quinta-feira, 24 de abril de 2014

Trambalazanas Free


Tal como era expectável o tal negócio de que há mais de dois anos se falava na Internet deu o berro. A bem dizer a coisa nem era bem um negócio. Era mais um esquema. Manhoso, por sinal. Como geralmente acontece nestas actividades terá sido óptimo para os primeiros, bom para os espertos e tramado para a maioria. Os parvos. Os que pensam que a vida se ganha facilmente. Quanto a estes recuso-me a manifestar qualquer espécie de solidariedade ou compreensão para com o momento difícil que, acredito, estejam a passar em termos financeiros em consequência da aposta que fizeram neste esquema. Tenham paciência mas é preciso ser um grande trambalazanas para, além de gastar todas as economias, recorrer ao crédito para se meter nesta coisa dos não sei quantos free. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Não gostam de porco? Comam as batatas...


Tal como temiam todos os democratas – os de cá e os de lá - as nefastas consequências da conquista de algumas câmaras municipais, pela Frente Nacional já se começam a fazer sentir. Nomeadamente no que toca aos menus servidos nos refeitórios das escolas públicas. Parece que, para agradar aos muçulmanos, a carne de porco estava excluída das refeições fornecidas aos alunos. De ora em diante, diz, vai deixar de ser assim. Há que garantir a laicidade do ensino. E isso da laicidade não se aplica apenas aos crucifixos, cuja retirada das escolas portuguesas foi muito – e bem – defendida pelos partidos de esquerda. Também serve para os morfes. Afinal, bem vistas as coisas, as diferenças entre a Frente Nacional lá da França e as nossas esquerdas não são assim tão grandes. 

domingo, 20 de abril de 2014

Estacionamento tuga

Lugar para estacionar é coisa que não falta na zona da estação dos autocarros cá do sitio. É uma área moderna, com parques por todo o lado e passeios largos. Arejada, como diria o outro que tinha a mania que era comentador desportivo.
Ainda assim, para o tuga que se preza, parece não chegar. Daí a necessidade de aparcar o carro mesmo, mas mesmo, à porta do do tasco. Nem, de certeza, a mine que foi emborcar lhe saberia tão bem se tivesse deixado a porra do chaço no sitio devido.
Para os que não conhecem, o bar fica na esquina e a viatura está, no máximo, a dois metros da esplanada.

sábado, 19 de abril de 2014

Oferece-se cão?!

Não tenho por hábito andar por aí a surripiar coisas. Nem, sequer, textos de outros bloggers. Prática que, diga-se, acho condenável. Mas a este não resisto. E se não coloco o link é porque a gaja que tem a mania, assim se auto-denominava a autora da prosa, há muito tempo que fechou o blogue. Onde, lamentavelmente, apenas escreveu três posts. A julgar pela amostra, a coisa prometia.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Liberdade é também... quando uma gaja se vem!"

Todos os anos por esta altura se fazem nas televisões, nas rádios, nos jornais e nos blogues grandes e pequenas dissertações sobre o antes e o depois do 25 de Abril. Por norma enaltece-se a liberdade que antes não havia, reafirma-se a infelicidade, a tristeza e o cinzentismo com que então se vivia e, no meio de uns quantos lugares comuns, salienta-se a beleza de uma “revolução” que, da noite para o dia tudo alterou. Pelo meio, como se fossem verdades absolutas, dizem-se e escrevem-se uns quantos disparates. Vindos, principalmente, daqueles que à época ainda não eram nascidos mas que por terem lido umas coisas sobre o assunto se acham donos da verdade histórica.
Pena que, por norma, se esqueçam dois temas marcantes. A guerra colonial, antes do 25 de Abril, e a tentativa de implementação de uma ditadura comunista logo a seguir ao golpe de Estado. O primeiro porque era, mais do que tudo o resto, a preocupação da esmagadora maioria das pessoas. Praticamente não havia ninguém que não tivesse um familiar ou amigo nas colónias. Por muito que isso custe a muita gente, na altura, qualquer mãe estava muito mais preocupada com a guerra do que por não poder ir a Badajoz comprar caramelos sem autorização do marido. Não admira, por isso, que o fim do conflito militar tenha sido considerado por quase todos como a principal conquista de Abril.
Não deixa, também, de ser estranho que ainda hoje se procure branquear a sucessão de acontecimentos, vulgarmente conhecida por PREC, que se seguiram à revolução dos cravos. Houve quem quisesse impor outra ditadura aos portugueses mas, vá lá saber-se porquê, parece que existe medo de tocar no assunto. Prenderam-se pessoas, roubaram-se bens, destruiu-se o tecido produtivo e descapitalizou-se o país. Se nos escapámos de pior podemos agradecer ao Mário Soares e ao Partido Socialista. Foi, ao que me lembro, a última coisa de jeito que fizeram pelos portugueses.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Factura da sorte

Está quase aí o primeiro sorteio “Factura da sorte”. Lamentavelmente apenas tenho 25 cupões. Comprei pouco e barato, que sou pouco dado a essas coisas do consumismo.
Com um número tão reduzido de cupões e o azar que tenho ao jogo, o Audi há-de sair a outro que não a mim. Mas, desde já, manifesto toda a disponibilidade para socorrer o desgraçado a quem sair. O infeliz que tenha a pouca sorte de lhe sair o carro pode – e deve – contactar-me. Estou cá para o ajudar. Pode entregar-me a viatura que, em sinal de reconhecimento, pago-lhe um cafézinho. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cidadão exemplar

Isto do Estado Social e dos apoios sociais tem muito que se lhe diga. Há-os de todas as espécies, para todas as circunstâncias. Até para as mais inusitadas. Só um individuo, segundo noticia o Diário de Noticias, estará a beneficiar de apoio judiciário por parte de cento e quarenta advogados. Pagos Segurança Social porque o dito cujo não terá condições económicas para contratar quem o defenda.
Não vou defender o abate sumário do espécime em questão. Nem, sequer, considerar que se trata de um parasita que há muito devia ter sido erradicado. Longe de mim pensar em fazê-lo. Se ousasse ir por esse caminho ao ser em questão depressa seria disponibilizado o centésimo quadragésimo primeiro causidico que, certamente, trataria de me processar por difamação, intolerância ou qualquer outro desses crimes modernaços paridos pela ditadura do politicamente correcto.
Duas coisas, apenas duas, me atormentam. A primeira é que ninguém ainda se tenha lembrado de pôr cobro a isto. Principalmente quando tanto se fala em gorduras do Estado. Isto, não há como discordar, é do mais gorduroso que há. A outra é a dificuldade que certa intelectualidade tem em aceitar que estes casos existem, que são muitos mais do que aquilo se se vai conhecendo e que não têm um peso assim tão negligenciável como querem fazer crer. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Desculpem qualquer coisinha...mas o que é que querem, eu também não gosto de pagar impostos!

Ontem, por volta da uma da tarde, um determinado estabelecimento comercial da área da restauração estava cheio. Repleto de clientes que, um a um, iam pagando os morfes que devorariam uns minutos depois no recesso de seus lares. O décimo freguês – o único chato que por ali se encontrava – pede factura com número de contribuinte. A funcionária arregala os olhos, engana-se sucessivas vezes, justifica a falta de prática por ninguém pedir factura com número de contribuinte e os restantes clientes impacientam-se com a demora. Culpa-se a máquina, a burocracia, as finanças mais essa parvoíce do carro e, mal o gajo que pediu a factura cruze a porta em direcção à rua, o paspalhão armado em bufo que tem a mania de se armar em fiscal. Ou pide. Ou outra coisa qualquer igualmente reprovável do ponto de vista dos labregos que se ufanam de não alinhar nessa coisa das facturas.
Por esta altura já quem me lê terá identificado o gajo que pediu a factura. Eu, obviamente. Que pouco me importo com os incómodos dos outros. Principalmente daqueles que enchem a boca de “cidadania” e outros conceitos manhosos, mas que, quando toca a exercê-la naquilo que realmente importa, preferem ficar do lado de quem se esquiva ao cumprimento dos deveres de cidadão. 

sábado, 12 de abril de 2014

A ver passar...nada.

Por aqui já passaram comboios. Hoje, se o desvario despesista não tivesse abrandado, passariam bicicletas. Onze quilómetros de ciclovia no meio de nenhures estiveram – ou estão, sei lá – projectados para este percurso. Não se sabe se os contribuintes portugueses e europeus irão ou não financiar, um dia, esta ideia. Se não o fizerem o mato continuará a tomar conta deste troço de via férrea desactivada entre Estremoz e Vila Viçosa.
Surpreendente é o facto de, após tantos anos de abandono, os carris continuarem no mesmo sitio. São muitas toneladas de metal ali mesmo à mão. Estranho, pois, que nem a malta das carrinhas brancas nem o gajo dos robalos ainda não o tenham recolhido.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Guterres o melhor primeiro ministro?! Pois... e Paulo Fonseca é o melhor treinador do mundo...

Nada aprendemos com as dificuldades que estamos a passar. Não que isso seja algo de muito surpreendente – o povo é burro por natureza – mas, ainda assim, dá que pensar. Vem isto a propósito, desta vez, de uma sondagem que dá António Guterres como o melhor primeiro ministro que o país conheceu em democracia. O mesmo que Sousa Franco, que até foi seu ministro das finanças e insuspeito quanto à sua capacidade de análise, qualificou como o pior primeiro ministro desde D. Maria II.
O homem, a par de José Sócrates, foi dos maiores gastadores de dinheiro de que há memória. É, como ele próprio já reconheceu, um dos responsáveis pela triste situação em que o país se encontra mas, apesar de tudo, os tugas acham-nos o melhor chefe de governo desde o 25 de Abril! Palavras para quê?!
Tenho curiosidade em saber em que lugar surge Vasco Gonçalves. Suspeito que deve ocupar um dos lugares cimeiros na preferência dos inquiridos. O último, por estranho que pareça, não lhe cabe. Pertence a Durão Barroso. Também não está mal entregue, diga-se.

Transparência sim, mas só se não puser em causa as amplas liberdades e garantias duramente conquistadas com o 25 de Abril pelos corruptos e outros criminosos

Já se sabia que isso de reproduzir publicamente informação publicada em sites oficiais e, supostamente, destinada a ser do conhecimento publico, pode ser considerado crime. De difamação ou de outra coisa qualquer que esteja mais à mão de quem tem poder para decidir se determinado comportamento é, ou não, criminoso. Sendo assim essa coisa da transparência não tem utilidade nenhuma. Mais vale, portanto, fechar todos os portais oficiais onde se publicam os actos da administração e, com isso, poupar o dinheiro do contribuinte. Se é para ninguém poder dizer nada acerca do que lá está exposto à vista de todos, então para que servem?! É por estas e por outras – mas principalmente por estas – que concordo com a malta da esquerda quando garantem que este país está a voltar aos tempos de antes do 25 do A. Só que a ditadura agora não é de direita nem de esquerda. É a do politicamente correcto e das amplas garantias constitucionalmente consagradas aos cidadãos. Por mais corruptos e criminosos que sejam. Daaassssssss.

PS – Não me apetece mencionar casos concretos. São conhecidos uns quantos. Quem tiver paciência e curiosidade que os procure no Google.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Não, não acho bem isso de aumentar o salário mínimo.

Quem tem a paciência de me ler com alguma regularidade sabe que sou contra os baixos salários, os cortes, os impostos elevados e todas essas coisas que contribuem para um fraco poder de compra e uma baixa qualidade de vida. No entanto, pela forma como se pretende implementar a medida, não concordo com o aumento do salário mínimo nacional. Não agora. Não nestas circunstâncias.
Será uma opção muito popular. Melhorar o rendimento de quem ganha menos é uma coisa simpática. Mas tomar decisões motivadas pela emoção não é boa ideia. Principalmente quando, como é o caso, em causa estão questões relacionadas com dinheiro. Daí que o estranho consenso que rodeia este assunto não deixe de me surpreender. É que, não sei se alguém ainda se recorda, há pouco mais de três meses foram feitos cortes brutais nos ordenados e, mais dia menos dia, o cenário vai repetir-se. Em vencimentos, recorde-se, a partir de seiscentos e setenta e cinco euros. Pouco acima, portanto, daquilo que agora pretendem aumentar. Parece, mas pelos vistos é só a mim, que é capaz de existir aqui alguma inconsistência...
Há, depois, outra questão provocada pelo aumento do SMN que ninguém discute. O aumento da despesa pública que alguém vai ter de pagar. É que no Estado existe muita gente com vencimentos entre os quatrocentos e oitenta e cinco e os quinhentos ou quinhentos e quinze euros que se pretendem como novo valor do SMN. Que, naturalmente, terão de ver as suas remunerações actualizadas. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Direitos de passagem?! Ninguém me paga nem tão pouco pediu licença!



Não gosto de pagar impostos. É uma coisa que me aborrece. Uns mais que outros, é certo. Por que se em relação ao IRS ou ao IVA, por menos que se goste, a razão da sua existência é evidente, outros há que não lembram a ninguém. Ou melhor, lembram à corja que nos governa. Estes, os que estiveram antes e os outros antes deles.
Para além do IMI, a que fiz referência noutro post, a TMDP – taxa Municipal dos Direitos de Passagem – que pagamos na factura dos serviços de telecomunicações, constitui outro exemplo da indigência intelectual de quem nos tem governado. Nem está em causa a quantia. É ridículo – não passa de uns cêntimos por mês – e para as autarquias, que são as destinatárias finais desta receita, representa um valor residual nos respectivos orçamentos. A teoria que presidiu à criação desta taxa é que é absolutamente estúpida. Atente-se nisto. Os cabos passam sobre o meu quintal e podem, até, causar-me algum tipo de estorvo mas, ainda assim, eu é que pago a taxa. Não devia ser ao contrário? Eles a pagarem-me a mim por utilização do meu espaço aéreo? 

domingo, 6 de abril de 2014

Isto sim é que um assunto fracturante. Atrevo-me a dizer polifracturante, até.

Uma estação de televisão emitiu ontem uma reportagem acerca de uma família – constelação familiar, como se autodenominam – poliamorosa. Ou seja, um grupo de pessoas que vivem juntas ou se juntam de vez em quando, fornicam umas com as outras e que têm liberdade e consentimento da alegada família para fornicar com quem muito bem lhes apetecer. Pertença ou não ao alegado grupo familiar poliamoroso.
Pode, assim à primeira vista, parecer confuso. Mas não. Aparentemente a coisa funciona. E, acrescento, afigura-se-me que no actual contexto este modo de vida pode contribuir de forma decisiva para a melhoria da situação social, económica e financeira do país. Como e porquê? É só pensar um pouco, começar a fazer contas e as respostas surgirão naturalmente de tão evidentes que são.
Também no plano jurídico esta deve ser uma prioridade para os nossos legisladores. Uma nova causa fracturante, mesmo. Nomeadamente para o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista. De resto se dois paneleiros podem casar e, um dias destes, adoptar crianças, não encontro nenhuma explicação racional para que um gajo e quatro gajas não possam fazer o mesmo. Ou três gajos e duas gajas. Ou cinco gajas, oito gajos e três paneleiros. Tudo ao molho, claro. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

É a facturazinha do IUC e do IMI que acabei de pagar, se faz favor.

Março foi o mês de pagar o IUC. O selo do carro, como o pagode lhe continua a chamar. Abril vai ser o IMI. Que, lamento desapontar os autarcas que me lêem, é o imposto mais estúpido que existe em Portugal e seguramente – digo-o com assumido desconhecimento de causa – dos mais idiotas que existirão por esse planeta fora. O imóvel, coitado, está ali sem fazer estorvo a ninguém – aliás, se fizesse não seria licenciado – não está a consumir recursos públicos, ocupa um espaço privado, mas, ainda sim, tem de pagar imposto. Elevadíssimo, por sinal. É, portanto, uma refinada roubalheira. Contra a qual, estranhamente, não vejo ninguém protestar. Ao contrário do que fazem certos bandos organizados acerca de outras questões menores. Nem vejo os indignados das redes sociais – leia-se Fuçasbook – manifestar a mais viva repulsa contra este gamanço de que quase todos somos vitimas. Devem estar muito ocupados a destilar indignação por o fisco ir sortear carros. Isso sim um problema realmente importante, como todos sabemos.
A propósito – e porque isto anda tudo ligado - será que a Autoridade Tributária vai emitir factura do IUC e do IMI?!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sei o que fizeste na legislatura passada

António José Seguro não é um líder carismático. Está, até, muito longe disso. Mas tem ideias. Muitas, mesmo. Geralmente dispendiosas, como quase todas as ideias que provêem de qualquer socialista que se preze. Mas o homem, reconheça-se, está muito mais comedido do que os seus antecessores. Não promete acabar com os pobres nem criar empregos aos milhares. Fica-se pela intenção de, no espaço de uma legislatura – a sua – acabar com os sem-abrigo. Apesar de ser ainda desconhecido o método a utilizar para concretizar tão voluntariosa e ciclópica tarefa, presumo que a coisa envolva a distribuição massiva de abrigos a quem não os tem.  Destes, provavelmente. Doutros nem ele acredita que seja capaz.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Às tantas ficaram em casa a ver gajas nuas na internet...

Havia ontem quem lamentasse que uma manifestação de reformados não tenha tido mais do que meia dúzia de participantes - parece que eram mesmo seis – quando pelo facebook teriam sido mais de sete mil os que manifestaram intenção de ir para a rua protestar contra o corte nas reformas e essas coisas. Terá sido, provavelmente, a chuva que caiu copiosamente sobre Lisboa a grande responsável pela fraca mobilização. Ou, se calhar, um conjunto de outras coisas que agora não vêm ao caso.
O que vem ao caso é isso do facecoiso. Faz-me confusão, o que é que querem. Por que raio sete mil almas, com idade para ter juízo, foram enganar os organizadores do protesto?! Pior. Talvez tenham até provocado alterações na agenda do Jerónimo, da Catarina e de outros figurões sempre prontos a aparecer nestas coisas para expressar o quanto estão solidários com quem se manifesta. Não se faz. O mundo está perdido. 

domingo, 30 de março de 2014

Arranjem lá outra coisa para se indignarem...



(imagem descaradamente roubada a um gajo que a publicou na internet)

Parece-me um bocadinho a atirar para o estranho a indignação e o espanto que leio por aí a propósito de alguns beneficiários do RSI perderem aquela prestação social por terem mais de cem mil euros no banco. A ver se nos entendemos. Onde é que está a admiração que certa malta que recebe o “Rendimentuuu” possa ter depósitos desse valor? Não percebo. Se eles são vistos a chegar às estações dos correios ou aos bancos montados em “bombas” topo de gama, caras como o caraças só em manutenção, é óbvio que têm de ter dinheiro aos montes. Qual é a dúvida?! Até os que se indignam com estas coisas sabem isso...

sábado, 29 de março de 2014

E do Volvo V60 da TVI, ninguém diz nada?!

Um programa televisivo, daqueles popularuchos de domingo à tarde, vai sortear um carro de luxo. Para o pagode se candidatar a tão fantástico prémio basta telefonar e pronto, fica desde logo habilitado a ganhar o carrão. De salientar que a candidatura, que é como quem diz a chamada telefónica habilitante, custa sessenta cêntimos. Mais IVA, acho eu.
Presumo que o negócio seja, para a TVI, um fiasco. Duvido que alguém concorra. Os jornais e os activistas do Facecoiso já devem, por esta altura, estar a promover uma campanha de esclarecimento da opinião pública acerca dos avultados custos anuais de manutenção da viatura a sortear. É que nisto de contas, como bem sabemos, os tugas são especialistas. Do melhor que há.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Tal cão, tal dono.


Quando ouço alguém dizer que ao seu bichinho de estimação só falta falar, por norma, acredito. Mesmo sem conhecer o animal. Nem é preciso. Sabendo que a certos donos só falta andar com as quatro patas no chão, convenço-me com facilidade, por comparação, que qualquer canito pode discursar fluentemente. Quiçá, até, escrever. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

E contudo eles votam...


Sou, em termos estatísticos, católico. Mas ainda bem que é apenas nessa coisa da estatística. É que se fosse à séria, daqueles mesmo praticantes, seria minha obrigação ir todos os anos a Fátima a pé em sinal de reconhecimento por Deus não me ter atribuído o impressionante nível de imbecilidade que profusamente distribuiu entre uma quantidade significativa de portugueses. O grau de estupidez que por aí se vai vendo é tanto que talvez não fosse suficiente uma simples deslocação em marcha acelerada. A forma de manifestar todo o meu agradecimento teria de ser ao pé-coxinho ou de recuas. Exemplos? Bom, talvez os seguintes sejam suficientes... Mas se não forem arranjam-se mais.

(Tudo isto a propósito do sorteio dos carros do fisco!)











terça-feira, 25 de março de 2014

E se os credores, esses malandros, formos nós?!


Obviamente que não questiono a sapiência, quanto a esta matéria, dos setenta e quatro subscritores do manifesto a pedir a reestruturação da divida. Saberão, naturalmente, muito mais dessas coisas do que eu. Até porque, à beira dessa gente, não passo de um iletrado. Há, no entanto, algo que me incomoda. Me atormenta, digamos. Parte significativa da divida está nas mãos de bancos nacionais ou a operar no país, da segurança social e de muitos portugueses que investiram as suas poupanças em certificados na esperança de algum retorno que lhes compense o que lhes está a ser roubado pelo cortes nas reformas e vencimentos. Daí me parecer que esta malta estará a querer arranjar mais uns quantos BPN's e acabar de vez com as economias dos portugueses. Digo eu, que não percebo nada disto e que acredito não ser o pagode que subscreve estes manifestos parvo de todo. Embora, assim de repente, quase pareça...

segunda-feira, 24 de março de 2014

E não se arranja um sistema de multas assim tipo via verde?


Construir uma avenida em linha recta quase a perder de vista, com um piso fantástico e depois obrigar os condutores a circular no máximo à estonteante velocidade de cinquenta quilómetros por hora, constitui uma maldade ainda maior que o arruamento. Uma provocação, quase. Está bem, pronto, é a lei que não deixa andar mais depressa dentro das localidades mas, porra pá, estão mesmo a pedi-las. Ás velocidades, claro. Se é para andar devagar mais valia uma vereda toda manhosa. Sempre ficava mais barata aos contribuintes. 

domingo, 23 de março de 2014

É fazer a conta...

Diz que os portugueses bebem, em média 2,5 cafés por dia. Setenta e três por cento dos quais em cafés, restaurantes, pastelarias e espeluncas congéneres. Admitamos que o estudo está correcto. Para simplificar as contas admitamos também os portugueses são exactamente nove milhões e meio. No final do dia teremos bebido qualquer coisa como vinte e três milhões setecentos e cinquenta mil cafés. Dos quais, os tais setenta e três por cento, em cafés, restaurantes, pastelarias e espeluncas congéneres. O que dará o simpático número de dezassete milhões trezentos e trinta e sete mil e quinhentos cafés beberricados, nos tais estabelecimentos.
Para a coisa não assumir contornos ainda mais aterradores e tornarmos os números mais redondos, vamos presumir que dez por cento são oferta da casa. Serão, assim, vendidos dezasseis milhões de cafés por dia. Dos quais, atendendo ao que se constata, talvez sejam facturados sessenta por cento. Acreditemos, generosamente, que sim. O que dá seis milhões e quatrocentos mil por facturar. A, vá, sessenta cêntimos cada um. Valor que inclui onze cêntimos de IVA. Significará isto que ficarão, todos os dias, setecentos e quatro mil euros de impostos por entregar ao Estado. Duzentos e cinquenta e seis milhões e novecentos e sessenta mil euros, ao fim de um ano.
Perante estes números hesito em continuar a culpar o Parvus Coelho, o Sócrates, o Cavaco ou a Merkel. Até mesmo o Rendeiro ou o Gonçalves me parecem uns meninos na arte do “desenrascanço”. Se calhar, perante estes dados, os verdadeiros culpados serão outros...

sábado, 22 de março de 2014

De boas intenções...


A intenção governativa, veiculada pelo secretario de estado do desenvolvimento regional, de limitar o acesso ao próximo pacote de apoios comunitários às autarquias endividadas, parece do mais elementar bom senso. Faz, até, confusão como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso. Provocará, de certeza, muita brotoeja entre os autarcas caloteiros, esbanjadores de recursos públicos por vocação e amados pelos eleitores por isso mesmo. Será precisa muita coragem para concretizar a medida, porque o lobi autárquico vai-lhes cair em cima. Mas há que tê-la. Se outros, antes, já a tivessem tido talvez não tivéssemos chegado a este triste estado. E se ainda não for desta o mais provável é um dia destes irem-nos aos bolsos outra vez para pagar mais uma porrada de “investimentos” inúteis, despropositados e que pouco mais servem do que para encher o ego de alguns à custa do esvaziamento das carteiras de todos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

É o medo que guarda a vinha...e não falta quem queira que tenhamos medo!

Num artigo publicado aqui há atrasado no jornal Expresso era abordada a postura dos portugueses perante o sorteio de automóveis pelo fisco e se isso os motivava ou não a pedir factura com número de contribuinte. Haverá, segundo o articulista, dois tipos de consumidores. Os “NIFomaníacos” e os “NIFóbicos”. Ainda segundo o autor do artigo os primeiros são os que pedem factura de tudo o que compram e os segundos aqueles que se recusam a pedir factura por medo de ver a vida exposta aos olhos do fisco.
Desconheço se o objectivo do articulista era ou não divertir os seus leitores. Por mim achei-lhe piada. Depreciar a atitude cívica de quem pede factura só merece mesmo uma risada. De escárnio, no caso. Ou de dó perante tanta alarvidade. Propagandear argumentos ridículos acerca do pretenso “Big Brother” em que potencialmente se transformará este processo é, também, motivo mais que suficiente para umas quantas sonoras gargalhadas. Ainda que mais contidas, porque desde pequeno que me ensinaram a não rir dos pobres de espírito ou dos que sofrem de algum retardo.
Que ao cidadão comum surjam dúvidas e receios acerca deste assunto pode, até, ser tolerável. Agora que um jornalista – alguém com um nível de conhecimentos, supostamente, acima da média – não contribua para as desmistificar é que já me parece risível. Podia, ao menos, ter esclarecido que sim, o fisco fica a saber onde um incauto cidadão jantou. Mas se pagar com cartão o banco também. Ou, se pagar em dinheiro, em que ATM fez o levantamento. Tal como o Belmiro e os seus parceiros sabem o que comemos, o que bebemos, o que vestimos e, para os que usam preservativos, a frequência com que se enrolam com a patroa. É que, como se lamentava em certa ocasião uma cigana, eles com os computadores sabem tudo da nossa vida. Mesmo sem factura.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O drama... o horror... a tragédia... o roubo... o IMI!

Um antigo primeiro-ministro, conhecido pela manifesta incompetência com que governou o país, disse em determinada altura que a Sisa era o imposto mais estúpido do mundo. Era capaz de, nessa apreciação, ter acertado. Hoje a Sisa já não existe. Ou melhor, mudou de nome. Chama-se IMT e é, basicamente, a mesma coisa.
No campo dos impostos sobre o património temos também o IMI. O imposto mais injusto que se conhece. O roubo transformado em algo legal. Tudo o que se quiser no domínio da injustiça e do saque aos nossos bolsos. Agravado, mais uma vez, este ano. No meu caso em cerca de sessenta por cento. A nota de liquidação já disponível no portal da Autoridade Tributária e quem se quiser aborrecer à conta de uma surpresa desagradável pode dar uma espreitadela para confirmar a dimensão da roubalheira.
O pior é que o produto do saque tem vai ter um fim triste. Esturrado ao desbarato, como quase todos os outros impostos. O que significa, mais tarde ou mais cedo, a invenção de um novo tributo. Mais estúpido, mais injusto e, provavelmente, mais parvo. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Afinal o tamanho importa?


Ganhar a vida a tirar a roupa – a própria, não a de outrem – é uma actividade tão nobre como outra qualquer. Desde que existam parvos e parvas em número suficiente dispostos a pagar para ver alguém despojar-se dos trapos que tem em cima, não me parece que se trate de algo condenável. E digo parvos porque não encontro nada mais simpático para chamar a alguém de vinte, quarenta ou sessenta anos que pague para ver outra pessoa a despir-se. Mesmo que a coisa envolva contornos de alguma excentricidade. Como um anão, por exemplo. Embora, talvez, isso da excentricidade no caso não se aplique muito e evolua antes para alguma espécie de demência.

domingo, 16 de março de 2014

"O privado funciona muito melhor que o público". Sim, se tivermos um mandarete...

Por razões que não vêm ao caso, os últimos dias foram ocupados a tratar de questões burocráticas. O calvário burocrático envolveu deslocações a repartições públicas, bancos, correios e, lojas que tratam de assuntos de empresas que já não têm delegação cá na terra. Tudo locais que evito como a mourama o toucinho.
A minha experiência a lidar, do lado de cá, com a burocracia não é grande. Mas, surpresa das surpresas, nos diversos organismos públicos onde me desloquei encontrei gente simpática, atenciosa e um serviço desburocratizado. De excelência, diria. O pior – e, confesso, mais surpreendente – foi o contacto com os privados a que tive de recorrer. Filas intermináveis, quase terceiro mundistas, um número de “colaboradores” manifestamente insuficiente para tanta procura e – suprema surpresa - uma burocracia que já não se usa. Nem na administração pública. Uma lástima, em suma. Mas que recomendo vivamente a todos os que andam por aí a pregar a tal reforma do Estado. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Pagar e morrer é a última coisa que se faz na vida. Não necessariamente por esta ordem...


É um lugar comum dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas este é um dos casos em que tal expressão se aplica na plenitude. Até porque não tenho tempo para escrever mais nada. Preciso de ali renegociar uma divida. Aproveitando a onda, vou tentar convencer um credor a quem devo cem euros a aceitar oitenta e damos o caso por encerrado. Entretanto, como continuo à rasca e já que vou falar com ele, peço-lhe mais cinquenta e, quando calhar, pago-lhe. Ou renegoceio, sei lá.