quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Nunca maltrate um ladrão

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Desconheço se, por esta altura, já haverá caixotes do lixo a arder e automóveis ou autocarros incendiados em Ponte de Lima na sequência do ferimento infligido a um ladrão pelo dono da ourivesaria assaltada. Provavelmente não. Os meliantes – daqueles que não contribuem para o aumento da criminalidade – estão em fuga e o que ficou para trás está a beneficiar dos cuidados do SNS. A vitima, entretanto, está a contas com a justiça. Feito ao bife, no caso. Não podia ter disparado - que as armas não podem ser usadas para defender património, só para roubar o património dos outros - e dificilmente se livrará de uma condenação. Tudo de acordo com os cânones da esquerda. Ou seja, se os meliantes estão bem e o proprietário na choça a paz reinará naquelas terras minhotas.


Felizmente nem todos os bandidos – os nacionais e os importados, que miraculosamente abandonam a actividade criminosa mal entram em Portugal – conhecem as nossas leis. Por enquanto. É dar-lhes tempo. Quando eles souberem que, em praticamente nenhuma circunstância, se pode disparar sobre eles aquela coisa da insegurança é capaz de ultrapassar o patamar das sensações. Por mim, já que não posso disparar e ainda que pudesse não tenho grande pontaria, vou comprar uma fisga. Desde que não atire aos pardais não deve ser proibido.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Minorias, opções e coincidências.

Decididamente a esquerda, a comunicação social e outros indigentes mentais desconhecem – ou, se calhar, preferem ignorar - o conceito de maioria silenciosa. Não deviam. Evitavam muitos disparates e, simultaneamente, poupavam-nos potenciais danos futuros. Preferem, em vez disso, as minorias ruidosas. Mas, por mais que se esforcem, serão sempre isso. Minorias.


Veja-se, por ser o mais actual, o êxtase e a insistência com que se vai anunciando a catadupa de assinaturas da petição visando criminalizar os dirigentes de um partido político. Podem, até, arranjar meio milhão de subscritores. Não tem mal nenhum, nem daí vem qualquer mal ao mundo. Estranho, ao contrário do que fazem relativamente a outras iniciativas congéneres, é que não perdem um minuto sequer a divulgar a campanha de angariação de fundos – igualmente, como a tal petição, a decorrer na Internet - para o motorista de autocarro vitima dos meliantes pirómanos. Nada que me espante. A esquerda, por mais que proclame o contrário, nunca gostou de quem trabalha. Opções.


Entretanto a sondagem hoje divulgada indica uma recuperação do Chega, invertendo a tendência de descida acentuada que ainda há pouco se verificava. Coincidências.

sábado, 26 de outubro de 2024

Não é opinião...é a vida!

São inúmeros os alegados especialistas em especialidades especialmente inúteis que nos últimos dias – e noites, principalmente – nos têm entretido com as teorias mais estapafúrdias sobre as causas dos actos criminosos praticados por meliantes javardolas, ao mesmo tempo que apontam as soluções mais mirabolantes para resolver a coisa. O que aconteceu parece simples. Alguém não obedeceu às ordens da policia e sofreu as consequências da sua opção. Se as forças da ordem usaram, ou não, de força excessiva a investigação dirá. Certeza apenas que nem uns nem outros são anjinhos. A solução ninguém a tem. Nem existe. A situação chegou a um ponto de não retorno e não há forma de a resolver. Habituem-se.
Nisto, como em tudo o mais, os jornalistas deviam ser imparciais. Lamentavelmente não se coíbem de tomar partido e, em muitas circunstâncias, mais parecem activistas de uma qualquer causa manhosa. Igualmente deplorável tem sido o argumentário de grande parte das criaturas que vão opinar às Tv’s. Muitos deles nem se percebe por que raio são convidados a ir a um estúdio de televisão. A opinião de alguém com um arganel nas ventas ou de quem aparenta não tomar banho há meses importará, quando muito, à respectiva família. Ou, se calhar, nem tanto.
Há também a questão do aproveitamento político. Neste aspecto ninguém aprendeu nada. Ainda na semana passada era opinião quase unânime que, a haver eleições, o Chega perderia metade ou mais do seu grupo parlamentar. Hoje não sei se alguém conseguirá, com a mesma certeza, dizer o mesmo. Mas, ainda assim, não desistem de insistir no mesmo erro. Depois não se queixem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

A solidariedade é uma coisa muito linda!

O falecimento de um pacato cidadão, provavelmente temente a Deus e portador de muitas outras virtudes, despoletou uma onda de solidariedade sem precedentes. Vizinhos, amigos chegados e outros mais distantes – espalhados por toda a região da grande Lisboa, o que por si só comprova a bondade do homem – resolveram solidarizar-se com a família enlutada queimando e partindo coisas. O normal, quem nunca se solidarizou desta forma que atire a primeira tocha. Por mim, que sou um gajo que também me gosto de solidarizar, tenho um profundo apreço por malta que assim se solidariza. Aquilo não é fácil. Um tipo andar a noite toda a solidarizar-se e depois, pela manhã, ter de ir trabalhar deve ser duro. Principalmente se o autocarro não aparecer ou o carro não pegar devido ao aquecimento provocado por tanta solidariedade.


O que me parece muito mal são algumas reacções, de gente que notoriamente não sabe o que diz, a esta fatídica ocorrência. Insinuar que os policias vão para os bairros da periferia praticar tiro ao alvo é estúpido. E incendiário, também. Pelo que nos é dado a conhecer, nos alvos quem às vezes acerta não são os policias. São outros.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

País de pobres

Há quem esteja agora a descobrir, com algum espanto e relativo horror, que as pensões de reforma estão a ficar cada vez mais baixas em relação ao ultimo ordenado auferido. Habituem-se, que a tendência é para piorar. De acordo com dados citados hoje pela imprensa, setenta e sete por cento das pensões atribuídas no ano passado ficaram abaixo do salário mínimo nacional. No ano em curso este número será ainda maior e num futuro próximo deverá constituir, praticamente, a regra quase geral. Ou seja, o empobrecimento geral do país e dos portugueses prossegue em ritmo acelerado. São, para além de outras, as consequências dos extravagantes aumentos do SMN, do não acompanhamento deste crescimento por parte dos restantes vencimentos e dos sucessivos cortes nas pensões que os fantásticos governos, da não menos fantástica esquerda, garantiu não fazer. Por este andar o indicador de pobreza usado para determinar que temos no país quase dois milhões de pobres tratará de produzir muitos mais. Depois não se queixem.

domingo, 20 de outubro de 2024

Enriquecimento cultural

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Provavelmente as empoderadas, feministas, esganiçadas diversas e esquerdistas em geral já terão reagido ao anuncio da entrada no mercado de uma espécie de Uber apenas para mulheres. Não dei por nada, mas isso dever-se-á, tão somente, ao meu desconhecimento. Imagino que, por esta altura, já abundem comunicados das mais variadas organizações e “colectivos” de esquerda a manifestar indignação e a prometer lutar contra esta iniciativa de negócio – mais uma manigância do capitalismo – claramente discriminatória e, quiçá, atentatória da dignidade das mulheres. Inconstitucional, na certa, por discriminar clientes em função do sexo.
Isto, claro, sou eu na galhofa. Acredito que não tenham feito nem, quase de certeza, farão nenhuma critica a este novo modelo de negócio. De resto, esta iniciativa empresarial apenas vem dar-lhes razão. É mais um beneficio do enriquecimento cultural que, segundo eles, a imigração nos proporciona. Outros se seguirão. Carruagens de comboio só para mulheres ou uso de vestes e adpoção de comportamentos cuja exuberância não suscitem “manifestações de interesse” por parte do imigrantes oriundos de países com culturas medievais. Daqueles que toda a fauna mencionada no inicio do texto acha que nos tornam mais ricos.
Por mim apenas lamento que tenhamos chegado até aqui. Não foi para isto que fizeram o 25 de Abril. Pena que aqueles que a propósito de tudo – e, principalmente, de nada – andam sempre a guinchar “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” não percebam que este é o verdadeiro fascismo. Pior, que o defendam.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

O problema de ontem é a solução de hoje

Uma das vantagens de um gajo ser velho – se calhar a única – é que se lembra de muita coisa. Eu, por exemplo, ainda sou do tempo em que muitíssima gente reclamava do excesso de construção. Barafustavam contra os interesses imobiliários e autárquicos que estariam, a par de outros esquemas alegadamente manhosos, a levar a que se construissem prédios de forma desenfreada e muito para além das necessidades do país. Que, segundo eles, já então teria habitação suficiente para albergar vinte ou trinta milhões de pessoas. Volvidos vinte anos – as mesmas criaturas, em muitos casos – voltam a mandar bitaites acerca do sector. Desta vez, imaginem lá, o problema é a falta de habitação. Os interesses instalados, ou sejam todos menos eles, são responsáveis por não haver casas para ninguém. Uma vergonha a que urge pôr cobro. Construa-se, aconselham, porque afinal os prédios onde cabia toda a gente já não chegam. Não se cansam de estar errados, eles. O único tema onde lhes dou razão, quando noutra ocasião os leio ou ouço sobre outros assuntos, é nisso de criticarem o Ventura por estar sempre a mudar de opinião.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Coitados dos espanhóis...

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O ministro da Defesa proclamou em Estremoz que Olivença é terra portuguesa. Nada de especial – apesar do horror que tal afirmação provocou em certos meios – pois trata-se, afinal, da posição oficial do país. Nem, de resto, os espanhóis ligaram patavina à conversa da criatura. Fizeram mal. Avisados estavam os que concluíram que Nuno Melo estaria a sugerir que invadíssemos Espanha para reconquistar aquela localidade que outrora foi nossa. Isto porque, ainda há poucos dias, outro ministro sugeriu uma nova forma de atacar os espanhóis. Desta vez usando a CP como arma, já que de forma convencional não teríamos sucesso. Curiosamente esta intenção de infernizar a vida dos vizinhos não suscitou nenhum reparo nem a mesma indignação. E, está fácil de ver, é pior, muito pior, do que marchar sobre Olivença. Estou mesmo em crer que, perante tamanha ameaça, o governo espanhol não hesitará em devolver aquilo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Dichotes

Os políticos portugueses podem não ser grande coisa, mas demonstram uma especial capacidade para nos divertir. Valha-nos isso. Os últimos dias têm sido especialmente pródigos em declarações capazes de nos animar. Provocar risota, até. Desde o Pedro Nuno Santos ao Montenegro, passando por outras figuras menores como o Ventura ou Paulo Raimundo. O primeiro ministro fez uma graçola a propósito de auriculares e de jornalistas que farão perguntas encomendadas. A corporação jornalística foi lesta a reagir. Não se ficou pelo sorriso amarelo. Certo que o homem mais valia ter estado calado ou, então, se queria mesmo irritar teria dito o mais ajuizado. Que o dinheiro dos contribuintes não pode servir para financiar jornais. Não tinha tanta piada, mas o nosso bolso agradecia. Quanto ao líder socialista, com a empatia que o caracteriza, mandou os militantes do seu partido ter juizinho e tento da língua, que isto de andar a mandar bitaites acerca da necessidade de aprovar o OE não pode continuar. Nesse e, se calhar noutros assuntos, há que falar em uníssono. Papaguear a voz do dono, portanto. Por falar em comunistas, o secretário geral do PCP está manifestamente chateado por o Orçamento apresentado pelo governo conter medidas contra-revolucionárias. Uma chatice, logo agora que a revolução estava a correr tão bem. Mas teve graça, convenhamos.

sábado, 12 de outubro de 2024

Democracia, sempre.

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A minha tolerância para com o pessoal do “Free Palestina” e arrazoado correlativo é muito limitada. São, na sua quase totalidade, apenas movidos pelo ódio aos Estados Unidos da América e ao ocidente em geral. Seriam, todos eles, incapazes de viver numa sociedade como aquela que os diversos movimentos que lutam contra o Estado de Israel – a única democracia da região, nunca é demais recordar – preconizam e aplicam nos territórios que controlam.
Sou o primeiro a concordar que as sondagens valem o que valem. Todas elas, seja qual for o modelo através do qual se obtém o resultado. Especialmente quando este não nos agrada. Neste inquérito, dos participantes apenas o equivalente a pouco mais do que a soma das percentagens obtidas pelo PCP, BE e Livre nas últimas legislativas não escolheriam Israel para viver. Isto, valha o que valer, só nos mostra o óbvio. Doze por cento dos que responderam são mentirosos. Ou, vá, potenciais suicidas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Opções despreziveis

Tenho pouco apreço por medidas, ainda que aparentemente simpáticas, dirigidas especificamente a um segmento da população. Revelam, na maioria das circunstâncias, o carácter interesseiro e o apego ao poder por parte de quem as promove. O que me faz ter em relação a essas pessoas um apreço ainda menor do que aquele que já tenho pelas ditas medidas. Assim uma cena quase ao nível do desprezo, digamos. É o que sinto, também, relativamente a isto do chamado “IRS jovem” e a quem teve teve a ideia. O mesmo sentimento quanto aos que defendem que, em vez disso, preferiam manter tudo como está em termos fiscais e usar o montante equivalente à perda de receita de IRS para aumentar as reformas aos velhinhos. É um clássico dizer que são todos iguais. A diferença está, pelos vistos, no público-alvo. Uns desconfiam que ganham as eleições com os jovens, outros com os velhos. Os que pagam estas tolices são os do costume. A esses só lhes compete pagar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Recomendações

A Assembleia da Republica acaba de recomendar ao governo que trate de promover o recrutamento de pessoas LGBT+alfabeto inteiro, afro-descendentes e ciganos para a PSP e GNR. Parece-me muito recomendável o cumprimento desta recomendação. Mesmo que a Constituição garanta a igualdade de oportunidades no acesso ao emprego público e, assim à primeira vista, se afigure que o parlamento estará a, digamos, subverter o espírito da coisa. Detalhes. De resto, com recomendação ou sem ela, o principio de favorecer determinados grupos de cidadãos no acesso aos lugares remunerados pelo Estado há muito que está consagrado na prática política. O grupo de cidadãos com cartão de militante do partido no poder, o grupo de cidadãos que são da família deste ou daquele ministro, o grupo de cidadãos amigos do presidente de uma qualquer autarquia, o grupo de cidadãos - e respectivas famílias - que bebe uns copos com um cacique local e  tantos outros grupos de pessoas que aqui não menciono só para não alongar o post, há muito que são tidos como prioritários no acesso ao emprego público. Serão todos criaturas muito recomendáveis, na certa, mas às vezes só isso pode não chegar. Serem recomendados dá uma garantia muito maior quanto ao sucesso da tramóia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Buzinão xenofobo

O turismo constitui um dos principais pilares da economia nacional, mas isso pouco deve importar a um conjunto de criaturas que apelam à realização de um protesto contra aquilo que chamam o excesso de turistas em Lisboa. Deve ser coisa, presumo, de gente racista e xenófoba. Da extrema-direita, muito provavelmente, que esses é que não gostam de estrangeiros. Sim, porque malta de esquerda não será, certamente. Esses ainda um dia destes fizeram uma manifestação contra quem acha que andam por cá forasteiros em demasia. De resto essa gente boa, solidária, progressista, empática para com o outro, sequiosa de abraçar novas culturas e amante da diversidade até exige que venham mais. Muitos mais. A esquerda não terá, reitero o meu convencimento, nada a ver com o assunto. Eles, como sabemos, gostam muito de turistas. Gostam tanto, mas tanto, que ficaram chateados por o Moedas ter impedido uns quantos de praticar campismo num jardim lisboeta. É por estas e mais umas quantas que agora não me ocorrem, que ninguém me tira da cabeça que esta ideia de buzinar contra quem vem de fora é coisa do Ventura e dos nazis seus apaniguados. Esses fachos, que querem Lisboa só para eles. Não passarão!

domingo, 6 de outubro de 2024

"Escapai a todos los impuestos que podáis"

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O Sol que alumia lá é o mesmo que alumia cá, já garantia a minha avó, e, acrescento eu, da mesma forma em qualquer lugar onde exista um comunista. Seja qual for o manto ideológico debaixo do qual se esconda. Esta alucinada pertence ao “Más Madrid”. Um movimento regional que se auto proclama como alternativa verde, feminista e de justiça social. Coisas na moda e que dão para tudo e para mais um par de botas. Ou de sapatos de salto alto, para evitar acusações de discriminação com base no calçado. Os de cá não são muito diferentes. Uma, em tempos, já afirmou que a necessidade de perder a vergonha e ir buscar o dinheiro a quem o tem. De tal maneira que até existe um imposto conhecido pelo seu nome. Outros, ainda que mais comedidos nas palavras, contam com a ignorância dos portugueses – nem o recibo do vencimento sabem ler - para nos irem ao bolso. Só falta é terem o descaramento desta senhora. Lá chegarão.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Prioridade à intimidade

Diz que há uma enorme escassez de guardas prisionais. Tanto assim será que, para além da insuficiência de meios para assegurar o bom funcionamento das cadeias, já terão até ocorrido situações em que reclusos deixaram de ser conduzidos a tribunal ou ao médico devido à falta de recursos humanos no sector. Isto, obviamente, a fazer fé naquilo que de vez em quando é noticiado. Mas, se calhar, não será bem assim. Ou, então, dependerá das prioridades. Ao que foi amplamente divulgado pela comunicação social, um recluso, daqueles a quem é dado um inusitado destaque mediático, teve um destes dias direito a uma visita intima. Para o efeito, o cavalheiro terá sido transportado até ao local do encontro e levado de regresso ao ponto de partida por, presumo, guardas prisionais. Daqueles que há em pouca quantidade. Os mesmos que, calculo, terão ficado a vigiar o perímetro enquanto decorriam as intimidades. Ou seja, isto da escassez de pessoal – ou de outra coisa qualquer - tem muito que se lhe diga. Seja nas prisões ou noutro lado. Depende do uso que se lhe dá. Ao pessoal e à coisa.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Quem não guincha não mama...

Depois de termos suportado durante anos um governo de chalupas, temos agora de gramar um governo de badalhocos. Badalhoquice é o termo mais simpático que me ocorre para caracterizar a postura dos actuais governantes. Pretender agradar a toda a gente e querer dar tudo a todos, nunca dá bom resultado. É da vida. Ao fazê-lo a AD pretendeu complicar a vida ao PS e posicionar-se para ganhar as cada vez mais que prováveis eleições antecipadas. Poderá eventualmente ganhá-las, mas o custo para o país e para os portugueses fará parecer a última intervenção da troika uma brincadeira de crianças. A menos que, no dia seguinte às eleições volte a aumentar os impostos que agora quer baixar. Nada de muito surpreendente, se o fizer. Desconfio, aliás, que nem terá outro remédio.


Depois da tropa, policia, professores, funcionários judiciais, reformados e sei lá quem mais são hoje os bombeiros. Amanhã, se calhar, serão as assistentes operacionais das escolas. Suponho que também quererão subsidio de risco. Se - ao que se diz por piada - haverá quem, alegadamente, receba esse subsidio por apertar os parafusos do carro do lixo, elas também merecerão por despejar os cestos dos papéis. E muitos outros se seguirão, que a lista é longa. A todos será concedido o que almejam, não vão os eleitores abrangidos pela benesse de ocasião ficar chateados. Coisa que, como se sabe, badalhoco que se preze procura sempre evitar.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

O inalienável direito a sujar a rua

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Este vistoso monte de merda de cão podia ser observado esta manhã, em todo o seu esplendor, na Rua Quirina Alice Marmelo, em Estremoz. Trata-se de um dos muitos locais de eleição para a canzoada da zona aliviar a bexiga – como amplamente demonstram o estado do poste e do chão circundante – e, de vez em quando como hoje foi o caso, para arrear o calhau. Isto enquanto os donos aguardam pacientemente e cheios de enlevo que o seu filho de quatro patas – agora é assim que os consideram – termine de evacuar ou de verter águas. Admiro-lhes a paciência. Tanto como a dos restantes moradores em tolerar cenas destas.