Discordo dos que se mostram indignados com a decisão parlamentar de suportar as viagens - e respectivas ajudas de custo - entre Lisboa e Paris, onde alegadamente terá residência, a uma ilustríssima deputada da nação. Não acho mal que assim seja. Os bons profissionais devem ser bem pagos, sejam eles gestores, futebolistas ou exerçam outra qualquer profissão. O mesmo se aplica aos deputados. E às deputadas boas.
Também o alarido relativamente à absolvição do empresário Domingos Névoa da acusação de tentativa de corrupção a um vereador da Câmara de Lisboa me parece manifestamente exagerado. Afinal a douta decisão judicial constituirá uma dinâmica interpretação da legislação em vigor e, principalmente, tratar-se-á do merecido reconhecimento há muito devido ao livre empreendedorismo. Absolva-se, pois, o homem. Melhor ainda. Louve-se o empresário dinâmico, de sucesso e, já agora, ensine-se-lhe que da próxima vez se deve dirigir às pessoas certas…
Por cá tem constituído notícia o desaparecimento, num caso, e o aparecimento, noutro, de coisas com rodas. O sumiço de três tractores do interior das instalações de uma empresa de comércio destes equipamentos, por serem objectos de dimensões apreciáveis, não pode deixar de ser surpreendente. Afinal uma máquina daquelas não se transporta num bolso nem esconde num qualquer canto. Nem, sequer, se vende em mercados semanais.
Surpreendente, ou talvez não, é o alegado aparecimento de umas largas dezenas de carrinhos de supermercado num bairro contíguo a uma superfície comercial. Ao que se diz, a inusitada procura destes apetrechos por parte dos moradores, assíduos frequentadores do estabelecimento em causa, terá a ver com as múltiplas utilizações que lhes podem ser dadas. Entre outras coisas diz que são óptimos como utensílios de cozinha. Grelhas para colocar sobre as brasas, nomeadamente.







