
Sempre ouvi o meu pai dizer que quem guarda o que não presta encontra o que precisa. Não sigo muito essa máxima pelo que, em consequência disso, já me aconteceu em variadas circunstâncias deitar fora um objecto e daí por uns tempos ter de comprar algo igual ou semelhante para resolver uma situação em que a peça jogada no lixo teria servido na perfeição. Apesar disso – e porque é impossível guardar tudo - estou a tentar livrar-me de muita coisa, tentando a sua venda através do Marketplace.
Este post, contudo, não tem a ver com a utilidade presente ou vindoura da tralha que vamos acumulando. Tem, antes, a ver com os burlões que enxamerdeiam – mesmo não existindo parece-me uma palavra adequada – as redes sociais. São, na maior parte dos casos, estrangeiros com perfis falsos que a cada anúncio publicado me invadem o Messenger com propostas quase irrecusáveis de aquisição do item. Inclusivamente oferecendo um valor superior ao pedido. Por norma ignoro, mas já mantive com gente desta diálogos de elevada comicidade. Não foi o caso deste último que, vá lá perceber-se porquê, não aceitou a minha generosa contra-proposta.
Se eu dissesse que concordava com a oferta a criatura iria pedir os dados que, na resposta, lhe pedi. Já, noutras tentativas de burla, tentei enrolar a conversa no sentido de perceber o que fariam com os elementos que eventualmente lhe forneceria. Não obtive sucesso, mas dado que não me pediram dinheiro – ou pelo menos não chegámos a essa fase – continuo sem saber como se consuma o crime. Para além da rudimentar recolha de dados pessoais e eventual utilização em trafico ou “clonagem” de identidades, alguém tem ideia de como funciona este esquema?
Essa posso dizer-lhe como continua. Já levei uma pessoa, algures de Portalegre (obtive a informação num momento que o "comprador" se trocou todo, sobre estar em Coimbra e deu o nome de uma localidade de Portalegre), que chegou à parte de lhe "reembolsar os gastos".
ResponderEliminarDepois de você aceitar a "venda", vai receber um sms de outro número a dizer que foi pedida uma recolha de produto (aparece o que você tem para venda). Depois, esse número contacta-o pelo whatsapp, dizendo ser xxxxxx da GLS e que o comprador iniciou o processo. Que precisam do seu IBAN ou informações para emitirem um vale de correio (20 euros pela emissão do vale). "Enganei-me" a dar o IBAN (inventei um que os 8 iniciais existem). Ao final desse dia, recebi uma mensagem a dizer que não podiam fazer a transferência e que precisavam de emitir o vale. Que a única forma era pagar 75 euros ou usar o mbway pagando 50, para avançarem com a transferência, para o meu mbway, devolvendo os 50 euros. Nesse momento, em vez de usar o whatsapp, liguei para o número, tocou tocou tocou e ninguém atendeu. Mas, a pessoa continuou a perguntar se já tinha feito a transferência durante o dia seguinte todo. Quando lhe disse que a burla falhou, o número deixou de existir.
Obrigado pela informação. Isto é que é gente empreendedora e com espírito de iniciativa!!!🤑🤑🤑
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ResponderEliminarTemos de estar bem atentos!
Beijinhos, Kruzes
Feliz Dia
Muito atentos. Esta malta das burlas até já tem formação profissional na área 😄😄
ResponderEliminarCumprimentos