terça-feira, 30 de setembro de 2025

Uma maçada, essa coisa dos votos...

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De acordo com a capa da edição impressa do jornal Público, essa grande referência do activismo jornalístico, as próximas eleições autárquicas serão as “mais difíceis da história da democracia”. Não sendo assinante da versão on-line do referido pasquim e a minha natureza pouco dada a gastar dinheiro em inutilidades, fico sem saber quais são os motivos que fundamentam o dramatismo da noticia.


Para a dificuldade inerente a este acto eleitoral, assim de repente, só me ocorre a eventualidade dos quadrados onde os eleitores colocam a cruz correspondente à sua opção de voto sejam significativamente mais pequenos. O que, concordo, constituiria um problema para criaturas como eu que já evidenciam uma manifesta dificuldade em lobrigar a curta distância.


Eleições em democracia nunca são um problema. Os resultados que delas saírem, também não. Sejam eles quais forem. Até porque não correremos o risco de suceder, ao contrário do que acontece noutras partes do mundo muito apreciadas pelo Público, de os vencedores se recusarem a abandonar o poder no final dos respectivos mandatos. Os eleitos que saírem vencedores desta eleição não agradarão a todos. Inclusivé, eventualmente, a mim. É a vida. Quem é como quem diz a democracia, ou lá o que se chama aquele regime onde os habitantes de um país escolhem livremente quem os governa.

6 comentários:

  1. Quem diria? E eu a pensar que estas eleições seriam iguais ou semelhantes a outras anteriores. Seremos dramáticos por natureza ou por vocação?
    Saudações, excessivamente, matinais...

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  2. Só mesmo o nosso jornalismo para arrancar estas pérolas.
    Nada como dramatizar, porque só pela comédia já lá não vão!

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  3. É o que dá não existir profissionalismo nem deontologia profissional na maioria dos jornalistas. Nojo de gente, como diria o Pedro Nuno Santos dos portugueses que não apreciam os apoiantes do Hamas que foram caçados pelos israelitas.

    Cumprimentos

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  4. Não sei o que ensinam nas escolas de jornalismo...não saem de lá jornalistas, mas sim activistas.

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  5. Marques Aarão9:28 a.m.

    “Neste ano de 2025 não votar é renunciar a uma oportunidade única de beneficiar de uma situação financeira que é irrepetível”, defendeu o chefe de Estado, na habitual mensagem presidencial em véspera de atos eleitorais".
    Quem bolsou isto foi o notabilíssimo presidente Marcelo, o que reflete um retrógrado e fascizante conceito de democracia, como se o exercício da cidadania, participação cívica e intervenção politica se limitasse a um ocasional ato eleitoral, e todo o resto do tempo fossemos apenas peões no tabuleiro fechado das encasuladas oligarquias partidárias.

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