalidade da população nem legitima a intenção de influenciar a actuação do governo e, menos ainda,acções futuras das forças de segurança. Muito mau seria se assim fosse. Até porque os que hoje vão – muito legitimamente – expressar o seu desagrado, vão fazê-lo em nome individual, não representam ninguém e nem mesmo os dirigentes partidários, nomeadamente do PS, que lá irão estar representam sequer o sentir da enormíssima maioria dos votantes nos seus partidos.


Alguns patetas, numa espécie de flash mobs, andam por aí a segurar prédios com as mãos. Têm piada, eles. Pelas fotos que já apareceram nas redes sociais um ou outro até vão às televisões dar opiniões acerca do que é melhor para o país e de como a política nacional devia ser conduzida. A sorte é que vozes de burro não chegam ao céu. Por mais que encostem os cascos às paredes.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Velocidade furiosa

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Pouco ou nada me incomoda que me chamem parvo. É, digamos, para o lado em que durmo melhor e, ainda que isso não interesse a ninguém, durmo bastante bem seja qual for o lado escolhido para chonar. Fazerem-me de parvo é que é coisa para me fazer perder as estribeiras. Irrita-me mesmo à séria. E começo a achar que a empresa de telecomunicações de que sou cliente anda, de há uns tempos para cá, a fazer dos clientes parvos. As peripécias com esta malta começam a ser mais que muitas. O preço, admito, é em conta. Acredito até que, exceptuando o concorrente que chegou agora ao mercado, não haverá na zona quem se chegue sequer perto das ofertas desta operadora. Não se pode, assim sendo, exigir milagres. Escusavam era de me fazer acreditar que a velocidade de Internet que tenho contratualizada é de 200MB. Ah, e tal, isso é a velocidade máxima...pois, está bem está. Há uma semana que não passa disto. Ainda vou ali abanar o poste não esteja para lá alguma coisa a estorvar a entrada, já que a saída está sempre no máximo...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Novos pobres

Acho piada ao discurso oficial acerca da pobreza. Não, obviamente, que a condição de pobre suscite motivo para risota, mas antes por causa daquilo que os políticos de todos os quadrantes dissertam relativamente ao assunto. Lamentam-se, por um lado, que o número de pessoas nessa condição é exageradamente elevado e, por outro, aprovam sucessivas medidas que contribuem, se não para o aumentar, para não o fazer reduzir.


O caso dos idosos, por exemplo. Segundo os dados divulgados são dos grupos etários onde a condição de pobreza prevalece. E o que fazem os políticos? Aumentam as pensões, o que para além de simpático parece adequado. Ou não, porque entretanto a cada ano que passa quem se vai aposentado vai tendo reformas mais magras e que cada vez representam menos dinheiro face aos últimos ordenados. Ou seja, alguém que hoje aufira mil euros por mês se amanhã se reformar ficará – eventualmente, porque pode nem chegar a tanto – com uma pensão de oitocentos. Abaixo do SMN, apesar de sempre ter descontado acima dessa retribuição, o que a incluirá no número de pobres. A menos que possua um pé-de-meia nem dinheiro terá para pagar um lar. Estão a ser criadas hordas de novos pobres e um dia isso vai ser uma chatice. Daquelas mesmo sérias.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

A contradição ainda é o que sempre foi

Admiro a coerência das criaturas que se dedicam à política. São – e não me importo nada de generalizar – pessoas com muita maleabilidade a vários níveis. O da cintura é um deles. Não é que venha daí grande mal ao mundo, até porque a existência de políticos a estar inteiramente de acordo e ser simultaneamente de opinião contrária – seja com o que for – é coisa que, mais do que irritar ou surpreender, me diverte.


Veja-se o caso da relação dos partidos com a religião. A direita, por norma beata, está contra a amnistia proposta pela Igreja. Já a esquerda, habitualmente ateia e pouco dada às coisas da fé, acolheu a ideia com todo o entusiasmo. Mesmo sendo conhecida a profunda ligação emocional que os partidos de esquerda têm com os criminosos, não deixa ser ser estranho que desta vez não reclamem contra a ingerência do “clero na política”, invoquem a “laicidade do Estado” ou proclamem “a separação de poderes” como foi no debate do aborto, naquela coisa dos crucifixos nas escolas ou do financiamento público às jornadas mundiais da juventude. Mas, lá está, isto as maleitas às vezes espalham-se e o que começa com uma cintura maleável pode alastrar às costas e torná-las flexíveis.


Flexibilidade – e muitíssimo bem – foi coisa que a dita esquerda não mostrou relativamente aos abusos sexuais sobre menores, alegadamente cometidos no âmbito da Igreja católica. Ao que tudo parece indicar no Reino Unido existirão problemas de idêntica natureza, alegadamente perpetrados por criminosos muçulmanos, numa escala, nomeadamente em perversidade, que poderá até ultrapassar largamente os primeiros. Perante este cenário o que diz a esquerda portuguesa e – passe a repetição - a comunicação social nacional? A culpa é do Musk, informam-nos. Aqui a maleabilidade já vai muito mais além da zona lombar. Chegou ao carácter. E nem se trata de um problema de flexibilidade do dito. É mais viscosidade.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Enriquecimento cultural

Há muito que noticias oriundas de meios de informação alternativa denunciavam a ocorrência de um número inusitado de violações no Reino Unido. Mais se acrescentava que as alegadas vitimas seriam, na sua maioria, raparigas adolescentes e os alegados agressores muçulmanos imigrantes. Tudo, no entanto, terá sido silenciado pelas autoridades e pela comunicação social com o intuito de não colocar em causa as políticas inclusivas e de promoção da diversidade que por lá, tal como por cá, se pretendem implementar.


Obviamente que desconheço em absoluto se tais informações estarão inteiramente correctas ou, como diz o outro, não passam de percepções. Estou, no entanto, inclinado a acreditar. Por duas razões. Uma porque onde há fumo há fogo e a outra porque o silêncio da comunicação social oficial, acerca do assunto, parece demasiado revelador.


Como seria de esperar, agora que o tema corre às claras nas redes sociais, começam a aparecer os do costume a negar a veracidade dos relatos. Seguir-se-à a habitual retórica sobre a extrema-direita, quando não houver como esconder seguir-se-ão as justificações com as práticas culturais que devemos respeitar e, por fim, a atribuição da culpa ao homem branco. Mulher, no caso, que a malta alegadamente envolvida não está virada para modernices aberrantes.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Silêncio, que se vai comemorar...

Muito boa, essa ideia de mandar foguetório silencioso. Gosto. Diz que é para não assustar os patudos, que é aquele nome parvo que as pessoas igualmente parvas agora chamam aos cães. Não é que tenha grande experiência no que envolve a temática dos animais assutadiços. Tirando uma cadela que tinha pavor de trovões, nenhum dos muitos outros cães de que fui tutor – mais uma idiotice que agora está na moda – era dado a assustar-se por causa de uns decibéis acima do habitual. Entravam mais em pânico perante a visão de uma vassoura a deslocar-se na sua direcção. Mas, parvoíces à parte, parece-me que isso de eliminar o ruído resultante de actividades barulhentas para comemorar coisas devia ser um conceito a implementar de forma muito mais abrangente. Famílias inteiras, cada um com a sua arma, todos ao mesmo tempo a disparar tiros para o ar, também se me afiguram celebrações muito censuráveis. Mas essas, vá lá saber-se porquê, não suscitam criticas aos amiguinhos dos animais nem preocupações às autoridades alegadamente competentes. Devem ser comemorações daquelas que promovem a inclusão ou isso...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Ano novo, hábitos de sempre

Admiro a relação que temos, enquanto povo, com o dinheiro. É, digamos, especial. De desapego, diria. É o que se conclui depois de ver um cavalheiro, daqueles que dissertam habitualmente sobre poupança na televisão, a indagar pessoas na rua acerca do valor das comissões bancárias que o banco lhes cobra. Uns desconheciam o valor que estão a pagar, outros não sabiam nem estão muito interessados em saber e outros sabiam mas não se importam. Nenhum, apesar de informados pelo dito guru das poupanças sobre alternativas gratuitas, se mostrou interessado em mudar para um dos vários bancos que disponibilizam contas sem custos para o cliente. Nem mesmo aqueles que não estão amarrados a nenhuma instituição bancária por via do crédito à habitação deram grande importância à possibilidade de mudança.


Entre cartões e comissões para tudo e mais um par de botas, o custo médio destes “serviços” superará anualmente os cem euros. Em troca de nada. Aceitar pacificamente este saque revela uma espécie de relação de amor-ódio com os bancos. Enquanto, por um lado, levam a vida a vilipendiar a banca e os banqueiros, por outro enchem-lhes os bolsos voluntariamente. Esta passividade dos portugueses não constitui qualquer surpresa. São iletrados em matéria financeira, mas apesar de não saberem gerir a própria carteira estão convictos que conhecem todas as soluções para bem governar o país. E ainda têm a lata de se queixar…