1 – Vi ontem, no canal público de televisão, uma reportagem sobre norte-americanos a viver em Lisboa onde foi, explicitamente, manifestada a inquietação e evidenciado o profundo desagrado – choque, foi a expressão usada - por estes cidadãos usufruírem de todos os serviços públicos, nomeadamente do SNS, sem que paguem impostos ao nível dos portugueses. Não vou apreciar a bondade ou a injustiça das medidas que permitem esta situação. Limito-me apenas imaginar o que seria se o mesmo fosse dito acerca dos migrantes de outras origens que, para além da saúde, gozam de outros apoios da segurança social sem que, por não trabalharem, efectuem qualquer desconto ou contribuição. Ou, nem é preciso ir tão longe, de portugueses que fazem disso modo de vida.
2 – Por mais que tentem disfarçar e, até, garantam que o eventual regresso de Passos Coelho à liderança do PSD seria uma óptima noticia para António Costa que assim ganharia facilmente as eleições, o que me parece é que esse hipotético retorno provoca um evidente nervoso miudinho à esquerda. Por mais que lhes custe eles ainda se lembram que foi Passos Coelho que derrotou o PS nas legislativas de 2015. Provavelmente esse cenário não se repetiria. O voto útil no Partido Socialista levaria a uma bipolarização de tal ordem que BE e PCP seriam varridos do parlamento. Só por isso já valia a pena o regresso do homem.
3 – Em consequência do mirabolante lucro de 843 milhões de euros, a CGD irá entregar ao Estado cerca de 352 milhões. Motivo mais do que justificado para o gáudio dos entusiastas daquela tese do “nacionalizar tudo, até as tabernas” manifestado sob a forma de comentários do tipo “Estão a ver? E queriam vocês, seus fachos, privatizar aquilo...”. Ora, sendo grande parte dessa receita do Estado proveniente das comissões cobradas, parece-me legitimo concluir que estamos perante mais uma descarada roubalheira fiscal sob a forma de dividendos. Estão a ver, seus idiotas, para que serve uma banco público? Para cobrar impostos, se ainda não tinham percebido.
1- nos EUA não há acesso à saúde. Esses migrantes são uma minoria e são pessoas de dinheiro. Não são pedintes, nem andam a assaltar carteiras nos monumentos. São pessoas que vão à gama alta e ao luxo. Além disso com as filas de espera e greves, não vão certamente ao SNS. Vão ao privado, onde por 15 euros conseguem uma consulta. Nos EUA pagam muito mais.
ResponderEliminar2 - Olhando para a direita, não há ninguém. Montenegro não vai lá das pernas. Mas Passos Coelho goza de um capital grande. António Costa está desgastado e se trocar o Chego pelo CDS, pode levar ao voto útil nele. Não estou certo da tua visão. Pode ser o oposto. Confio muito mais no PPC do que Montenegro que teima em descartar o Chega. E olha que Nuno Melo ontem deu sinal de vida. Se fizerem uma coligação pré eleitoral e juntarem a IL, derrotam o Chega e o PS.
3 - Uma empresa pública a dar lucro é melhor que a dar prejuízo. A CGD está alinhada com a concorrência.
1 - Claro, é tudo como dizes. E, por tudo isso, para os sectores actualmente predominantes na nossa sociedade não são bemvindos. Essa malta só gosta dos miseráveis subsiodependentes.
ResponderEliminar2 - Só Passos Coelho pode unir a direita e ganhar eleições, mas mesmo assim dificilmente terá uma maioria absoluta. O Chega é a melhor garantia da esquerda para se manter no poder. Daí que tudo façam para lhe dar a importância que não tem.
3 - Ainda bem que não dá prejuizo, mas sendo o lucro obtido à custa dos depositantes, então trata-se de um imposto. Eu sei que a UE impôs regras de gestão para permitir a injeção de dinheiro, mas isto há mais maneira de matar moscas do que cozinhar bacalhau... e influenciar seja o que for sempre foi o que o PS fez de melhor. Portanto só não influencia a CGD se não quiser...e é obvio que não quer!
Qto às comissões, vou ser sincero. Acho que devem ser cobradas porque o banco presta um serviço e tem custos com isso. Não concordo é com a quantidade e alguns tipos de comissões porque são duplicadas e não acarretam custos para a empresa.
ResponderEliminarPor esse ponto de vista deviam-nos pagar por usarmos o HomeBanking, visto estarmos a poupar trabalho aos bancos...mas, por exemplo, a "comissão de manutenção de conta" serve para manter exactamente o quê? Olha se, por exemplo, a Segurança social se lembra de nos cobrar uma comissão pela manutenção da nossa conta corrente lá nos sistemas deles. Ou, também, o restaurante onde pedir factura com NIF e tiveram de criar uma conta de "entidade" no programa de facturação...
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