sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Inovações fiscais

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A inovação em matéria de impostos parece não ter fim à vista. O próximo a inventar é o imposto “Batata frita”. Isto para, segundo os mentores da ideia, desincentivar o consumo dos ditos tubérculos após fritura. Esta fúria tributária, apesar de idiota, não se me afigura mal de todo. É como o outro. Pior seria se nos continuassem a ir ao ordenado.


Ainda assim acho possível – e desejável, já agora que é só para desincentivar – ir mais longe neste caminho. Explorar novos horizontes e, digamos, continuar a inovar no que aos impostos que visam o desincentivo diz respeito. No âmbito dos fritos, por exemplo, sugiro que se taxem os torresmos, o brinhol e os jaquinzinhos. Quanto aos doces, os iogurtes, pudins ou leite creme também me parecem constituir um filão a explorar. Até porque, ao que consta, terão um teor de açúcar bem mais elevado do que certas bebidas já sujeitas ao imposto “Coca-cola” e, portanto, convém desincentivar o seu consumo.


Obviamente que só paga estes impostos quem quer. Quem não quer pagar não consome. É este o principal argumento usado sempre que o tema vem à baila e, diga-se, não podia estar mais de acordo. É por essa razão que reitero o meu apelo aos fiscalistas, economistas e outros parvos ao serviço do governo no sentido de taxar a queca. Também só paga quem quer. Ou pode.

6 comentários:

  1. Prefiro impostos indirectos do que os outros. Informo-te e porque estou sempre atenta aos aumentos digo-te que os iogurtes, leite creme, bolachas, chocolates, cereais etc etc, já tinham levado um brutal aumento, aliás dois no legislatura anterior. Diminui o consumo? Não! Porquê só a Coca-Cola foi tributada anteriormente e não as cervejolas e amigas e as branquinhas? Pois é...interesses obscuros? Claro que sim e acho muito bem levarem com o imposto igual ao da Coca-Cola.

    As empresas têm vindo a adaptar-se e em muitos produtos já reduziram o açúcar e sobretudo o sal!

    Enfim...o certo é que devagar, devagar as coisas vão andando.

    Um bom dia


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  2. Pois é o que eu sempre disse, baixe-se o irs e compense-se com o iva ou com outros impostos sobre o consumo, qu esses só paga quem quer...ou pode!

    Sem dúvida que as coisas estão a andar...em direcção a novo resgate ou algo ainda pior. É só ver os números.

    Bom fim de semana!


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  3. Não vamos nessa direcção tão derrotista meu amigo, afina lá as agulhas porque em 2019 haverá eleições. Já agora faço-te uma pergunta: O CDS e o PSD apelam agora com mais e mais investimento público em obras megalómanas. Verdade ou mentira? Achas que na sua governação o país estava no rumo certo? Tudo a subir e a fugir do país? Um país que estava à venda com belos saldos? O que dizer dos negócios feitos? A EDP, TAP, BANIF, BES/Novo Banco...que maravilha não era? Já agora os Swaps e submarinos? Pois...é, pois é!

    Enfim amigo vai ver o teu clube que acho que irá jogar... e deixa o mundo girar:)))

    Um abraço

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  4. Aquilo que o PSD e o CDS querem ou deixam de querer não é coisa que conste da minha lista de inquietações. É lá com eles. Agora o que me inquieta, isso sim, é que no governo estejam os mesmos que nos faliram três vezes em quarenta anos a fazer exactamente o mesmo que fizeram antes e que a apoiá-los estejam aqueles que rebentaram em 1975 com o tecido produtivo do país.

    Mas não, não sou derrotista. Digamos que comungo muitas das preocupações do Carlos Carvalhas - já deve ter aderido ao PSD ou ao CDS por esta altura - expressas um dia destes à TSF a propósito do rumo que isto está a levar. Estarei, portanto, bastante pessimista. Um pessimista que, segundo uma definição de gosto bastante, não é mais do que um optimista bem informado.

    O meu clube...ainda me mata do coração!

    Bom domingo!

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  5. Ora bolas... Podem taxar tudo; tabaco, tinto, rosé, charros, metadona, mariajoana & all. A malta paga sempre para ter o seu gostinho. Dou-lhes toda a razão. Não há bem que sempre dure, nem mal que perdure, lá dizia a minha extinta Tia.

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  6. Os charros era uma boa ideia...podia ser que certa gente começasse a pôr mais tabaco naquilo...

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