sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O desporto é uma actividade muito cansantiva...

A propósito do desporto que por cá se vai praticando, tive um pequeno texto preparado e que acabou por não ser publicado aqui no blogue para não ser associado a polémicas, que entretanto surgiram na blogosfera estremocense, envolvendo assuntos desportivos locais.

Tinha a minha pequena divagação a ver com o abandono da prática desportiva por parte dos jovens que concluem o ensino secundário, como se a entrada na faculdade ou no mercado de trabalho constituísse uma barreira ou algo absolutamente impeditivo dessa prática. No caso da natação, que acompanho mais de perto, apenas uma pequena percentagem de atletas e mesmo assim apenas nas cidades do litoral, tem mais de dezassete ou dezoito anos, o que constitui um factor determinante na competitividade das equipas, na integração de novos atletas e na continuidade do trabalho dos treinadores.

Decorreu recentemente em Badajoz um torneio de natação, no qual o CFE esteve presente, que envolveu mais uma dúzia de clubes de Elvas, da Estremadura espanhola e da Andaluzia. Em todas eles, excepto nos portugueses, havia muitos atletas dessas idades e mesmo, em algumas equipas, vários nadadores com mais de vinte anos. O facto é tanto mais significativo, embora valorize os resultados alcançados pelos nossos atletas, se atendermos que o Estremoz apresentou uma equipa feminina com uma média de idades inferior a catorze anos e pouco superior no sector masculino.

As realidades do outro da fronteira são, em quase todos os aspectos, muito diferentes das que vivemos por cá. No entanto parece-me que existe da nossa parte pouca apetência para fazer sacrifícios e essa será a principal causa para o nosso atraso. Também em matéria desportiva.

Eu apoio Israel

Até porque num daqueles gajos barbudos enrolados num lençol bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe porque apanha.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Disparates da época

Por esta altura do ano, ou quando são aprovados os orçamentos municipais, surgem sempre algumas vozes, umas mais letradas que outras, sugerindo a necessidade imperiosa de aprovar os referidos documentos – mesmo que não sejam grande coisa - de forma a evitar que, face à não aprovação, a autarquia passe a ser gerida em regime de duodécimos.

Sinceramente não sei onde foram buscar essa ideia. Em caso de não aprovação deste documento de gestão, manter-se-à em vigor o orçamento do ano anterior e em lei nenhuma está previsto o recurso ao regime duodecimal na administração local. Pena que jornalistas, dirigentes partidários e até alguns autarcas ou aspirantes a isso, repitam convictamente o mesmo disparate todos os anos.

Já esta semana, quando se discutia se o PSD devia ou não votar favoravelmente o orçamento do Município de Lisboa, esta razão foi invocada por um dirigente daquele partido como um bom motivo para viabilizar a aprovação do documento. Isso e que o regime de duodécimos, que no dizer da criatura passaria a vigorar, só traria vantagens políticas ao actual presidente.

Recomendo a esta malta, até porque temos mais um acto eleitoral para as autarquias a aproximar-se a passos largos, a darem uma vista de olhos por uma espécie de “Manual do autarca” que quase todos os partidos políticos disponibilizam aos seus candidatos. Sempre se evitavam uns disparates.

É cultura (ou falta dela) estúpidos!

Os portugueses não têm a actividade política nem os seus intervenientes em grande conta. O pior é que os políticos não se cansam de lhes dar razão. Uns quantos, inquiridos um destes dias num programa televisivo, não souberam dizer onde ficam as prisões de Guantanamo e de Abu Graib, nem qual é a capital do Paquistão. Coisa que abona muito pouco a seu favor, revela uma fraca cultura geral e mostra que, provavelmente, em muitas outras matérias em que são chamados a intervir não farão a mais parva ideia do que estão a tratar.

Igualmente desconheciam o valor do salário mínimo nacional. Mas esse desconhecimento nem é de estranhar. Trata-se, para eles, de uma realidade longínqua, que só por acaso ocorre no mesmo país e que apenas lhes interessaria se, contrariamente ao que acontece, o vencimento da classe política estivesse indexado ao valor da remuneração mínima nacional.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Previsões (locais) para 2009

Por causa de um problema relacionado com a desarrumação de pastas e ficheiros que vai pelo meu pc, este texto será publicado com um atraso significativo relativamente ao que estava previsto. Ainda assim a tempo de deixar algumas previsões que não interessam a ninguém sobre coisas que interessam a poucos. Irrelevantes, portanto. Umas e outras.

Nas eleições que se vão realizar lá para o final do ano vão aparecer candidatos. Vários. Quantos mais melhor. E um deles, ou delas se as houver, vai ganhar.

Vão continuar as interrogações quanto à identidade do homem do bloco. Posso desde já garantir que, apesar disso, ainda não será em dois mil e nove que a mesma será revelada.

Novos blogues irão aparecer. E desaparecer, também. Os suspeitos da sua autoria continuarão a ser os do costume. Comentadores também não irão faltar. Principalmente daqueles que tentam por todos os meios, quase sempre baixos, chatear o autor do blogue. Nada de novo, portanto.

A merda de cão não vai desaparecer dos passeios e a maior parte dos donos continuarão a ser os mesmos porcalhões que já foram em dois mil e oito. Alguns fá-lo-ão pela calada da noite, outros, mais descarados, ou mais porcos depende do ponto de vista, passearão o canito à vista de todos sem se importarem com o que vão deixando para trás.

Mesmo assim vai continuar a ser bom viver em Estremoz.