sábado, 11 de janeiro de 2025

Mandar os "aparelhos" à parede...

Ainda sou do tempo em que, no pós 25 do A, para se exigir um qualquer “avanço” revolucionário, se fazia uma manifestação. Claro que, face ao clamor das massas operárias e camponesas, os governos da época consagravam rapidamente em legislação as exigência da vanguarda popular. Da legitimidade democrática, da representatividade que esses manifestantes e das consequências de toda essa loucura trata a história.


Acredito que a manifestação de hoje em Lisboa contra uma das intervenções policiais no Martim Moniz, convocada por faixas marginais da sociedade, possa aglutinar muita gente. Isso não os torna mais representativos do sentir da generalidade da população nem legitima a intenção de influenciar a actuação do governo e, menos ainda,acções futuras das forças de segurança. Muito mau seria se assim fosse. Até porque os que hoje vão – muito legitimamente – expressar o seu desagrado, vão fazê-lo em nome individual, não representam ninguém e nem mesmo os dirigentes partidários, nomeadamente do PS, que lá irão estar representam sequer o sentir da enormíssima maioria dos votantes nos seus partidos.


Alguns patetas, numa espécie de flash mobs, andam por aí a segurar prédios com as mãos. Têm piada, eles. Pelas fotos que já apareceram nas redes sociais um ou outro até vão às televisões dar opiniões acerca do que é melhor para o país e de como a política nacional devia ser conduzida. A sorte é que vozes de burro não chegam ao céu. Por mais que encostem os cascos às paredes.

4 comentários:

  1. Sempre disse que manifestações e greves não resolvem nada e já não as vejo!
    Beijos e um bom domingo

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  2. Embora possa não concordar com os objectivos de muitas manifestações - e geralmente não concordo - quero viver num país onde toda a gente se possa manifestar pelas causas que entender. Tal como quero também ter a liberdade de criticar livremente o que me apetecer. Parece-me é que este último direito está a ser cada vez mais colocado em causa. O que é algo que me revolta, mas isso sou eu que tenho a mania que sou democrata.

    Cumprimentos e boa semana!

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  3. Hoje em dia as manifestações já não são pelas causas, antes pelas coisas, e por agendas políticas e ideológicas extremadas, e com isso a jogar paras as televisões, para as redes socias, a tentar beliscar ou mesmo ferir quem governa, sobretudo quando não na mesma onda. É o que é! Alguns actores políticos, de partidos de pouco mais que homens ou mulheres sós, ali, no meio das turbas manifestatórias, parecem ganhar unhas e dentes que, na realidade, não se traduzem em apoio eleitoral. São, pois, o exercício de um certo poder que nãos e tem, de todo.

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  4. Esta manifestação foi mais uma idiotice da esquerda. Mais uma. Ou, como diria o outro, é apenas a esquerda a ser esquerda. Com todo este alarido o que conseguiram é que cada vez que um residente for às trombas a outro volta o alarido.

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