Não gosto de touradas. Por nada de especial. Simplesmente não gosto. Mas detesto muito mais os anti-taurinos. E em relação a esses tenho muitos motivos para os detestar.
A juntar a todos as outras deram-me, por estes dias, mais uma razão para desprezar a actuação dessa gente. Não se cansaram, na época, de manifestar o seu gáudio pela decisão do parlamento catalão de proibir as touradas. Consideraram, até, estarmos perante um avanço civilizacional. Contudo, estranhamente, ninguém os ouve protestar contra a transformação da praça de touros de Barcelona numa mesquita. A maior da Europa, ao que se diz. Nem, provavelmente, encaram isso como um retrocesso da civilização ocidental. O mais certo é nem se importarem.
Vão ver, algumas activistas da causa anti-touradas, sempre tão preocupadas com o que acontece aos bois, até terão alguma compreensão pela forma como os islâmicos tratam as mulheres. Ou, pelo menos, olham para o tema com indiferença. Trata-se de algo que acontece lá longe e, portanto, acharão que não lhes diz respeito. Por enquanto. O pior é que eles estão aí. À nossa porta.













