quinta-feira, 4 de outubro de 2018

#Metoo vs #Pitoo

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Ninguém, acho eu, gosta de violadores. É um dos crimes mais desprezíveis e reles que alguém pode cometer. A julgar pela catadupa de denuncias vindas a público, este tipo de criminalidade ocorre maioritariamente em hotéis, por gente que uns anos mais tarde se torna famosa, rica ou influente.


Repudio vivamente que, como às vezes se pretende, o facto da vitima estar convencida que o convite para se deslocar ao quarto do agressor envolve apenas dar uma olhadela na coleção de borboletas possa constituir justificação, ou sequer atenuante, para o crime. Nestes casos não há cá isso do “estava mesmo a pedi-las”.


Lamento é que ninguém, entre tanta coisa que já foi dita e escrita acerca desta temática, se tenha lembrado de elogiar o carácter e honradez dos homens que trabalham nos hotéis. O local, recorde-se, onde mais crimes destes são alegadamente praticados. Não há noticia de nenhuma mulher ter vindo publicamente queixar-se de ter sido violada por um cozinheiro, recepcionista, paquete ou, até, pelo barman de um destes estabelecimentos. Das duas uma. Ou são mesmo boas pessoas ou ganham pouco.

1 comentário:

  1. «Lamento é que ninguém, entre tanta coisa que já foi dita e escrita acerca desta temática, se tenha lembrado de elogiar o carácter e honradez dos homens que trabalham nos hotéis. O local, recorde-se, onde mais crimes destes são alegadamente praticados. Não há noticia de nenhuma mulher ter vindo publicamente queixar-se de ter sido violada por um cozinheiro, recepcionista, paquete ou, até, pelo barman de um destes estabelecimentos. Das duas uma. Ou são mesmo boas pessoas ou ganham pouco.»

    Não passa as fronteiras da lógica da mais antiga profissão. Honra lhe seja dada.

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