Diz que, por comparação com 2015, há em Portugal mais mil trezentos e tal milionários. Condição a que se chega quando o património da criatura atinge, mais ou menos, o milhão de euros. O número, ao que consta, tende a aumentar. E muito, ao que parece. Segundo os gajos e as gajas que estudaram isto da riqueza acumulada – a tal que a filha do ex-terrorista Camilo quer atacar – nos próximos cinco anos a quantidade de ricaços com este nível de fortuna deve ultrapassar os setenta e seis mil.
Não farei, quase de certeza, parte desse número. A menos que as bolas do euromilhões acertem com os palpites da sociedade em que invisto nesse jogo do demo. Mas, mesmo assim, fico satisfeito por haver cada vez mais gente endinheirada. O que me desagrada é ver a indignação que o facto suscita. Uns invejosos, é o que é. Por mais que chorem baba e ranho, ou vertam lágrimas de crocodilo pelos probrezinhos coitadinhos, não me comovem. Querem lá eles saber. Nem, tão pouco, acredito naquela treta do cada vez mais ricos e cada vez mais pobres. Tretas, reitero. A mesma análise revela que a riqueza média de cada português também subiu em relação ao ano passado e que mais de 55% dos tugas possui um património entre dez e cem mil dólares. O que confirma, se tal ainda fosse necessário, tudo aquilo que os geringonços têm vindo a afirmar acerca da tragédia a que o governo do Parvus conduziu o país...
Caro Kruzes.
ResponderEliminarIsto é o país dos pobres desgraçadinhos a quem a mãe abandonou ao frio e á chuva na primeira oportunidade, o pai deu-lhe porrada de criar bicho, teve que ir fossar nos caixotes do lixo para matar a malvada da fome, (não se percebe o problema da diabetes nem da obesidade) e até o vizinho lhe roubava o pão da boca. Como calçado só tiveram aqueles com que nasceram e, só quando foram á tropa é que tiveram as primeiras botas, as calças com que se vestem tem reforço (cuadas) e joelheiras, as saias são feitas de sacos de linhagem, etc, etc, etc. Já assim era pelo menos há 3 séculos quando os marinheiros da velha Albion aportavam á Lisboa capital do império e viam multidões de esfarrapados, piolhosos e cães famintos á porta dos conventos e dos solares da nobreza que pelas 3 horas da tarde lhes davam de comer,Comido o presigo dormiam a sesta e esperavam pela próxima. Hoje em dia mudou muita coisam as multidões são as mesmas mas vão para a porta da segurança social, mas já não se vêm maltrapilhos nem esfarrapados, o pessoal veste bem, o cabelo está pintados as unhas de gel são frequentes e os "ifones" de última geração são omnipresentes. Mas culturalmente trabalhar para esta raça "parece mal", pois estão cheios de habilitações e de cursos que não dão cabida a nenhum tipo de trabalho. Só com algum jeito aceitam um emprego. Depois como foram criados na cultura da "cunha", do "padrinho", da tença e de que "quem não chora não mama" nem que seja nas tetas duma cabra môcha, assim sendo o pessoal dá-se muito bem com a pobreza por incrível que pareça. Fazer descontos ou pés-de-meia para mais tarde é para o pobre perfeita estultícia, afinal só se vive uma vez. Amanhã deus dará. Poupar pata quê? Para enriquecer os bancos? (alguma razão têm) . Sei lá se chego á reforma? e depois é só ver estatísticas! O pessoal dura cada vez mais! As reformas são pequenas. Claro se foi o próprio que as fez. Se descontou muito sempre receberá algum. Se descontou pouco ainda receberá menos pois claro! Se nada descontou, nem poupou, recebe o mesmo ou quasi do que os que descontaram um "carro" de anos , E viva o socialismo que para o caso dá na mesma, se for o nacional-socialismo, desde que se colha sem semear é bom negócio, interessa alguma coisa para os pobrezinhos que seja cigarra ou formiga. Como diria um saudoso professor qu tive vai para mais de 50 anos : -Pobre é o que gasta mais do que ganha. Rico: -É o que gasta menos do que aquilo que ganha. Remediado : Gasta o que ganha! E mais não digo pois tenho mais que fazer, e até já ganhei direito á tença depois de 39 anos e 11 meses de descontos para SS.
Bom retrato desta chafarica à beira-mar plantada, caro Alvaro!
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