O facto de eu ter um Dácia na garagem e um morador das Quintinhas um Audi, não faz de mim um pobre nem transforma o habitante do resort mais famoso de Estremoz e arredores num rico. Tão pouco comparar o dinheiro que eu possa ter depositado no banco ou que o outro sujeito tenha, suponhamos, enterrado na sub-cave da barreca pode servir para aferir das necessidades de cada qual. Mesmo a eventualidade de sair o euromilhões a um de nós – a mim ou ao cigano das Quintinhas – não fará de nenhum dos dois um milionário. Na ocorrência de tal bambúrrio, se ambos retirarmos o dinheiro do banco – o que constituiria uma medida ajuizada, saliente-se – ambos podemos ser considerados uns pobres de Jó e, logo, candidatos a receber o RSI. Sim, que nestas coisas – como em todas as outras, aliás – a malta de esquerda é que sabe. E se a malta da esquerda disser que o sortudo apostador pode receber umas valentes maçarocas da Segurança Social, então é porque assim é que está bem e encerra-se já aqui o assunto.
De referir, por fim, que quem não estiver de acordo com o exposto é racista, xenófobo, populista, cultiva um discurso de ódio e devia era estar preocupado com o Berardo, o Oliveira, o Cavaco, o Dias Loureiro e as grandes fortunas que não pagam impostos. Mencionar o Sócrates, o Vara ou três bancarrotas com governos do Partido Socialista não vale.
Subscrevo inteiramente e acho que se os direitos são para todos as regras e o cumprimento da lei deveria ter o mesmo caminho. Infelizmente a corrupção é transversal a toda a sociedade.
ResponderEliminarO RSI é apenas uma pequena parte do maravilhoso mundo dos subsídios que a Segurança social distribui generosamente por certos grupos populacionais. Há histórias extraordinárias acerca deles...Um dia escrevo algumas.
ResponderEliminarOlhe que JO a personagem bíblica e pobreca escreve-se JOB.
ResponderEliminarUm alentejano de esquerda
É de propósito. Para não confundir os BOYS...
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