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terça-feira, 2 de julho de 2019

A casa que não há maneira de ir abaixo

Isto do prédio de Viana do Castelo que está para ir abaixo há quase vinte anos suscita uma série de questões inquietantes. A começar pela intenção de o demolir. Que é feio, garante quem teve a ideia. Um mamarracho, aquilo. Embora, assim de repente, não pareça que isso constitua motivo bastante para escaqueirar o edificio. O que não falta são exemplos muito piores e não consta que estejam para ser derrubados.


Depois a finalidade que pretendem dar ao terreno. Um mercado, pasme-se. Que tem mesmo de ser feito ali e não noutro local qualquer. Senão, calculo, os consumidores já não vão lá fazer compras. Às tantas ainda são gajos, assim numa de grandes malucos, optar por consumir noutro lugar. Numa grande superfície comercial, ou lá o que chamam esses estabelecimentos onde nas últimas dezenas de anos as pessoas passaram a comprar praticamente tudo o que necessitam.


Esquisita, também, foi a tentativa – anunciada mas não sei se concretizada – de fazer um cordão humano para convencer os resistentes a abandonar as suas habitações. Por norma estas cenas costumam funcionar ao contrário. Mais do tipo “é pá, camaradas, força que a malta está aqui para os apoiar” e não do género “desamparem mas é a loja, que isso tem de ser derrubado e a gente não tem o dia todo”.


Por fim – e para abreviar o rol das inquietações – inquieta-me a ausência do professor Marcelo. Nem parece dele. Sempre esperei que desse lá um salto. Nem que fosse só do rés do chão. Enquanto tirava uma selfie.