O coleccionismo é uma actividade manifestamente subvalorizada nos tempos que correm. São já poucos os que se dedicam a este passatempo, outrora muito popular, e que, em certas circunstâncias, se pode revelar de uma importância fundamental na vida de qualquer um. Será portanto um hábito a recuperar até, pelo menos, para memória futura.
Veja-se o caso de um arguido num processo mediático que corre há largos anos pelos tribunais. Graças à sua esposa, inveterada coleccionadora, é agora possível saber que nas datas em os alegados crimes terão ocorrido o homem estava no cinema. Tudo porque a extremosa senhora colecciona bilhetes de cinema. Algo de tão respeitável para coleccionar como qualquer outra coisa mas, reconheça-se, extremamente conveniente e oportuno. Pena não serem personalizados…sempre valorizava a colecção e dava algum crédito ao alibi!
Não é costume recomendar livros. Esse papel fica muito melhor entregue a outros – ao professor Marcelo, por exemplo – mas hoje não resisto a deixar esta sugestão de leitura que recomendo especialmente à malta de esquerda que anda por aí a apoiar os fascistas islâmicos do Hamas. Os tais que nem Arafat queria ver por perto.
O espectacular, maravilhoso, absolutamente inigualável, brilhante como ninguém e fantástico líder do partido do governo vai voltar a ganhar as eleições. Quer, como tudo indica, se candidate pelo seu actual partido ou, protagonizando mais uma daquelas espectaculares transferências a que o mundo da política também já nos habituou, se transfira para o rival e principal opositor. Nem sequer os camaradas ficariam por aí além muito surpreendidos com a eventual mudança de emblema do primeiro-ministro maravilha do Largo do Rato para a Lapa. Primeiro porque estes – os ratos – são sempre os primeiros a abandonar o navio quando a coisa começa a correr mal e, em segundo lugar, porque as fintas e dribles mais ou menos baixos continuariam ao mesmíssimo nível. O que não desagradaria aos camaradas. Se gostam agora não iam deixar de gostar só por o homem vestir outra camisola e assim resolvia-se o problema de uma eventual ausência de maioria absoluta.
Em matéria desportiva o Benfica vai continuar a não ser campeão. O que também não constitui novidade, diga-se. Embora, ao que parece, a equipa de chinquilho, este ano bastante reforçada, se apresente como forte candidata ao título. O mesmo relativamente à sueca. Como sempre continua boa.
As pontes e fins-de-semana prolongados que se anunciam para este ano prometem esgotar as viagens para destinos exóticos e lotar hotéis no Algarve. Restaurantes e toda a espécie de superfícies comerciais continuarão apinhadas de gente, enquanto nas estradas continuaremos a assistir ao desfilar dos últimos modelos que a industria automóvel colocar no mercado. As ruas das cidades manter-se-ão engarrafadas de automóveis utilizados para pequenos percursos por cidadãos incapazes de se deslocarem a pé mas que ao fim do dia encherão os ginásios.
Costuma dizer-se, com razão, que o tempo é dinheiro. Ao espaço, seja físico ou blogosférico, aplicam-se igualmente critérios de rentabilização de acordo com aquilo que cada um pretende fazer dele. Assim, também por isso, na sequência de uma orientação editorial que há algum tempo já vem sendo seguida neste blogue, deixarão de ser disponibilizados links a todos os que não seguem igual politica de reciprocidade.
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